Você já ouviu falar de blockchain na saúde? A tecnologia é um sistema de segurança de dados incorruptível, descentralizado e transparente. Isso porque conta com uma robusta criptografia que esconde a identificação do usuário e dos donos da informação. Além disso, só pode ser validada por consenso e não pode ser alterada por uma única pessoa, sem autorização do restante.
Neste setor, um dos principais benefícios é a proteção superior de volumoso número de dados. Ainda mais agora com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Em seguida, entenda o que é o blockchain e quais as possibilidades promissoras de uso na área da saúde.
Blockchain: o que é
O blockchain surgiu há aproximadamente 10 anos como uma ferramenta de segurança ultra segura e sem falhas para realização de transações financeiras com criptomoedas (moeda digital), como o Bitcoin. Atualmente, é avaliada como a tecnologia de maior impacto na revolução digital desde o aparecimento e popularização da internet.
A ferramenta de decodificação é baseada numa estrutura de dados conhecida como “cadeia de blocos”. Cada um deles possui transações que contém determinado número de informações em que só pessoas autorizadas podem inserir, modificar ou visualizar. Além disso, as informações só podem ser validadas por consenso.
É totalmente privado, pois esconde a identificação do usuário e dos proprietários da informação por meio de códigos complexos devido a uma potente criptografia. Isso blinda o acesso de pessoas não autorizadas e torna quase impossível o vazamento das informações.
Esse, portanto, é o grande diferencial do blockchain em relação aos outros sistemas de segurança de dados.
Desse modo, é muito empregado em softwares relacionados à segurança e empresas de diversos setores já estão aproveitando para outras finalidades, como certificação e autenticidade de documentos, registro de contratos e de propriedade intelectual.
Na área de saúde, já têm healthtechs que implantaram o blockchain em soluções como armazenamento de dados na nuvem, em que é possível compartilhar desde pesquisas médicas até informações dos pacientes.
Blockchain na saúde: principais vantagens
Sem dúvida, a principal vantagem do uso do blockchain na saúde é a segurança de dados superior aos outros sistemas. Por exemplo, cada pessoa ou instituição envolvida no processo possui uma chave de acesso que decodifica as informações. No caso de dados do paciente, só ele pode permitir o acesso. Dessa forma, ele se torna o “guardião” das suas próprias informações médicas. Tudo isso de maneira ágil e não burocrática.
Com isso, é possível ter acesso ao histórico completo do paciente e realizar o atendimento de maneira mais assertiva. Por exemplo, conseguir diagnósticos mais precisos e direcionar para tratamentos mais efetivos.
Os profissionais também podem obter ensaios clínicos e novas pesquisas de forma mais simples e rápida. Por exemplo, estudos feitos de forma descentralizada, em vários países e ainda em sigilo, podem ser os dados inseridos em uma ferramenta com blockchain e compartilhados apenas com pessoas de interesse.
Outros benefícios possíveis são controlar e rastrear suprimentos hospitalares e farmacêuticos, ainda mais com uma legislação que impõe diversas regras de transporte e armazenagem. Além disso, pode diminuir problemas com fornecimento de medicamentos falsos.
Há a possibilidade também de utilizar a tecnologia para monitorar doenças e prever possíveis epidemias.
Por fim, outra oportunidade é de uso na precificação e pagamentos de serviços de saúde. Isso porque pode melhorar a gestão de identidade, fornecer contratos inteligentes e agilizar os recebimentos com transferências imediatas. Por exemplos, há sistemas que permitem que requerimentos sejam processados em questão de segundos em vez de semanas ou meses.
Blockchain na saúde: ferramenta promissora
De fato, podemos afirmar que o uso do blockchain na saúde é bastante promissor ao garantir segurança extrema de dados, armazenar as informações médicas do paciente e ampliar o acesso ao histórico do paciente, de ensaios clínicos e resultados de novas pesquisas ainda sigilosos.
