5 dicas sobre gestão financeira para consultórios

5 dicas sobre gestão financeira para consultórios

Nem só de amplo conhecimento técnico e experiência em medicina que se vive o médico. Na verdade, o profissional precisa também conhecer administração e empreendedorismo para fazer uma boa gestão de seu negócio.

E isso inclui bom atendimento ao paciente, gerenciamento de colaboradores, administração de estoque, investimentos em marketing e controle sobre o fluxo de caixa, dentre outros.

Por isso, hoje separamos 5 dicas de gestão financeira para consultórios. Garantir o controle das finanças pode até parecer difícil no começo, mas com um pouco de organização e uso de técnicas simples, você garantirá mais economia, agilidade e produtividade no dia a dia.

Confira!

1.      Registre todas as transações financeiras

Antes de tudo, é fundamental ter o total controle financeiro do seu consultório. Para isso, você precisa registrar diariamente todas as entradas e saídas do seu caixa. Aliás, isso vale desde a retirada de dinheiro para um café ao fornecedor até o recebimento de consultas. Ou seja, para todas as transações financeiras.

Dessa forma, fica mais fácil identificar as receitas e despesas do seu negócio, fazer investimentos e estar preparado para períodos de menor movimento por meio de uma reserva de emergência.

A dica é fazer o fechamento do caixa todo dia. Assim, você sabe quanto foi o rendimento diário.

gestão financeira para consultórios

2.      Saiba o custo da hora do seu consultório

Para isso, some todas as suas despesas físicas como água, aluguel, folha de pagamento dos colaboradores, energia elétrica etc. Depois, calcule quantas horas de trabalho mensal você investe no consultório. Com esses números em mãos, divida o valor das despesas pelas horas de trabalho.

Pronto! Você tem em mãos o custo da hora do seu consultório. Desse modo, na hora de contabilizar receitas e despesas, você conseguirá identificar os lucros corretamente.

3.      Descubra se é benéfico para seu consultório atender através de planos de saúde.

De fato, é muito comum os médicos atenderem pelos planos de saúde. Mas, será que o credenciamento é vantajoso financeiramente para você? Sem dúvida, é preciso analisar bastante.

Por exemplo, o recebimento das consultas realizadas é burocrático e necessita de investimento de mais tempo e dinheiro. Porém, por outro lado, deve garantir um maior número de atendimentos para o seu consultório.

Isto é, há os prós e contras. Entretanto, somente você poderá avaliar se é uma boa ideia para o seu negócio.

4.      Invista em softwares de gestão financeira para consultórios

gestão financeira para consultórios

A tecnologia ajuda, e muito, na gestão financeira para consultórios. Isso porque oferece várias ferramentas para registro e análise do fluxo de caixa e dos recebimentos e pagamentos futuros, por exemplo. Além de ser mais rápido, automatizar os processos evita erros e retrabalhos.

Outra vantagem é ter relatórios e gráficos em mãos, que fornecerão uma visão mais completa sobre a situação do consultório e ajudarão a nortear a tomada de decisões.

Além disso, auxilia no aumento da produtividade e da segurança de dados. Isso porque esses sistemas oferecem agendamento de consultas on-line, prontuário eletrônico, controle da entrada e saída de produtos do estoque, dentre outros.

5.      Selecione bem os fornecedores

Busque por fornecedores com materiais e equipamentos de qualidade, entrega no prazo estipulado e com abertura para negociação de preço. Além disso, procure criar um vínculo próximo e agradável, tornando-os verdadeiros parceiros.

Essa é uma dica importante para uma boa gestão financeira para consultórios, pois não atrapalhará o fluxo de caixa.

Conclusão

Por fim, você viu neste post 5 dicas sobre uma boa gestão financeira para consultórios: registrar todas as transações financeiras, conhecer o custo hora, atender ou não por planos de saúde, investir em softwares de gestão e escolher bem os fornecedores.

Com isso, fica mais fácil administrar o seu negócio e tornar a rotina, já tão atribulada, mais ágil e produtiva.

Quer saber mais sobre gestão financeira para consultórios? Acompanhe o blog da Phelcom.

Redes sociais para médicos: saiba quais escolher e como fazer

Redes sociais para médicos: saiba quais escolher e como fazer

Hoje, é indiscutível a importância das redes sociais para médicos, consultórios, clínicas e demais instituições de saúde. Estar presente on-line é fundamental para construir e manter a relevância e autoridade no mercado. E, assim, conquistar e fidelizar cada vez mais clientes.

