Exame oftalmológico: midríase x não midriático. Qual escolher?

Exame oftalmológico: midríase x não midriático. Qual escolher?

Atualmente, parte dos exames oftalmológicos podem ser feitos de duas maneiras: com midríase ou não midriático.

A dilatação da pupila ainda é o processo mais adotado devido à visualização completa da estrutura dos olhos. Porém, as avaliações não midriáticas vem ganhando cada vez mais espaço por oferecer alta qualidade da imagem, conforto ao paciente, redução de custos, aumento da produtividade e, consequentemente, maior rentabilidade ao consultório.

Dessa forma, qual método você deve escolher? De fato, nem todos os exames podem ser realizados sem a dilatação da pupila. O não midriático é uma opção para retinografias e fundoscopia, por exemplo.

Em seguida, veja quais são as vantagens da midríase e do não midriático na execução do exame oftalmológico.

Exame oftalmológico: midríase

Para enxergar toda a estrutura dos olhos, usamos colírios anticolinérgicos e/ou alfa-adrenérgicos para dilatar a pupila. O primeiro engloba a atropina, tropicamida e ciclopentolato. Já o alfa-adrenérgico trata-se de fenilefrina. Pode-se aplicá-los separadamente ou de modo combinado.

Cada colírio tem características próprias, como início do tempo de ação, período de duração, sintomas e reações. Os efeitos mais comuns apresentados são visão turva, ofuscamento e sensibilidade à luz durante a ação do produto.

De fato, a midríase é bastante seguro ao paciente. Porém, em poucos casos, podem ocorrer reações como alergia ao colírio, tontura ou mal-estar. E, em raríssimas situações, complicações mais graves, como crise de glaucoma agudo, principalmente em pacientes com o ângulo da câmara anterior estreito, geralmente relacionado ao alto grau de miopia (a partir de seis graus).

Dilatar a pupila também traz algumas desvantagens ao médico e paciente, ainda mais em meio à atual pandemia. Por exemplo, menor número de atendimento diário devido à limitação de pessoas na sala de espera, necessidade de acompanhante e desconforto ao paciente.

Colírios anticolinérgicos

Dilatação da pupila

Os colírios anticolinérgicos realizam a dilatação da pupila ao relaxar os músculos responsáveis pela contração dessa estrutura. Além disso, também paralisam momentaneamente o reflexo da acomodação.

A tropicamida é o mais utilizado em consultórios oftalmológicos. Isso por causa de dois fatores: o tempo de duração é menor, entre duas e seis horas, e o início de ação é mais rápido, entre 10 e 20 minutos. Se combinado com fenilefrina, dilata ainda mais.

Já o ciclopentolato bloqueia a ação do esfíncter da íris e do músculo ciliar e é bastante eficaz no cálculo do grau do paciente, em exames de fundo de olho e no mapeamento da retina. Também tem uso terapêutico contra uveítes. Faz a dilatação da pupila entre 20 e 30 minutos e tem duração prolongada, de 12 a 24 horas.

A atropina inicia entre 20 e 30 minutos, mas a dilatação dura por um longo período. Isso porque a degradação é lenta e os efeitos, como visão embaçada, podem durar de três a 14 dias.

Desse modo, é adotada em alguns tratamentos de estrabismo, quando provoca visão turva no olho em boas condições para estimular o olho desviado. Outras finalidades são no tratamento de inflamações oculares e no combate à progressão da miopia, com aplicações de doses muito baixas.

Colírios alfa-adrenérgicos

Os colírios alfa-adrenérgicos provocam a dilatação da pupila ao estimular a contração dos músculos dos olhos. Neste agente, está a fenilefrina, que tem ação direta nos receptores alfa-adrenérgicos e deixa a pupila mais dilatada em comparação aos colírios anticolinérgicos. Também apresenta início rápido, em torno de 10 minutos, e duração entre duas e quatro horas.

É mais empregado para exames de fundo de olho ou mapeamento da retina e em cirurgias oculares, como a de catarata. Se combinado com tropicamida, dilata ainda mais.

Exame oftalmológico: não-midriático

Eyer vence WSA 2020

Smartdevice Phelcom Eyer captura imagens de fundo do olho em alta qualidade e permite envio para a plataforma on-line Eyer Cloud.

Os exames não midriáticos também permitem uma ótima visualização do fundo do olho, mas sem a necessidade de dilatar a pupila. Com isso, são mais rápidos de fazer. São indicados para retinografias e fundoscopia.