Com isso, a ferramenta pode transformar o setor ao reorganizar operações, gerar novos modelos de negócio e integrar registros médicos dos pacientes.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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Como captar pacientes é um dos assuntos mais importantes na mesa dos gestores de consultórios e clínicas. Afinal, qualquer negócio precisa de clientes para existir. Inclusive, na área de saúde.
Nos últimos anos, a relação consumidor-empresa mudou bastante com a ascensão da internet. Hoje, o foco é nas necessidades do ser humano. Portanto, é fundamental investir no relacionamento com o paciente para suprir suas demandas e criar conexões profundas.
Para atrair o seu público-alvo, é necessário criar estratégias bem segmentadas. Mais do que isso, manter e fidelizar a base já existente. Para isso, separamos 5 dicas práticas de como captar pacientes e, assim, aumentar a credibilidade e a receita do seu negócio.
1. Faça o cadastro do consultório no Google Meu Negócio
Sabe quando você pesquisa alguma empresa no Google e aparecem todas as informações essenciais dela, como telefone e horário de funcionamento? Então, esse é o Google Meu Negócio.
Mas, mais do que uma ficha com as informações da sua clínica, o perfil no app permite a conexão com os clientes por meio do buscador do Google e também do Google Maps, tudo de forma gratuita.
O primeiro passo é fazer o cadastro do consultório com os dados básicos, como endereço, telefone, horário de funcionamento e site. Em seguida, você pode adicionar fotos do espaço.
Os pacientes também podem fazer avaliações e deixar mensagens no seu perfil. Quando isso ocorre, uma notificação instantânea é enviada no e-mail de cadastro. Então, fique atento para não demorar na resposta.
Outra funcionalidade interessante é poder conhecer os seguidores e saber a forma e a frequência com que interagem com o perfil. Por exemplo, dá para saber de onde são e quantos usaram o telefone cadastrado para agendar o atendimento.
O Google é o maior buscador da internet hoje. Muitas pessoas utilizam para procurar por médicos e, depois de encontrar algum que desperte o interesse, há ainda uma busca mais minuciosa para avaliar as recomendações on-line antes de agendar a consulta.
2. Invista no marketing digital para médicos
Atualmente, vivenciamos a era do pós-digital em que não há uma divisão clara entre o mundo off-line e on-line. Isso porque utilizamos a tecnologia todo o tempo para pesquisas, entretenimento, interação com as pessoas e compras virtuais, dentre muito mais.
Por isso, é essencial estar presente on-line para construir e manter a relevância e autoridade no mercado. E, assim, conquistar e fidelizar cada vez mais pacientes. Principalmente nas redes sociais, pois oferecem um grande potencial de interação e relacionamento com o público. E, quanto maior as interações com qualidade, mais cresce a visibilidade do profissional.
Para isso, é preciso investir na produção de conteúdo relevante para cada tipo de plataforma. De fato, não há a necessidade de estar em todas – e são muitas. Mas, há mídias sociais mais voltadas para médicos. Para te ajudar a planejar a estratégia de conteúdo nas principais, nós desenvolvemos uma série de artigos com dicas práticas para Facebook, Instagram, LinkedIn, WhatsApp e Telegram.
3. Monte a jornada do paciente ideal
Você conhece a jornada do paciente? Basicamente, é o caminho percorrido pelo usuário até chegar ao seu consultório. E isso envolve diversas fases, como a descoberta de sintomas, a decisão de marcar uma consulta, a seleção de médicos, o atendimento e a avaliação de todo esse processo.
Sem dúvida, esse caminho pode ser fácil e rápido em alguns casos. Entretanto, na maioria das vezes, há um longo trajeto até sentir confiança e escolher o especialista. Isso porque há vários aspectos que influenciam na decisão final, como complexidade da doença, qualidade do profissional, avaliação de pacientes na internet ou de pessoas próximas, preocupação com a saúde, dentre outros.