Sem dúvida, as mídias sociais exercem um papel valioso neste cenário. Isso porque oferecem um grande potencial de interação e relacionamento com o público. E, quanto maior as interações com qualidade, mais cresce a visibilidade do profissional na área.

Mas, como gerenciar as plataformas corretamente, com bom conteúdo e dentro das normas do Código de Ética Médico e do Conselho Federal de Medicina (CFM)?

Em seguida, confira o guia de redes sociais para médicos que preparamos para te ajudar a escolher as mídias e o que fazer. Além disso, veja as questões éticas e legais sobre marketing médico regulamentadas pelo CFM.

Afinal, por que investir nas redes sociais para médicos?

Com o aumento e a rápida adesão da sociedade, as redes sociais também passaram a ser uma ferramenta para fins comerciais e profissionais. Inclusive, uma ótima ferramenta!

Logo abaixo, confira as principais razões para investir nessas plataformas:

  • Atualmente, os pacientes buscam informações sobre saúde na internet. Na verdade, é bastante comum pesquisar as possíveis causas de sintomas no “Dr. Google”. Por isso, fornecer conteúdo verídico e relevante ajuda a atrair audiência, ganhar cada vez mais credibilidade na área e conquistar novos clientes.
  • De fato, os seus pacientes estão nas mídias sociais. Afinal, quase todo mundo está. Portanto, só esse motivo já deveria ser o suficiente para aderir às plataformas e aproveitar o enorme potencial de atrair e engajar seu público.
  • A possibilidade de curtir a página e as publicações, de interagir e compartilhar permite que cada vez mais seguidores sejam impactados nas redes sociais. Dessa forma, sua marca ganha cada vez mais visibilidade, tornando-se referência no setor.
  • E, por fim, você pode construir uma relação de longo prazo com seus pacientes, sejam aqueles que já são ou que poderão se tornar um dia.

redes sociais para médicos

Redes sociais para médicos: como fazer?

Antes de tudo, é fundamental conhecer as normas sobre marketing médico regulamentadas pelo Código de Ética Médico e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Neste artigo, explicamos tudo sobre o que pode e não pode na publicidade para médicos.

Agora, confira abaixo alguns pontos fundamentais.

Código de Ética Médico

O Código de Ética Médico determina algumas proibições no uso da publicidade médica pelos profissionais. Em seguida, conheça as principais:

  • Permitir que sua participação na divulgação de assuntos médicos, em qualquer meio de comunicação de massa, deixe de ter caráter exclusivamente de esclarecimento e educação da sociedade;
  • Divulgar informação sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico;
  • Deixar de incluir, em anúncios profissionais de qualquer ordem, seu nome, seu número no Conselho Regional de Medicina, com o estado da Federação no qual foi inscrito e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) quando anunciar a especialidade.

Resolução CFM Nº 1974/2011

A Resolução CFM Nº 1.974/2011 tem como objetivo regular todos os anúncios e peças de divulgação de informações que fazem referência aos médicos e clínicas em qualquer meio de comunicação.

Desse modo, impõe algumas normas obrigatórias para os anúncios veiculados na área da saúde. Confira:

O que é obrigatório

  1. a) Nome do profissional;
  2. b) Especialidade e/ou área de atuação, quando registrada no Conselho Regional de Medicina;
  3. c) Número da inscrição no Conselho Regional de Medicina;
  4. d) Número de registro de qualificação de especialista (RQE), se o for.

O que não pode

  • Divulgar aparelho afirmando ser de uso exclusivo;
  • Expor o seu paciente como forma de divulgar técnica, método ou resultado de tratamento, ainda que com autorização dele;
  • Anunciar a utilização de técnicas exclusivas de tratamento;
  • Garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento. Como exemplo, utilizar frases sensacionalistas: “o melhor”, “o único” ou “resultado garantido”;
  • Publicação de selfie, imagens e/ou áudios que caracterizem sensacionalismo, autopromoção ou concorrência desleal;
  • Publicação de imagens do “antes e depois” de procedimentos;
  • Divulgar endereço e telefone de consultório, clínica ou serviço;
  • Veicular publicamente informações que causem intranquilidade à sociedade, mesmo que comprovadas cientificamente;
  • Consultar, diagnosticar ou prescrever por qualquer meio de comunicação de massa ou a distância;
  • Apresentar de forma abusiva, enganosa ou assustadora representações visuais das alterações do corpo humano causadas por doenças ou lesões;
  • Divulgar preços de procedimentos, modalidades aceitas de pagamento/parcelamento ou eventuais concessões de descontos como forma de estabelecer diferencial na qualidade dos serviços.

