O desenvolvedor de software Dimas Tadeu de Oliveira Júnior havia acabado de retornar da Itália – onde morou em uma caverna e viveu o sonho de ser músico – quando começou a trabalhar na Samsung, em Campinas (SP).
Na integração, a maioria dos novos funcionários vestia jeans e camiseta. “Inclusive eu. Menos um cara alto e loirão, que estava de social, todo arrumadinho”, relembra Dimas. No primeiro dia de trabalho, ele descobriu que esse cara seria o seu novo colega de equipe. Era José Augusto Stuchi, hoje um dos sócios-fundadores da Phelcom.
“Pensei: ‘somos muito diferentes. Eu, riponga total, e ele totalmente certinho. Não vai dar certo.’ E foi o contrário. A gente se encontrou no trabalho, na tecnologia e na cerveja. Foi uma amizade muito massa e que rendeu bons frutos.”
Os dois passaram três anos lado a lado, dividindo a mesa e atuando nos mesmos projetos em segurança da informação. Em 2016, durante um ano sabático de Dimas, o telefone tocou. Stuchi, junto com os sócios Diego Lencione e Flávio Pascoal Vieira, havia fundado a Phelcom e estava desenvolvendo um retinógrafo portátil, mas precisava de alguém de confiança para criar o sistema do equipamento.
O dispositivo nem tinha nome ainda. E a startup, sem dinheiro no caixa, dependia da boa vontade de quem acreditasse na ideia. “Vamos fazendo e depois, se rolar alguma coisa, vocês me pagam”, respondeu.
Ele começou a pesquisar e a testar tecnologias antes mesmo de qualquer proposta formal. Quando a Phelcom conquistou uma bolsa da FAPESP, a parceria se tornou oficial. Em fevereiro de 2017, Dimas entrou para a história da Phelcom como o seu primeiro funcionário, assumindo o cargo de Apoio Técnico a Projetos de Pesquisa.
Uma casa, muitos sonhos (e algumas histórias inusitadas)
Em São Carlos (SP), Dimas morou na própria sede da Phelcom junto com Stuchi por cerca de dois meses. Na época, a empresa funcionava em uma casa grande: na parte da frente, o escritório; nos fundos, a moradia. “Com o tempo, fui me sentindo mais à vontade e dormia em qualquer lugar, até embaixo da mesa no escritório”, recorda, entre risos.
A casa tinha ainda varanda ampla e garagem espaçosa, que quase se transformou na primeira linha de produção da empresa. “Eles chegaram a cogitar isso na época. Ainda bem que não aconteceu. Seria um desastre total, principalmente olhando para o tamanho que a empresa alcançou hoje”, brinca Dimas.
Foi nesse ambiente improvisado que os primeiros protótipos começaram a ganhar forma, de maneira totalmente artesanal. As peças, feitas na impressora 3D, eram lixadas e, na sequência, recebiam a base, a pintura e os ajustes finais.
Mas nem só de trabalho eram feitos os dias. À noite, depois de comer porco preparado no grill George Foreman do Stuchi, o grupo se reunia no quintal para jogar bola. Em algumas ocasiões, a bola ia parar na casa do vizinho. “A gente falava que tinha sido o sobrinho que chutou”.
A convivência próxima era facilitada pela amizade entre os sócios, que já se conheciam de trabalhos anteriores. O clima era de muita intimidade, com direito a brincadeiras constantes, especialmente entre Stuchi e Diego.
Primeira sede da Phelcom.
Motivação além da tecnologia
Para Dimas, aceitar o convite para entrar na Phelcom foi uma decisão movida, principalmente, por propósito. “O equipamento tinha um apelo humano muito forte. Era a chance de trabalhar com algo que realmente poderia ajudar as pessoas. E isso não é tão fácil de encontrar.”
Desde o início, havia um objetivo muito claro entre todos: fazer dar certo. Mais do que uma questão financeira, o foco estava no impacto. “O nosso sonho era melhorar o acesso à saúde.”
Outro ponto que o motivou foi o desafio de construir algo do zero. Com a autonomia que recebeu, ele aproveitou para explorar novas possibilidades. “Eu já estava há bastante tempo trabalhando com Java e queria mudar um pouco. Ali surgiu a oportunidade de trabalhar com Node e JavaScript, testando coisas novas.”
Esse ambiente de experimentação acabou se tornando um diferencial. “Foi uma descoberta para mim e para todo mundo ali. Tinha muita coisa nova acontecendo, era quase um celeiro de ideias”, afirma. Um exemplo disso é que a primeira versão do Eyer era feita com uma arminha de brinquedo, tipo uma Nerf.
