No fim de 2017, o designer industrial Peter Martins von Zweigbergk recebeu uma ligação que marcaria o início de uma longa parceria com a recém-fundada startup Phelcom Technologies.
Do outro lado da linha estava o CEO e cofundador da Phelcom, José Augusto Stuchi, convidando-o a colaborar no desenvolvimento de um novo produto. Von Zweigbergk já conhecia Stuchi e os outros dois co-fundadores, Diego Lencione e Flávio Pascoal Vieira, de experiências profissionais anteriores.
“Duas coisas me motivaram a aceitar o convite: meu interesse por startups e o fato de o produto ser extremamente interessante, um retinógrafo portátil capaz de capturar imagens de alta qualidade em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila”, relembra. Além disso, a afinidade com a área médica reforçou sua decisão. “É um setor que exige responsabilidade, mas também oferece a oportunidade de gerar impacto real.”
Antes de qualquer desenho ou ajuste técnico, o designer propôs um workshop estratégico. O objetivo era compreender não apenas o estágio do protótipo existente, mas também a visão de futuro da empresa.
Von Zweigbergk questionou posicionamento, estratégia e até mesmo o nome do produto, que era outro na época. “Se é para construir uma marca forte, precisamos pensar nisso agora.” A partir dessas discussões surgiu o nome Eyer, consolidando não apenas um produto, mas uma identidade.
Segundo ele, aquele momento foi decisivo para transformar um protótipo promissor em um produto preparado para o mercado. A tecnologia já era reconhecida pela qualidade das imagens, mas havia a percepção de que o equipamento precisava evoluir em acabamento, posicionamento e coerência de marca.
Do conceito ao produto: os bastidores do design do Eyer
Contratado para liderar o design do produto, Von Zweigbergk sabia que o desafio ia muito além da estética. Era necessário considerar a funcionalidade, a ergonomia, a integração ao ecossistema tecnológico e, principalmente, a experiência de uso.
Após o workshop estratégico inicial, a equipe solicitou que ele apresentasse propostas de conceito. Foi nesse momento que surgiu a ideia de uma arquitetura inspirada no uso do próprio smartphone, com uma pegada mais integrada e intuitiva. A proposta rompia com modelos tradicionais de retinógrafos e apostava em uma forma de manuseio mais alinhada à realidade do usuário.
Os primeiros conceitos foram levados para testes em hospitais. “No começo, as pessoas estranharam. Um retinógrafo que se segurava como um celular era algo novo. Mas justamente por isso fomos testar: queríamos avaliar se era confortável, se o profissional conseguiria segurar com firmeza, apertar o botão com o polegar e capturar a imagem com estabilidade”, recorda.
O ritmo de desenvolvimento foi intenso. O workshop aconteceu no início de dezembro e os primeiros protótipos estavam prontos no final de janeiro. Nos meses seguintes, a equipe se dedicou ao refinamento do conceito e ao detalhamento mecânico e eletrônico.
Entre os desafios técnicos mais relevantes estava a questão da bateria. O primeiro protótipo dependia de uma bateria interna extra, o que poderia gerar limitações logísticas, especialmente para equipamentos armazenados por longos períodos. A solução surgiu, em parte, com a adoção de uma tecnologia que começava a se popularizar naquele momento: o padrão USB-C.
A questão, daí para frente, passou a ser, como carregar a bateria do celular por meio do sistema eletrônico da Phelcom. Foi ao observar o funcionamento de um acessório do seu laptop que Von Zweigbergk percebeu que poderia adotar uma tecnologia similar para a transferência de energia. “Eu mandei informações sobre o produto para o Flávio [Flávio Pascoal Vieira, COO e cofundador da Phelcom] que estudou e implantou a solução que permitiu eliminar a bateria extra.” A incorporação dessa tecnologia possibilitou um design mais eficiente e alinhado às tendências da época.
Outro ponto crítico foi a ergonomia. Era fundamental garantir estabilidade na captura das imagens, mesmo com o manuseio semelhante ao de um smartphone. O formato, o peso e o equilíbrio do equipamento foram cuidadosamente estudados para reduzir tremores e proporcionar maior conforto durante o uso prolongado.
Do equilíbrio à inovação: os desafios do design do Eyer2
Se no Eyer o foco estava em consolidar uma arquitetura inovadora e intuitiva, o desenvolvimento do Eyer2 trouxe um novo conjunto de desafios — muitos deles relacionados à própria evolução dos smartphones e às mudanças no comportamento do mercado.
