Retina Global utiliza Eyer para rastrear doenças da retina no Quênia

Retina Global utiliza Eyer para rastrear doenças da retina no Quênia

A Retina Global é uma organização internacional sem fins lucrativos que busca viabilizar soluções sustentáveis para o cuidado de doenças da retina em áreas carentes em todo o mundo.

Atualmente, a instituição tem projetos na América Central e do Sul e na África e já implementou programas na Tanzânia, Quênia, Bolívia, Belize, Bahamas, Burundi, Etiópia, Haiti e no Brasil.

Por aqui, a ONG, em parceria com o projeto Iluminar, fez o rastreamento e tratamento de retinopatia diabética em 13 munícipios do sertão de Sergipe.

Para conseguir fazer o exame rapidamente (sem precisar dilatar a pupila), em alta qualidade e disponibilizar as imagens em nuvem para diagnóstico remoto, a equipe utilizou o smartdevice Phelcom Eyer.

Recentemente, a organização usou novamente o equipamento para rastrear doenças da retina em Kericho, cidade da área rural do Quênia, na África.

Em seguida, conheça mais sobre o projeto da Retina Global no Quênia com o apoio do Eyer.

 

Retina Global no Quênia

 

Durante dois dias, a equipe voluntária do Retina Global fez uma avaliação inicial e, em seguida, encaminhou os pacientes para o exame de fundo do olho com o Eyer. Imediatamente, as imagens, juntamente com os históricos dos pacientes, foram disponibilizadas na plataforma on-line Eyer Cloud.

Especialistas em retina alocados nos Estados Unidos fizeram os laudos. Ao todo, 26 pessoas apresentaram problemas na retina, sendo uma criança e um jovem adulto. “Com isso, conseguimos um rápido diagnóstico e já pudemos iniciar o tratamento precoce”, ressalta o líder do projeto Retina Global no Quênia, Diane Steinhilber.

Agora, uma enfermeira está em treinamento para fazer a captura das imagens com o Eyer. “Continuaremos com o aparelho para identificar e selecionar os pacientes que necessitam de cuidados especializados com a retina”, reforça.

 

retina global

 

Falta de acesso à saúde dos olhos

 

Steinhilber explica que o grande desafio desse projeto é a falta de um especialista em retina nesta parte rural do Quênia. Os pacientes que necessitam de tratamento especializado são encaminhados para hospitais em Nairóbi, capital do país, que fica a cinco horas de distância.

“Para consultar o médico, eles enfrentam uma árdua e longa viagem, bem como o tempo distante de seus empregos e famílias. A triagem realizada com o Eyer permite que encaminhemos apenas aqueles que realmente precisam ser atendidos em centros especializados”, fala.

Como alguns pacientes têm dificuldade para chegar ao hospital, o projeto planeja levar uma equipe treinada para missões na comunidade. Além disso, o projeto está em busca de uma máquina portátil para tratamento a laser e de instrumentos para realizar outros tipos de terapias, como injeções intraoculares, e cirurgias.

“Nossa equipe avaliou em detalhes qual seria o melhor caminho para implementar um projeto que pudesse proporcionar exames e informação sobre cuidados com a retina e, ao mesmo tempo, fosse sustentável no longo prazo”, conta. Dessa forma, o projeto no Quênia foi distribuído em fases que serão implementadas ao longo de cinco anos.

 

Uso do Eyer no Quênia

 

Retina Global

 

A equipe do Retina Global no Quênia participou de um treinamento remoto para aprender a manusear a tecnologia. “O Eyer é extremamente fácil de usar. É possível identificar prontamente as imagens, criar rapidamente o banco de dados dos pacientes e enviar as fotografias para o médico alocado nos Estados Unidos fazer a revisão e laudo”, afirma.

O líder do projeto também ressalta que outra vantagem do Eyer é não apenas ter registros para acompanhamento de pacientes e continuidade do atendimento, mas ser uma forma de obter informações sobre a prevalência de doenças da retina naquela região.

“Sem o Eyer, o Retina Global no Quênia não teria nem começado. Além de usá-lo em mais comunidades locais, estamos planejando incluí-lo em outros projetos que ocorrerão pelo mundo”, finaliza.

 

Retina Global

 

Phelcom Eyer

 

O Phelcom Eyer é um retinógrafo portátil que funciona acoplado a um smartphone e realiza exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila.