O que pode

  • Anunciar cursos e atualizações relacionados à sua especialidade ou área de atuação devidamente registrada no Conselho Regional de Medicina;
  • Prestar informações, dar entrevistas e publicar artigos estritamente educativos.

Redes sociais para médicos – as melhores práticas

 

redes sociais para médicos

De fato, só estar presente nas redes sociais não traz resultados. Por isso, é essencial seguir algumas estratégias para garantir a atração do público, engajamento e aumento da visibilidade da marca e/ou do negócio.

Por isso, confira as melhores práticas para a boa gestão das suas páginas:

  • Tenha um perfil atraente e atualizado;
  • Mantenha as informações atuais;
  • Esteja atento à sua imagem nas redes sociais;
  • Conheça bem o seu público;
  • Ofereça conteúdos relevantes;
  • Poste com frequência;
  • Faça um planejamento de conteúdo e estratégia;
  • Interaja com seu paciente;
  • Faça bom uso das críticas;
  • Mensure os resultados.

 

Redes sociais para médicos: quais escolher?

Já ciente de tudo isso, agora chegou o momento de escolher as melhores redes sociais para médicos. Há várias opções, mas nem todas serão úteis para o seu negócio. Na verdade, tudo depende do seu objetivo.

Mesmo assim, separamos as três mais populares e utilizadas pelos médicos.

Em seguida, confira como usar da melhor maneira possível cada uma delas.

Facebook

Como é mais popular, é bem capaz que seus pacientes estejam no Facebook – principalmente quando comparamos com as outras redes. Então, você precisa estar lá.

Por outro lado, a plataforma permite divulgar conteúdo em diversos formatos, como imagens, vídeos, artigos médicos e do seu próprio blog, notícias sobre a área de saúde, infográficos informativos etc.

Para isso, opte por criar uma página institucional ao invés de perfil. Isso porque, com a fan page, poderá criar anúncios, impulsionar posts, colocar link para o seu site e blog, gerenciar melhor os conteúdos e datas, mensurar os dados e diversos outros benefícios.

Deixe o perfil para a sua vida pessoal, já que é fundamental separar as duas coisas.

Para criar a página institucional, você também precisa ter um perfil pessoal no Facebook. Ele servirá como administrador da página. Depois, é possível incluir outras pessoas como administrativos.

Instagram

redes sociais para médicos

Sem dúvida, o Instagram é o novo queridinho das redes sociais. Na verdade, já vem apresentando grande crescimento em número de inscritos há alguns anos. Com isso, as marcas e empresas perceberam e já estão aproveitando o grande potencial dessa mídia.

Por aqui, o visual tem muita importância. Então, aposte em fotos e vídeos de boa qualidade. O design limpo, sem muitas informações, também é essencial. Outro ponto de atenção é com imagens sensíveis, como de cirurgias e doenças. Além de poder sofrer censura, não é recomendado pelo CFM.

As hashtags também são fundamentais nessa plataforma. Assim, você se posiciona e aumenta a visualização, indicando especialidade, tratamentos, procedimentos etc. Assim, qualquer usuário que clicar nessa tag vai ver seu post em meio às outras que estão marcadas com ela.

Outra ferramenta muito interessante são os Stories e seus diversos recursos, como enquetes, perguntas, GIFs e filtros. A duração de postagem deles é de 24 horas. Nele, você pode mostrar bastidores, um pouquinho da vida particular e trabalhar conteúdos mais informais e leves.

Sem dúvida, isso ajuda a humanizar mais o médico e estreitar o relacionamento com os pacientes.

LinkedIn

Com certeza, todo profissional deve ter um perfil nessa rede social, já que é voltada para o mundo corporativo. Inclusive, os médicos.

Essa mídia permite aumentar sua rede de contatos, fazer networking, participar de grupos de discussão e divulgar artigos.

Aliás, é o local certo para conteúdos mais técnicos e para construir autoridade na sua área de atuação. Além disso, pode colocar seu currículo completo e habilidades para que os pacientes o conheçam ainda mais.

Quer dicas valiosas para a gestão das suas redes sociais? Acompanhe o blog da Phelcom.

Home care cresce no Brasil. Quais são os desafios dessa área?

Home care cresce no Brasil. Quais são os desafios dessa área?

De fato, o setor de Atenção Domiciliar à Saúde, popularmente conhecido como home care, apresenta um aumento expressivo a cada ano no Brasil.

