Infelizmente, médico e estresse podem andar lado a lado. Isso porque a rotina desses profissionais costuma ser bastante atribulada, com jornadas longas em diferentes locais de trabalho, diversos pacientes, relação com o sofrimento e morte e difíceis tomadas de decisões. E, com a pandemia, esse cenário piorou, ainda mais para aqueles que estiveram na linha de frente.
Por exemplo, uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), com 1,6 mil médicos, entre setembro e dezembro de 2020, revelou que a pandemia impactou a vida de 96%, seja aumentando o nível de estresse (22,9%), gerando sensação de medo e pânico (14,6%), reduzindo o tempo dedicado à família, refeições e lazer (14,5%) e diminuindo o tempo e qualidade do sono (7,6%).
Portanto, é fundamental investir na construção de uma vida equilibrada. Para isso, separamos 8 dicas de como administrar melhor o estresse no dia a dia. Confira!
1. Durma bem
Essa dica é essencial e também a mais difícil de ser seguida pelos médicos. As longas jornadas de trabalho e até o próprio estresse dificultam manter uma boa rotina de sono. Mas, é imprescindível dar prioridade para o dormir, que é tão fundamental para o corpo como a alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, por exemplo.
A privação de sono impacta profundamente à saúde e gera estresse devido ao crescimento dos níveis de cortisol e ACTH (Hormônio Adrenocorticotrófico), afeta o sistema cognitivo, aumenta a irritabilidade e a ansiedade, modifica a resposta imunológica do corpo, colabora para o surgimento de doenças como pressão alta e diabetes, muda o apetite e favorece a obesidade, já que reduz o hormônio que causa a saciedade (leptina) e estimula o hormônio que aumenta a fome (grelina).
Portanto, busque dormir de 7 a 8 horas por dia. Para isso, estabeleça horários para criar uma rotina e evite aparelhos eletrônicos duas horas antes e ingerir alimentos estimulantes (doces, café, refrigerantes), café e bebidas alcoólicas.
2. Faça refeições equilibradas
Muitas vezes, quando estamos estressados, sentimos necessidade de consumir alimentos ricos em gordura e/ou açúcar, além do álcool. E, ao invés de relaxarmos, podemos enfrentar ainda mais problemas, como agitação, sobrepeso e obesidade.
Então, invista em uma alimentação saudável com mais ingestão de verduras, frutas, legumes, carne branca e água. Por exemplo, verduras verde-escuras, que são ricas em vitaminas, ácido fólico e fibras, e proteínas magras, como peixes e aves, contribuem para a redução da oxidação, que pode ser relacionada com maior inflamação.
3. Pratique atividade física
Até aqui, não falamos nenhuma novidade que você já não saiba. Mas, nem por isso significa que consegue colocar em prática, não é mesmo? Incluir exercícios físicos no dia a dia pode ser um desafio, mas é essencial para manter a relação “médico e estresse” mais equilibrada.
Consegue reservar 30 minutos por dia? Não? Então, faça em 15 minutos. A regularidade aumentará a produção de endorfina e, se a atividade for sob o sol, terá ainda também a serotonina, que ajuda no humor e no foco.
4. Organize o dia
Não ter uma agenda organizada causa ainda mais estresse. Isso porque, desse modo, não é possível identificar as prioridades do dia e quais tarefas precisam mais da sua atenção.
Deixar claro quais assuntos são mais importantes ajuda a te manter no controle. Então, antes de começar o dia, defina os afazeres e sinalize quais são prioritários.
5. Tenha momentos de lazer
Sentir que a vida se tornou só trabalho e obrigações familiares e pessoais pode desmotivar e causar tristeza e até depressão. Por isso, é fundamental ter momentos de lazer.
Por exemplo, se gosta de ficar junto de familiares e amigos, combine jantares e visitas. Reserve um tempo também para hobbies: ler, praticar esporte, assistir filmes, maratonar séries, brincar com os pets etc.
É difícil imaginar como encaixar isso na rotina, mas tente. Sem dúvida, ao relaxar e focar sua atenção em outras coisas, o estresse diminuirá.
Já é comprovado que meditar ajuda a reduzir o estresse. Ao prestar a atenção apenas no momento presente, mente e corpo se conectam e há o relaxamento e a desaceleração do pensamento.