Integrado a uma plataforma online, o Eyer Cloud, os dados são enviados automaticamente e podem ser analisados por um especialista em qualquer lugar do mundo. Ou seja, permite o diagnóstico remoto.

Além disso, a inteligência artificial embarcada fornece funções inteligentes para auxílio ao diagnóstico médico e a captura dos exames de retina. Por outro lado, a portabilidade e o valor mais acessível da tecnologia democratizam o acesso a exames de retina. Pois ele custa aproximadamente US$ 5 mil contra US$ 120 mil do retinógrafo atual, que ainda necessita de integração com o computador.

A tecnologia foi desenvolvida pela startup Phelcom Technologies e hoje está presente em todo o Brasil e em países como Estados Unidos, Japão e Chile.

 

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ONG leva atendimento oftalmológico para 500 indígenas no Amazonas

ONG leva atendimento oftalmológico para 500 indígenas no Amazonas

Em outubro do ano passado, a ONG Doutores da Amazônia realizou uma missão com um objetivo especial: levar atendimento oftalmológico completo e gratuito para aproximadamente 500 indígenas da Aldeia Marmelos, no Amazonas.

A ONG oferece acesso a saúde para as comunidades indígenas brasileiras por meio de atendimentos especializados, técnicas e equipamentos modernos e avançados e profissionais de alta competência, sempre respeitando a ancestralidade de suas culturas e valores. Desde sua fundação, em 2015, já realizou mais de 64 mil atendimentos e procedimentos médicos e odontológicos.

Para documentar o fundo do olho e o segmento anterior dos pacientes, a equipe médica voluntária utilizou o smartdevice Phelcom Eyer. O equipamento funciona acoplado a um smartphone e realiza exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila. Por ser integrado à nuvem, disponibiliza automaticamente os dados na plataforma online EyerCloud para serem analisados por um especialista em qualquer lugar do mundo. Ou seja, permite o diagnóstico remoto.

 

 

“Além de ser portátil e não necessitar de internet no momento do exame, o Eyer otimiza os atendimentos e faz toda a documentação dos pacientes, o que permite acompanhá-los de forma correta. Essencial para qualquer ação em áreas remotas”, ressalta a oftalmologista Jade Fernandes de Melo, uma das voluntárias do projeto.

As principais doenças da retina diagnosticadas pela ONG foram retinopatia diabética, glaucoma, Doença Macular Relacionada à Idade (DMRI) e hialose asteroides, dentre outras. Os médicos também detectaram catarata, alterações refrativas e pterígios. Os pacientes foram encaminhados para tratamento na Saúde Indígena.

Melo avalia o aparelho como de fácil manuseio, autodidático, excelente qualidade de imagens e essencial no atendimento primário. “O Eyer pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas ao levar acesso oftalmológico para comunidades remotas e com déficit em infraestrutura de saúde”, acredita Melo.

 

 

Com Eyer, projeto Iluminar rastreia retinopatia diabética em mais de 700 pessoas no sertão sergipano

Com Eyer, projeto Iluminar rastreia retinopatia diabética em mais de 700 pessoas no sertão sergipano

Em parceria com a ONG Retina Global, médicos planejam realizar exames de retinografia digital e mapeamento da retina em mais de 15 mil pacientes diabéticos no interior de Sergipe.

 

No ano passado, a ONG Retina Global interessou-se pelo desenvolvimento de um projeto social para o diagnóstico e tratamento de retinopatia diabética no Brasil. A instituição norte-americana atua na criação de soluções sustentáveis para o controle de doenças da retina em áreas carentes do mundo todo.

Assim, em parceria com os oftalmologistas Fernando Malerbi e Gustavo Melo, surgiu o projeto Iluminar para rastreamento e tratamento de retinopatia diabética em 13 munícipios do sertão de Sergipe. A região foi escolhida pelo grupo pelo histórico de pobreza relacionada à seca e pela falta de assistência oftalmológica na saúde pública.

Até o momento, mais de 700 pessoas passaram por exames de retina nas cidades de Itabi, Graccho Cardoso e Canindé de São Francisco. “Aproximadamente 150 pacientes foram submetidos a um novo exame de mapeamento da retina com a equipe de retinólogos no local. Desses, 50 foram encaminhados para tratamento com fotocoagulação a laser”, ressalta um dos líderes do projeto, o oftalmologista Gustavo Melo.

