Entenda o que é celulite periorbitária e como diagnosticar

Entenda o que é celulite periorbitária e como diagnosticar

A celulite periorbitária ou pré-septal é uma infecção da pálpebra, na porção anterior do septo orbitário, que atinge com mais frequência crianças do sexo masculino, com até 10 anos de idade – sobretudo menores de 5 anos.

Por apresentar sintomas similares à conjuntivite bacteriana e viral e ao edema alérgico, tem difícil diagnóstico. Além disso, também compartilha os mesmos sinais de enfermidade com a celulite orbitária. Porém, são doenças diferentes e que necessitam de tratamentos distintos.

Portanto, entenda neste post o que é a celulite periorbitária, as causas, a diferença em relação à celulite orbitária, os sintomas, o diagnóstico e os tratamentos recomendados.

O que é celulite periorbitária

A celulite periorbitária ou pré-septal é uma infecção da pálpebra, na porção do septo orbitário. Desse modo, não envolve a órbita ou outras estruturas oculares, como gordura e músculos.

Como aproximadamente 80% dos casos ocorrem em crianças do sexo masculino, com até 10 anos de idade (a maioria, menores de 5 anos), é considerada uma doença pediátrica.

Dentre suas principais causas, estão infecção facial ou palpebral devido a traumas, picadas de inseto, mordidas de animais, varicela, calázio, conjuntivite, dacriocistite ou sinusite.

Em relação à etiologia, os agentes podem variar. Por exemplo, a infecção dos seios está mais associada ao Streptococcus pneumoniae. Já quando a causa é um trauma local, Staphylococcus aureus e S. pyogenes prevalecem. Atualmente, eventos com Haemophilus influenzae e fungos são raros.

Há também outros fatores, porém mais incomuns: espécies de AcinetobacterNocardia brasiliensis, Bacillus anthracisPseudomonas aeruginosaNeisseria gonorrhoeaeProteus spp, Pasteurella multocidaMycobacterium tuberculosis e Trichophyton spp.

celulite periorbitária

Celulite periorbitária x orbitária

Sem dúvida, é fundamental conhecer as diferenças entre a celulite periorbitária e a orbitária. Basicamente, é a infecção ser anterior ou posterior ao septo orbitário. Enquanto a periorbitária ocorre na porção anterior, a orbitária atinge os tecidos da órbita posterior.

Outra distinção é que a primeira é superficial na fase inicial. Já a segunda, começa profunda ao septo orbitário.

De fato, ambas apresentam as mesmas causas, sintomas e tratamentos parecidos. Contudo, na celulite orbitária, podem haver ainda exoftalmia, mal-estar, limitação da mobilidade ocular e perda da visão.

Sintomas

Em seguida, conheça os sintomas mais frequentes de celulite periorbitária:

  • Dor ocular;
  • Dor ao toque;
  • Edema na pálpebra, que pode dificultar a abertura do olho;
  • Calor;
  • Rubor ou pigmentação da pálpebra;

Nos casos mais raros, pode acontecer edema conjuntival. Por outro lado, é importante ressaltar que não há comprometimento da acuidade visual, do movimento dos olhos e nem quadro de proptose. Porém, se o paciente apresentar esses sinais, provavelmente a doença se espalhou para a órbita.

Diagnóstico

De fato, o diagnóstico de celulite periorbitária é feito por meio de uma avaliação clínica. O médico avaliará edema derivado de traumas locais, mordidas de insetos ou animais, corpos estranhos retidos, reações alérgicas, tumores e pseudotumor orbitário inflamatório. Por exemplo, se o edema for profundo, a análise contará com o auxílio de um blefarostato.

Além disso, há a possibilidade de realizar exame de imagem no caso de dúvidas. Dessa forma, é indicado a realização de tomografia computadorizada (TC) com contraste das órbitas e seios da face. Para fechar o diagnóstico, o médico deve observar edema da(s) pálpebra(s) e a falta de proptose, infiltração da gordura orbitária e edema dos músculos extraoculares.

Tratamento

O tratamento indicado para celulite periorbitária é com antibióticos.