Segundo Von Zweigbergk, uma das questões mais marcantes foi a necessidade de romper com a simetria do modelo anterior, que tornava o produto naturalmente equilibrado. O Eyer tinha a ótica centralizada, o que facilitava o uso com ambas as mãos. No entanto, os fabricantes de smartphones começaram a alterar o posicionamento das câmeras, deslocando-as para os cantos superiores dos aparelhos.
A assimetria, em design, costuma ser um elemento desafiador. A busca pelo equilíbrio visual geralmente passa pela simetria, especialmente em equipamentos médicos. No Eyer2, foi necessário encontrar soluções que mantivessem a harmonia estética mesmo com uma arquitetura menos centralizada. “No começo, parecia algo difícil de resolver. Depois percebemos que é uma questão de adaptação. O importante era fazer isso de uma forma que não causasse estranhamento”, conta.
Além da mudança estrutural, houve também uma decisão estratégica de linguagem visual. O Eyer apresentava formas mais suaves, orgânicas e arredondadas. Já o Eyer2 assumiu uma estética mais técnica e geométrica, com linhas mais definidas. A intenção era deixar claro que não se tratava apenas de uma atualização incremental, mas de uma nova geração de produto.
“Queríamos quebrar um pouco a linguagem anterior para mostrar que era um novo momento. Fomos para uma estética um pouco mais quadrada, mais técnica. Isso também ajudou a acomodar melhor a assimetria, porque formas mais retangulares facilitam o alinhamento e a organização dos elementos”.
Outro ponto de evolução esteve na experiência de uso. Embora Von Zweigbergk não tenha atuado diretamente no design da interface, ele participou das discussões conceituais sobre a jornada do usuário. Uma das reflexões dizia respeito à lógica de operação do equipamento.
“Desde o começo, eu questionava: qual é a primeira coisa que o usuário quer fazer com o Eyer? Ele quer tirar uma foto. Eu defendia que fosse possível fotografar primeiro e organizar os dados depois. Às vezes o profissional quer apenas testar ou avaliar rapidamente e só depois decidir se vale a pena registrar”, ressalta.
A consolidação do Eyer como plataforma internacional
Desde o início, o desenvolvimento do Eyer foi orientado por uma diretriz clara: criar um produto premium, competitivo em escala global, mas com inteligência de projeto que permitisse oferecer mais valor por um custo mais acessível do que os concorrentes tradicionais.
A ambição não se limitava ao mercado nacional. O objetivo era posicionar o produto internacionalmente, competindo com grandes players globais. Nesse contexto, o nível de exigência era ainda maior. “Se você não é uma empresa dos Estados Unidos, precisa fazer tudo ainda melhor para competir de igual para igual”, observa Von Zweigbergk.
Essa visão estratégica influenciou diretamente as escolhas de design e engenharia. No Eyer, o foco era claro: oferecer um retinógrafo portátil de alta qualidade, com fácil manuseio, conectado ao smartphone e preparado para diferentes realidades de atendimento — de missões sociais a clínicas especializadas. O design privilegia simplicidade, portabilidade e rapidez, buscando romper barreiras de acesso à retinografia.
Já o Eyer2 representou uma ampliação desse conceito. Além de manter a portabilidade, trouxe uma abordagem mais completa e modular. O sistema passou a contar com módulos que podem ser acoplados por conexão magnética, bastando aproximá-los para que se encaixem por imantação. Essa solução tornou o equipamento mais adaptável às diferentes necessidades clínicas.
A bateria de 4000 mAh, com autonomia aproximada para até 60 exames sem recarga, reforça o compromisso com a produtividade e o uso contínuo. A ergonomia também evoluiu, acompanhando a proposta de um equipamento mais versátil, capaz de atender tanto exames do segmento posterior quanto do anterior, com múltiplos modos de captação e iluminação.
Enquanto o Eyer foi concebido para democratizar o acesso à retinografia com inteligência e portabilidade, o Eyer2 eleva a experiência diagnóstica ao integrar modularidade, desempenho e fluidez no fluxo de trabalho clínico.
Em síntese, o primeiro modelo quebrou barreiras de acesso e simplicidade; o segundo consolidou a plataforma como uma solução mais abrangente, sofisticada e alinhada às demandas da oftalmologia contemporânea — uma evolução que se reflete diretamente nas decisões de design, ergonomia, modularidade e usabilidade.
Uma cultura de abertura e excelência
Von Zweigbergk destaca que o sucesso do Eyer e do Eyer2 não se deve apenas a decisões técnicas ou estéticas, mas também à cultura construída desde os primeiros anos da Phelcom.