 

 

Os mutirões contam com dois técnicos de saúde, cerca de dez funcionários das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de cada município e quatro oftalmologistas voluntários, sendo que parte emite os laudos de forma remota.

As imagens da retina são feitas com o smartdevice Phelcom Eyer. Acoplado a um smartphone, o aparelho realiza exames com alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila. Por ser integrado à nuvem, disponibiliza automaticamente os dados na plataforma on-line EyerCloud. Dessa forma, o laudo pode ser emitido por um médico localizado em qualquer lugar do mundo.

“O Eyer permite otimizar o tempo e os custos ao rastrear a população diabética do interior sem que os pacientes precisem se deslocar às cidades que possuem equipamentos e especialistas. Outra vantagem é a não midríase, já que 90% dos casos não precisam de dilatação da pupila”, explica Melo.

Para os mutirões do projeto Iluminar, o smartdevice também oferece uma inteligência artificial que identifica retinopatia diabética e outras doenças oculares com mais de 95% de sensibilidade em apenas três segundos. Em seguida, o exame é enviado para conferência e laudo do oftalmologista. A IA está em fase final de testes.

 

 

Próxima etapa

 

Neste mês, o projeto estará presente em Poço Redondo. O objetivo é atender 15 mil pacientes diabéticos, em 13 cidades sergipanas, no período de dois anos.

“O grande diferencial do Iluminar é a otimização do tempo, essencial para o diagnóstico precoce e, assim, diminuir consideravelmente as chances de cegueira por diabetes. Com a conscientização da população e dos gestores públicos da eficiência e custo mais baixo dessa forma de rastreio da retinopatia diabética, podem surgir políticas de saúde para o tratamento da doença e de outras que afetam a retina”, analisa Melo.

 

 

 

 

 

 

”O Eyer é um divisor de águas na detecção e tratamento da retinopatia diabética e outras doenças da retina”, afirma Gustavo Melo

”O Eyer é um divisor de águas na detecção e tratamento da retinopatia diabética e outras doenças da retina”, afirma Gustavo Melo

No início de 2019, um colega apresentou o smartdevice Phelcom Eyer ao oftalmologista e especialista em retina Gustavo Melo. Acoplado a um smartphone, o equipamento realiza exames de fundo do olho com alta qualidade, em poucos minutos e sem necessidade de dilatação da pupila. Por ser conectado à uma plataforma on-line, o Eyer Cloud, permite o diagnóstico remoto e garante a segurança dos dados na nuvem.

“Investi na tecnologia por acreditar que seria um aparelho que poderia revolucionar a maneira como se rastreia e diagnostica a retinopatia diabética na população que não costuma ser monitorada com a devida regularidade nos consultórios oftalmológicos”, conta.

Hoje, Melo já realizou mais de dois mil exames com os dois aparelhos que possui. Um deles é utilizado em uma clínica endocrinológica para rastreamento de pacientes com diabetes. “Os que apresentam alguma alteração são encaminhados para avaliação oftalmológica detalhada. Já os que possuem taxas normais são reexaminados anualmente”, explica.

 

Oftalmologista Gustavo Melo

 

O segundo Eyer é usado para rastreamento de retinopatia diabética em unidades públicas de saúde em Aracaju (SE) e cidades do interior do estado, em ações voluntárias por meio de parceria com gestores públicos. “A finalidade é ser uma forma contínua de realizar campanhas de detecção precoce e conscientização sobre a doença”, afirma.

Além disso, Melo revela que, em conjunto com o oftalmologista Fernando Malerbi, está desenvolvendo um projeto para rastreamento e tratamento de retinopatia diabética na população de 13 munícipios do sertão sergipano. A ação será em parceria com a ONG norte-americana Retina Global e a Phelcom Technologies, startup responsável pelo Eyer.

“Acho que o Eyer é um marco revolucionário no atendimento primário, pois poderá alterar a forma como os gestores de saúde previnem a cegueira por retinopatia diabética”, avalia. Para o oftalmologista, o uso do equipamento também no SUS deve diminuir o custo da avaliação por paciente.

 

Phelcom Eyer

 

Imagem feita pelo oftalmologista Gustavo Melo com o Eyer.