Desse modo, é fundamental compreender e mapear a jornada para aumentar as oportunidades de como captar pacientes e fidelizar os já existentes para seu consultório.
Para melhorá-la, você pode:
Oferecer agendamento de consultas on-line;
Ter um consultório confortável;
Evitar atrasos;
Investir em tecnologias;
Definir um padrão de atendimento de qualidade;
Humanizar o atendimento;
Diminuir o tempo de espera entre os estágios dentro da jornada.
Verifique quais pacientes realizaram só a primeira consulta e não voltaram mais. Ou veio para o retorno e, depois, nunca mais apareceu. Claro que pode ser porque ele não precisou mais do serviço ou não lembra o nome e endereço do consultório. Mas, há chance de o paciente não ter gostado do atendimento.
Neste caso, vale a pena entrar em contato, por telefone ou e-mail, para descobrir o real motivo e tentar resgatar o paciente.
5. Mantenha um relacionamento com o paciente
Young female doctor texting
Para ficar em contato com o paciente, vale a pena investir em um processo de pós-atendimento. Por exemplo, aplique pesquisas de satisfação com regularidade para identificar os gargalos no atendimento e implementar as melhorias.
Outra sugestão é, no dia seguinte à consulta, envie um SMS ao paciente dizendo que está feliz em atendê-lo e à disposição. Você pode também lembrá-lo do retorno, parabenizá-lo no aniversário e desejar boas festas.
De fato, o SMS é apenas uma das formas de abordagem. Você pode usar também o e-mail e o WhatsApp.
Aliás, o e-mail permite envio de conteúdos mais longos. Por exemplo, você pode falar sobre novidades na área de saúde que o interessem, dar dicas de prevenção e anunciar inovações do consultório, dentre outros.
Com isso, há a demonstração de atenção e cuidado contínuo com seus pacientes. Desse jeito, eles perceberão a preocupação com o bem-estar deles, o que pode refletir diretamente na evolução do tratamento.
Porém, alinhe com o paciente se deseja receber comunicações da clínica e os formatos que aceita.
E, claro, para agilizar todo esse processo, opte por sistemas de automatização de envio de mensagens. Além da rapidez, eles garantem também a segurança das informações.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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O WhatsApp é um dos aplicativos mais utilizados pelos brasileiros. Por aqui, são mais de 120 milhões de usuários. Além do uso pessoal, a rede social de mensagens instantâneas também tornou-se uma ferramenta de trabalho. Isso porque agiliza a comunicação entre os envolvidos, de forma fácil e prática.
Inclusive, muitos consultórios e clínicas médicas também implementaram o app como meio de relacionamento com os pacientes. Nele, é possível enviar felicitações pelo aniversário e confirmar a consulta, por exemplo.
De fato, o WhatsApp para médicos pode ser uma ferramenta bastante útil no consultório. Portanto, confira 6 dicas de como usar a tecnologia da melhor maneira possível e dentro das normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
WhatsApp para médicos: é permitido?
Antes de tudo, sim! O WhatsApp para médicos é permitido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que emitiu um parecer sobre o uso profissional de aplicativos de mensagens instantâneas, em 2017. Entretanto, de lá para cá, o WhatsApp passou a ser cada vez mais atacado por hackers, que conseguem clonar, acessar os contatos e recuperar todas as mensagens enviadas.
Agora, a nova LGPD em vigor enquadra as informações de saúde como dados pessoais sensíveis. Ou seja, se vazados ou compartilhados de modo irregular, podem ser utilizados de forma nociva e discriminatória contra o paciente. E a multa neste caso é altíssima, fora os danos na reputação do médico.
Neste sentido, é essencial limitar o tipo de informação enviada pela ferramenta. Por exemplo, evite trocar documentos, como exames e receitas, ou discutir informações sigilosas do paciente com outro médico. Para isso, invista em softwares médicos ou sistemas de telemedicina que garantam a privacidade dos dados.
A seguir, veja as dicas de como usar o WhatsApp para médicos de forma segura.