A técnica envolve a respiração consciente e o esvaziamento da mente. Isso não significa que não pensará em nada durante a meditação, mas que não deve se prender aos pensamentos. Apenas observá-los e deixar passar.
Há meditações guiadas com vários objetivos, como aliviar o estresse, aumentar a concentração, relaxar etc. Atualmente, é possível ver alguns vídeos pelo YouTube ou baixar aplicativos com essa finalidade.
7. Atenção plena
Já ouviu falar em atenção plena ou mindfulness? A prática é simplesmente estar presente de corpo e mente no momento atual. Ou seja, nem rememorando o passado e nem pensando no futuro. Apenas no presente.
Está almoçando? Preste atenção exclusivamente na comida, na mastigação, nos sabores e texturas. Está conversando com um amigo? Pratique a escuta ativa: concentre-se totalmente no que está sendo dito, em vez de apenas ouvir passivamente enquanto já elabora a resposta.
Vai praticar um esporte? Perceba os movimentos do corpo e as sensações que a atividade gera em você. Vai ler ou assistir sua série favorita? Só foque nesse momento – adeus rolar a tela do celular nas redes sociais enquanto assiste TV. Busque ao máximo evitar que seus pensamentos estejam naquela conversa do ano passado ou na conta que precisa pagar amanhã.
A técnica existe há 2.500 anos e gera benefícios como diminuição do estresse, aumento do foco e concentração no trabalho, redução da reatividade emocional e melhora da flexibilidade cognitiva, dentre outros.
8. Procure ajuda profissional
Em casos extremos de estresse, busque ajuda profissional. O quadro pode se agravar para ansiedade, depressão e síndrome de burnout se não tiver o acompanhamento adequado.
Cuide de você também.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
Acompanhe o blog da Phelcom e fique por dentro das novidades sobre médico e estresse.
O Google é o buscador mais utilizado na internet. São 5,5 bilhões de pesquisas diárias em todo o mundo. De fato, a plataforma traz respostas para inúmeros e inimagináveis tipos de perguntas.
Além disso, também leva o internauta para onde quiser. Com o Google Meu Negócio, as empresas podem fornecer endereço completo, horário de funcionamento, contatos e fotos, dentre outras coisas.
Dessa forma, com apenas um clique, os seus potenciais pacientes podem encontrar sua clínica, conhecer os tipos de serviços oferecidos e já agendar um horário. E tudo isso sem custo nenhum para você.
Então, que tal atrair mais clientes usando o Google Meu Negócio para médicos? Entenda mais sobre a ferramenta, como cadastrar e as vantagens para o seu negócio.
Google Meu Negócio para médicos – o que é
O Google Meu Negócio para médicos é uma ferramenta gratuita e fácil de usar que possibilita que consultórios, clínicas, hospitais, laboratórios e demais instituições de saúde gerenciem a presença on-line no Google, inclusive na Pesquisa e no Maps.
Para isso, é possível criar um verdadeiro perfil do seu negócio com todas os dados essenciais. Desse modo, quando pesquisarem diretamente pelo seu nome ou do consultório ou por palavras-chaves relacionadas à sua especialidade, o Google mostrará o seu perfil profissional.
Em relação às palavras-chaves, os resultados apresentados pelo Google podem ser dos locais mais próximos ou até de toda cidade e em municípios na região.
Sem dúvida, ter acesso a todas as informações da sua clínica em apenas um clique é bastante útil aos pacientes. Vai marcar consulta? É só “dar um google” e encontrar o telefone e os horários de atendimento. Chegou o dia do atendimento? Clica no endereço, que já abre no Maps.
Além disso, é possível conquistar mais clientes. Por exemplo, quando o internauta pesquisar “Oftalmologista em Vila Madalena”, o Google já mostrará o perfil da sua clínica.
Outra vantagem é aumentar a interação com seu público. O paciente pode ligar diretamente no número cadastrado, enviar mensagem, deixar comentários ou avaliar seu consultório. E você pode respondê-lo, tirando dúvidas ou agradecendo as avaliações.
Aliás, as avaliações ajudam no aumento de credibilidade da sua clínica e na posição cada vez mais alta na página do buscador. Ou seja, maior as chances de aparecer nos primeiros resultados quando a pesquisa é feita por palavras-chaves. Então, quanto melhores as “notas”, mais comentários positivos e interações com o público, mais cresce a sua autoridade na área.