Por exemplo, em 2012, eram 18 empresas atuando nesse mercado. Hoje, já são 830, de acordo com um levantamento do Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (Nead). Apenas em 2019, 292 mil pacientes foram atendidos nessa modalidade.

A atividade vem ganhando espaço devido, principalmente, ao crescimento no número de idosos e, consequentemente, de pacientes com doenças crônicas e degenerativas. Além disso, a atual pandemia do novo coronavírus (SARS-Cov-2) impulsionou ainda mais o atendimento médico em casa.

Em seguida, conheça mais resultados significativos do Censo Nead-Fipe 2019/2020 e quais são as vantagens e os desafios do home care no Brasil.

Home care – Censo Nead-Fipe 2019/2020

Todo biênio, o Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (Nead) realiza um levantamento sobre o cenário do home care no Brasil. O Censo Nead-Fipe 2019/2020 é o único levantamento oficial do setor de Atenção Domiciliar à Saúde realizado no país.

A pesquisa, divulgada recentemente, apresentou dados relevantes:

  • O número de estabelecimentos saltou de 676, em junho de 2018, para 830 em dezembro de 2019. Ou seja, um aumento de 22,8%;
  • O crescimento de estabelecimentos registrado na região Nordeste desde 2017 é de 209%. Já a região Sudeste ainda apresenta o maior número absoluto, com cerca de 41,5% de todos as empresas do setor;
  • A quantidade de pacientes em Atendimento Domiciliar e Internação Domiciliar foi de 292 mil em 2019;
  • São cerca de 106 mil profissionais empregados na atividade, entre colaboradores próprios e terceirizados;
  • A maior parte dos colaboradores, de acordo com dados da Rais do Ministério do Trabalho, é de técnicos ou auxiliares de enfermagem e enfermeiros (51%), seguido de cuidadores de idosos (12%);
  • A estimativa da receita anual gerada em 2019 foi de R$ 10,6 bilhões. 57,5% destas receitas são referentes a internações domiciliares (R$ 6,1 bilhões) e 42% por atendimentos domiciliares (R$ 4,5 bilhões);
  • O ticket médio diário foi de R$ 212,48 para serviços de atendimento domiciliar e de R$ 742,84 para serviços de internação domiciliar. O custo médio diário dos pacientes em atendimento domiciliar foi estimado em R$ 141,92. Para os pacientes em internação domiciliar, esse valor ficou em R$ 614,96.
  • Caso o setor encerrasse seus serviços, seriam necessários 20.763 leitos hospitalares adicionais ao ano para os atendimentos que hoje são supridos pela área. Esses leitos representam 4,87% do total de leitos hospitalares do país, públicos e privados.

Ao todo, 472 empresas foram convidadas a participar do censo. Porém, apenas 58 responderam ao questionário. Muitos respondentes, contudo, fizeram de modo parcial, o que explica a variabilidade no total de respostas que observamos ao analisar os resultados.

Por isso, vale ressaltar que os dados da amostra não têm representatividade estatística comprovada, uma vez que as respostas das empresas foram voluntárias. Desta forma, a Fipe recomenda que os resultados sejam interpretados com cautela.

Home care – vantagens

home care

De fato, o home care proporciona benefícios para pacientes, profissionais e unidades de saúde. Para os profissionais, garante mais qualidade de vida ao permitir um ambiente mais tranquilo de trabalho, por exemplo.

Atualmente, com a ampliação das atividades de telemedicina, a consulta pode ser feita remotamente. Com isso, não é necessário o deslocamento do médico para o atendimento.

Inclusive, até exames mais simples podem ser realizados por técnicos e auxiliares e disponibilizados na nuvem para diagnóstico remoto.

Já para os hospitais, as vantagens são a disponibilidade maior de leitos, principalmente para casos mais graves, e diminuição de gastos na manutenção da saúde de portadores de doenças crônicas e degenerativas, por exemplo. Desse modo, assim que ficam estáveis, é possível realizar a internação domiciliar ou o home care ambulatorial.

E, claro, há vantagens também para o paciente. Com toda a certeza, a principal é recuperar-se no conforto do lar. Além disso, sem riscos de infecções hospitalares e longe da rotina tumultuada do local. Assim sendo, a reabilitação acontece de forma mais segurança e eficiente, já que o cuidado é individual, humanizado e regido pelas necessidades, rotina e limites do paciente.

Home care – desafios

Como toda mudança, o home care também enfrenta desafios. Um deles é as possíveis limitações enfrentadas no atendimento fora de uma unidade de saúde especializada, principalmente relacionadas a internações domiciliares.