Desse modo, é possível aumentar o número de atendimentos diários, já que elimina o tempo de espera para o colírio agir e o tempo do exame, diminui o período de atendimento e a necessidade de acompanhante para o paciente.

Sem falar no maior conforto do paciente por não dilatar a pupila, passar menos tempo no consultório e precisar arranjar companhia – ainda mais com a atual pandemia.

Outra vantagem do exame oftalmológico não midriático é reduzir custos com colírios anestésicos no consultório, que é mais caro em relação ao produto sem anestésico.

A retirada da midríase de alguns exames também elimina o risco de complicações, mesmo sendo raríssimas.

Por fim, você pode optar por equipamentos não midriáticos, portáteis ou de mesa, que oferecem ainda mais nitidez nas fotografias de fundo do olho. Além disso, há opções conectadas à nuvem, que permitem o diagnóstico remoto, e com ótimo custo-benefício.

Com informações do artigo “Colírios Anticolinérgicos ou alfa-adrenérgicos”, do oftalmologista Pedro Paulo Cabral.

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Marketing pessoal para médicos: três ferramentas para construir autoridade

Marketing pessoal para médicos: três ferramentas para construir autoridade

Hoje em dia, demonstrar domínio na sua especialidade é essencial para construir autoridade no mercado e, assim, atrair mais pacientes, fidelizar os já existentes e, consequentemente, aumentar a rentabilidade do seu negócio.

Mas, como fazer isso na prática? Com estratégias de marketing pessoal para médicos. De fato, existem diversas ferramentas que auxiliam no fortalecimento da sua imagem profissional. Dentre as principais, estão as redes sociais, a mídia e o blog.

De fato, o seu público – e o de todo mundo – está nas redes sociais. Dessa forma, a sua marca pessoal também precisa estar lá. Com o fácil acesso à informação, a mídia e o blog também são ótimos aliados para dar credibilidade ao seu trabalho.

Por isso, conheça mais sobre essas três ferramentas e como utilizá-las no seu marketing pessoal.

1.      Redes sociais

marketing pessoal para médicos

Sem dúvida, no marketing pessoal para médicos, as redes sociais são ótimos canais de construção de autoridade e aquisição de clientes.

Provavelmente, você já utiliza alguma plataforma para manter contato com familiares e amigos, além de entretenimento. Agora, você pode transformar o seu perfil em página ou criar uma para interagir com seus pacientes.

Facebook, YouTube, Instagram, LinkedIn, Twitter e TikTok são as mais populares no momento. Para você ter uma ideia, de acordo com a empresa Resultados Digitais, referência em marketing digital, as plataformas que os brasileiros mais usam são:

  • Facebook – 130 milhões;
  • YouTube – 105 milhões mensais;
  • Instagram – 95 milhões;
  • LinkedIn – 46 milhões;
  • Twitter – 16,6 milhões;
  • TikTok – 16,5 milhões (dados não oficiais, pois a empresa ainda não divulgou o número de brasileiros inscritos).

Afinal, tenho que estar presente em todas?

Com certeza, não. Você precisa escolher a que faz mais sentido ao seu negócio. Para isso, o ideal é consultar um especialista na área. Além de orientar quais plataformas aderir, ele ajudará a definir a estratégia de conteúdo, como quais assuntos e como abordar; formato (texto, vídeo, áudio, infográfico etc); frequência, datas e horários de postagens, dentre outras ações.

Com milhões de inscritos e milhares de criadores de conteúdo digitais, é imprescindível ter uma estratégia bem clara e criativa para chamar a atenção do seu público.

A seguir, veja algumas dicas de conteúdo que você pode abordar:

  • Procedimentos e exames efetuados;
  • Participação em palestras, congressos e ações sociais, dentre outros;
  • Condições de saúde e dicas de autocuidado;
  • Notícias e novidades da área;
  • Fale bastante sobre a sua especialidade, como doenças, sintomas, prevenção, tratamentos e cuidados. Desse modo, você demonstra o quanto domina o assunto;
  • Conte sua história para estreitar o laço com seu paciente. Você pode falar como chegou onde está, porque decidiu fazer medicina, contar sobre sua família, falar mais sobre você etc;
  • Mostre a rotina diária da sua clínica, como funcionários, equipamentos, atividades, dentre outros. Isso desperta curiosidade e aproxima as pessoas.