Isso porque um comentário bom e cinco estrelas, por exemplo, auxilia a demonstrar aos potenciais clientes a excelência do seu serviço. Dessa maneira, influencia na decisão dele de agendar uma consulta.
Outro benefício do Google Meu Negócio para médicos são os relatórios. A plataforma disponibiliza métricas como número de seguidores e interações no seu perfil por meio de telefonemas, visitas ao site cadastrado ou solicitações de rotas.
Assim, você consegue saber como os clientes pesquisam sua empresa e de onde são, dados essenciais para uma estratégia de marketing digital mais eficiente.
Cadastrar seu consultório ou clínica médica no Google Meu Negócio é fácil. Veja o passo a passo:
Crie um e-mail no Gmail;
Entre no site do Google. No canto superior direito, acesse “Google Apps” e clique em “Meu Negócio”;
Para ter certeza que não há nenhum registro do seu negócio já, digite o seu nome ou o da clínica. Em seguida, clique em “Inclua sua Empresa no Google”;
Coloque o nome e escolha a categoria do seu negócio;
Depois, autorize que o endereço será incluído no Google Maps e nas pesquisas diretas;
Preencha os campos de endereço;
Informe se atua fora do seu local de trabalho e a área que atende;
Inclua as formas de contato, como telefone, site e e-mail;
Suba as imagens da sua clínica. De acordo com o Google, perfis com fotos e vídeos recebem 42% mais solicitações de rota no Google Maps e 35% mais cliques para acessar o site;
Confirme todos os dados.
Para finalizar, o Google enviará um código, por meio de carta, para o endereço fornecido para confirmar a veracidade das informações cadastradas. Ao receber a correspondência, insira o código na área virtual do Google Meu Negócio.
Pronto, seu perfil está no ar e visível para milhares de pessoas que utilizam o Google.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
Acompanhe o blog da Phelcom e veja dicas de como melhorar a estratégia de marketing digital de consultórios e clínicas médicas.
A gestão de consultórios e clínicas médicas pode ser um verdadeiro desafio para os médicos. Isso porque administrar um negócio envolve diversas responsabilidades simultâneas, como organização de dados, controle financeiro, gestão de pessoas, marketing e boa experiência do paciente, dentre outros.
Com tantas atribuições, é possível que ocorram falhas nos processos que podem gerar diversos prejuízos. Uma delas é gastar mais do que o necessário. De fato, não conhecer profundamente e deixar de mensurar os recursos envolvidos em todas as áreas, por meio de um planejamento assertivo de gastos e investimentos, pode consumir mais dinheiro.
Mais do que isso, pode impedir o crescimento saudável, responsável e lucrativo do seu negócio. Por isso, selecionamos 6 dicas práticas para reduzir custos no consultório. Confira!
1. Organizar e analisar o faturamento e as despesas
Sem dúvida, uma boa gestão financeira é um dos requisitos mais importantes para evitar prejuízos e diminuir os gastos da clínica. Para isso, é necessário desenvolver um planejamento assertivo com os faturamentos e despesas.
Neste sentido, é importante reconhecer e mensurar os recursos trabalhados em todas as áreas do seu consultório. Assim, terá os valores disponíveis em mãos para decidir quais rumos tomar e como aplicar cada um deles de forma eficaz.
Por exemplo, ao verificar todas as saídas do caixa, conseguirá identificar quais processos utilizam maior quantidade de recursos financeiros.
Em seguida, selecionamos algumas dicas para ajudar nesse objetivo:
Realize um bom controle do seu fluxo de caixa;
Não misture contas pessoais com as da clínica;
Automatize processos internos;
Tenha um bom planejamento financeiro;
Acompanhe as despesas e receitas;
Utilize um bom sistema de gestão de clínicas médicas.
São muitos dados e tempo disponível não é um dos pontos fortes da área médica. Por isso, contar com um software médico para organizar todas essas informações é essencial.
Atualmente, os softwares médicos ajudam a automatizar todos os processos internos dos consultórios e clínicas médicas. Dentre suas principais funcionalidades, estão o armazenamento do prontuário eletrônico, agenda on-line, controle de saída e entrada do estoque e dados financeiros, administrativos e de pessoal, como médicos e funcionários.