 

Sobre as vantagens da tecnologia, Melo relata que o manuseio é muito fácil, as imagens têm alta qualidade e o custo-benefício é excelente. Em relação à plataforma on-line EyerCloud, o médico ressalta a interface muito amigável e processamento extremamente veloz. “Talvez essa ferramenta seja uma das melhores características do Eyer”, afirma.

O Phelcom Eyer é integrado ao Eyer Cloud, permitindo o armazenamento e gerenciamento dos exames dos pacientes. Todos os dados capturados pelo equipamento são sincronizados automaticamente com o sistema, permitindo que subam para a nuvem com total segurança.

Dentre as principais funcionalidades, estão a possibilidade de separar as informações de pacientes com mais de uma clínica e visualizar ambos dentro da plataforma; localizar um paciente por nome ou data do exame; e criar templates de laudos com modelos pré-prontos disponíveis no sistema.

Se não houver acesso à internet no momento do exame, as imagens ficam salvas no aparelho e são enviadas para a nuvem assim que houver conexão.

A ferramenta pode ser acessada no próprio aparelho ou por celular, tablet e computador.

 

Imagem feita pelo oftalmologista Gustavo Melo com o Eyer.

 

Sobre o suporte para lâmpada de fenda da Phelcom, que permite a fixação do Eyer, o oftalmologista conta que facilita bastante a realização dos exames por manter o aparelho estático. E, com a pandemia do novo coronavírus, também evita o contato da mão do operador com a pele do paciente.

“O Eyer é um verdadeiro divisor de águas na forma como se detecta e trata retinopatia diabética, assim como outras doenças da retina”, finaliza Melo.

 

Phelcom Technologies

 

O Eyer é o primeiro equipamento da Phelcom Technologies, startup que une tecnologia e saúde, com sede em São Carlos (SP). Cria dispositivos portáteis, conectados e vestíveis com o propósito de democratizar o acesso à saúde, oferecendo mais com menos e para mais pessoas.

 

Imagem feita pelo oftalmologista Gustavo Melo com o Eyer.

Eyer: mais de 500 mil pessoas tem acesso à exames de retina com aparelho portátil

Eyer: mais de 500 mil pessoas tem acesso à exames de retina com aparelho portátil

No mundo, 2,2 bilhões de pessoas sofrem com problemas de visão. Desse total, 1 bilhão de casos seriam evitáveis ou passíveis de correção, como miopia, catarata, glaucoma e hipermetropia. Os dados são do primeiro Relatório Mundial sobre Visão, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isto demonstra a falta de acesso à saúde no mundo todo, principalmente em países subdesenvolvidos, como atendimento, exames, diagnóstico precoce e tratamento efetivo.

“E se criássemos dispositivos portáteis, conectados e vestíveis com o objetivo de democratizar o acesso à saúde, oferecendo mais, com menos, e para mais pessoas?”. Assim, nasceu a startup Phelcom Technologies, com sede em São Carlos (SP). A primeira tecnologia desenvolvida pela empresa é o smartdevice Phelcom Eyer, que facilita a realização de exames oftalmológicos, como fundoscopia e mapeamento da retina.

Lançado há dois anos e meio, o Eyer já alcançou 500 mil pessoas em todo o Brasil e em países como Estados Unidos, Chile e Japão. “Muitos desses pacientes não tinham acesso aos exames oftalmológicos. Hoje, só no Brasil, quase 85% das cidades não possuem oftalmologistas e aparelhos que ajudam no diagnóstico de doenças oculares. O nosso objetivo com o Eyer é possibilitar o atendimento de comunidades que têm acesso limitado a esse tipo de exame não apenas aqui, mas em todo o mundo”, explica o CEO da Phelcom, José Stuchi.

 

Phelcom Eyer

 

 

 

O smartdevice Phelcom Eyer tem inteligência artificial (IA) embarcada e funciona por meio de tecnologia móvel e telemedicina. Acoplado a um smartphone, realiza exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila.

Por ser integrado à nuvem, disponibiliza automaticamente os dados na plataforma on-line EyerCloud. Dessa forma, possibilita o armazenamento e gerenciamento dos exames dos pacientes. Além disso, o diagnóstico pode ser feito por um médico localizado em qualquer lugar do mundo.