2.      Blog

marketing pessoal para médicos

Quantas vezes você ouviu de seus pacientes: “pesquisei os sintomas no Google e posso estar com algumas dessas doenças aqui”? A busca pelo Dr. Google já se tornou um verdadeiro hábito na vida das pessoas.

De acordo com o levantamento do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 40,9% dos brasileiros realizam autodiagnóstico pela internet.

Entretanto, isso pode ser bastante perigoso. Por exemplo, o verificador de sintomas online Symptom Checker from WebMD, que aparece na pesquisa do Google no Canadá, estava errado em 74% das buscas realizadas relacionadas às doenças oculares.

Mais do que isso, a recomendação para o diagnóstico principal era muitas vezes inadequada, até aconselhando o autocuidado em casa, em vez de buscar ajuda médica.

Por isso, oferecer informações verdadeiras e fáceis de entender vale ouro e ajuda bastante a construir sua autoridade no meio. Dessa maneira, você pode investir em uma ótima ferramenta de marketing pessoal para médicos: criar um blog. Por lá, você pode escrever artigos sobre a sua especialidade e compartilhar nas suas redes sociais. Inclusive, essa ferramenta pode estar dentro do seu site.

Aqui também vale a pena consultar um especialista na área para indicar os melhores conteúdos, abordagens, como escrever para ser ranqueado no Google, formatos e frequência de postagens, dentre outros.

Escrever leva tempo e sabemos que esse artigo é luxo para médicos. Então, você também pode contar com redatores especialistas em conteúdo médico.

3.      Assessoria de imprensa

marketing pessoal para médicos

De fato, quem é citado positivamente na imprensa ganha, automaticamente, mais credibilidade. Por isso, é fundamental ter uma boa relação com a mídia. Mais do que isso, tornar-se fonte para entrevistas relacionadas aos assuntos da sua especialidade. Com essa ferramenta de marketing pessoal para médicos, você ganha mais autoridade.

Mais uma vez, um profissional especializado conseguirá definir as estratégias mais eficientes para você aparecer na mídia. Por exemplo, o assessor de imprensa consegue abrir mais espaço nos principais veículos de comunicação e definir, junto com você, os melhores assuntos a serem abordados.

Com mais visibilidade, também há o outro lado da moeda. Você poderá ser alvo de possíveis críticas e associação a fake News, por exemplo. Então, é preciso ficar atento ao que dizem de você na mídia e nas redes sociais.

Código de Ética Médica

Para usar corretamente essas três ferramentas, é imprescindível seguir as determinações do Código de Ética Médica. Por exemplo, é proibido:

  • Permitir que sua participação na divulgação de assuntos médicos, em qualquer meio de comunicação de massa, deixe de ter caráter exclusivamente de esclarecimento e educação da sociedade;
  • Divulgar, fora do meio científico, processo de tratamento ou descoberta cujo valor ainda não esteja expressamente reconhecido cientificamente por órgão competente.

Há também a Resolução CFM Nº 1.974/2011, que regula todos os anúncios e peças de divulgação de informações que fazem referência aos médicos e clínicas em qualquer meio de comunicação.

Desse modo, impõe algumas normas obrigatórias para os anúncios veiculados na área da saúde, como a proibição de publicar imagens do “antes e depois” de procedimentos e de divulgar nas mídias sociais selfie, imagens e/ou áudios que caracterizem sensacionalismo, autopromoção ou concorrência desleal.

Conheça todas as regras do Código de Ética Médico e da Resolução CFM Nº 1.974/2011 sobre marketing médico neste artigo que preparamos.

Acompanhe nosso blog e saiba mais sobre marketing pessoal para médicos.

Como reduzir as faltas de pacientes em 8 passos

Como reduzir as faltas de pacientes em 8 passos

Sem dúvida, as faltas de pacientes em consultas e exames agendados são um dos problemas mais comuns enfrentados pelos médicos. E, claro, isso diminui a receita do consultório, atrapalha a rotina e faz você perder tempo.

Por isso, é fundamental adotar estratégias para diminuir a taxa de ausência e de cancelamentos em cima da hora. Em seguida, confira 8 passos para implementar no seu negócio agora e garantir mais consultas realizadas.

