O LinkedIn é uma rede social com o mesmo propósito de outras redes: o de conectar pessoas. Entretanto, tem uma proposta diferente: a de criar relacionamentos profissionais. Atualmente, possui 575 milhões de usuários no mundo, sendo 34 milhões só no Brasil.
Essa mídia permite ampliar a rede de contatos, fazer networking, participar de grupos de discussão, divulgar artigos e interagir com as conexões por meio de comentários e curtidas no post e envio de mensagem privada. Aliás, é o local certo para conteúdos mais técnicos e para construir autoridade na área de atuação.
Mas, para ser uma verdadeira ferramenta na sua carreira, é preciso oferecer informações relevantes às suas conexões. Para ajudá-lo a planejar a estratégia de conteúdo nas principais plataformas do momento, nós iniciamos uma série em nosso blog. O primeiro artigo abordou Facebook para médicos e o segundo, Instagram para médicos.
Neste, vamos falar de LinkedIn para médicos com 10 dicas práticas de conteúdo. Confira!
1. Tenha um Perfil Campeão
Antes de tudo, é fundamental que seu perfil contenha todas as informações importantes da sua carreira. Por exemplo, formação, congressos, experiências anteriores, aptidões e áreas de interesse.
Uma das funcionalidades do perfil é o “resumo”, em que é possível colocar uma breve apresentação pessoal. Então, seja estratégico: em poucas palavras, deixe claro qual é a sua especialidade, seus objetivos e seus pontos fortes profissionais e comportamentais.
Todas essas informações ajudam a construir o “Perfil Campeão” do LinkedIn, em que o perfil mais completo aparece nos primeiros resultados de buscas de palavras-chaves relacionadas ao seu currículo.
2. Escreva artigos
A plataforma oferece um espaço para publicação de textos mais longos, o LinkedIn Pulse. Nele, você pode divulgar artigos técnicos da sua especialização, novas pesquisas, tendências, experiências profissionais e participações em eventos e congressos, por exemplo.
Com isso, você demonstra ainda mais autoridade na área e atrai não apenas colegas de profissão e recrutadores, mas potenciais pacientes.
3. Compartilhe suas experiências profissionais
Escreva sobre vivências interessantes na sua carreira que possam ajudar outros colegas. De fato, compartilhar essas informações é uma das principais estratégias de LinkedIn para médicos. Isso porque humaniza o profissional, mas sem perder a seriedade, e atrai colegas de profissão e potenciais pacientes que se identificam com suas experiências e querem acompanhar os conteúdos que disponibiliza.
4. Informações úteis para os seus colegas de profissão
Por exemplo, você pode divulgar descobertas científicas recentes, novas diretrizes médicas, estudos com resultados promissores, leituras interessantes de periódicos científicos e abertura de inscrições para congressos, simpósios e cursos importantes.
Além disso, pode compartilhar lives interessantes que terão link aberto para o público.
5. Novidades da sua área de atuação
Outra estratégia importante do LinkedIn para médicos é, após ler novos estudos e pesquisas da sua especialidade, divulgar e posicionar-se sobre o assunto. Para isso, lembre-se de citar a fonte e colocar um link direto para o estudo.
6. Participação em eventos médicos
Quando participar de congressos, simpósios e demais cursos de atualização, compartilhe com seus colegas as informações debatidas, mesmo que os eventos sejam apenas on-line neste momento.
7. Palestras, aulas e trabalho voluntário
Sem dúvida, a realização de palestras e aulas demonstram credibilidade e ajudam na construção de autoridade na sua área. Por isso, compartilhe com suas conexões por meio de posts no feed ou até artigos.
Também é muito interessante divulgar os trabalhos voluntários que faz para, principalmente, engajar mais colegas de profissão na causa.
8. Comente notícias
Ao ler notícias, você pode aproveitar o gancho para dar sua opinião ou aprofundar os assuntos apresentados com postagens explicativas. Entretanto, fique atento à ética médica e embasamento científico. Desse modo, pode até citar as referências bibliográficas.
9. Datas comemorativas e campanhas de prevenção
Sem dúvida, as datas comemorativas e campanhas amplas de prevenção são ótimos assuntos no LinkedIn para médicos. Isso porque demonstra todo seu conhecimento e autoridade na sua especialização. Então, planeje posts no Dia Mundial da Saúde, Outubro Rosa, Novembro Azul etc.