Portanto, é fundamental contar com uma boa comunicação com a equipe multidisciplinar responsável pelo paciente. Dessa maneira, em caso de dúvidas ou emergências, há o apoio de outro médico ou profissional.

Além disso, há outros empecilhos, como falta de equipamentos e infraestrutura adequada e de investimento em qualificação para os profissionais.

Conclusão

O home care vem apresentando crescimento expressivo nos últimos anos no Brasil. A tendência é que englobe ainda mais empresas, profissionais e pacientes. Com a atual pandemia, ficou ainda mais imprescindível saber o real tamanho do setor e qual seu impacto na saúde, na economia e no mercado de trabalho.

Desse modo, teremos informações fundamentais para a construção de políticas públicas, planejamentos empresariais e uma mudança cultural na adoção do atendimento domiciliar em saúde.

Acompanhe o blog da Phelcom e saiba mais sobre as principais novidades em saúde.

Como usar a tecnologia no controle de diabetes do seu paciente?

Como usar a tecnologia no controle de diabetes do seu paciente?

O tratamento de diabetes pode ser um verdadeiro desafio para os médicos em relação ao acompanhamento e acesso aos dados diários do paciente. Por exemplo, a falta de conhecimento do controle glicêmico correto é um dos problemas mais frequentes nos consultórios.

Na verdade, é o comprometimento do diabético nos cuidados do dia a dia, como medição da glicemia e alimentação saudável, que interfere diretamente nos resultados positivos ou negativos do tratamento.

Neste sentido, a tecnologia pode auxiliar de forma mais rápida e assertiva no diagnóstico, controle e manejo da doença. Hoje, há ferramentas inovadoras no mercado que possibilitam a monitorização contínua da glicemia e detectam complicações como retinopatia diabética por meio de exames no celular, dentre outros.

Em seguida, conheça 4 tecnologias que facilitam a rotina de médicos no controle da diabetes de seus pacientes.

Sistemas de monitorização contínua da glicemia

diabetes

Imagine verificar a taxa de glicose apenas com a leitura de um pequeno sensor instalado na parte de trás do braço? Com a ajuda de um dispositivo semelhante ao celular, o paciente acompanha na tela os níveis no sangue sem precisar furar os dedos várias vezes ao dia.

Isso porque ao invés de analisar a gota de sangue, como ocorre tradicionalmente, a tecnologia usa o líquido intersticial para capturar a quantidade da glicose.

Além disso, o aparelho faz a checagem 16 vezes por dia e mostra uma previsão de queda ou alta do açúcar nas horas seguintes. Desse modo, ajuda a evitar a hiper e hipoglicemia.

A duração do sensor é de 14 dias.

Nuvem e compartilhamento de dados com médicos sobre diabetes

A tecnologia também permite escanear as informações capturadas a cada oito horas, que ficam armazenadas no próprio aparelho ou pelo aplicativo disponível para Android ou iOS.

Os dados podem ser enviados ao médico por meio da nuvem. Dessa forma, o especialista acompanha, em tempo real, o quadro do paciente e decide por eventuais mudanças no tratamento, caso seja necessário.

Outra vantagem é a possibilidade de compartilhar os dados com outras pessoas, como pais e cuidadores. Assim, fica ainda mais seguro o controle da diabetes.

Os sistemas de monitorização contínua da glicemia têm apresentado resultados interessantes. Por exemplo, uma pesquisa com 50 mil usuários demonstrou um aumento de quase cinco horas de permanência na faixa ideal de glicemia.

Sem dúvida, obter os dados corretos e avaliar de perto as curvas glicêmicas do paciente auxilia muito os médicos no manejo da doença.

Bomba de insulina com monitor contínuo de glicose

diabetes

A bomba de insulina com monitor contínuo de glicose permite que o médico determine as quantidades exatas que devem ser liberadas para o paciente.

Para isso, o aparelho realiza a leitura do nível de açúcar do sangue a cada 5 minutos. Quando necessário, fornece insulina de ação rápida por meio de uma cânula que é colocada sob a pele do usuário.

Além disso, o equipamento dispara atualizações frequentes sobre os níveis de glicose e avisos de baixas e altas para o paciente.

Insulina inalável para diabetes

A insulina inalável é comercializada em pó, em cartuchos com três tipos de dosagem. O paciente encaixa o cartucho em um inalador e, ao aspirar, leva a substância ao pulmão, que é absorvida pela corrente sanguínea. Dessa forma, reduz os níveis de glicemia.