8 passos para reduzir as faltas de pacientes:

  1. Ofereça agendamento on-line;
  2. Confirme a consulta por meio de ferramentas eletrônicas;
  3. Disponibilize o endereço e canais de comunicação de forma clara;
  4. Faça a confirmação com boa antecedência;
  5. Garanta uma boa gestão da agenda;
  6. Peça pagamento de um percentual antes da consulta;
  7. Faça a gestão da jornada do paciente;
  8. Não atrase a consulta.

Agora, confira como colocar cada passo em prática.

reduzir as faltas de pacientes

1.      Ofereça agendamento on-line

O agendamento on-line permite que o paciente acesse a agenda da clínica no site ou aplicativo, verifique os dias e horários disponíveis e marque o atendimento. Todo esse processo é realizado sem o contato direto com o consultório.

De fato, um dos principais motivos de ausência na consulta é a adaptação que o paciente precisa realizar em sua rotina à agenda do médico. Desse modo, a atividade adiada pode tornar-se mais urgente do que a consulta. E, assim, o paciente não comparecer.

Outra vantagem da ferramenta é a redução do tempo investido da sua equipe, no agendamento do atendimento, e do próprio paciente, que não precisará aguardar por telefone.

Entretanto, é necessário garantir a segurança de dados do paciente no agendamento on-line. Para isso, é possível recorrer a sistemas de telemedicina que oferecem esse serviço.

2.      Confirme a consulta por meio de ferramentas eletrônicas

Outra estratégia que diminui bastante as faltas de pacientes é a confirmação da consulta utilizando ferramentas eletrônicas. Isso porque é frequente o paciente simplesmente ter esquecido do compromisso.

Por exemplo, envie um lembrete por SMS ou e-mail e dê a opção de manter ou cancelar o atendimento. A sua equipe também pode recorrer ao WhatsApp para o contato com o paciente.

Além de reduzir as ausências, também gera mais tempo livre para sua equipe e menos custos ao consultório ao reduzir o tempo e dinheiro em ligações. Isso porque é possível automatizar o envio da mensagem.

Mas, atenção: busque sempre ferramentas para garantir a segurança das informações.

3.      Disponibilize o endereço e canais de comunicação de forma clara

Já aconteceu de o paciente informar que foi difícil encontrar o consultório pois o endereço está errado na internet? Ou que não conseguiu ligar porque a linha estava fora de área?

É fundamental disponibilizar todas as informações e canais de comunicação do seu negócio corretamente e de forma simples. Para isso, você pode usar o site, aplicativo e o Google Meu Negócio.

Além dos dados estarem on-line, oriente a sua equipe a informar o endereço e contatos em todo agendamento por telefone.

4.      Faça a confirmação com boa antecedência

Para encaixar a tempo outro paciente no lugar daquele que cancelou, é necessário estabelecer o período de antecedência em que deve enviar o lembrete da consulta agendada.

A sugestão é 24 horas antes do atendimento. Assim, o paciente já sabe se conseguirá comparecer ou não. Dessa maneira, você não perde tempo e dinheiro com a ausência.

5.      Garanta uma boa gestão da agenda

Enviou o lembrete e o paciente ainda não retornou? Agora é hora de ligar para ele.

Para isso, é fundamental que a equipe de recepcionistas esteja preparada para fazer uma boa gestão da agenda. Ao notar que o paciente ainda não confirmou, os funcionários já conseguem entrar em contato e agendar outro no lugar, caso seja necessário.

6.      Peça pagamento de um percentual antes da consulta

Se você atende fora dos planos de saúde, pedir parte do valor da consulta antecipado pode reduzir bastante as faltas dos pacientes. Isso porque gera comprometimento com o atendimento agendado.

Neste caso, também é importante oferecer formas facilitadas de pagamento, como boletos, depósitos ou PIX. Caso o paciente queira cancelar com antecedência, você pode definir se o reembolsará no valor total ou em parte dele.

Porém, é preciso muito cuidado ao adotar essa estratégia. Ela é indicada para quem já é autoridade na especialidade e tem agenda lotada, por exemplo. Isso porque alguns pacientes podem não gostar e desistirem de consultar com você.

7.      Faça a gestão da jornada do paciente

Afinal, como avaliar se as estratégias implementadas estão dando certo? Além de observar naturalmente no dia a dia, é fundamental avaliar os indicadores de consultas.

Analise as causas da falta e identifique padrões e perfis. Para isso, você pode verificar os motivos pela busca da consulta; período antes do agendamento; causas do cancelamento e a diferença entre agendamentos e consultas realizadas.

Descobriu os principais motivos de falta? Então, trace novas estratégias ou faça os ajustes necessários.