Mais de 40 mil exames já foram realizados com o Eyer em todo o Brasil. Ao todo, há 43 mil pacientes cadastrados do SUS, ações sociais e mutirões, como o Mutirão de Diabetes de Itabuna (BA), consultórios e instituições como USP, Unifesp, Hospital Albert Einstein, Santa Casa de São Paulo e Bayer, dentre outros.

Mesmo com tecnologias de ponta aplicadas na produção do aparelho, a portabilidade e o tamanho reduzido permitem que o Eyer apresente um custo até dez vezes mais baixo em relação aos retinógrafos tradicionais.

A portabilidade, a rapidez e facilidade para realizar os exames, a alta qualidade das imagens e o preço extremamente acessível fazem do Eyer um recurso fundamental no atendimento primário. “A possibilidade de realizar exames em vários locais democratiza o acesso à saúde, principalmente em regiões com pouca infraestrutura de serviços de qualidade na área, como médicos, profissionais de saúde, equipamentos e medicamentos”, avalia o COO da Phelcom, Flavio Pascoal Vieira.

A maior rapidez na realização dos exames de retina também reduz o tempo de atendimento, custos operacionais e diminui o deslocamento de pacientes a hospitais e grandes centros urbanos.

“Tudo isso somado influencia diretamente no aumento da prevenção e diagnóstico precoce de doenças como retinopatia diabética, glaucoma, catarata, degeneração macular relacionada à idade, retinoblastoma, deslocamento da retina e retinopatia da prematuridade, dentre outros. Dessa forma, é possível evitar milhões de casos de cegueira devido à falta de identificação e acesso ao tratamento correto”, afirma o CTO da Phelcom, Diego Lencione.

Inclusive, o Phelcom Eyer foi um dos vencedores do renomado World Summit Awards (WSA) 2020, na categoria Health & Well-Being. A premiação global reconhece a inovação digital local que contribui para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) das Nações Unidas. Ao todo, 40 soluções, de 26 países, foram contempladas nessa edição.

 

 

“Este reconhecimento demonstra que os nossos valores e esforços para mudar a realidade da saúde visual no mundo estão alinhados com os objetivos de outras pessoas e instituições, como a ONU e o WSA. Podemos causar grande impacto com nossa solução, pois temos um apelo social muito grande para essa realidade mundial”, afirma Stuchi.

Para desenvolver o seu primeiro produto, a startup recebeu aporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Programa de Promoção da Economia Criativa da Samsung. Além disso, conta com o apoio das incubadoras Supera Parque e Eretz.bio, do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Ações sociais e mutirões

 

 

Há três anos, o famoso Mutirão Unidos pelo Diabetes, de Itabuna (BA), que atende milhares de pessoas, recorre ao Eyer para avaliar possíveis complicações da doença nos olhos, como retinopatia diabética.

A Phelcom disponibiliza os aparelhos, fornece treinamento prévio, ajuda na estratégia de montagem de laudos usando o Eyer Cloud e coloca à disposição a equipe de engenheiros para suporte durante a ação.

 

 

Diversas ações sociais também utilizam o aparelho para levar mais saúde para todo o país. A expedição realizada pelo Barco Hospital São Francisco, na região do município de Terra Branca (PA), no final de 2019, também contou com o Eyer. A oftalmologista Mariana Lafetá, uma das voluntárias nessa viagem, fala que o equipamento auxiliou no diagnóstico de doenças como catarata, glaucoma e retinopatia diabética, dentre outras.

“É fácil realizar os exames, tirar as fotos, encontrá-las nos arquivos e armazenar depois. Podemos também enviar ou imprimir as imagens, o que considero muito interessante, além de conseguirmos acessar de qualquer lugar com internet”, analisa.

O oftalmologista Fernando Korn Malerbi também usou o Eyer em uma expedição para três reservas indígenas do Estado do Mato Grosso, no início de 2020. Ao todo, o médico avaliou 193 índios. Dentre as principais doenças encontradas, estão retinopatia diabética e catarata.

“A experiência com o equipamento foi muito boa, principalmente pela portabilidade e facilidade de uso”, avalia. Ele relembra que já esteve envolvido em outros projetos com o smartdevice para diagnóstico de retinopatia diabética. “Acredito que o Eyer seja muito relevante para esse tipo de ação, representando uma alternativa importante para rastreamento de populações que vivem em áreas remotas”, conclui.