De fato, na maioria dos casos, o patógeno não será identificado. Por isso, é essencial analisar os fatores predisponentes e prescrever o antibiótico para os organismos mais prováveis e o padrão de sensibilidade habitual na região.

Por exemplo, nas áreas em que existe predomínio de S. aureus resistente à meticilina, os médicos devem acrescentar os antibióticos indicados, como clindamicina, sulfametoxazol-trimetoprima ou doxiciclina para tratamento oral e vancomicina para tratamento ambulatorial.

O método inicial deve focar no combate aos patógenos causadores de sinusite (S. pneumoniaeH. influenzaeS. aureusMoraxella catarrhalis não tipáveis).

Nos casos resultantes de um trauma local, o tratamento deve incluir cobertura para S. pyogenes. Em pacientes com feridas sujas, deve-se considerar infecção Gram-negativa.

O tratamento não hospitalizado do paciente pode ser uma opção depois de excluído o risco de celulite orbitária e para crianças sem sinais de infecção sistêmica com pais presentes e responsáveis.

O médico pediatra Breno Nery explica neste artigo, divulgado no portal PED, quais medicamentos utilizar e as dosagens. O mesmo faz o médico James          Garrity, em seu artigo publicado no site Manual MSD.

Os pacientes devem ser acompanhados de perto por um oftalmologista.

Com informações de Breno Nery, para o portal PED, e James Garrity, para o site Manual MSD.

Conclusão

Neste post, você viu o que é a celulite periorbitária, as causas, as diferenças com a celulite orbitária, os sintomas mais comuns, como é feito o diagnóstico e quais os tratamentos indicados.

De fato, a celulite periorbitária é uma doença que merece total atenção. Isso porque atinge preferencialmente crianças, de até 10 anos, e pode evoluir caso não tratada precocemente.

Como possui semelhanças com celulite orbitária, conjuntivite bacteriana e viral e edema alérgico, é uma enfermidade superdiagnosticada. Portanto, precisa de conhecimentos mais profundos e atualizados.

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Coronavírus: contágio pode acontecer pelos olhos

Coronavírus: contágio pode acontecer pelos olhos

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o novo coronavírus é uma ameaça muito grave para o mundo. E não é por menos: a doença Covid-19 – causada pelo vírus – já afetou aproximadamente 90 mil pessoas e foi responsável pela morte de mais de 3 mil. Isso principalmente na China, onde surgiu o novo vírus. Porém, há infectados por todo o planeta. Inclusive, no Brasil.

Recentemente, a Academia Americana de Oftalmologia (AAO) levantou a possibilidade de contágio da doença por meio dos olhos. Ou seja, não apenas pelas mucosas da boca e do nariz. Dessa forma, o paciente apresentaria, além dos sintomas respiratórios, também conjuntivite.

O alerta vem após um médico chinês afirmar que contraiu a Covid-19 pelos olhos.

Portanto, entenda neste post como o coronavírus pode ser adquirido pelos olhos e o que os oftalmologistas devem fazer para se protegerem da doença.

Coronavírus e olhos

Segundo a Academia Americana de Oftalmologia (AAO), o novo coronavírus pode ser contraído por meio dos olhos. A suspeita surgiu após o médico chinês Wang Guangfa afirmar que adquiriu a Covid-19 – doença transmitida pelo vírus – dessa forma.

Guangfa, especializado em distúrbios respiratórios, disse que não usou a proteção ocular corretamente ao consultar pacientes de Wuhan, cidade epicentro da epidemia. O relato foi publicado pelo jornal South China Morning Post, de Hong Kong.

Até então, o problema era adquirido apenas pelas mucosas da boca e do nariz, provocando os já conhecidos sintomas respiratórios. Porém, agora também pode causar conjuntivite.

Isso ocorre porque as doenças virais respiratórias podem ser contraídas por meio da secreção da pessoa infectada em contato com mucosas como boca, nariz e olhos.

Dicas para os oftalmologistas

De acordo com o Ministério da Saúde, ainda não há certeza de como o novo coronavírus é transmitido. Contudo, acredita-se que as principais fontes de contágio são o contato com pacientes doentes e com objetos infectados. Dessa forma, a doença é contraída após posterior toque nos olhos, nariz e boca.