Assim como no Instagram, as hashtags também são fundamentais nessa plataforma. Com elas, você se posiciona e aumenta as visualizações dos posts ao indicar especialidade, tratamentos, procedimentos etc. Assim, qualquer usuário que clicar nessa tag vai ver seu post em meio aos outros que estão marcados com ela.
Código de Ética Médica
Atenção: antes de começar as publicações no LinkedIn, é fundamental conhecer as normas sobre marketing médico regulamentadas pelo Código de Ética Médico e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Neste artigo, explicamos tudo sobre o que pode e não pode na publicidade para médicos.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
Acompanhe o blog da Phelcom e fique por dentro das principais novidades em LinkedIn para médicos.
A sífilis ocular é uma manifestação da sífilis que pode surgir quando a doença não é tratada adequadamente. Esse estágio acontece anos após a infecção e tem diagnóstico desafiador pois, apesar de lesões direcionadores, chamamos o treponema palidum (agente etiológico da doença) de “o grande imitador”. Isso porque ele pode simular várias manifestações diferentes. Nessa fase, o problema pode até causar cegueira.
Mas, um novo estudo apontou que a Tomografia de Coerência Óptica (OCT), exame oftalmológico comum no SUS, pode ajudar na identificação precoce da sífilis ocular. O trabalho foi feito pela Universidade de São Paulo (USP) e publicado recentemente no periódico Ocular Immunology and Inflammation.
Em seguida, saiba como a pesquisa foi realizada, os resultados e quais devem ser os próximos passos para o uso de OCT no diagnóstico da doença.
O estudo
Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, avaliaram um dos olhos de 54 pacientes com sífilis ocular internados no Hospital das Clínicas da FMRP (HCFMRP). Após parte receber o tratamento, os cientistas ainda analisaram 31 olhos.
Por meio do exame de Tomografia de Coerência Óptica (OCT), os pesquisadores encontraram lesões na retina que podem auxiliar no diagnóstico precoce da doença.
Os resultados
O exame oftalmológico identificou manchas arredondadas, irregularidades, elevações e descolamento nas retinas estudadas. De acordo com os autores do trabalho, é a primeira vez que o OCT verifica alterações frequentes na retina em uma grande série de casos de sífilis ocular. Essas modificações são imperceptíveis no exame clínico.
Sem dúvida, os achados de OCT têm valor diagnóstico na sífilis ocular, mas não predizem o prognóstico. Entretanto, o exame, comum no SUS e em clínicas particulares, pode ajudar na visualização de indícios da doença ainda no estágio inicial. Depois de confirmar o diagnóstico com sorologia e encaminhar ao tratamento indicado, o paciente tem boas chances de não ficar com sequelas permanentes na visão.
Foto: Instituto de Olhos Eduardo Paulino.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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Atualmente, o cartão de débito e crédito é um dos meios de pagamento mais populares. Inclusive, na área de saúde. Além da facilidade e comodidade, oferecer essa opção ao paciente torna a sua clínica mais acessível.
Isso porque consultas e serviços têm valor mais elevado e, dessa forma, o usuário pode escolher o parcelamento. E tudo isso influencia diretamente no aperfeiçoamento da jornada do paciente.
Por outro lado, há vantagens também para o seu consultório: mais segurança, facilidade no controle de recebimentos, redução da inadimplência e aumento de faturamento.
Mas, para ser bom para dois lados, a maquininha de cartão deve atender às necessidades de seu negócio. Para isso, é preciso avaliar as taxas, custo do terminal, divisões de pagamento, período de recebimento e acesso aos dados financeiros, dentre outras questões.
Mas, realmente preciso aderir ao cartão de débito e crédito?
De fato, algumas pessoas não têm o hábito de usar cartão e ainda se sentem mais seguras com cheque. Porém, essa realidade está cada vez mais distante, mesmo com novas soluções propostas pelos bancos, como cheques com fotografia.
Mas, a integração e a praticidade oferecidas por esse meio de pagamento estão alcançando cada vez mais lugares. Como exemplo, até o Bolsa Família já é sacado por cartão.
De acordo com pesquisa do Banco Central, 23,5% dos brasileiros preferem cartão de débito e 34,5% cartão de crédito nas compras acima de R$ 100. Mesmo diante de um cenário em que mais da metade da população usa cartão, ainda há médicos com dúvida se devem ou não aderir a esse meio de pagamento.
Isso porque muitos consideram as taxas de aluguel da maquininha e as para débito e crédito muito altas. Além disso, há outra limitação que afeta diretamente os que compartilham a clínica com outros colegas: há empresas que atrelam a maquinha a um único CPF/CNPJ. Ou seja, a apenas uma conta bancária.