Por exemplo, a consulta marcada pela agenda on-line já fica disponibilizada no sistema, assim como todas as informações: médico que atendeu, forma de pagamento ou plano de saúde, realização de exames etc. Desse modo, reduz o tempo dedicado da equipe para essas tarefas e aumenta a produtividade, com foco em atividades mais complexas. Ou seja, maior eficiência operacional.
Dessa maneira, torna mais eficiente e rápida a gestão financeira e fornece dados concretos que possibilitam uma visão mais ampla do negócio. Ter em mãos indicadores eficientes como a taxa de agendamento/falta/cancelamento, ticket médio, captação de novos pacientes, retenção de usuários e faturamento, por exemplo, permitem uma análise profunda do seu negócio.
Assim, é possível ver exatamente como reduzir custos do consultório de forma assertiva. Por outro lado, ter um software médico apenas para agenda on-line, sem acessar aos dados, pode não compensar financeiramente.
Neste caso, é mais econômico seguir com a boa e velha agenda de papel.
3. Diminuir a falta dos pacientes nas consultas agendadas
Sem dúvida, essa é uma das dificuldades mais frequente nos consultórios e clínicas médicas: o paciente faltar no dia da consulta, sem aviso prévio ou cancelamento. E, claro, isso tem grande impacto na receita do consultório, atrapalha a rotina e faz você perder tempo.
Portanto, é fundamental adotar estratégias para diminuir a taxa de ausência e de cancelamentos em cima da hora. Em seguida, veja 8 passos para reduzir custos no consultório com a falta de paciente:
Ofereça agendamento on-line;
Confirme a consulta por meio de ferramentas eletrônicas;
Disponibilize o endereço e canais de comunicação de forma clara;
Faça a confirmação com boa antecedência;
Garanta uma boa gestão da agenda;
Peça pagamento de um percentual antes da consulta;
Faça a gestão da jornada do paciente;
Não atrase a consulta.
E como colocar tudo isso em prática? Fizemos um passo a passo neste artigo.
4. Reduzir uso de materiais de escritório
Ao optar por sistemas tecnológicos, a redução de papel no dia a dia do consultório é significativa. Por exemplo, as agendas e os prontuários passam a ser eletrônicos. Também a economia com locação ou compra de impressoras, tinta, manutenção e tempo da equipe no preenchimento das folhas.
Além de reduzir custos no consultório e ajudar bastante o meio ambiente, há também a centralização das informações, que é importante para a visão 360º do seu negócio.
5. Negociar com os fornecedores
Ao conhecer exatamente a quantidade de suprimentos e materiais e quando o consultório precisa, você pode negociar valores mais atrativos com os fornecedores. Isso porque terá previsibilidade de compras, o que também é uma vantagem ao parceiro.
Sem dúvida, é fundamental controlar as entradas e saídas, saber quais suprimentos são mais utilizados e quais são os períodos de mais uso de cada item do estoque para reduzir custos no consultório.
Para isso, o primeiro passo é padronizar os processos. Cadastre cada material, com registro do código e descrição detalhada. Quando o produto for retirado, também é imprescindível dar baixa.
Fique de olho também na validade dos produtos e no armazenamento adequado para não perder nenhum item.
Outra dica é fazer um inventário. Isso permitirá conhecer todos os produtos armazenados e o perfil de uso a partir das entradas e saídas. Além disso, auxilia no cálculo do custo do estoque com manutenção, perdas e desperdícios de materiais.
Para fazer um bom controle de estoque, é possível optar por sistemas e softwares de gestão com essa finalidade. Todo o catálogo é armazenado na nuvem, em segurança e com fácil acesso. É possível acompanhar o fluxo e os gastos financeiros com relatórios e planilhas periódicas. Dessa forma, toda administração é baseada em dados, tornando as decisões mais assertivas.
Por exemplo, há ferramentas que permitem visualizar entradas por fornecedor e saídas por tipos de procedimentos. Assim, você sabe quais materiais tem maior uso e consegue negociar valores e formas de pagamentos melhores para seu negócio.
Sem dúvida, os sistemas de gestão médica ajudam a reduzir custos no consultório ao automatizar processos, aumentar a produtividade, centralizar dados e fornecer relatórios completos, intuitivos e de fácil acesso, para tomadas de decisões mais assertivas.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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No ano passado, a pandemia provocou redução drástica no número de atendimentos médicos relacionados às outras doenças. E a oftalmologia foi uma das especialidades mais afetadas dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), aproximadamente 3,7 milhões de consultas deixaram de ser feitas em 2020. O número representa uma queda de 35%. Os dados foram extraídos do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) do SUS.