Os desafios, naturalmente, eram muitos. Fazer a tecnologia funcionar era o principal deles. Além disso, havia a dificuldade de convencer outras pessoas a acreditarem na ideia e de conseguir novos financiamentos. “Éramos poucos para muito trabalho”, resume Dimas.
Os problemas técnicos também faziam parte da rotina. “Às vezes, durante uma apresentação ou coleta de imagens no hospital, o sistema simplesmente apagava os dados porque não tinha memória suficiente”, conta.
Crescimento, novos desafios e uma equipe em formação
Com o avanço do projeto, chegou o momento em que a primeira casa já não comportava mais a operação. Era preciso pensar em produção, armazenamento e na ampliação da equipe. Para viabilizar esse próximo passo, a Phelcom passou a desenvolver três projetos de consultoria, envolvendo áreas como óptica, computação e eletrônica, mas sem deixar de lado o Eyer.
A entrada desses recursos permitiu a mudança para uma nova sede, já com espaço para fábrica e uma estrutura mais adequada ao crescimento da empresa. Hoje, o local abriga a fábrica da Phelcom.
Nesse período, novos profissionais se juntaram ao time. “Entraram o Fred, na mecatrônica, o Paulo, no software, e o Nino, na eletrônica. A gente até brincava que eram os ‘trabalhadores do Apocalipse’”, conta Dimas. Com a chegada deles, o projeto ganhou outra dimensão. “Era muito trabalho, mas todos estavam focados. A gente era muito unido para fazer acontecer.” Foi também nessa fase que o segundo protótipo do Eyer começou a ganhar forma.
Dimas e Fred em um momento de descontração na Phelcom.
Mesmo com o ritmo intenso, o clima leve continuava sendo uma marca da equipe. “A gente era meio espartano. Do nada, o Stuchi gritava ‘This is Sparta!’ e todo mundo respondia junto. Era sangue no olho, mas também muita zoeira. Isso ajudava a aliviar o estresse do dia a dia”, relembra.
E, depois das 18h, o ambiente se transformava. “Parecia que as regras iam embora e começava outra fase. O Diego cantava ópera de um lado e, eu e o Fred, Iron Maiden do outro”, conta, aos risos.
Propósito que permanece
Para Dimas, muita coisa mudou ao longo dos últimos dez anos, mas a essência da Phelcom continua a mesma: a vontade de fazer acontecer, o ambiente leve e a humanização na forma de desenvolver tecnologia e no cuidado com as pessoas.
Ao olhar para a Phelcom hoje, o que mais o impressiona é o impacto gerado na saúde. “A qualidade de vida levada a milhões de pessoas, que passaram a ter acesso ao exame não tem preço”, diz. Para ele, esse propósito segue vivo no dia a dia da empresa e se reflete diretamente nos produtos. “Existe uma preocupação real com quem está do outro lado, seja o médico, o profissional de saúde ou o paciente.”
Dimas revela que um dos momentos em que mais se sentiu orgulhoso foi participar de um evento da empresa, já em uma fase mais recente. “Quando vi o tamanho que a Phelcom tinha alcançado, bateu um orgulho enorme. Um grupo pequeno, com um sonho em comum, conseguiu crescer e gerar oportunidades para tantos outros. Hoje, são muitas pessoas sonhando juntas. E isso é muito bonito de ver”, afirma.
Gerenciar uma clínica oftalmológica no Brasil exige um equilíbrio constante: de um lado, a excelência clínica e o cuidado com o paciente; do outro, a gestão financeira, os custos operacionais e a busca pela sustentabilidade do negócio. Qualquer investimento em nova tecnologia é, e deve ser, analisado pela ótica do retorno sobre o investimento (ROI).
Neste cenário, a retinografia colorida se destaca. Longe de ser apenas um procedimento complementar, ela é uma fonte de receita fundamental, estruturada e prevista nas tabelas de reembolso.
A questão, portanto, não é se a retinografia é rentável, mas como otimizar sua execução para maximizar esse retorno. A resposta está na superação dos gargalos operacionais impostos pelos equipamentos tradicionais.
O potencial de reembolso: entendendo os códigos
Para qualquer gestor ou oftalmologista, a previsibilidade de receita é chave. A retinografia é um procedimento com cobertura clara, tanto no sistema público quanto no privado.