Na prática, um consultório com cinco médicos e cinco CNPJ diferentes necessita de cinco maquininhas, o que encarece ainda mais a adoção desse meio de pagamento.
Mas, além das tradicionais empresas do segmento, há sistemas exclusivos de máquina de cartão para profissionais da saúde que podem gerar benefícios personalizados. Como a possibilidade de apenas uma maquininha de cartão no consultório, por exemplo.
Para encontrar propostas com o melhor custo-benefício, é preciso pesquisar bastante. Desse modo, veja abaixo quais fatores levar em consideração na hora de escolher a maquininha de cartão como um dos meios de pagamento para clínicas.
Meios de pagamento para clínicas: máquina de cartão
Em seguida, selecionamos alguns fatores que devem ser analisados para escolher a maquininha certa:
Taxas
A taxa é um percentual deduzido sobre cada uma de suas transações. Muda de acordo com a modalidade de pagamento (crédito ou débito) e com o número de parcelas. Cada empresa tem os seus valores cobrados.
Custo do terminal
A maior parte dos fornecedores cobra uma taxa pelo uso da maquininha. Como não existe uma tabela fixa, é preciso avaliar não apenas o valor, mas também o custo-benefício como um todo.
Bandeiras
De fato, quanto mais bandeiras aceitar, mais fácil fica para o paciente. Além das mais populares Mastercard e Visa, há maquininhas que também trabalham com Elo, Hipercard e outras.
Parcelamento
Nem todas as máquinas de cartão aceitam parcelamento. Neste caso, avalie quais têm essa opção e os juros cobrados.
Split de pagamento
Há soluções no mercado que oferecem a possibilidade de dividir os percentuais de repasse para cada prestador de serviço no mesmo momento do pagamento. Por exemplo, parte do valor recebido vai direto para a conta da clínica e outra para a do médico que fez a consulta.
Períodos de recebimento
Neste quesito, cada fornecedor pode transferir os valores em diferentes períodos. Por exemplo, é mais comum os pagamentos em débito entrarem na conta em dois dias. Já os realizados no crédito, em 30 dias.
No caso de parcelamento, o recebimento é de acordo com o número de parcelas e de 30 em 30 dias.
Entretanto, há empresas que repassam o débito em até 24 horas, mas geralmente cobram a mais por esse serviço.
Suporte
Não adianta ter as menores taxas do mercado, se o fornecedor simplesmente some na hora em que precisa resolver algum problema, como a maquininha quebrar, por exemplo. Então, avalie também o suporte técnico oferecido pelo prestador de serviço para aderir como um dos meios de pagamento para clínicas.
Dados financeiros
Para você fazer o controle eficiente de recebimentos, a empresa precisa disponibilizar os dados financeiros de forma fácil e transparente. Para isso, muitas têm aplicativos com relatórios com as datas e valores de entrada, dentre outras funcionalidades.
Vínculo ao sistema de gestão da clínica
Para facilitar ainda mais o controle financeiro da maquininha de cartão, vale a pena vinculá-la ao sistema de gestão utilizado na clínica. Dessa forma, você terá acesso às entradas de todos os meios de pagamento, como dinheiro, cheques, links e PIX.
Máquinas de cartão exclusivas para profissionais da saúde
Atualmente, há soluções no mercado voltadas para profissionais da saúde. Uma delas é a Saúde Service, que não cobra mensalidade e maquininha dependendo dos valores movimentados pelo cliente.
Já a Cont Self tem uma opção exclusiva para médicos que promete economizar até 40% com impostos ao eliminar a bitributação. Isso porque regulariza os recebimentos através do repasse de pagamentos automatizado entre a instituição e os prestadores de serviços. Ou seja, realiza o split de pagamento.
A Medicina Solutions também oferece essa opção, mas voltada para profissionais de saúde de modo geral. Outro diferencial é possibilidade de antecipar os pagamentos para 1 dia útil.
A Stone, uma das empresas líderes de mercado, também lançou uma solução apenas para profissionais de saúde. A Ton tem três opções de maquininhas e a possibilidade de gerar boletos.