As cirurgias oftálmicas também diminuíram 27% neste período. Em seguida, veja mais dados sobre a queda em consultas oftalmológicas e como isso afeta a saúde da população.
Queda em consultas oftalmológicas em 2020
O CBO comparou os números de atendimentos oftálmicos realizados em 2019 e em 2020. No ano pré-pandêmico, ocorreram 10,8 milhões de consultas pelo SUS. Já no ano seguinte, foram registradas 7,1 milhões.
O pior período foi em abril e maio, logo após o início da pandemia no Brasil, com redução de 74% e 71%, respectivamente. Em 2019, houve 1,8 milhão de atendimentos nestes dois meses e em 2020, 509 mil, menos de um terço.
O CBO avalia que “esse resultado tem consequência direta no diagnóstico e no tratamento precoce de doenças oftalmológicas, como glaucoma, catarata ou retinopatia diabética”.
Cirurgias
Consequentemente, as cirurgias em oftalmologia também sofreram redução devido à pandemia. Há dois anos, 1,4 milhão de procedimentos foram realizados. No ano passado, esse número caiu para pouco mais de 1 milhão. Ou seja, cerca de 390 mil cirurgias deixaram de ser realizadas.
Para o CBO, os fatores que contribuíram para esses resultados foram a restrição de cirurgias eletivas em determinados períodos, para evitar a disseminação do vírus, e o isolamento social feito pela população.
2021
O conselho afirma que os dados do primeiro semestre deste ano demonstram uma retomada nas consultas oftalmológicas. Porém, não deve ultrapassar os números de 2019, uma vez que houve 400 mil atendimentos a menos no comparativo deste período – 5,2 milhões x 4,8 milhões.
De janeiro a junho, os pacientes de 60 a 74 anos foram os mais atendidos, representando 31% de todas as consultas feitas. Já em relação às cirurgias oftalmológicas, pacientes a partir dos 55 anos corresponderam a 67% do total.
Das cirurgias realizadas, o primeiro lugar é da facoemulsificação com implante de lente intraocular dobrável: 37% do total. Em seguida, estão tratamento cirúrgico de pterigio e fotocoagulação a laser.
O CBO acredita que esta melhora é devido ao avanço da vacinação e o retorno do acesso às unidades de atendimento ambulatorial e hospitalar. Entretanto, o número é ainda preocupante. Apesar do aumento de 29% nos procedimentos de 2020 para 2021, o número é ainda menor em relação à 2019: 13% abaixo.
Sobre as regiões brasileiras que mais sofrearam o impacto da queda de cirurgias oftalmológicas na pandemia, está o Nordeste, com menos 39% de procedimentos em 2020, Centro-Oeste (-34%), Sul (-33%), Sudeste (-22%) e Norte (-1%).
A queda em consultas oftalmológicas e em exames para o diagnóstico precoce prejudicou milhares de pacientes, que podem apresentar problemas oculares em estágio avançado no futuro. “Desta forma, o controle dessas doenças fica mais complexo e difícil, com aumento da possibilidade de comprometimento da visão, seja total ou parcial”, avalia o presidente do CBO, José Beniz Neto.
Para a população, é fundamental retomar as consultas periódicas com o oftalmologista para prevenção e diagnóstico precoce de doenças, principalmente as que são assintomáticas na fase inicial, como o glaucoma.
Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e Agência Brasil.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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O conceito de Bussiness Intelligence (BI) ou Inteligência Empresarial busca auxiliar a gestão de negócios a partir da coleta, gerenciamento e análise de dados. Inclusive, na área de saúde.
Cada vez mais consultórios, clínicas, hospitais e demais instituições do setor têm aderido ao sistema. Dentre suas principais vantagens, estão a possibilidade de avaliações mais assertivas de informações, aumento da produtividade, otimização de processos e identificação de melhorias e oportunidades.
Em seguida, entenda como funciona o sistema, quais os benefícios e como implantar o BI na saúde.