Por isso, é importante que os médicos e profissionais da saúde protejam-se. Em relação aos oftalmologistas, a AOO indica que cuidem dos olhos, boca e nariz adequadamente ao atender pacientes com:

  • Sintomas respiratórios, como tosse e taquipneia;
  • Febre, aliada aos sintomas respiratórios;
  • Conjuntivite, aliado aos sintomas respiratórios;
  • Viagem recente para a China;
  • Contato recente com pessoas vindas da China.

Fique atento: os sinais Covid-19 podem surgir no início ou até 14 dias após contaminação.

Como prevenir-se do coronavírus

A oftalmologista Juliana Rosa, em seu artigo para o Portal PEBMED, aconselha seguir as medidas de precaução padrão, como o uso de máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção. Além disso, sempre higienizar as mãos.

coronavírus

Em seguida, confira todas as recomendações:

  1. Evite contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
  2. Faça lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  3. Utilize lenço descartável para higiene nasal;
  4. Cubra nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  5. Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  6. Higienize as mãos após tossir ou espirrar;
  7. Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  8. Mantenha os ambientes bem ventilados;
  9. Evite contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  10. Não faça contato com animais selvagens e/ou doentes em fazendas ou criações.

Conclusão

Agora, você sabe que o novo coronavírus também pode ser transmitido pelos olhos. Desse modo, proteja-se ao atender pacientes. Para isso, é só seguir as orientações desse post.

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Conheça a retinopatia hipertensiva e como prevenir-se

Conheça a retinopatia hipertensiva e como prevenir-se

Você sabia que a pressão alta também pode afetar os olhos? É isso mesmo. Além de ser um fator de risco para o desenvolvimento de problemas no coração, essa disfunção pode ocasionar retinopatia hipertensiva. Essa doença ocorre quando a pressão arterial elevada afeta os vasos sanguíneos da retina.

Dentre os sintomas mais comuns, estão a perda de visão, sensibilidade à luz e dores de cabeça frequentes. Nos casos mais graves, o distúrbio pode evoluir para catarata, glaucoma e trombose.

Infelizmente, a doença é assintomática no início. Por isso, é essencial que todo paciente hipertenso conheça tudo sobre retinopatia hipertensiva – além, claro, de fazer o acompanhamento com um oftalmologista.

Portanto, entenda neste post o que é retinopatia hipertensiva, as classificações e os tipos, os sintomas, como é feito o diagnóstico e quais tratamentos indicados. Aliás, conheça um novo equipamento no mercado que vem auxiliando médicos e pacientes ao possibilitar diagnósticos mais rápidos e precisos de problemas nos olhos.

Retinopatia hipertensiva – o que é

A retinopatia hipertensiva é quando o aumento da pressão arterial atinge os vasos sanguíneos da retina. Ou seja, é uma lesão vascular da retina provocada pela hipertensão. Desse modo, pode causar estreitamento vascular (vasoconstrição), espessamento da parede de pequenas artérias (arteríolas) ou pequenas veias (vênulas), obstrução e até mesmo rompimento dos vasos.

retinopatia hipertensiva

Retinopatia hipertensiva moderada. Imagem: Ralph C. Eagle, Jr. /Science Photo LIBRAR

Classificação

A retinopatia hipertensiva tem 5 graus de classificação:

  • 0: sem alterações;
  • 1: estreitamento arteriolar mínimo;
  • 2: estreitamento arteriolar com irregularidades focais;
  • 3: somado ao grau 2, ocorre hemorragias retinianas e/ou exsudados;
  • 4: somado ao grau 3, ocorre edema da papila.

Tipos

Há dois tipos de retinopatia hipertensiva. Em seguida, conheça cada uma delas:

1. Crônica

É causada pela hipertensão crônica. Aqui, ocorre o estreitamento arteriolar, alteração no reflexo arteriolar e sinal de cruzamento arteriovenoso, no qual a artéria passa anteriormente à veia. É assintomática na fase inicial. Apesar de rara, podem apresentar sintomas como hemorragias retinianas, microaneurismas e sinais de oclusão vascular.

 

2. Maligna

No caso da retinopatia hipertensiva maligna, há a um aumento brusco da pressão arterial. O que pode causar problemas oculares, cardíacos, renais e cerebrais.