Sem dúvida, o cartão de débito e crédito como um dos meios de pagamento para clínicas traz vantagens não apenas aos pacientes, mas também para o seu negócio. Para conseguir as melhores taxas e benefícios, é só analisar cada ponto detalhado neste artigo: taxas, custo da maquininha, bandeiras aceitas, parcelamento, split de pagamento, períodos de recebimento, suporte, dados financeiros e integração ao sistema de gestão do consultório.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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De médico para médico, mas sem jaleco. Essa é a proposta da WeDoc, rede social exclusiva para médicos e alunos de medicina. O objetivo da comunidade é que os profissionais criem conexões, compartilhem experiências, ofereçam apoio e conversem sobre a vida além do trabalho.
No aplicativo, é possível discutir desde casos clínicos com diversos especialistas até participar de grupos sobre vinhos, viagens e restaurantes. Tudo de forma gratuita e, acima de tudo, privada e segura. Em seguida, conheça mais sobre a rede social exclusiva para médicos WeDoc.
Rede social exclusiva para médicos: WeDoc
A WeDoc tem como propósito ser um espaço em que médicos e graduandos em medicina possam se sentir em casa. Além de conteúdo específico, por meio de artigos e lives, há também o “Apoio Clínico”, em que os participantes podem discutir casos clínicos com vários especialistas. Caso prefira não se expor, o médico pode tirar dúvidas de modo anônimo.
Mas, o objetivo principal é reunir e unir esses profissionais para que possam trocar experiências além do jaleco. Por exemplo, há vários grupos sobre lazer, hobbies, cultura, esporte etc. Dentre os assuntos mais recorrentes, estão vinhos, viagens, bons restaurantes, tênis e vida financeira. Além do mais, é possível reencontrar colegas de faculdade ou da residência.
Há também as funcionalidades “Mensagens”, “Desapegos” e “Benefícios”, que oferece descontos em produtos e serviços.
Segurança
Para garantir a segurança dos membros, o aplicativo segue o mesmo padrão de autenticação dos bancos digitais, com fotos de documentos e selfies para garantir o “cara-crachá” de todos.
A rede social exclusiva para médicos é gratuita. O app pode ser baixado no Google Play e App Store.
O objetivo principal do WeDoc é garantir as seguranças de dados e a privacidade dos médicos, criando um ambiente em que se sintam à vontade para conversar e trocar experiências.
Médicos sem Jaleco
O WeDoc também mantém uma página no Instagram. O “Médicos sem Jaleco” tem a descrição na bio: “De médico para médico: papo sem jaleco sobre a vida além da medicina.”.
Com mais de 16 mil seguidores, a página também gera conteúdo técnico e voltado para a vida pessoal, por meio de posts e lives.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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As mídias sociais exercem papel valioso no relacionamento com o público. Isso porque quase todo mundo tem perfil em pelo menos uma das principais plataformas: Facebook, Instagram e LinkedIn. Inclusive, o seu paciente.
Dessa forma, as redes sociais oferecem enorme potencial para atrair e engajar o seu público-alvo. Para isso, é fundamental investir na produção de conteúdo relevante para aumentar, cada vez mais, a sua autoridade na área.
E, para isso, você não precisa transformar-se em um perfil. Pelo contrário: é só demonstrar quem realmente é. A diferença aqui é que mais gente conhecerá o seu trabalho.
Para ajudá-lo a planejar a estratégia de conteúdo nas principais plataformas do momento, nós iniciamos uma série em nosso blog. O primeiro artigo abordou Facebook para médicos.
Neste, vamos falar sobre Instagram para médicos, com 11 dicas práticas de conteúdo e 3 dicas extras de ferramentas. Confira!
Instagram para médicos
O Instagram é a terceira rede social com mais usuários no mundo todo: 1,2 bilhões. Só perde para o Facebook e YouTube, respectivamente.
Por aqui, além do conteúdo, o visual tem muita importância. Então, aposte em fotos e vídeos de boa qualidade.
A plataforma surgiu em 2010 para compartilhamento gratuito de fotos e cresceu rapidamente. Entretanto, o CEO Adam Mosseri anunciou recentemente que o Instagram não será mais baseado em fotos, mas em entretenimento geral. Uma das principais mudanças será o investimento maior em vídeos, como as funcionalidades Reels e IGTV, e em novas ferramentas para Stories.
Sem dúvida, essas transformações devem fazer valer ainda mais a pena investir em uma página profissional na rede. Em seguida, veja as dicas de conteúdo para usar no Instagram:
1) Escute seus pacientes
Antes de tudo, escute seus pacientes. Ouvir as dúvidas e dores deles é um ótimo começo para iniciar o planejamento de conteúdo. Você pode também investigar quais são os problemas de saúde mais comuns no seu consultório. Em seguida, identifique quais informações pode ajudar a resolvê-los e transforme em conteúdo de valor.