Até então, as insulinas disponíveis no Brasil eram somente injetáveis.

Sem dúvida, essa tecnologia avançada é uma forma de tratamento com ação ultrarrápida. A injeção de glicose no sangue começa a agir em 10 minutos, com pico de ação em 15 minutos, e um efeito que dura de 2 a 3 horas.

Há, porém, algumas contraindicações: pacientes com problemas pulmonares, asmáticos, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e fibrose pulmonar, além de fumantes, não podem utilizar a insulina.

Isso porque a absorção pelo pulmão nesses pacientes pode não ser a adequada e a utilização da insulina pode deflagrar crises de asma. O uso também não é recomendado a menores de 18 anos, já que o produto não foi estudado em pacientes desta faixa etária.

Infográfico: Divulgação/Biomm

Retinógrafo portátil

Outra tecnologia que ajuda no controle de diabetes do paciente é o retinógrafo portátil. Com ele, é possível realizar exames de fundo de olho e identificar possíveis agravamentos da doença, como retinopatia diabética.

O equipamento é acoplado a um smartphone e realiza imagens precisas da retina, sem a necessidade de colírio para dilatar a pupila. A imagem capturada é disponibilizada automaticamente em uma plataforma online na nuvem, em que todos os dados são armazenados. Caso não tenha acesso à internet, o exame fica salvo no aparelho até conectar-se à rede. Dessa maneira, permite o diagnóstico remoto por um especialista alocado em qualquer lugar do mundo.

Sem dúvida, a portabilidade e o valor mais acessível da tecnologia democratiza o acesso a exames de retina. Isso porque  ele é em torno de 6 a 10x mais acessível que os retinógrafos tradicionais, em média.

diabetes

Conclusão

Sabemos que é essencial acompanhar e corrigir possíveis problemas no manejo da diabetes. E ter acesso aos dados corretos, e ainda de forma rápida, pode ajudar muito os médicos que sofrem com a falta do conhecimento do controle glicêmico do paciente.

Porém, não adianta o usuário ter os dispositivos com alta tecnologia em mãos se não for proativo nos cuidados do a dia a dia.

Sem dúvida, a tecnologia vai modificar muita coisa no controle desse problema. Entretanto, nunca substituirá o contato entre médico e paciente, que é um dos determinantes para o sucesso do tratamento.

Acompanhe o blog da Phelcom e fique por dentro das principais novidades em tecnologia na saúde dos olhos.

Como garantir o atendimento humanizado na teleconsulta?

Como garantir o atendimento humanizado na teleconsulta?

Com o aumento do uso da telemedicina desde o início da pandemia, os médicos se depararam com uma dúvida: afinal, como manter o atendimento humanizado na teleconsulta?

De fato, apesar do distanciamento físico, é fundamental assegurar a qualidade da consulta. E, sim, é possível trabalhar a humanização mesmo que por telas!

Para isso, você pode seguir algumas dicas. Dentre elas, ser mais cuidadoso com a comunicação e evitar distrações.

Em seguida, conheça formas de proporcionar uma excelente experiência on-line para os seus pacientes.

 

1.      Escolha um lugar calmo

 

Sem dúvida, é importante definir um local tranquilo para garantir o atendimento humanizado na teleconsulta. Ou seja, sem barulhos externos e interrupções durante a consulta.

Pode ser na própria clínica ou outro espaço que considere mais quieto.

Outra vantagem é a organização, já que todos os materiais e ferramentas que precisa estarão reunidos em um único lugar.

 

2.      Ofereça uma boa experiência

 

telemedicina

 

A jornada do paciente começa muito antes dele chegar ao seu consultório. Na verdade, tem início quando ele identifica os sintomas, decide marcar a consulta e pesquisa por um bom especialista.

Neste caminho, você pode facilitar o agendamento da teleconsulta. Por exemplo, oferecer a possibilidade de marcar on-line e enviar lembretes do dia do atendimento, via SMS ou WhatsApp.

Já durante o atendimento, é importante cuidar de alguns detalhes para assegurar a qualidade e humanização. Por exemplo, ter uma boa conexão com a internet. Assim, você evita que trave ou caia a conexão bem no meio da consulta.

Outras vantagens são o prontuário eletrônico, com todos os dados do paciente fáceis de acessar, e a prescrição de receitas e atestados digitais.

Tudo isso contribui para oferecer uma boa experiência ao cliente.

 

3.      Garanta a segurança de dados do paciente

 

É frequente utilizar meios de comunicação mais populares e acessíveis em busca do atendimento humanizado na teleconsulta. Como exemplo, SMS, WhatsApp, Skype e Zoom.