Nesse tipo, há sintomas como dor de cabeça, visão turva, visão dupla e aparecimento de uma mancha escura no olho. Podem surgir também alterações de pigmentação no olho, edema macular e descolamento do neuroepitélio da região macular e edema papilar de tipo isquémico, com hemorragias e manchas.

Sintomas

retinopatia hipertensiva

Retinopatia hipertensiva exudatos em forma de estrela e papiledema. Imagem: Springer Science+Business Media

Dentre os seus principais sintomas, estão a acuidade visual (perda da qualidade da visão), fotofobia (sensibilidade à luz) e dores de cabeça frequentes. Infelizmente, os sinais de retinopatia diabética só surgem quando o problema já está em estágio avançado.

Já nos casos mais graves, o distúrbio pode evoluir para catarata, glaucoma, hemorragia vítrea, descolamento de retina e trombose venosa da retina.

Além do mais, hemorragias e acúmulo de líquido na retina podem causar edema na mácula, que é a parte da retina responsável pelo detalhamento da visão, no nervo ou no disco óptico.

Quando diagnosticado tardiamente, pode ocorrer também perda da visão.

Por isso, é fundamental que o paciente hipertenso seja acompanhado por um oftalmologista.

Diagnóstico

Como a doença é silenciosa na fase inicial, apenas a realização de exames preventivos consegue diagnosticar a retinopatia hipertensiva. Dentre eles, está a fundoscopia. Como as modificações vasculares acontecem de maneira parecida em outros órgãos do corpo, esse exame permite analisar de perto os vasos sanguíneos. Dessa forma, possibilita um diagnóstico mais preciso da gravidade da doença.

Porém, podem ser necessários mais exames, como retinografia, tomografia de coerência óptica e angiofluoresceinografia.

De fato, o diagnóstico precoce é primordial para impedir ou retardar a evolução da doença. Para isso, também é importante rapidez e precisão nos exames.

E é esse o propósito de um novo equipamento recém-lançado no mercado: Phelcom Eyer. Desenvolvido pela startup brasileira Phelcom Technologies, o retinográfo portátil é acoplado a um smartphone e faz exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos.

Automaticamente, os dados são enviados para uma plataforma online – Eyer Cloud, possibilitando assim o diagnóstico por meio da telemedicina. Ou seja, a análise pode ser feita por um especialista alocado em qualquer lugar do mundo.

Sem dúvida, o equipamento permite que diversas doenças do fundo do olho, como a retinopatia hipertensiva, sejam detectadas a um custo muito menor. Isso porque o Eyer pode ser até 24 vezes mais barato do que o retinógrafo tradicional.

Atualmente, a tecnologia oferece uma precisão em torno de 80% na detecção da retinopatia diabética sem o diagnóstico de médicos. Mas, com o crescimento cada vez maior da base de dados do Eyer Cloud, logo esse número deve aumentar para 95% de precisão, segundo a startup.

prevenção de doenças oculares

Tratamento

Infelizmente, a retinopatia hipertensiva não tem cura, pois não há um tratamento específico para restaurar as lesões vasculares na retina. Assim como para os problemas decorrentes da retinopatia hipertensiva. Por isso, a indicação dos médicos é controlar a pressão arterial e prevenir-se. Em seguida, veja algumas dicas:

  • Manter o peso corporal dentro do recomendado;
  • Diminuir os níveis de colesterol ruim;
  • Controlar a diabetes;
  • Realizar exercícios físicos regularmente;
  • Ter uma alimentação balanceada.

Contudo, em casos mais sérios, como edema macular, o médico pode prescrever injeções de anti-angiogênico intravítreo ou fotocoagulação a laser. Já nos casos de hemorragias intravítreas por oclusões vasculares, é indicado a cirurgia de vitrectomia posterior.

Conclusão

Agora, você sabe tudo sobre retinopatia hipertensiva: o que é, as classificações e os tipos, os sintomas, como é feito o diagnóstico e quais tratamentos indicados. Também conheceu o Phelcom Eyer, o novo equipamento no mercado que vem auxiliando médicos e pacientes ao possibilitar diagnósticos mais rápidos e precisos de problemas nos olhos.