Depois, você pode tirar essas dúvidas em uma live. O legal desse formato é que as pessoas também podem interagir ao vivo, enviando mais perguntas, o que aumenta a proximidade com o seu público-alvo.
O Instagram mostra para você assuntos relacionados com a página e que podem ser de interesse de seus pacientes. Isso ocorre na funcionalidade “lupa”. Com toda a certeza, é importante saber quais informações da sua área as pessoas estão se interessando.
3) Explique sobre procedimentos médicos
Seu público não sabe muito sobre os procedimentos médicos que você conhece e utiliza no dia a dia? Então, vale a pena explicar em sua página quando determinado procedimento é indicado, o que avalia, quais cuidados devem adotar antes e depois, quais especialistas são indicados para a realização do procedimento, dentre outras questões.
4) Informações úteis para o dia a dia do seu paciente
Por exemplo, você pode divulgar o início de uma campanha de vacinação na cidade. Com a atual pandemia, outra ideia é fornecer conteúdo que o ajude na prevenção ao coronavírus, como os tipos de máscaras mais recomendadas e o período de troca correto.
5) Novidades da sua área de atuação
Após ler novos estudos e pesquisas da sua especialidade, divulgue. Para isso, lembre-se de utilizar linguagem acessível e sempre cite a fonte. Além de manter seus seguidores bem informados, isso demonstra que você é um médico antenado.
6) Você sabia?
Uma campanha com curiosidades do seu campo de atuação pode atrair e informar bastante gente. O “Você sabia?” pode ser feito com textos curtos e informações como novidades da área, dados históricos, dicas de prevenção e tratamentos inovadores.
7) Participação em eventos médicos
Quando participar de congressos, simpósios e demais cursos de atualização, mostre ao seu público que você está em busca de atualização. Compartilhe em suas páginas, mesmo que os eventos sejam apenas on-line neste momento.
8) Divulgue sua rotina profissional
Os pacientes querem conhecer mais sobre você e sua clínica. Então, mostre os bastidores do dia a dia, como um pouquinho da vida particular e os funcionários. Para trabalhar essas informações, use a ferramenta Stories, em que a duração da postagem é de 24 horas. Nela, você pode ser mais leve e informal.
9) Comente notícias
Ao ler notícias, você pode aproveitar o gancho para dar sua opinião ou aprofundar os assuntos apresentados com postagens explicativas. Entretanto, fique atento à ética médica e embasamento científico. Desse modo, pode até citar as referências bibliográficas.
10) Hábitos saudáveis
Com toda a certeza, o Instagram para médicos é uma ótima ferramenta também para motivar hábitos saudáveis. Você pode alertar sobre métodos milagrosos, orientar como aderir corretamente e mais rapidamente determinadas práticas, riscos de hábitos ruins para a saúde, dentre outros.
11) Datas comemorativas e campanhas de prevenção
Sem dúvida, as datas comemorativas e campanhas amplas de prevenção são ótimos momentos para você demonstrar todo seu conhecimento e autoridade na sua especialização. Então, planeje posts no Dia Mundial da Saúde, Outubro Rosa, Novembro Azul etc.
Instagram para médicos: dicas extras
1) Use hashtags
As hashtags também são fundamentais nessa plataforma. Com elas, você se posiciona e aumenta as visualizações dos posts ao indicar especialidade, tratamentos, procedimentos etc. Assim, qualquer usuário que clicar nessa tag vai ver seu post em meio aos outros que estão marcados com ela.
2) Invista em diferentes formatos de comunicação
De fato, você pode diversificar os formatos de comunicação na sua página, como imagens e vídeos. A vantagem do Instagram são as ferramentas IGTV, Reels e Stories.
O IGTV exibe vídeos imersivos e longos. Não têm o limite de um minuto do feed e ocupa a tela inteira. Ideal para assuntos mais profundos.
Já o Reels, a nova febre do Instagram, trabalha com vídeos curtos e divertidos. É possível gravar e editar vídeos com vários clipes de 15 segundos com áudio, efeitos e novas ferramentas de criação. Apesar de medicina ser algo sério, é possível se comunicar com o seu paciente de uma forma leve e educativa por meio dessa nova funcionalidade.