No Sistema Único de Saúde (SUS): o exame está codificado na tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS sob o código 02.11.06.017-8 – Retinografia Colorida Binocular. Isso garante o reembolso por Procedimentos CID – SUS quando o exame é realizado, assegurando uma via de receita em atendimentos públicos ou filantrópicos.
Nos planos de saúde (TUSS): Na saúde suplementar, a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) define o código 41301315 – Retinografia (só honorário) monocular. Este é o procedimento que justifica a remuneração pela operadora de plano de saúde (TUSS).
O desafio é que o retorno sobre o investimento é diretamente proporcional ao volume de exames que a clínica consegue realizar e, principalmente, laudar com eficiência.
Retinografia colorida realizada pelo retinógrafo portátil Eyer2
O gargalo do retinógrafo tradicional
O ROI da retinografia é limitado por barreiras operacionais. O retinógrafo de mesa tradicional é um equipamento robusto, mas estacionário, pois:
Exige uma sala dedicada, muitas vezes escura;
Requer um operador treinado (muitas vezes o próprio oftalmologista) para manuseá-lo;
O fluxo de pacientes é lento, pois cada um deve ser posicionado no equipamento;
Pacientes com mobilidade reduzida, acamados ou crianças são difíceis ou impossíveis de examinar.
Esse modelo “sala-dependente” cria um teto para o número de procedimentos faturáveis por dia, limitando diretamente o potencial de reembolso dos códigos 02.11.06.017-8 (SUS) e 41301315 (TUSS). Para tornar os procedimentos escaláveis, é preciso criar um fluxo de trabalho dinâmico.
Equipamentos como o retinógrafo portátil Eyer2 tornam o atendimento mais fluído e trazem o dinamismo para a realidade do consultório. Sendo leve, portátil e de alta conectividade, ele permite que o exame de retinografia vá até o paciente, e não o contrário.
Multiplicação de pontos de exame: a triagem ou o exame podem ser feitos em qualquer sala de pré-consulta, no centro cirúrgico ou até mesmo no leito do hospital, sem necessidade de dilatação.
Delegação e otimização: a simplicidade da captura permite que técnicos ou assistentes devidamente treinados realizem o registro da imagem, liberando o tempo do oftalmologista para o diagnóstico e o laudo.
O retorno sobre o investimento é multiplicado. Em vez de um único ponto de estrangulamento (a sala do retinógrafo), a clínica pode ter múltiplos pontos de captura de imagem, aumentando exponencialmente o volume de exames elegíveis para reembolso.
Da imagem ao laudo: fechando o ciclo do reembolso
Para que o Procedimento – 02.11.06.017-8 – Retinografia Colorida Binocular ou o 41301315 – Retinografia (só honorário) monocular sejam devidamente pagos, é necessário um laudo e um registro seguro.
Aqui entra o EyerCloud. Cada imagem capturada no Eyer2 é sincronizada automaticamente com a plataforma em nuvem, permitindo que uma clínica com várias unidades ou mesmo um único médico que atende em múltiplos locais centralize todo o fluxo de laudos. O resultado é a capacidade de escalar o volume de exames faturáveis sem aumentar proporcionalmente o tempo gasto pelo especialista em tarefas operacionais
Em síntese, o Eyer2 e o EyerCloud são otimizadores de gestão que permitem ao oftalmologista brasileiro extrair o máximo potencial financeiro dos procedimentos de retinografia já estabelecidos e codificados, transformando um investimento em tecnologia em um claro e mensurável retorno sobre o investimento
Retinógrafo portátil Eyer2 e Eyercloud sendo utilizados em consulta
O equipamento também possibilita a detecção de diversas doenças e condições do segmento anterior do olho, como blefarite e demais alterações de cílios, disfunção das glândulas meibomianas, hordéolos, tumores conjuntivais, tumores palpebrais, catarata avançada, corpo estranho, queimaduras, lesões na córnea e ceratites em geral causadas por olho seco, lente de contato, infecções e úlceras, dentre outros.