BI na saúde: como funciona
O BI coleta todos os dados gerados pela clínica e armazena em um único local e de forma segura. Apenas essa função já é uma grande vantagem, principalmente devido à nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa funcionalidade torna mais rápida e eficaz a análise de informações e a tomada de decisões, como novas ações para melhoria de processos ou correção de gargalos, por exemplo.
De fato, a facilidade de integração de inúmeros dados e a variedade de sistemas especializados no mercado em BI permitem mais inteligência aos consultórios. E isso pode ser de ponta a ponta, desde a consulta ao paciente até o balanço financeiro diário, quando integrado aos softwares médicos de gestão já implementados.
Por meio de gráficos e relatórios simples, é possível aumentar a visão estratégica do negócio como um todo, pois o BI na saúde consegue mostrar ângulos diferentes sobre o seu modelo de gestão.
Inclusive, é possível usar BI também nos equipamentos ao fazer a gestão de dados de cada paciente. Dessa forma, dá para conhecer profundamente as potencialidades de cada aparelho.
BI na saúde: vantagens
Em seguida, veja os principais benefícios do uso de BI na saúde:
1. Análise profunda dos dados
A sua clínica gera uma grande quantidade de dados por dia, como consultas, prontuário médico do paciente, entrada e saída do estoque, despesas, receitas etc. Avaliar todas essas informações manualmente, praticamente, é impossível. Por isso, cada vez mais negócios na área de saúde optam por ferramentas de BI.
O sistema disponibiliza os dados em relatórios e gráficos simples de interpretar e de maneira mais ágil. Por exemplo, você pode avaliar quantos pacientes atende em média por dia, o tempo de consulta, a quantidade de faltas, a taxa de retorno e de quais planos de saúde fazem parte.
Com as informações na palma da mão, é possível corrigir problemas e melhorar os processos. Por exemplo, é possível identificar o número de faltas mensais e realizar ações para diminui-lo, como enviar lembretes da consulta com um dia de antecedência. Ou estabelecer o tempo aproximado de duração de determinado material descartável e já solicitar a reposição com antecedência.
Com toda a certeza, isso já gera mais qualidade no dia a dia e maior rentabilidade ao negócio.
3. Prevenção de riscos e identificação de oportunidades
A otimização de processos está vinculada diretamente à redução de riscos. Como o BI na saúde ajuda a identificar os gargalos do negócio, você pode se antecipar aos problemas que podem trazer sérios prejuízos e dores de cabeça. Por exemplo, a quantidade de pacientes atendidos cai em determinados períodos do ano. Com a ciência desse cenário, você já prepara o caixa para essa fase.
Além de prever riscos, a ferramenta também permite identificar oportunidades de crescimento. Por exemplo, tem uma procura constante pelos serviços da sua clínica e uma enorme lista de espera? Talvez é um indicativo de que está na hora de aumentar o negócio. Tudo dependerá do que os demais dados dizem.
4. Gestão com mais qualidade
Tudo isso leva, naturalmente, a melhoria da gestão. Ao mostrar a situação real do seu negócio, o BI na saúde permite corrigir erros, implementar novos processos, oferecer diagnósticos mais assertivos, organizar a rotina, melhorar a produtividade, aumentar a rentabilidade e reduzir custos. E, claro, melhorar a qualidade do atendimento ao paciente.
Para utilizar a ferramenta, é preciso recorrer aos sistemas médicos de gestão para fornecer os dados para a ferramenta. Se ainda não possui ou está em busca de novas opções mais completas, é preciso levar em consideração a facilidade de acesso e a organização das informações oferecidas. Avalie também se possui tecnologias de última geração, armazenamento em nuvem com segurança total de dados e um bom suporte.
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Você já ouviu falar sobre as vantagens do Clubhouse para médicos? Uma das mais novas redes sociais do momento tem se destacado devido aos conteúdos de qualidade compartilhados por profissionais referências na área de saúde.
Um dos grandes diferenciais da nova plataforma é o uso exclusivo de áudio. Como tudo acontece em tempo real, em salas criadas pelos próprios usuários, muitos conteúdos riquíssimos só são encontrados por lá.
Em seguida, conheça mais sobre o Clubhouse, os benefícios e 5 clubes imperdíveis para médicos.
Clubhouse – como funciona
O Clubhouse é uma rede social baseada em chats de voz. As conversas acontecem em salas criadas – os clubes – pelos membros de acordo com seus interesses em comum, de maneira mais informal, mesmo sobre assuntos importantes.