E, por fim, há o Stories. Com duração de apenas 24 horas, essa ferramenta é muito utilizada pelo público. Nela, você pode trabalhar conteúdos mais leves e informais, como compartilhar momentos do dia a dia.
Também há recursos que ajudam na interação com o seguidor e, consequentemente, no aumento de engajamento da página. Como exemplo, caixa de perguntas, enquetes, GIFs e filtros.
Porém, respeite sempre à sua vontade. Não tem muita intimidade com a câmera para gravar vídeos e lives? Opte por imagens, por exemplo. Sem dúvida, você também atingirá bons resultados bons sem precisar se expor tanto.
3) Faça lives
Mas, se você fica à vontade em frente à câmera, aproveite para fazer lives. É muito simples e fácil entrar ao vivo pela sua página no Instagram. Basta um smartphone, uma conta na rede social e boa conexão de internet. Só isso.
Nas lives, você pode aprofundar conteúdos relevantes e a sua audiência pode te acompanhar em tempo real, tirando dúvidas e interagindo com você. E, depois de finalizá-las, você pode salvar e compartilhar no seu feed.
Instagram para médicos – Código de Ética Médica
Atenção: antes de começar as publicações, é fundamental conhecer as normas sobre marketing médico regulamentadas pelo Código de Ética Médico e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Neste artigo, explicamos tudo sobre o que pode e não pode na publicidade para médicos.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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Um paciente com retinite pigmentosa conseguiu recuperar parte da visão após ser submetido à terapia optogenética e estimulação luminosa. É a primeira vez que esta técnica obtém a recuperação parcial da função visual, segundo pesquisadores do ensaio clínico. O estudo foi publicado no periódico Nature Medicine.
Antes do tratamento, o homem apenas percebia a presença de luz. Agora, já localiza, conta e toca em objetos. Em seguida, entenda como ocorreu o ensaio clínico e como funciona a terapia optogenética.
O estudo
Pesquisadores da Universidade Sorbonne, Hospital Quinze-Vingts e da empresa GenSight Biologics, da França, em parceria com a Universidade de Pittsburgh, dos Estados Unidos, e o Instituto de Oftalmologia Molecular e Clínica de Basel, da Suíça, realizaram ensaios clínicos com terapia optogenética em pacientes com retinite pigmentosa.
A doença genética degenerativa danifica as células fotorreceptoras da retina, provocando perda progressiva da visão. O quadro evolui até o paciente ficar completamente cego. O problema atinge uma em cada 3,5 mil pessoas, de acordo com o banco de dados Orphanet. Atualmente, estima-se dois milhões de casos no mundo todo.
Um homem de 58 anos, cego há 20 anos, recebeu uma injeção em um dos olhos com o gene que codifica as proteínas opsinas, denominado ChrimsonR, que identifica a luz âmbar. Essas proteínas são responsáveis por enviar as informações visuais ao cérebro.
Em seguida, foi submetido ao tratamento com flashes de luz diretamente na retina. Na terapia optogenética, os pulsos de luz controlam a expressão genética e a ativação dos neurônios. Atualmente, é muito utilizada em laboratórios para desvendar circuitos neurais e pode ser um potencial tratamento para dor, cegueira e problemas cerebrais.
Os resultados
Após produzir opsina suficiente, o que ocorreu cinco meses após o início da terapia, o paciente recebeu óculos com câmera que projetam imagens de cor âmbar na retina.
No primeiro exercício, o homem precisava notar, encontrar e tocar em um grande livro e em uma caixa pequena de grampos. No total, conseguiu tocar no livro em 92% das avaliações e nas caixas, 36% das vezes.
Já no segundo teste, o paciente alcançou 63% de eficiência ao contar copos em uma mesa. No terceiro exercício, ele usou um capacete de eletrodos que monitorava o reconhecimento se um copo estava ou não em cima da mesa. Neste, obteve sucesso em 78% das vezes.
Sete meses depois de receber a injeção, o paciente já apresentava indícios de melhora na visão.
Após dois anos do tratamento, o homem ainda utiliza os óculos para enxergar melhor. De fato, as imagens nunca serão iguais às naturais, mas para quem ficou cego por 20 anos, é transformador.
É a primeira vez que a terapia optogenética consegue reverter parte da visão perdida por uma doença genética degenerativa dos olhos. Agora, o ensaio avançará para a fase 3 para confirmar a eficácia desta abordagem terapêutica. Entretanto, ainda levará algum tempo para que a técnica possa ser oferecida, pois precisa de mais estudos, mais pacientes e mais longevidade.
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