Dentre as principais funcionalidades do portátil, destacam-se:
Plataforma portátil de imageamento ocular capaz de realizar seis registros em um único equipamento, sem necessidade de midríase;
Retinografia colorida de alta qualidade: 55º em uma única imagem para detecção de lesões periféricas na retina;
Red free gerado instantaneamente após o registro colorido;
Registro de segmento posterior com luz infravermelha, importante para avaliação de áreas mais profundas da retina sem desconforto ao paciente, como diagnóstico de nevo de coróide e olho seco evaporativo;
Estereofoto de papila para visualização 3D da escavação;
Retinografias panorâmicas com até 120°;
Edição e gráficos para análise de cup-to-disk ratio (CDR);
Fotodocumentação em alta definição da superfície ocular para acompanhamento da progressão de doenças;
Avaliação e fotodocumentação de lesões de córnea com luz azul cobalto;
Mobilidade para atendimento em diversas clínicas, locais remotos que requerem atenção primária e exames em pacientes acamados e recém-nascidos;
Possibilidade de integração com o EyerMaps, inteligência artificial que sinaliza em segundos as áreas da retina com possíveis anomalias;
Integração com o EyerCloud, plataforma online para gerenciamento dos exames.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Hoje, com 10 anos de história, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
Além de sua aplicação no dia a dia clínico, o retinógrafo portátil Eyer e a Inteligência Artificial EyerMaps têm sido fundamentais para o avanço de grandes pesquisas. Recentemente, dois estudos de peso tiveram suas apresentações aprovadas no maior e mais prestigiado congresso de pesquisa oftalmológica do mundo: The Association for Research in Vision and Ophthalmology (ARVO). Adicionalmente, um deles foi laureado como o melhor artigo científico na Association of University Professors of Ophthalmology (AUPO).
A Inteligência Artificial do Eyer no mundo real
O artigo “Real-world performance of an offline, automatic algorithm for diabetic retinopathy detection embedded in a handheld smartphone-based retinal camera, on two ethnically diverse populations”, liderado pelo Dr. Fernando Malerbi, avaliou a IA offline do Eyer na detecção da Retinopatia Diabética (RD) em cenários reais e desafiadores de triagem. A apresentação ocorrerá no dia 03 de maio de 2026.
O desafio do viés algorítmico
Para que uma IA seja verdadeiramente eficaz e segura, ela não pode funcionar bem apenas em laboratório ou em um grupo específico de pessoas. “Além dos testes iniciais que fazemos para verificar se o algoritmo está dando respostas corretas, é importante reproduzi-los em populações com características diferentes, por exemplo, no nosso estudo, com backgrounds étnicos diversos, garantindo representatividade na base de dados, otimizando a performance da para a ferramenta e, assim, reduzindo o risco dela acertar em um cenário e errar em outro”, explica Malerbi.
Para provar essa robustez, o estudo analisou as imagens de 1.257 pacientes com diabetes em duas amostras brasileiras demograficamente muito díspares:
Itabuna (Bahia/BR): População predominantemente afro descendente, com maior taxa de retinopatia diabética e menor duração da diabetes;
Mapa destacando Itabuna (BA) e Blumenau (SC), cidades onde as amostras de pacientes foram coletadas.
Resultados impressionantes nas mãos de não-médicos
Um dos grandes diferenciais do estudo foi a operação do equipamento: as capturas foram realizadas majoritariamente por voluntários não-médicos, com diferentes níveis de experiência, em mutirões de triagem de alto volume.
“A relevância desse estudo está também nos ótimos números de acurácia e na qualidade das imagens. Em mais de 90% dos casos, foi possível realizar a imagem de maneira adequada e com alta taxa de qualidade”, destaca o autor. Malerbi pontua ainda alguns elementos que permitem qualidade adequada para uma imagem:,enquadramento, adequação da luz, foco e nitidez — fatores que são facilitados pela tecnologia do Eyer.
O estudo comprovou que a IA do Eyer é precisa, consistente e livre de vieses geográficos ou étnicos, provando que dispositivos de baixo custo e fáceis de usar, juntamente com ferramentas de detecção automática, podem desempenhar um papel significativo na prevenção da cegueira secundária ao diabetes.
O desafio técnico por trás do impacto
Para Paulo Prado, Coordenador de Mobile Software e IA da Phelcom, que participou ativamente do projeto, o sucesso do estudo reflete a união entre tecnologia avançada e propósito. “Participar deste projeto foi uma experiência muito significativa, ligando minha formação com o impacto direto na saúde das pessoas. Um dos pontos mais importantes foi desenvolver um algoritmo capaz de rodar offline e embarcado, sem comprometer a precisão, o que trouxe um desafio técnico muito grande”, relata Prado.
Prado reforça que a diversidade da amostra foi crucial para validar o trabalho da engenharia. “A validação do sistema em duas populações tão distintas demonstra a robustez do sistema em cenários reais e ajuda a garantir que a tecnologia seja realmente útil na prática clínica. Para mim, foi muito gratificante contribuir para uma solução que pode ajudar na detecção precoce de retinopatia diabética, ampliando o acesso ao rastreamento da doença, especialmente em locais com menos infraestrutura médica”.