Os chats sempre acontecem ao vivo. Para mediar as discussões, há os “speakers”, usuários que podem falar durante o bate papo, e os “listeners”, que apenas podem ouvir a conversa. É possível pedir para falar aos moderadores do grupo, que podem aceitar ou não a solicitação.
No final do chat, os clubes não ficam mais acessíveis. Qualquer membro pode criar novas salas, privadas ou públicas, e convidar participantes. Também dá para criar um evento, disponibilizando data, hora e descrição do conteúdo.
A audiência de cada sala é medida conforme o número de integrantes, participação de especialistas renomados, interações espontâneas e troca de experiências genuínas. Ou seja, o conteúdo é rei para atrair os membros, ainda mais quando não há recursos como fotos e vídeos.
Desse modo, o Clubhouse oferece um conjunto de discussões em áudio, podcasts e chamadas ao vivo. As salas criadas são sugeridas aos membros segundo os interesses selecionados por ele no momento em que cria o perfil.
Porém, só é possível entrar na rede social por meio de convite, o que torna o aplicativo ainda mais exclusivo. Outro “empecilho” até há alguns meses era a disponibilidade apenas para iPhone (iOS). Agora, desde maio, usuários Android também podem baixar o app.
Clubhouse para médicos – vantagens
De fato, o Clubhouse oferece diferenciais não apenas para médicos, mas profissionais de diversas áreas. Por exemplo, o conteúdo exclusivamente em áudio e ao vivo torna a comunicação mais natural, com respostas espontâneas e assertivas. Também é uma grande vantagem para aqueles que não gostam de gravar vídeos.
Um dos benefícios apontados por diversos médicos é estar em contato e trocar informações com amigos da faculdade, colegas da área e especialistas renomados. Outra vantagem é poder compartilhar conhecimento e tornar-se referência em sua área de atuação, fortalecendo sua autoridade e credibilidade não apenas entre os companheiros de profissão, mas para potenciais clientes.
Isso porque o Clubhouse para médicos pode ser utilizado para criar e fortalecer relacionamentos profissionais e também para marketing médico.
Selecionamos 5 salas imperdíveis voltadas para médicos no Clubhouse. Confira:
1. Saúde Digital em Debate
Dentre os principais assuntos abordados no Saúde Digital em Debate estão telemedicina, teleconsulta, Big Data, aprendizado de máquina, inteligência artificial, realidade virtual e estratégias de saúde digital, inclusive no SUS.
O objetivo do clube é compartilhar experiências e fazer networking.
2. Saúde 5.0
Voltada para empreendedorismo na área de saúde, o Saúde 5.0 aborda temas como healthtechs, startups, marketing, gestão, inovação, negócios, tecnologia, carreira etc. Possui membros de empresas, executivos, líderes e empreendedores que atuam na saúde brasileira.
A sala é aberta para todos falarem nas conferências. A ideia é levar cada vez mais casos reais inspiradores para o debate.
3. Academia Médica
A Academia Médica também tem uma sala no Clubhouse. O grupo discute sobre carreira, pesquisas, estudos e desenvolvimento pessoal de profissionais da saúde. Atualmente, possui 1,2 mil membros.
Dentre suas políticas, estão o compartilhamento da informação de forma idônea, baseada em aplicações práticas da ciência, genuinamente buscando melhorar a qualidade das ciências médicas como um todo.
4. Marketing Médico
O clube Marketing Médico é destinado para médicos que desejam crescer no digital. O objetivo é buscar, juntos, a melhor forma de fazer marketing digital médico com ética e resultado.
5. Medicina Brasil
Já o clube Medicina Brasil reúne médicos e estudantes de medicina do país. Nele, é possível abrir salas para falar sobre as especialidades, discutir casos clínicos, buscar conexão com outros profissionais e compartilhar conhecimento.
Dentre suas políticas, estão a obrigatoriedade de todos os membros terem uma descrição completa sobre suas competências e não criar salas não relacionadas à medicina.
6. MEDTECH
O clube MEDTECH é um dos maiores e mais antigos na área de saúde no Clubhouse. Os fundadores da comunidade realizam eventos independentes sobre diversos assuntos, como Healhtech, biotecnologia, saúde digital, capital de risco, dentre outros.
A sala conta com mais de 90 mil membros de vários países.
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