1. Tenha um número apenas para o consultório
Ter um aparelho de celular e um número exclusivo para o consultório é fundamental para não misturar o pessoal com o profissional. Nele, você pode limitar o horário de atendimento e evitar ser exposto a mensagens fora do horário comercial, como a noite e nos finais de semana.
2. Opte pelo WhatsApp Business
Na hora de instalar o aplicativo, escolha a opção WhatsApp Business. Voltado para uso profissional, essa versão oferece vários benefícios comerciais, como programação de mensagem automática e preenchimento de endereço e horário de funcionamento no perfil.
Além disso, há relatórios estatísticos, como o número de mensagens enviadas, entregues, recebidas e lidas. Assim, é possível analisar o desempenho da comunicação com os pacientes e reajustar a estratégia.
Há também o WhatsApp Business API, uma espécie de “plus” do app. Ele torna a comunicação ainda mais automatizada, personalizada e escalável. De fato, é uma boa opção para clínicas maiores. Mas, para utilizá-lo, é preciso criar um chatbot e integrá-lo ao aplicativo.
3. Confirme com o paciente se deseja receber mensagens pelo WhatsApp
Em primeiro lugar, após a primeira consulta, pergunte ao paciente se ele aceita receber mensagens do seu consultório no WhatsApp. Isso garante que não ocorra atrito na comunicação logo no início da relação.
4. Faça chamadas de vídeos
Um dos recursos interessantes do WhatsApp para médicos é a possibilidade de fazer videochamadas com os pacientes. Você pode utilizar essa funcionalidade para tirar alguma dúvida rápida, por exemplo.
Isso pode ser feito pelo celular ou por meio do download do aplicativo para desktop (atenção: não é pelo WhatsApp Web. Este é outro recurso). Se optar pelo último, você só precisa ter uma webcam.
As chamadas por vídeo ajudam na aproximação com o paciente, mas vale ressaltar que para teleconsultas, o mais indicado é recorrer aos sistemas de telemedicina. Isso porque são mais seguro, permitem armazenar a consulta e tem mais dispositivos, como integração com o prontuário eletrônico e de prescrições de receitas e atestados digitais.
Muitos consultórios e clínicas sofrem com a falta de pacientes nos atendimentos agendados. Parte deles alegam ter esquecido da consulta ou que surgiu outro compromisso. Então, vale a pena criar uma estratégia para garantir a vinda do paciente ou o cancelamento com antecedência. Dessa forma, dá tempo de preencher o horário com outro paciente e, assim, não perder atendimento.
A recepção pode, por exemplo, enviar um lembrete uma semana antes da consulta. Depois, no dia anterior, confirmar a presença.
Para agilizar esse processo, é possível automatizar o envio de mensagens por meio de sistemas de telemedicina. Se já possui um, converse com o suporte para ver a possibilidade de agregar também esse serviço. Sem dúvida, vale a pena para negócios maiores ou para usar o tempo das secretárias em outras tarefas importantes.
6. Peça feedback
Quer saber a opinião do paciente sobre a consulta e o pós-atendimento, se ele voltaria e/ou indicaria o seu trabalho? Então, pergunte pelo WhatsApp! Sem dúvida, a pesquisa de satisfação é uma das táticas mais eficientes de avaliação. Além de conhecer a experiência dele no seu consultório, ajuda a reajustar a jornada do paciente sempre que possível e a aumentar a confiança e credibilidade do seu negócio.
Você pode enviar o link com as questões pelo WhatsApp. É possível automatizar esse processo por meio de funcionalidades em softwares de gestão. Vale ressaltar que a pesquisa precisa ser breve. Isto é, selecione perguntas diretas e essenciais para a análise e a melhoria do seu negócio. Se possível, sempre aplique a pesquisa de satisfação com regularidade.