Paulo Prado realiza captura de imagem de retina com o Eyer no Mutirão de Diabetes de Itabuna, 2022.
Eyer no leito hospitalar: Prêmio de Melhor Artigo na AUPO
O estudo intitulado “Handheld Non-Mydriatic Fundus Camera for Bedside Inpatient Ophthalmology and Neurology Consultations”, conduzido por pesquisadores da Emory University (EUA), incluindo a especialista Valerie Biousse, demonstrou como a portabilidade e a alta qualidade de imagem do Eyer facilitam diagnósticos rápidos e precisos em ambientes hospitalares, onde o deslocamento do paciente para equipamentos de mesa muitas vezes é inviável.
O impacto clínico dessa abordagem foi tão significativo que o estudo foi eleito o melhor artigona conferência da AUPO, além de garantir seu espaço para apresentação no ARVO.
A relevância de estar no ARVO e AUPO 2026
Em 2026, o ARVO acontecerá do dia 03 a 07 de maio com o tema oficial “Achieving precision ophthalmology through innovative vision research”, tema amplamente alinhado aos estudos realizados com o Eyer.
“Esse evento é considerado o maior e mais importante encontro científico de pesquisa em oftalmologia e ciências visuais do mundo” resume Malerbi. “É lá onde as principais ideias são apresentadas e validadas. Soluções que vão entrar no mercado ou que estarão disponíveis como tratamento lá na frente são apresentadas no ARVO. Tem esse caráter de pioneirismo”.
Para a Phelcom, ter o Eyer validado nestes estudos comprova o alinhamento da empresa com o futuro da “oftalmologia de precisão” mundial. Como conclui Malerbi: “É realmente importante estar presente neste evento, tanto do ponto de vista do autor quanto do de uma empresa que tem essa robustez de pesquisa e desenvolvimento”.
Para Diego Lencione, co-founder & CTO da Phelcom, o destaque nesses congressos reflete a maturidade da empresa e permite que a tecnologia alcance e transforme cada vez mais vidas. “É incrível acompanhar a evolução dos produtos na Phelcom e o aumento de nossa relevância no cenário internacional. Nos últimos anos tivemos a certificação regulatória de nossos produtos no FDA e vemos ano após ano aumentar nossa presença no mercado internacional. Sem dúvidas, parte deste sucesso se deve ao nosso esforço e investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, que culminam com este trabalho tão relevante que será apresentado no ARVO 2026, combinando nossas competências na criação e fabricação de dispositivos oftalmológicos e de soluções em inteligência artificial que de fato agregam valor aos médicos, pacientes e toda sociedade.”, destaca Lencione.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Hoje, com 10 anos de história, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
No fim de 2017, o designer industrial Peter Martins von Zweigbergk recebeu uma ligação que marcaria o início de uma longa parceria com a recém-fundada startup Phelcom Technologies.
Do outro lado da linha estava o CEO e cofundador da Phelcom, José Augusto Stuchi, convidando-o a colaborar no desenvolvimento de um novo produto. Von Zweigbergk já conhecia Stuchi e os outros dois co-fundadores, Diego Lencione e Flávio Pascoal Vieira, de experiências profissionais anteriores.
“Duas coisas me motivaram a aceitar o convite: meu interesse por startups e o fato de o produto ser extremamente interessante, um retinógrafo portátil capaz de capturar imagens de alta qualidade em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila”, relembra. Além disso, a afinidade com a área médica reforçou sua decisão. “É um setor que exige responsabilidade, mas também oferece a oportunidade de gerar impacto real.”
Antes de qualquer desenho ou ajuste técnico, o designer propôs um workshop estratégico. O objetivo era compreender não apenas o estágio do protótipo existente, mas também a visão de futuro da empresa.
Von Zweigbergk questionou posicionamento, estratégia e até mesmo o nome do produto, que era outro na época. “Se é para construir uma marca forte, precisamos pensar nisso agora.” A partir dessas discussões surgiu o nome Eyer, consolidando não apenas um produto, mas uma identidade.
Segundo ele, aquele momento foi decisivo para transformar um protótipo promissor em um produto preparado para o mercado. A tecnologia já era reconhecida pela qualidade das imagens, mas havia a percepção de que o equipamento precisava evoluir em acabamento, posicionamento e coerência de marca.
Peter Martins von Zweigbergk, Consultor de Design e marca da Phelcom Technologies
Do conceito ao produto: os bastidores do design do Eyer
Contratado para liderar o design do produto, Von Zweigbergk sabia que o desafio ia muito além da estética. Era necessário considerar a funcionalidade, a ergonomia, a integração ao ecossistema tecnológico e, principalmente, a experiência de uso.