Porém, uma das exigências para utilizar a telemedicina é garantir a segurança de dados do paciente. Dentre elas, obedecer às normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). E, infelizmente, essas ferramentas não são as mais indicadas.

Portanto, pesquise por sistemas de telemedicina que ofereçam essa segurança. Aliás, há programas que também já contam com plataformas de teleconsulta, agendamento on-line e prontuário eletrônico, dentre outros.

 

4.      Busque uma comunicação mais acolhedora

 

Comunicar-se a distância, mesmo que verbalmente, pode gerar dificuldades de entendimento em alguns momentos. E quando a comunicação é não-verbal há ainda mais chances de ocorrer atritos devido a interpretações errôneas.

Portanto, é preciso adaptarmos a forma de conversar. Uma dica é manter o mesmo estilo de comunicação afetuosa e empática também na teleconsulta. Seja por videoconferência, telefone ou mensagens. Neste último, você pode reler o conteúdo mais de uma vez antes de enviar.

Já na chamada de vídeo, busque gesticular para passar mais claramente a mensagem e também não dar a impressão que a teleconsulta travou. Outro ponto relevante é erguer a mão para pedir licença antes de interromper a fala do paciente. Assim, cada um falará de uma vez e diminuirá possíveis problemas de compreensão.

 

atendimento humanizado na teleconsulta

 

5.      Impeça possíveis distrações

 

O paciente pode ficar incomodado se perceber que não tem a sua total atenção durante a teleconsulta. Então, retire possíveis distrações na hora do atendimento. Como exemplo, silencie ou desligue o celular e feche as páginas de redes sociais.

Se for por videoconferência, olhe o tempo todo para a tela. Já se for por mensagem, reserve um tempo também para cuidar disso exclusivamente. Isto é, sem interrupções.

 

6.      Solicite e absorva os feedbacks

 

Quem melhor que o paciente para dizer como está o seu atendimento humanizado na teleconsulta? Portanto, peça feedbacks ao final. Mais do que isso, absorva tudo o que foi dito. Continue com o que foi elogiado e busque soluções para os pontos críticos.

Outra possibilidade é enviar uma pesquisa ao final da consulta. Desse modo, você consegue identificar o nível de satisfação e definir estratégias de melhoria.

 

7.      Busque mais conhecimentos sobre telemedicina

 

Por fim, busque mais conhecimentos sobre telemedicina. Sem dúvida, o uso da atividade vem crescendo cada vez mais no mundo todo, com novas tecnologias e ferramentas lançadas a todo instante no mercado.

No Brasil, ganhou espaço em caráter emergencial devido a pandemia. Porém, a regulamentação definitiva e ampliada deve ser debatida logo após a mudança de cenário.

Por isso, vale a pena estudar essa área que já se tornou realidade.

5 melhores práticas em gestão de clínicas médicas

5 melhores práticas em gestão de clínicas médicas

De fato, a gestão de clínicas médicas pode ser um verdadeiro desafio para os médicos. Isso porque administrar um consultório envolve diversas responsabilidades simultâneas, como organização de dados, controle financeiro, gestão de pessoas, marketing e boa experiência do paciente, dentre outros.

E, como muitos especialistas não têm formação técnica em administração de negócios, podem encarar muitas dificuldades nesta área.

Portanto, é fundamental desenvolver estratégias que garantam praticidade e produtividade no dia a dia já agitado destes profissionais da saúde. E, além disso, que auxiliem no aumento de atendimentos e melhora dos resultados.

Em seguida, veja neste artigo quais são as 5 melhores práticas em gestão de clínicas médicas.

Softwares médicos para organização e rápido acesso a dados

Atualmente, os softwares médicos ajudam a automatizar todos os processos internos do consultório. Dentre suas principais funcionalidades, estão o armazenamento do prontuário eletrônico e de dados de médicos, funcionários, do financeiro e do administrativo.

Dessa maneira, torna mais eficiente e rápida a gestão das clínicas médicas. Além disso, também é um alívio para esses profissionais que se desdobram em vários plantões, consultório e estudos.

Por exemplo, há alguns programas que até enviam lembretes e pedem a confirmação da consulta agendada para o paciente. Sem dúvida, é um ótimo benefício, pois é frequente a falta nos atendimentos marcados.

Hoje, com a ampliação da telemedicina no Brasil, há também sistemas que oferecem teleconsultas, telediagnósticos e prescrição de receitas e atestados médicos digitais. Tudo com a garantia de segurança de dados do paciente e armazenamento em nuvem.