7. Mantenha um relacionamento com envio de mensagens
Que tal, no dia seguinte da consulta, enviar um whats ao paciente dizendo que está feliz em atendê-lo e à disposição? Outra possibilidade é, quando o cliente completar mais um ano como seu paciente, agradecer a confiança em seu trabalho e a parceria. Vale também lembrá-lo que está na hora da consulta de rotina.
Aproveite também as datas especiais, como aniversário e festas de final de ano, para desejar parabéns e boas festas, respectivamente.
Se você possui um blog em seu site, também pode enviar links com conteúdos relevantes. Por exemplo, você pode falar sobre novidades na área de saúde que o interessem, dar dicas de prevenção e anunciar inovações do consultório, dentre outros.
Com isso, há a demonstração de atenção e cuidado contínuo com seus pacientes. Desse jeito, eles perceberão a preocupação com o bem-estar deles, o que pode refletir diretamente na evolução do tratamento.
Mas, para ter todos esses dados em mãos, é preciso investir em softwares de automação. Além de programar os envios e cada tipo de mensagem, também garantem a segurança das informações.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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O uso da robótica na saúde vem crescendo cada vez mais nos últimos anos. Até 2025, o investimento mundial neste setor deve aumentar aproximadamente 20%, de acordo com relatório da Zion Market Research.
A tecnologia gera diversas vantagens aos médicos e instituições de saúde, como procedimentos mais precisos e reprodutíveis. De fato, o conhecimento do médico aliado à robótica torna o procedimento mais seguro, rápido e com menos dor e trauma ao paciente.
A tecnologia é empregada desde robôs-cirurgiões até em softwares médicos. Em seguida, conheça os benefícios da robótica na saúde e como ela atua em áreas como cirurgias, assistência médica e até na gestão do consultório.
Robôs x médicos
Em primeiro lugar, é importante destacar que a robótica na saúde não substitui os médicos. Na verdade, os robôs só funcionam quando guiados pelos seres humanos.
Isso porque os equipamentos funcionam como uma extensão da mão do cirurgião, por exemplo. Dessa forma, obedecem aos comandos e evitam tremor que toda pessoa tem, o que é um grande benefício em cirurgias delicadas e que exigem movimento milimétricos principalmente.
Outra abordagem é o planejamento de todo o procedimento e o acompanhamento da execução. Assim, caso ocorra um imprevisto, o profissional ajusta na mesma hora.
1. Robótica em cirurgia
Parece algo novo, mas a robótica na saúde começou a ser empregada há muitos anos. As primeiras cirurgias com estes equipamentos ocorreram em 1988, em Paris.
A oftalmologia é uma das áreas em que o uso da robótica é feito há mais tempo. Um dos primeiros empregos foi no tratamento de retinopatia diabética por meio de laser. A tecnologia mede a duração, tamanho e potência de cada pulso. Para isso, o dispositivo é pré-programado para que cada tiro de laser seja igual ao anterior.
Hoje, a ferramenta também é utilizada em cirurgias refrativas para correção da miopia. Toda a programação do procedimento e a colocação dos tiros de laser na córnea do paciente é guiado por robôs, monitorado sempre por um especialista.
O sistema de robótica NGENUITY utiliza tecnologia 3D em alta definição que aumenta bastante a visualização do olho por parte do cirurgião, o que auxilia na precisão de cirurgias oftalmológicas. O médico opera olhando para uma tela 3D de alta definição, o que permite uma postura mais adequada e redução da fadiga durante o procedimento.
Outra facilidade é a utilização de filtros digitais para personalizar a visualização durante o procedimento, aumentando a imagem das estruturas oculares e camadas de tecido.
Há também robôs voltados para cirurgia de catarata e transplante de córnea, como o Ziemer e LensX. Porém, são menos utilizados no Brasil.
Da Vinci
Hoje, há diversas tecnologias com esse objetivo. Sem dúvida, a mais conhecida é o Da Vinci, o robô-cirurgião mais utilizado no mundo. Atualmente, soma mais de 5 milhões de pacientes atendidos. Inclusive, no Brasil.