Após o workshop estratégico inicial, a equipe solicitou que ele apresentasse propostas de conceito. Foi nesse momento que surgiu a ideia de uma arquitetura inspirada no uso do próprio smartphone, com uma pegada mais integrada e intuitiva. A proposta rompia com modelos tradicionais de retinógrafos e apostava em uma forma de manuseio mais alinhada à realidade do usuário.
Os primeiros conceitos foram levados para testes em hospitais. “No começo, as pessoas estranharam. Um retinógrafo que se segurava como um celular era algo novo. Mas justamente por isso fomos testar: queríamos avaliar se era confortável, se o profissional conseguiria segurar com firmeza, apertar o botão com o polegar e capturar a imagem com estabilidade”, recorda.
O ritmo de desenvolvimento foi intenso. O workshop aconteceu no início de dezembro e os primeiros protótipos estavam prontos no final de janeiro. Nos meses seguintes, a equipe se dedicou ao refinamento do conceito e ao detalhamento mecânico e eletrônico.
Entre os desafios técnicos mais relevantes estava a questão da bateria. O primeiro protótipo dependia de uma bateria interna extra, o que poderia gerar limitações logísticas, especialmente para equipamentos armazenados por longos períodos. A solução surgiu, em parte, com a adoção de uma tecnologia que começava a se popularizar naquele momento: o padrão USB-C.
A questão, daí para frente, passou a ser, como carregar a bateria do celular por meio do sistema eletrônico da Phelcom. Foi ao observar o funcionamento de um acessório do seu laptop que Von Zweigbergk percebeu que poderia adotar uma tecnologia similar para a transferência de energia. “Eu mandei informações sobre o produto para o Flávio [Flávio Pascoal Vieira, COO e cofundador da Phelcom] que estudou e implantou a solução que permitiu eliminar a bateria extra.” A incorporação dessa tecnologia possibilitou um design mais eficiente e alinhado às tendências da época.
Outro ponto crítico foi a ergonomia. Era fundamental garantir estabilidade na captura das imagens, mesmo com o manuseio semelhante ao de um smartphone. O formato, o peso e o equilíbrio do equipamento foram cuidadosamente estudados para reduzir tremores e proporcionar maior conforto durante o uso prolongado.
Do equilíbrio à inovação: os desafios do design do Eyer2
Se no Eyer o foco estava em consolidar uma arquitetura inovadora e intuitiva, o desenvolvimento do Eyer2 trouxe um novo conjunto de desafios — muitos deles relacionados à própria evolução dos smartphones e às mudanças no comportamento do mercado.
Segundo Von Zweigbergk, uma das questões mais marcantes foi a necessidade de romper com a simetria do modelo anterior, que tornava o produto naturalmente equilibrado. O Eyer tinha a ótica centralizada, o que facilitava o uso com ambas as mãos. No entanto, os fabricantes de smartphones começaram a alterar o posicionamento das câmeras, deslocando-as para os cantos superiores dos aparelhos.
A assimetria, em design, costuma ser um elemento desafiador. A busca pelo equilíbrio visual geralmente passa pela simetria, especialmente em equipamentos médicos. No Eyer2, foi necessário encontrar soluções que mantivessem a harmonia estética mesmo com uma arquitetura menos centralizada. “No começo, parecia algo difícil de resolver. Depois percebemos que é uma questão de adaptação. O importante era fazer isso de uma forma que não causasse estranhamento”, conta.
Além da mudança estrutural, houve também uma decisão estratégica de linguagem visual. O Eyer apresentava formas mais suaves, orgânicas e arredondadas. Já o Eyer2 assumiu uma estética mais técnica e geométrica, com linhas mais definidas. A intenção era deixar claro que não se tratava apenas de uma atualização incremental, mas de uma nova geração de produto.
“Queríamos quebrar um pouco a linguagem anterior para mostrar que era um novo momento. Fomos para uma estética um pouco mais quadrada, mais técnica. Isso também ajudou a acomodar melhor a assimetria, porque formas mais retangulares facilitam o alinhamento e a organização dos elementos”.
Outro ponto de evolução esteve na experiência de uso. Embora Von Zweigbergk não tenha atuado diretamente no design da interface, ele participou das discussões conceituais sobre a jornada do usuário. Uma das reflexões dizia respeito à lógica de operação do equipamento.