Por exemplo, se os pacientes agendam com bastante antecedência e não comparecem, você pode enviar mais lembretes. Por outro lado, se os que marcam mais perto da data da consulta são os que mais faltam, você pode diminuir a antecedência do agendamento e/ou solicitar pagamento parcial antes.

Para ter acesso a esses dados, você pode optar por sistemas de telemedicina.

8.      Não atrase a consulta

reduzir as faltas de pacientes

Por fim, não atrase a consulta ou desmarque em cima da hora. Ao fazer isso, o seu paciente também se sente no direito de chegar atrasado ou até faltar, sem avisar com antecedência.

Acompanhe o blog da Phelcom e confira mais dicas para a gestão eficiente do consultório.

6 tendências em tecnologia na saúde em 2021

6 tendências em tecnologia na saúde em 2021

Nos últimos anos, observamos o emprego cada vez maior da tecnologia na saúde. Porém, em 2020, a pandemia do novo coronavírus forçou a adoção imediata de alternativas para enfrentar a doença e manter o atendimento dos demais pacientes.

Como exemplo, o governo ampliou o uso da telemedicina, em caráter emergencial, liberando teleconsultas e prescrições de medicamentos on-line, dentre outros recursos. Também houve aumento no uso da Internet das Coisas (IoT) e realidade aumentada.

Desse modo, as soluções tecnológicas vêm sendo ainda mais aprimoradas e novas ferramentas são lançadas no mercado constantemente.

Em seguida, conheça 6 tendências em tecnologia na saúde para este ano.

1.      Inteligência artificial

O uso de inteligência artificial na saúde se mantém como tendência também neste ano. De fato, a solução vem apresentando resultados positivos e promissores que comprovam que o futuro é cada vez mais tecnológico e orientado por dados.

Como exemplo, há cada vez mais ferramentas que utilizam o princípio de aprendizado de máquina. Esse processo de aprendizagem profunda tem início com observações dos dados com o objetivo de encontrar padrões e, assim, fornecer os melhores resultados sozinho.

Para isso, a máquina é treinada com uma grande quantidade de dados e algoritmos para desenvolver a habilidade de aprender como executar a tarefa automaticamente, sem intervenção humana ou com poucas instruções.

Diversas áreas devem se beneficiar ainda mais da IA, como a genômica, de medicina de precisão, imagem, descoberta de medicamentos e de novos tratamentos.

Como exemplo, foram os algoritmos que alertaram o surgimento do novo coronavírus. Além disso, o Brasil utiliza IA na análise de tomografias de pacientes infectados.

Com isso, a inteligência artificial consegue entregar mais rapidez, precisão, qualidade, acessibilidade e redução de custos para pacientes, profissionais e instituições envolvidas.

2.      Telemedicina

jornada do paciente

Sem dúvida, a telemedicina continua em alta em 2021. Mais do que isso, será fundamental para manter a saúde dos pacientes e evitar a propagação da covid-19.

O uso da tecnologia foi ampliado no Brasil, por meio da Portaria 467 do Ministério da Saúde, de 20 de março de 2020, e liberou consultas, emissão de receitas, diagnósticos, laudos de exames e atestados médicos à distância, via internet.

Hoje, muitos profissionais aderiram à ferramenta. Entretanto, é necessário garantir a segurança dos dados do paciente em todo o processo, além de um bom atendimento. Como solução, há diversas opções de sistemas de telemedicina que oferecem desde teleconsulta à gestão integrada de todo o consultório.

3.      Internet das coisas

A Internet das Coisas (IoT) ganha ainda mais espaço neste ano na área de tratamento e diagnóstico. A tecnologia é aplicada a objetos, componentes e dispositivos médicos conectados à internet que coletam dados dos pacientes em tempo real. Também são conhecidos como aplicativos de monitoramento e wearables.

Assim, possibilita o atendimento remoto, oferece mais informações para rastreamento e prevenção de doenças crônicas e dá mais controle aos pacientes e médicos.

Essa abordagem inclui monitores de ECG e EKG e medições médicas como temperatura da pele, frequência cardíaca, controle calórico, nível de glicose e leituras de pressão arterial.

tecnologia na saúde

4.      Big Data

Ao mesmo tempo que a IoT recolhe dados, ela também armazena essas informações. Como uma das tendências em tecnologia na saúde em 2021 é o aumento do uso dos dispositivos de monitoramento, cada vez mais teremos dados em saúde.