Lembre-se: mantenha a rotina de consultas com o seu oftalmologista em dia para prevenir-se não apenas da retinopatia hipertensiva, mas de diversas doenças oculares.

Acompanhe o blog da Phelcom para conhecer mais sobre saúde dos olhos.

Pesquisa mostra relação entre apneia do sono e Edema Macular Diabético

Pesquisa mostra relação entre apneia do sono e Edema Macular Diabético

De acordo com uma nova pesquisa realizada em Taiwan, a apneia do sono em estágio avançado é um fator de risco para o desenvolvimento do Edema Macular Diabético (EMD). Além disso, os pesquisadores também identificaram que o tratamento do EMD em pacientes com apneia do sono é mais complexo.

Até então, os estudos realizados apenas concluíram que havia uma correlação baixa entre os dois problemas. Porém, o novo trabalho aponta que a apneia do sono grave acentua o EMD.

Portanto, veja neste post como foi conduzida a pesquisa que relaciona apneia do sono e Edema Macular Diabético, os resultados e as conclusões.

A pesquisa

A pesquisa analisou dados de todos os pacientes diagnosticados com retinopatia diabética, durante um período de oito anos, no Hospital Memorial Chang Gung, em Taiwan.

Para você entender melhor, os níveis elevados de açúcar no sangue podem danificar os vasos sanguíneos que ficam atrás dos olhos. Desse modo, ocorre a retinopatia diabética. Atualmente, essa doença é uma das principais causas de cegueira no mundo todo.

A pesquisa foi apresentada na Reunião Anual da Academia Americana de Oftalmologia, no final de 2019.

Os resultados

Os pesquisadores descobriram que a taxa de apneia do sono grave era significativamente maior em pacientes com EMD em comparação com aqueles sem a doença (80,6% x 45,5%).

Além disso, notaram que, quanto pior a apneia do sono, pior o EMD. O problema também foi predominante em pacientes que necessitavam de mais tratamento para controlar o EMD. Isto é, foram precisos três ou mais tratamentos de terapia médica ou à laser.

Conclusões

Os pesquisadores concluíram que a apneia do sono pode contribuir para o desenvolvimento e agravamento da retinopatia diabética ao aumentar a resistência à insulina. Dessa forma, eleva-se a inflamação e a pressão arterial, o que pode danificar os vasos sanguíneos na parte posterior do olho.

Ou seja: a apneia do sono em fase avançada é um fator de risco para o desenvolvimento do Edema Macular Diabético (EMD). Os cientistas também constataram que o tratamento do EMD em pacientes com apneia do sono grave também é mais difícil.

Conclusão

De fato, a nova pesquisa demonstrou uma forte relação entre a apneia do sono e Edema Macular Diabético (EMD). Dessa maneira, é preciso ficar de olho nessa condição tanto em pacientes com apneia do sono quanto em pacientes com EMD.

Sem dúvida, novos estudos na área devem ser feitos para comprovar a teoria. Ainda mais que os trabalhos anteriores não haviam conseguido estabelecer a apneia do sono como fator de risco.

Fique por dentro das principais novidades da área de oftalmologia. Acompanhe o blog da Phelcom.

8 benefícios da nuvem para médicos

8 benefícios da nuvem para médicos

Sem dúvida, o emprego da tecnologia na saúde tem gerado cada vez mais inovações na área. E isso tanto para médicos e hospitais quanto para pacientes. Por exemplo, o uso de inteligência artificial (IA) e machine learning (aprendizado da máquina) tem proporcionado equipamentos mais rápidos e diagnósticos mais precisos.

Por outro lado, há o avanço das soluções em nuvem, com desde simples serviço de e-mail e agendamento até o acesso rápido e seguro a todo o histórico do paciente. Desse modo, os profissionais conseguem facilitar a rotina, melhorar a produtividade e aumentar a rentabilidade com o auxílio da automação.

Mas, há diversas outras vantagens nessa tecnologia. Em seguida, conheça neste post os 8 principais benefícios da nuvem para médicos.

1.      Segurança dos dados

Com toda a certeza, a garantia de segurança para todas as informações do paciente é uma das principais vantagens da nuvem para médicos. Atualmente, a solução é tão segura que é utilizada em diversos outros setores, como o financeiro – internet banking, aplicativos etc.