Estes sistemas realizam cirurgias minimamente invasivas em diferentes procedimentos. Uma de suas ferramentas é um console – inspirado nos simuladores de voo – em que os médicos visualizam as imagens em 3D de alta definição e fazem os movimentos operatórios com as próprias mãos, por um joystick no formato de dedais, que são transmitidos para o robô.
Dessa forma, o médico pode mover os eixos a 360 graus, atingindo ângulos que as mãos humanas só alcançariam com muita dificuldade.
Outra aplicação é o treinamento e requalificação de estudantes, residentes e especialistas em atendimento ou dentro do centro cirúrgico. Dessa forma, é possível realizar uma análise etnográfica da atuação do profissional, que fica sozinho durante o procedimento, por meio da captação das imagens por câmera instalada no local.
A tecnologia também pode ser operada a distância por meio da telemedicina.
2. Robótica em assistência médica
Há diversos robôs que melhoram o atendimento médico. É o caso do robô Laura, que identifica infecções generalizadas potencialmente perigosas nos pacientes e informa a equipe médica. Para isso, o robô é conectado aos prontuários eletrônicos e monitora os relatórios de saúde e informações clínicas de cada paciente. Ao identificar qualquer piora ou anormalidade, gera um alerta. Para isso, também utiliza o princípio de machine learning.
Desde sua invenção, em 2016, ajudou a reduzir em 25% a taxa de mortalidade geral, salvando 18 pacientes por dia nas instituições que trabalham com a tecnologia.
Na oftalmologia, uma das propostas é o robô Adam, que pode auxiliar na verificação da acuidade visual primária. Isso porque identifica os níveis de dificuldade visual. Em até cinco minutos, consegue detectar doenças como miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia.
Até para procedimentos que envolvem colocação de agulha, como tirar sangue e biópsia, há sistemas robóticos. É o caso do Veebot. Ele usa uma bolsa parecida à que mede a pressão arterial, tornando as veias mais visíveis. Em seguida, utiliza uma luz infravermelha e uma câmera para achar a melhor veia por meio de um software de análise de imagens.
A profundidade com que a agulha é espetada é pré-calculada e todo o processo levará cerca de um minuto. O sistema acerta na escolha da veia em 83% dos casos. Além disso, o procedimento é menos doloroso ao paciente.
3. Robôs na gestão do consultório
Imagine recepcionar seu paciente com a ajuda de um robô? Inventado no Japão, o Pepper é utilizado em diversos países para recepção de lojas, exposições, locais públicos e, inclusive, em consultórios médicos.
O robô tem aparência de humano: olhos gigantes, rosto de criança, braços, mãos, 1,20 metros de altura, 30 quilos e tela acoplada no peito. Dentre seus principais diferenciais, estão a capacidade de analisar as emoções das pessoas por meio de expressão facial e tom de voz.
Para isso, utiliza tecnologia de reconhecimento de voz, câmeras e sensores e avalia todos esses dados em um sistema baseado em redes neurais artificiais. Dessa forma, consegue modificar a voz, a cor dos olhos, mexer os braços e mostrar imagens na tela conforme as emoções da pessoa.
De fato, o Pepper e nenhum outro robô pode substituir os profissionais da área. Entretanto, é de grande auxílio na melhoria do atendimento, na redução de custos, em procedimentos mais precisos e menos invasivos, no aumento da agilidade e na diminuição de dores no paciente.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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O certificado digital é a assinatura eletrônica de uma pessoa, física ou jurídica. Essa tecnologia possibilita a assinatura de documentos de forma on-line, com o mesmo valor jurídico. Para médicos, por exemplo, permite a prescrição de receitas e atestados digitais durante as teleconsultas.
Dentre as principais vantagens para os médicos, estão mais praticidade no dia a dia, garantia de integridade do documento, redução do uso de papel no consultório e segurança dos dados do paciente.