Dessa forma, poderemos prever onde e quando as intervenções serão necessárias. Para isso, recorremos ao Big Data, ferramentas para apoio a gestão de grande volume de dados, estruturados ou não, que impactam no dia a dia.

Na área da saúde, pode ser empregada desde a prevenção e o diagnóstico até à pesquisa e tratamento. Além da IoT, medicina de precisão e prontuários eletrônicos do paciente são áreas que demonstram maior uso.

Alguns benefícios da tecnologia são detectar necessidades dos pacientes, prescrição eletrônica de medicamentos, medir o desempenho e gerenciar o tratamento de pacientes, melhoria do atendimento, redução de custos, possibilidade de detectar as doenças nas fases iniciais, tratamento personalizado e prevenção de doenças crônicas.

5.      Realidade aumentada

tecnologia na saúde

A realidade aumentada permite ver, em tempo real, elementos virtuais sobre o ambiente físico de forma extremamente aprimorada. Para isso, utiliza dispositivos eletrônicos como smartphones, tablets, óculos e até capacetes para visualizar e manipular objetos reais e virtuais sem o uso das mãos, apenas pela interface do sistema.

Sem dúvida, tem grande potencial para melhorar os serviços em saúde. Como exemplo, fornece imagens em 3D em tempo real para médicos, o que pode beneficiar nos procedimentos. Estudantes e especialistas também podem aprender mais sobre técnicas cirúrgicas por meio de sobreposições. Outra vertente é auxiliar médicos nos diagnósticos.

6.      Healthtechs

Sem dúvida, outra tendência em 2021 é a consolidação das empresas e startups voltadas para tecnologia em saúde. As healthtechs cresceram absurdamente nos últimos anos e hoje somam US$ 430 milhões em investimentos desde 2014, de acordo com a pesquisa HealthTech Report Brasil 2020.

Esses negócios têm como objetivo resolver problemas do setor de saúde. Para isso, oferecem soluções inovadoras que melhoram o acesso à saúde e a qualidade de vida dos pacientes, que vão desde sistemas de diagnóstico por Inteligência Artificial (IA) até remédio digital.

Além disso, atuam na gestão otimizada de entidades públicas da saúde, consultórios médicos inteligentes, tecnologias avançadas para exames clínicos e laboratoriais, autoatendimentos e autocuidados.

Conclusão

Sem dúvida, 2021 será o ano da tecnologia na saúde. A área que caminhava a passos lentos, de forma geral, ganhou bastante destaque e investimentos com a pandemia da covid-19.

Agora, a saúde digital deve facilitar os serviços de medicina, favorecendo o atendimento, tratamento e diagnóstico. Em todas as áreas desse setor, o uso avançado das soluções tecnológicas será vital para que os serviços médicos aconteçam da melhor maneira.

Acompanhe as principais novidades em tecnologia na saúde no blog da Phelcom.

Especialidades recorrem aos exames dos olhos para diagnosticar 33 doenças

Especialidades recorrem aos exames dos olhos para diagnosticar 33 doenças

Os olhos são o espelho da alma, já diz a popular frase. Quando a empregamos na área da saúde, talvez possamos adaptá-la um pouco para “os olhos são o espelho do corpo”. Isso porque várias doenças que afetam o nosso organismo se manifestam também pelos olhos, de forma sintomática ou assintomática.

Desse modo, os exames dos olhos conseguem identificar indícios de comportamentos anormais na nossa estrutura física. Com isso, podem ajudar na formação do diagnóstico final do paciente. Por exemplo, a retinografia e a fundoscopia podem detectar distúrbios infecciosos, crônicos, vasculares, neurológicos, hematológicos, reumáticos e, claro, também dos olhos.

Em seguida, conheça as principais doenças de 10 especialidades que podem ser diagnosticadas com o auxílio de exames dos olhos.