Além disso, os dados em arquivos físicos são mais fáceis de perder, misturar ou até de serem roubados.

De fato, existe a preocupação no mercado de ataque de hackers e/ou vírus. Porém, o nível de proteção online é mais sofisticado, pois tem alta tecnologia embarcada. Portanto, são muito difíceis de serem invadidos e decodificados.

2.      Integração das informações

tecnologias para médicos

O sistema médico de nuvem pode armazenar todos os dados do paciente, desde imagens de exames a receituários. Dessa forma, é possível cruzar as informações e melhorar o atendimento.

Em relação à administração do consultório, a nuvem centraliza agenda, estoque e dados financeiros, por exemplo. Com toda a certeza, tudo isso proporciona a excelência na gestão, pois permite o reconhecimento de gargalos, a melhora dos processos e a redução de custos.

3.      Rápido acesso

Você pode acessar o histórico médico completo do paciente de qualquer dispositivo conectado à internet, como celulares, tabletes e computadores. Em poucos segundos, todos os dados estão disponíveis corretamente, sem perigo de acessar dados errados ou perder alguma informação valiosa.

O mesmo vale para todas as outras informações do seu consultório, que você pode ter com apenas um clique.

4.      Mais acessibilidade do paciente

O prontuário próprio precisa sempre estar disponível para o paciente, de acordo com as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM). E que tal facilitar esse processo? Para isso, a nuvem pode ajudar. É possível enviar o prontuário médico por meio do e-mail, por exemplo. Ou até a cópia da receita médica.

5.      Agilidade nos processos

automação na saúde

Com rápido acesso às informações completas do consultório e do paciente e com a automação, todos os processos internos tendem a ganharem mais agilidade. Por exemplo, já pensou em não precisar direcionar uma boa parte dia da recepção apenas para ligações de confirmação da consulta? Pois há sistemas que enviam lembretes automáticos por SMS.

E esse é apenas um exemplo. O agendamento online de consultas também diminui o tempo gasto atendendo o telefone. Com a redução dessas atividades no dia, sobra mais tempo para melhorar o atendimento presencial do paciente.

6.      Aumento da rentabilidade

De fato, os sistemas médicos em nuvem promovem a automação de vários processos da clínica, como agendamento, integração dos dados do paciente e acesso fácil a diversas informações. Com isso, auxilia na melhor gestão de tempo ao permitir automatizar parte da rotina. Dessa maneira, o médico consegue focar mais nas prioridades e, consequentemente, aumentar a rentabilidade do consultório.

Além do mais, entregam relatórios e gráficos automáticos que fornecem uma visão ampla do negócio e ajuda na tomada de decisões mais rápidas e inteligentes.

Ah, sem contar que a nuvem custa mais barato que sistemas físicos e/ou off-line em médio prazo. Por exemplo, a tendência é reduzir os gastos de manutenção de TI e com espaço de armazenamento. Por outro lado, é possível escolher os planos com melhor custo-benefício para cada objetivo e realidade.

7.      Maior capacidade de armazenamento

De fato, os servidores comuns tem limitação de espaço. Além disso, demoram mais para abrir uma imagem em alta resolução, por exemplo. E, claro, tudo isso prejudica o dia a dia já corrido dos médicos.

Já no caso da nuvem, os fornecedores oferecem planos com muito mais espaço de armazenamento e mais agilidade.

8.      Suporte remoto

 

E, se acontecer algum problema no sistema médico na nuvem? Geralmente, os fornecedores disponibilizam suporte remoto. Portanto, é preciso certificar-se que a empresa possui um suporte técnico especializado e ágil para tirar dúvidas e resolver problemas. Além disso, com fácil acessibilidade, por meio de vários canais diferentes, como telefone e chats.

Conclusão

Agora, você conhece os 8 principais benefícios da nuvem para médicos: segurança dos dados, integração das informações, rápido acesso, agilidade nos processos, aumento da rentabilidade, maior capacidade de armazenamento e suporte remoto.