Em seguida, entenda melhor como funciona, quais os tipos, para que serve e como tirar o certificado digital para médicos.
Certificado digital para médicos: o que é e como funciona
O certificado digital contém todas as informações de uma identidade comum: nome, CPF e gênero, dentre outros dados. Quando é jurídica, possui o número do CNPJ. Por isso, também é conhecido como e-CPF ou e-CNPJ.
A assinatura digital em documentos on-line tem a mesma validade jurídica de uma feita em papel, por exemplo. Inclusive, é até mais seguro, pois é praticamente inviolável.
Isso porque usa duas chaves criptográficas que não se repetem nunca. Ou seja, tem uma longa sequência numérica que codifica a mensagem e impede de ser lida por pessoas não autorizadas.
A chave pública permite a leitura por qualquer pessoa com acesso ao documento assinado. Já a chave privada serve para atestar a autenticidade da assinatura. Como está atrelada à chave pública, se alguém tentar fraudar sua assinatura on-line, não conseguirá.
Certificado digital para médicos: para que serve?
A tecnologia possibilita a assinatura eletrônica de documentos como prontuários, laudos, receitas e atestados médicos. Aliás, é obrigatório a assinatura digital nestes documentos por meio de certificado digital expedido pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil modelo A3, cartão ou token).
Com a certificado digital, é possível assinar de qualquer lugar e a qualquer hora e sem a necessidade de reconhecer firma em cartório. Além disso, há a economia de recursos como papel e tinta.
O documento digital também libera a entrada em sistemas restritos, principalmente de órgãos públicos como INSS e Receita Federal. Assim, dá para enviar e receber informações ou alterar dados sem precisar comparecer presencialmente no local. Menos burocracia e tempo perdido no processo.
Certificado digital para médicos – como tirar
Atualmente, o certificado digital mais utilizado é o tipo A. Ele se divide em dois. O A1 é instalado no computador e pode ser utilizado simultaneamente por várias máquinas e em dispositivos móveis. Tem validade de um ano.
Já o A3 é armazenado na nuvem, por meio de token (parecido com pendrive) ou em smartcard (cartão inteligente). Pode ser acessado de qualquer lugar e possui elevado nível de segurança. É válido por um, dois ou três anos.
Para obtê-lo, o profissional escolherá uma das 17 Autoridades Certificadoras (AC) credenciadas à ICP-Brasil. As políticas de comercialização são próprias de cada empresa. A AC informará o valor do certificado, as formas de pagamento, os equipamentos necessários e a documentação obrigatória para emissão.
Entretanto, o CFM fez parceria com três AC para oferecer o certificado digital do tipo A3 com condições especiais para médicos. Confira aqui.
Outra possibilidade é inserir o certificado no CRM Digital, caso já possua a versão on-line da carteirinha.
De fato, o certificado digital para médicos é uma importante ferramenta para a digitalização do consultório, além de gerar mais segurança, praticidade e integridade aos documentos on-line.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
O LinkedIn é uma rede social com o mesmo propósito de outras redes: o de conectar pessoas. Entretanto, tem uma proposta diferente: a de criar relacionamentos profissionais. Atualmente, possui 575 milhões de usuários no mundo, sendo 34 milhões só no Brasil.
Essa mídia permite ampliar a rede de contatos, fazer networking, participar de grupos de discussão, divulgar artigos e interagir com as conexões por meio de comentários e curtidas no post e envio de mensagem privada. Aliás, é o local certo para conteúdos mais técnicos e para construir autoridade na área de atuação.
Mas, para ser uma verdadeira ferramenta na sua carreira, é preciso oferecer informações relevantes às suas conexões. Para ajudá-lo a planejar a estratégia de conteúdo nas principais plataformas do momento, nós iniciamos uma série em nosso blog. O primeiro artigo abordou Facebook para médicos e o segundo, Instagram para médicos.
Neste, vamos falar de LinkedIn para médicos com 10 dicas práticas de conteúdo. Confira!