 

 

Mutirões de diabetes recorrem às tecnologias avançadas para atender pacientes na pandemia

Mutirões de diabetes recorrem às tecnologias avançadas para atender pacientes na pandemia

A pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) está gerando riscos também aos diabéticos. Além da doença, principalmente o tipo 2, ser uma das mais suscetíveis a complicações da Covid-19, pesquisas mostram piora nos níveis glicêmicos dos pacientes devido à mudança de hábitos durante o isolamento social. Dentre os relatos mais frequentes, estão a dificuldade no acesso aos medicamentos de controle e a falta ou adiamento de consultas médicas e/ou exames de rotina.

Algumas ações de prevenção e combate, como os mutirões, também sofreram impactos. Mas, os organizadores buscaram alternativas para realizar os atendimentos ainda neste ano. Uma delas é a adoção de tecnologias de ponta para a triagem e encaminhamento de pacientes.

O Mutirão de Diabetes de Itabuna (BA), o maior do Brasil há 16 anos e recriado por diversos países, é um deles. Cancelado por causa da pandemia, a campanha deu lugar ao projeto Unidos Pelo Diabetes em Ação. “Não pudemos realizar o mutirão no formato original por causa da grande aglomeração de pessoas. Com isto, tivemos que nos reinventar e reformular a forma de atendimento para um modelo com distanciamento social e seguindo critérios sanitários rígidos”, explica o oftalmologista Rafael Ernane Almeida Andrade, fundador e presidente da ONG Unidos pelo Diabetes, responsável pela organização do evento.

 

Unidos pelo Diabetes em Ação

 

mutirão de Itabuna

 

O projeto Unidos pelo Diabetes em Ação atendeu 400 pacientes de 13 a 16 de outubro, em Itabuna (BA). Nesta primeira fase, a teletriagem contou com exames de retinografia digital e do pé diabético por meio de aplicativo.

Ao todo, 100 pessoas apresentaram retinopatia diabética mais grave ou edema macular. Em alguns casos, também ocorreu dúvida diagnóstica. Com isso, foram encaminhados para avaliação bioquímica presencial pelas equipes de nefrologia, angiologia e cardiologia e também para tratamento gratuito com laser da retina.

Esta segunda fase ocorrerá em 7 de novembro, no Hospital de Olhos Beira Rio. No total, cerca de 600 pessoas devem ser beneficiadas nas duas fases da ação.

Os pacientes que participaram do evento foram escolhidos com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Itabuna. Os grupos foram marcados em horários diferentes, distribuídos em quatro manhãs, para evitar aglomeração.

 

Tecnologia

 

mutirão de Itabuna

 

O projeto recorreu a tecnologias avançadas para garantir a triagem sem aglomerações. O exame de pé diabético, feito em todos os atendimentos, contou com o uso de aplicativo.

Já a fotografia do fundo do olho foi realizada com o auxílio do retinógrafo portátil Phelcom Eyer. O equipamento é acoplado ao celular e faz o exame em poucos segundos, sem a necessidade de dilatação da pupila. Simultaneamente, disponibiliza as imagens na plataforma on-line Eyer Cloud. “Os exames foram laudados à distância, por especialistas em retina”, explica Andrade.

O Eyer, desenvolvido pela startup Phelcom Technologies, já havia sido utilizado na última campanha e, neste ano, foi o principal instrumento de triagem. “A Phelcom foi fundamental para o sucesso do projeto, pois disponibilizou os aparelhos, forneceu treinamento prévio, ajudou na estratégia de montagem de laudos usando seu programa Eyer Cloud e colocou à disposição a sua equipe de engenheiros para suporte durante a ação”, conta Andrade. “Além disso, de maneira inovadora no Brasil, criou um algoritmo de inteligência artificial para ajudar na separação dos pacientes que provavelmente seriam graves e os sem alterações, facilitando na logística de poder laudar à distância”, complementa.

 

Resultados

 

Andrade avalia o primeiro Unidos pelo Diabetes em Ação como um verdadeiro marco, devido ao desafio e alcance de excelentes resultados. “Foi o primeiro evento em formato de campanha para rastreamento de complicações de diabetes realizado no Brasil, com o cumprimento de todos os critérios e protocolos sanitários para evitar a Covida-19”, ressalta.

 

mutirão de Itabuna