Tudo isso facilitará o dia a dia do profissional e a rotina do consultório, além de aumentar consideravelmente a produtividade e a qualidade do atendimento. Com toda a certeza, a sua clínica sairá na frente!

Acompanhe as vantagens da tecnologia na área de saúde no blog da Phelcom.

Veja como identificar e tratar a conjuntivite neonatal por clamídia

Veja como identificar e tratar a conjuntivite neonatal por clamídia

De fato, a conjuntivite neonatal, também conhecida como oftalmia neonatal, é uma doença ocular perigosa em recém-nascidos com até 1 mês de vida. Isso porque é diferente da que surge em crianças, adolescentes e adultos. Nos bebês, além dos sintomas locais, o problema apresenta risco de disseminação para outros órgãos do corpo.

As principais causas da doença são inflamação química, infecção viral e contaminação bacteriana. Nesta última, a clamídia é a mais comum, sendo responsável por 40% dos casos do mundo todo. Até metade dos bebês de mães infectadas ativamente são contaminados. Além disso, de 5 a 20% também desenvolvem pneumonia.

Por outro lado, os sinais e sintomas são comuns mesmo com diferentes fatores etiológicos. Desse modo, o diagnóstico é realmente difícil.

Portanto, é essencial saber diagnosticar corretamente a doença. Para isso, vamos explicar neste post como identificar a conjuntivite neonatal por clamídia, os principais sintomas e quais os tratamentos indicados.

Conjuntivite neonatal por clamídia – sintomas

De fato, os sinais de uma infecção por clamídia podem surgir só depois de 14 dias do nascimento. Em seguida, veja os sintomas relatados:

  • Conjuntivite leve, com pouca secreção mucopurulenta;
  • Conjuntivite severa, com edema nas pálpebras, bastante secreção e formação de pseudomembrana;
  • Os folículos conjuntivais
  • Cegueira
  • Opacificação central da córnea;
  • Pneumonite;
  • Otite;
  • Colonização faríngea e retal.

Conjuntivite neonatal por clamídia – diagnóstico

Conforme falamos, os sinais são parecidos em todos os tipos de conjuntivite neonatal. Mesmo assim, há diferenciais. Contudo, é difícil definir a causa exata apenas pelos sintomas e histórico familiar.

Dessa forma, é preciso realizar alguns exames para fechar o diagnóstico de infecção por clamídia. Neste caso, sugere-se fazer raspagem conjuntival com coloração Gram ou Giemsa e raspagem conjuntival para reação em cadeia da polimerase (PCR).

Conjuntivite neonatal por clamídia – tratamento

Como 50% dos pacientes também desenvolvem infecção nasofaríngea e até 20%, pneumonia, o tratamento indicado é a terapia sistêmica. Com isso, é prescrito etilsuccinato de eritromicina, 12,5 mg/kg, VO, a cada 6h por 2 semanas. Ou azitromicina, 20 mg/kg, VO, 1 vez ao dia, por 3 dias.

O tratamento deve ser repetido mais uma vez.

Atenção: há relatos que associam o uso de eritromicina ao surgimento de estenose hipertrófica do piloro (EHP) nos recém-nascidos. Por isso, é necessário monitorar possíveis sinais e sintomas dessa doença.

Recentemente, foi realizada uma revisão sistemática e metanálise de estudos que testaram tratamento com eritromicina oral, azitromicina e trimetoprim. O trabalho foi publicado no Journal of the Pediatric Infectious Diseases Society.

Dentre os principais resultados, foram encontrados altíssimos índices de cura, como no tratamento com eritromicina 50 mg/kg/ dia por 14 dias. Apesar de parecer que a cura clínica e microbiológica é menor com a azitromicina que a dose padrão de eritromicina, esse resultado ainda é incerto.

Conclusão

Por fim, você viu neste post como reconhecer e cuidar da conjuntivite neonatal por clamídia. Mostramos quais são os sintomas, como fazer o diagnóstico e qual o tratamento indicado.

Sem dúvida, é difícil diagnosticar o agente etiológico causador da doença por haver vários possíveis. Porém, com o auxílio de exames, o médico consegue fazer o diagnóstico e tratar corretamente o problema.

Acompanhe as novidades dos procedimentos oftalmológicos no blog da Phelcom.

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