1. Tenha um Perfil Campeão
Antes de tudo, é fundamental que seu perfil contenha todas as informações importantes da sua carreira. Por exemplo, formação, congressos, experiências anteriores, aptidões e áreas de interesse.
Uma das funcionalidades do perfil é o “resumo”, em que é possível colocar uma breve apresentação pessoal. Então, seja estratégico: em poucas palavras, deixe claro qual é a sua especialidade, seus objetivos e seus pontos fortes profissionais e comportamentais.
Todas essas informações ajudam a construir o “Perfil Campeão” do LinkedIn, em que o perfil mais completo aparece nos primeiros resultados de buscas de palavras-chaves relacionadas ao seu currículo.
2. Escreva artigos
A plataforma oferece um espaço para publicação de textos mais longos, o LinkedIn Pulse. Nele, você pode divulgar artigos técnicos da sua especialização, novas pesquisas, tendências, experiências profissionais e participações em eventos e congressos, por exemplo.
Com isso, você demonstra ainda mais autoridade na área e atrai não apenas colegas de profissão e recrutadores, mas potenciais pacientes.
3. Compartilhe suas experiências profissionais
Escreva sobre vivências interessantes na sua carreira que possam ajudar outros colegas. De fato, compartilhar essas informações é uma das principais estratégias de LinkedIn para médicos. Isso porque humaniza o profissional, mas sem perder a seriedade, e atrai colegas de profissão e potenciais pacientes que se identificam com suas experiências e querem acompanhar os conteúdos que disponibiliza.
4. Informações úteis para os seus colegas de profissão
Por exemplo, você pode divulgar descobertas científicas recentes, novas diretrizes médicas, estudos com resultados promissores, leituras interessantes de periódicos científicos e abertura de inscrições para congressos, simpósios e cursos importantes.
Além disso, pode compartilhar lives interessantes que terão link aberto para o público.
5. Novidades da sua área de atuação
Outra estratégia importante do LinkedIn para médicos é, após ler novos estudos e pesquisas da sua especialidade, divulgar e posicionar-se sobre o assunto. Para isso, lembre-se de citar a fonte e colocar um link direto para o estudo.
6. Participação em eventos médicos
Quando participar de congressos, simpósios e demais cursos de atualização, compartilhe com seus colegas as informações debatidas, mesmo que os eventos sejam apenas on-line neste momento.
7. Palestras, aulas e trabalho voluntário
Sem dúvida, a realização de palestras e aulas demonstram credibilidade e ajudam na construção de autoridade na sua área. Por isso, compartilhe com suas conexões por meio de posts no feed ou até artigos.
Também é muito interessante divulgar os trabalhos voluntários que faz para, principalmente, engajar mais colegas de profissão na causa.
8. Comente notícias
Ao ler notícias, você pode aproveitar o gancho para dar sua opinião ou aprofundar os assuntos apresentados com postagens explicativas. Entretanto, fique atento à ética médica e embasamento científico. Desse modo, pode até citar as referências bibliográficas.
9. Datas comemorativas e campanhas de prevenção
Sem dúvida, as datas comemorativas e campanhas amplas de prevenção são ótimos assuntos no LinkedIn para médicos. Isso porque demonstra todo seu conhecimento e autoridade na sua especialização. Então, planeje posts no Dia Mundial da Saúde, Outubro Rosa, Novembro Azul etc.
Assim como no Instagram, as hashtags também são fundamentais nessa plataforma. Com elas, você se posiciona e aumenta as visualizações dos posts ao indicar especialidade, tratamentos, procedimentos etc. Assim, qualquer usuário que clicar nessa tag vai ver seu post em meio aos outros que estão marcados com ela.
Código de Ética Médica
Atenção: antes de começar as publicações no LinkedIn, é fundamental conhecer as normas sobre marketing médico regulamentadas pelo Código de Ética Médico e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Neste artigo, explicamos tudo sobre o que pode e não pode na publicidade para médicos.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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