Atendimento focado na experiência do paciente

gestão de clínicas médicas

Os progressos na tecnologia modificaram as relações de prestação de serviços. Hoje, o cliente é o protagonista: tem maior poder decisivo em mãos e exige uma ótima experiência em todo o processo de atendimento. Além disso, também possui influência nas escolhas de consumo de amigos, familiares e seguidores na internet.

O paciente também se encaixa neste cenário. Para você entender melhor, ele passa por uma jornada até chegar ao seu consultório. Basicamente, são cinco etapas: a identificação de sintomas, a decisão de marcar uma consulta, a pesquisa do melhor médico, o atendimento e a avaliação pós-consulta.

Desse modo, é fundamental compreender e mapear a jornada do paciente para melhorar a experiência vivenciada na sua clínica. E, consequentemente, aumentar as oportunidades de captar e fidelizar ainda mais pacientes.

De fato, há problemas relatados por eles que são fácies de resolver. Em seguida, confira algumas ações que vão aumentar a satisfação do usuário:

  • Possibilidade de agendar on-line as consultas;
  • Consultório confortável;
  • Evitar atrasos;
  • Definir um padrão de atendimento de qualidade;
  • Diminuir o tempo de espera entre os estágios da jornada do paciente;
  • Humanizar o atendimento;
  • Investir em tecnologias que agilizem o atendimento e garantam diagnósticos mais assertivos.

Boa gestão financeira

Sem dúvida, uma boa gestão financeira é um dos requisitos mais importantes para impedir prejuízos e diminuir os gastos da clínica. Para isso, é necessário desenvolver um planejamento assertivo de gastos e investimentos.

Neste sentido, é importante reconhecer e mensurar os recursos envolvidos em todas as áreas da sua clínica. Assim, terá os valores disponíveis em mãos para decidir quais rumos tomar e como aplicar cada um deles de forma eficaz.

Em seguida, selecionamos algumas dicas para ajudar nesse objetivo:

  • Realize um bom controle do seu fluxo de caixa;
  • Não misture contas pessoais com as da clínica;
  • Automatize processos internos;
  • Tenha um bom planejamento financeiro;
  • Acompanhe as despesas e receitas;
  • Utilize um bom sistema de gestão de clínicas médicas.

Gestão de pessoas

gestão de clínicas médicas

Atrair e reter talentos também é um grande desafio na gestão de clínicas médicas. Essa área também necessita de bastante atenção, pois está vinculada diretamente com a experiência do usuário, por exemplo.

Dessa forma, há algumas ações que podem ajudar na melhora do trabalho desempenhado pelos funcionários. Confira:

Incentive a participação em assuntos estratégicos

Dê voz aos colaboradores. Crie um ambiente em que ele não só tenha segurança em dar opiniões, mas se sinta motivado a participar do debate de assuntos importantes.

Ofereça programas de incentivo

De fato, essa é uma das medidas que colaboram no engajamento e atração de bons profissionais. Pode ser prêmios em dinheiro ou experiências de vida, como viagens, vinculados ao desempenho e entrega de resultados do funcionário.

Defina um plano de carreira

A estagnação na carreira é um dos principais fatores de desmotivação entre os profissionais. Então, ofereça um plano de carreira claro e atrativo para que seus colaboradores saibam quais são as chances de desenvolvimento.

Invista em treinamentos

Como o setor de saúde evolui constantemente, é essencial que seus funcionários recebam treinamentos oferecidos pelo seu consultório. Além disso, esse ferramenta aumenta a motivação e a qualidade do atendimento, refletindo mais uma vez na experiência do paciente.

Presença digital

Com a ascensão da internet e o surgimento das redes sociais, é essencial que as marcas e empresas estejam presentes e acessíveis ao consumidor. Inclusive, o seu consultório.

A maioria dos pacientes busca informações de serviços e atendimento na internet. Então, vale apostar em um site para sua clínica e perfis nas mídias sociais, como Facebook e Instagram. Afinal, hoje são ferramentas importantes de comunicação e de fidelização de usuários.

Sem dúvida, a publicidade pode ser uma ótima aliada para aumentar a visibilidade da sua clínica e criar um vínculo de confiança com o seu paciente.

Mas, há regras rígidas que devem ser seguidas à risca na hora de divulgar informações e serviços neste setor. Fique atento.

Quer saber mais sobre gestão médica? Acompanhe o blog da Phelcom.

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