Especialidades que podem recorrer ao exame dos olhos para diagnósticos, além da oftalmologia:

  1. Neurologia
  2. Endocrinologia
  3. Cardiologia
  4. Infectologia
  5. Obstetrícia
  6. Pediatria
  7. Reumatologia
  8. Hematologia

Principais doenças que podem ser detectadas por meio de exames dos olhos:

1.      Neurologia

  • Aneurisma cerebral
  • Risco de AVC
  • Esclerose múltipla
  • Papiledema
  • Tumor na cabeça

2.      Endocrinologia

  • Diabetes
  • Retinopatia diabética
  • Hipotireoidismo
  • Hipertireoidismo
  • Oftalmopatia de Graves
  • Acromegalia
  • Tumor de Hipófise

3.      Cardiologia

  • Hipertensão
  • Retinopatia hipertensiva

4.      Infectologia

  • Toxoplasmose
  • Aids
  • Sífilis
  • Sarcoma de Kaposi
  • Botulismo
  • Endoftalmite por Candida
  • Dengue
  • Doença de Chagas
  • Tuberculose

5.      Obstetrícia

  • Pré-eclâmpsia
  • Eclâmpsia

6.      Pediatria

  • Retinoblastoma

7.      Reumatologia

  • Artrite reumatoide
  • Arterite de Takayasu
  • Doença de Behçet
  • Lúpus Eritematoso Sistêmico

exames dos olhos

8.      Hematologia

  • Anemia
  • Linfomas
  • Leucemias

Estudos investigam se exames dos olhos detectam sinais de doenças neurodegenerativas

Além das 33 doenças listadas acima, diversas pesquisas investigam se Alzheimer e Parkinson também podem ser detectados com o auxílio de exames dos olhos.

Pesquisadores da Universidade da Flórida (EUA) usaram o princípio de aprendizado de máquina para criar uma ferramenta de inteligência artificial que aprende a detectar indícios da doença de Parkinson em exames da retina.

“A descoberta mais importante foi que uma doença cerebral foi diagnosticada com uma imagem simples do olho. O diagnóstico pode ser feito em menos de um minuto e o custo do equipamento é muito menor em relação a uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética”, afirma o pesquisador responsável, Maximillian Diaz.

Recentemente, um novo estudo descobriu que o neurofilamento (NfL) de cadeia leve, um biomarcador promissor de neurodegeneração no líquido cefalorraquidiano e no sangue, também é detectável no olho. O trabalho, realizado por cientistas dos Estados Unidos, foi publicado no periódico Alzheimer’s Research & Therapy.

Alzheimer

Uma pesquisa realizada pelo instituto Duke Eye Center, dos Estados Unidos, mostrou que a Angiografia por Tomografia de Coerência Óptica (angio-OCT) pode detectar Alzheimer.

O exame permite que os médicos vejam os menores vasos sanguíneos na parte de trás do olho. Como a retina é uma extensão do cérebro e compartilha muitas semelhanças com o órgão, os pesquisadores acreditam que a sua deterioração pode reproduzir as mudanças que ocorrem nos vasos sanguíneos no cérebro.

Dessa forma, o problema pode ser identificado já na fase inicial, além de ocorrer de forma rápida, não invasiva e com custo baixo.

Conclusão

Diversas doenças podem causar alterações na estrutura do olho, como na retina e no nervo óptico, e assim denunciar a possibilidade de algum problema no organismo.

Diversos exames dos olhos, como mapeamento de retina, fundoscopia e retinografia, podem auxiliar na formação do diagnóstico final de 33 doenças, de 10 especialidades.

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Conheça 6 vantagens do exame não midriático

Conheça 6 vantagens do exame não midriático

É comum recorrer à midríase para realizar exames oftalmológicos que necessitam de visualização completa da estrutura do olho. Como a prática permite avaliar o cristalino em toda sua extensão, auxilia no diagnóstico de doenças como glaucoma, retinopatia diabética e DMRI, dentre outras.

Porém, dilatar a pupila também traz algumas desvantagens ao médico e paciente, ainda mais em meio à atual pandemia. Por exemplo, menor número de atendimento diário devido à limitação de pessoas na sala de espera, necessidade de acompanhante e desconforto ao paciente.

Por isso, o equipamento não midriático ganha cada vez mais espaço nos consultórios, clínicas e hospitais. Isso porque garante a alta qualidade do exame, aumenta a produtividade e, consequentemente, gera maior rentabilidade.

Em seguida, conheça as vantagens de fazer exame não midriático no paciente e aparelhos que oferecem essa possibilidade.

Não midriático: vantagens

1)      Aumento no número de atendimentos

O paciente precisa aguardar na sala de espera a dilatação completa da pupila para, assim, passar pelo exame. E esse processo leva um tempo considerável. Somado a isso, também temos a obrigação de acompanhante.