“Desde o começo, eu questionava: qual é a primeira coisa que o usuário quer fazer com o Eyer? Ele quer tirar uma foto. Eu defendia que fosse possível fotografar primeiro e organizar os dados depois. Às vezes o profissional quer apenas testar ou avaliar rapidamente e só depois decidir se vale a pena registrar”, ressalta.
A consolidação do Eyer como plataforma internacional
Desde o início, o desenvolvimento do Eyer foi orientado por uma diretriz clara: criar um produto premium, competitivo em escala global, mas com inteligência de projeto que permitisse oferecer mais valor por um custo mais acessível do que os concorrentes tradicionais.
A ambição não se limitava ao mercado nacional. O objetivo era posicionar o produto internacionalmente, competindo com grandes players globais. Nesse contexto, o nível de exigência era ainda maior. “Se você não é uma empresa dos Estados Unidos, precisa fazer tudo ainda melhor para competir de igual para igual”, observa Von Zweigbergk.
Essa visão estratégica influenciou diretamente as escolhas de design e engenharia. No Eyer, o foco era claro: oferecer um retinógrafo portátil de alta qualidade, com fácil manuseio, conectado ao smartphone e preparado para diferentes realidades de atendimento — de missões sociais a clínicas especializadas. O design privilegia simplicidade, portabilidade e rapidez, buscando romper barreiras de acesso à retinografia.
Já o Eyer2 representou uma ampliação desse conceito. Além de manter a portabilidade, trouxe uma abordagem mais completa e modular. O sistema passou a contar com módulos que podem ser acoplados por conexão magnética, bastando aproximá-los para que se encaixem por imantação. Essa solução tornou o equipamento mais adaptável às diferentes necessidades clínicas.
A bateria de 4000 mAh, com autonomia aproximada para até 60 exames sem recarga, reforça o compromisso com a produtividade e o uso contínuo. A ergonomia também evoluiu, acompanhando a proposta de um equipamento mais versátil, capaz de atender tanto exames do segmento posterior quanto do anterior, com múltiplos modos de captação e iluminação.
Enquanto o Eyer foi concebido para democratizar o acesso à retinografia com inteligência e portabilidade, o Eyer2 eleva a experiência diagnóstica ao integrar modularidade, desempenho e fluidez no fluxo de trabalho clínico.
Em síntese, o primeiro modelo quebrou barreiras de acesso e simplicidade; o segundo consolidou a plataforma como uma solução mais abrangente, sofisticada e alinhada às demandas da oftalmologia contemporânea — uma evolução que se reflete diretamente nas decisões de design, ergonomia, modularidade e usabilidade.
Uma cultura de abertura e excelência
Von Zweigbergk destaca que o sucesso do Eyer e do Eyer2 não se deve apenas a decisões técnicas ou estéticas, mas também à cultura construída desde os primeiros anos da Phelcom.
Com experiência em projetos para diferentes organizações, ele afirma que poucas companhias demonstram, de fato, abertura para ouvir, revisar caminhos e investir consistentemente na melhoria contínua.
Para ele, essa postura foi determinante ao longo de todo o processo de desenvolvimento dos produtos. A colaboração próxima com a equipe de engenharia, a troca constante de ideias e a disposição para ajustar rotas sempre que necessário criaram um ambiente verdadeiramente propício à inovação.
Von Zweigbergk também ressalta a complementaridade entre os três sócios fundadores como um diferencial estratégico. Segundo ele, o alinhamento entre competências técnicas, visão de mercado e gestão fortaleceu a tomada de decisões e permitiu que o design fosse tratado como parte central da estratégia — e não apenas como uma etapa final do desenvolvimento.
“Foi um grande prazer trabalhar com a equipe da Phelcom. Existe ali uma combinação rara: sócios que se complementam e que realmente querem construir algo sólido e relevante”, afirma.
Em 2026, participaremos de diversos eventos nacionais e internacionais, reforçando nosso compromisso com a inovação, a troca de conhecimento e nossa missão de tornar os exames oftalmológicos mais simples, conectados e inteligentes, contribuindo para a evolução da saúde ocular em escala global.
Confira abaixo o calendário completo dos congressos já confirmados até agora e planeje sua participação. Encontre informações sobre datas, locais e horários e não deixe de visitar os estandes da Phelcom para conhecer de perto nossas inovações tecnológicas.
congressos de OFTALMOLOGIA E SAÚDE QUE A PHELCOM ESTARÁ PRESENTE NO BRASIL em 2026
Data: 12 a 14 de novembro de 2026 Local: Mercure Belo Horizonte Lourdes Hotel Cidade: Belo Horizonte/MG Estande da Phelcom: a confirmar Clique aqui e acesse o site oficial do evento
Estamos ansiosos para fortalecer conexões, compartilhar experiências e demonstrar como as nossas tecnologias podem transformar a saúde visual, impactando positivamente a vida de pacientes em todo o mundo. Nos vemos nos congressos de 2026, no Brasil e pelo mundo!
congressos de OFTALMOLOGIA E SAÚDE QUE A PHELCOM ESTEVE PRESENTE em 2026
Da divulgação do artigo científico sobre o conjunto de dados capturados pelo retinógrafo portátil Eyer à ampliação da atuação em novos países, 2025 reforçou o compromisso da Phelcom com tecnologias que ampliam o acesso ao cuidado ocular e contribuem para a prevenção da deficiência visual e da cegueira.
Confira os principais marcos que antecedem a celebração dos 10 anos de fundação da empresa.
Publicação na Revista Nature
Exame realizado com o Eyer durante o Mutirão do Diabetes de Itabuna, em 2022.
A tecnologia do Eyer ganhou destaque em uma das publicações científicas mais respeitadas do mundo.
Em 2025, foi publicado na Nature o artigo sobre o mBRSET, apresentando o primeiro conjunto de dados públicos de retinografias obtidas com câmeras portáteis em cenários reais de alta demanda. As imagens foram capturadas durante o Mutirão do Diabetes de Itabuna (BA), em 2022.
Mutirões
Exame realizado com o Eyer2 durante o Mutirão do Diabetes de Itabuna, em 2025.
Os equipamentos da Phelcom desempenharam papel central em mutirões realizados em diversas cidades, incluindo Itabuna (BA), Blumenau (SC) e São Paulo (SP).
Em Blumenau, o Mutirão do Diabetes registrou mais de 1,3 mil atendimentos agendados. Com o uso do Eyer, foram identificados cerca de 190 casos de retinopatia diabética, em diferentes níveis de gravidade, com encaminhamento para tratamento e exames complementares. A tecnologia de Inteligência Artificial do Eyer permitiu ainda a liberação imediata de aproximadamente 290 pacientes, otimizando o fluxo assistencial.
No Mutirão de Itabuna, mais de 2 mil atendimentos foram realizados. A ação contou com o uso do “Mutirômetro”, aplicativo desenvolvido pela Phelcom para digitalizar a jornada do paciente e agilizar os processos de atendimento.
A tecnologia também esteve presente na 28ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes, promovida pela Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) em parceria com a Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes (FENAD). O evento ocorreu em 1º de novembro com ações de orientação, promoção de atividade física e atendimento especializado.
Expansão para a América Latina
Estande da Phelcom no Faco Extrema 2025, realizado em Buenos Aires, Argentina, de 21 a 23 de agosto.
A receptividade do mercado latino-americano reforça a adaptabilidade e o alcance das soluções desenvolvidas pela empresa.
Premiação da 2ª edição do “De Olhos para o Futuro”
Ligas participantes da 2ª edição do concurso De Olhos para o Futuro durante premiação no SIMASP 2025
A segunda edição do concurso “De Olhos para o Futuro”, realizada em parceria com a Associação Brasileira das Ligas Acadêmicas de Oftalmologia (ABLAO), mobilizou 205 acadêmicos em sete estados, resultando em 2.486 atendimentos. Mais de 70 pacientes em condição grave foram diagnosticados e encaminhados para tratamento com o apoio do retinógrafo portátil Eyer e da Inteligência Artificial EyerMaps.
Os projetos premiados evidenciaram como tecnologias portáteis ampliam o acesso ao diagnóstico em diferentes contextos geográficos e sociais.
Presença em congressos no Brasil e no exterior
Estande da Phelcom no Academy 2025, realizado em Boston, Estados Unidos, de 08 a 11 de outubro.
A Phelcom intensificou sua participação em eventos relevantes da oftalmologia, com mais de 60 exibições comerciais e apoios institucionais nos principais congressos do Brasil, Estados Unidos e América Latina.
Rumo aos 10 anos
Com os resultados obtidos em 2025, inicia-se a contagem regressiva para um marco significativo: em 2026, a Phelcom completa 10 anos de fundação.
O próximo ano será marcado por muitas novidades e celebrações. O que teve início como o projeto de três pesquisadores em São Carlos transformou-se em uma referência global em portabilidade e inteligência aplicada à oftalmologia, com perspectivas de expansão e inovação contínua.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que compromete severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Atualmente, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
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