Dessa forma, são dois lugares ocupados que já poderiam receber outras pessoas, por exemplo. Além disso, é preciso manter distanciamento adequado entre os pacientes na sala de espera, o que diminui a quantidade de pessoas permitidas no ambiente.

O exame não midriático elimina o tempo de espera para o colírio agir e o tempo do exame, diminui o período de atendimento e a necessidade de levar companhia.

Ou seja: mais espaço disponível na agenda e no consultório para você atender mais pacientes!

2)      Alta qualidade do exame

nao midriatico

A retirada do uso de midríase na realização de alguns exames oftalmológicos não afeta a qualidade do resultado. Pelo contrário, há equipamentos não midriáticos que oferecem ainda mais nitidez nas fotografias de fundo do olho.

Para isso, investem em tecnologias que captam as imagens pela própria dilatação natural do paciente. Inclusive, em locais com pouca luz.

3)      Menos uso de colírios anestésicos

Outra vantagem do exame não midriático é diminuir o uso de colírios anestésicos no consultório. Dessa forma, reduz os custos com a compra desse material necessário para evitar ardência no olho do paciente e que, geralmente, tem o custo mais elevado em relação ao produto sem anestésico.

4)      Conforto e rapidez no exame em crianças

Raramente é necessário documentar o fundo de olho de crianças. Porém, quando precisa, a dilatação da pupila traz desconfortos para os pequenos. E, com o adeus à midríase, aumentamos o bem-estar e a rapidez do exame.

Outra possibilidade interessante do não midriático é documentar precocemente o fundo de olho e, assim, acompanhar a evolução ao longo da vida adulta.

nao midriatico

5)      Conforto ao paciente

Sem dúvida, é muito vantajoso o uso do não midriático para o paciente: menos desconforto com a dilatação da pupila, sem necessidade de arranjar um acompanhante disponível e menor tempo no consultório. Com a pandemia, as duas últimas vantagens são ainda mais relevantes.

6)      Mais segurança na execução do exame

De fato, é bastante seguro ao paciente a dilatação da pupila para exames oftalmológicos. Porém, em poucos casos, podem ocorrer reações como alergia ao colírio, tontura ou mal-estar. E, em raríssimas situações, complicações mais graves, como crise de glaucoma agudo, principalmente em pacientes com o ângulo da câmara anterior estreito, geralmente relacionado ao alto grau de miopia (a partir de seis graus).

Como é difícil ter previsões assertivas das possíveis reações, a retirada da midríase de alguns exames elimina o risco de complicações.

Não midriático – aparelhos

Há diversos equipamentos não midriáticos no mercado, desde de mesa até portáteis. O smartdevice Phelcom Eyer é um deles.

O Phelcom Eyer é o primeiro retinógrafo portátil com qualidade de equipamento de mesa. Acoplado ao smartphone, realiza exames de retina em alta qualidade, sem a necessidade de dilatação da pupila e em menos de um minuto.

Como é de fácil operação, um profissional da saúde minimamente treinado já pode fazer o exame.

não midriático

A tecnologia conta com a função Autofoco que compensa os erros refrativos do paciente no intervalo de -15D até +20D, permitindo exames de retina com alto nível de detalhes. Como utiliza a própria dilatação natural do paciente, consegue fazer imagens até em ambientes com pouca luz.

Outra funcionalidade é exames panorâmicos com campo visual de mais de 100 graus, pois o Eyer possui pontos de fixação interna que auxiliam na captura e geração das imagens panorâmicas.

Além disso, é conectado a uma plataforma on-line, o Eyer Cloud, que armazena em nuvem e organiza todos os exames realizados.

Conheça as principais características da tecnologia:

Tipo: Retinógrafo digital não midriático
Campo de visão: 45 graus
Resolução: Sensor de 12 Mega Pixeis
Exames: Colorido, Red Free e Segmento Anterior
Pontos internos: 9 pontos de fixação para mapeamento periférico
Foco: -15D a +20D com auto-foco
Pupila: Tamanho mínimo de 3mm
Formato: JPEG, PDF e DICOM

Conclusão

Sem dúvida, os exames não midriáticos trazem diversos benefícios para médicos: rapidez nos exames e, consequentemente, aumento no número de atendimentos e na rentabilidade do consultório; resultados de alta qualidade; redução de custos com colírios anestésicos; rapidez na avaliação de crianças e maior segurança na execução do exame.

Acompanhe o blog da Phelcom e fiquei por dentro das principais novidades em tecnologias na realização de exames.

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