Com experiência em projetos para diferentes organizações, ele afirma que poucas companhias demonstram, de fato, abertura para ouvir, revisar caminhos e investir consistentemente na melhoria contínua.
Para ele, essa postura foi determinante ao longo de todo o processo de desenvolvimento dos produtos. A colaboração próxima com a equipe de engenharia, a troca constante de ideias e a disposição para ajustar rotas sempre que necessário criaram um ambiente verdadeiramente propício à inovação.
Von Zweigbergk também ressalta a complementaridade entre os três sócios fundadores como um diferencial estratégico. Segundo ele, o alinhamento entre competências técnicas, visão de mercado e gestão fortaleceu a tomada de decisões e permitiu que o design fosse tratado como parte central da estratégia — e não apenas como uma etapa final do desenvolvimento.
“Foi um grande prazer trabalhar com a equipe da Phelcom. Existe ali uma combinação rara: sócios que se complementam e que realmente querem construir algo sólido e relevante”, afirma.
Em 2026, participaremos de diversos eventos nacionais e internacionais, reforçando nosso compromisso com a inovação, a troca de conhecimento e nossa missão de tornar os exames oftalmológicos mais simples, conectados e inteligentes, contribuindo para a evolução da saúde ocular em escala global.
Confira abaixo o calendário completo dos congressos já confirmados até agora e planeje sua participação. Encontre informações sobre datas, locais e horários e não deixe de visitar os estandes da Phelcom para conhecer de perto nossas inovações tecnológicas.
congressos de OFTALMOLOGIA E SAÚDE QUE A PHELCOM ESTARÁ PRESENTE NO BRASIL em 2026
Estamos ansiosos para fortalecer conexões, compartilhar experiências e demonstrar como as nossas tecnologias podem transformar a saúde visual, impactando positivamente a vida de pacientes em todo o mundo. Nos vemos nos congressos de 2026, no Brasil e pelo mundo!
congressos de OFTALMOLOGIA E SAÚDE QUE A PHELCOM ESTEVE PRESENTE em 2026
Da divulgação do artigo científico sobre o conjunto de dados capturados pelo retinógrafo portátil Eyer à ampliação da atuação em novos países, 2025 reforçou o compromisso da Phelcom com tecnologias que ampliam o acesso ao cuidado ocular e contribuem para a prevenção da deficiência visual e da cegueira.
Confira os principais marcos que antecedem a celebração dos 10 anos de fundação da empresa.
Publicação na Revista Nature
Exame realizado com o Eyer durante o Mutirão do Diabetes de Itabuna, em 2022.
A tecnologia do Eyer ganhou destaque em uma das publicações científicas mais respeitadas do mundo.
Em 2025, foi publicado na Nature o artigo sobre o mBRSET, apresentando o primeiro conjunto de dados públicos de retinografias obtidas com câmeras portáteis em cenários reais de alta demanda. As imagens foram capturadas durante o Mutirão do Diabetes de Itabuna (BA), em 2022.
Mutirões
Exame realizado com o Eyer2 durante o Mutirão do Diabetes de Itabuna, em 2025.
Os equipamentos da Phelcom desempenharam papel central em mutirões realizados em diversas cidades, incluindo Itabuna (BA), Blumenau (SC) e São Paulo (SP).
Em Blumenau, o Mutirão do Diabetes registrou mais de 1,3 mil atendimentos agendados. Com o uso do Eyer, foram identificados cerca de 190 casos de retinopatia diabética, em diferentes níveis de gravidade, com encaminhamento para tratamento e exames complementares. A tecnologia de Inteligência Artificial do Eyer permitiu ainda a liberação imediata de aproximadamente 290 pacientes, otimizando o fluxo assistencial.
No Mutirão de Itabuna, mais de 2 mil atendimentos foram realizados. A ação contou com o uso do “Mutirômetro”, aplicativo desenvolvido pela Phelcom para digitalizar a jornada do paciente e agilizar os processos de atendimento.
A tecnologia também esteve presente na 28ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes, promovida pela Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) em parceria com a Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes (FENAD). O evento ocorreu em 1º de novembro com ações de orientação, promoção de atividade física e atendimento especializado.
Expansão para a América Latina
Estande da Phelcom no Faco Extrema 2025, realizado em Buenos Aires, Argentina, de 21 a 23 de agosto.
A receptividade do mercado latino-americano reforça a adaptabilidade e o alcance das soluções desenvolvidas pela empresa.
Premiação da 2ª edição do “De Olhos para o Futuro”
Ligas participantes da 2ª edição do concurso De Olhos para o Futuro durante premiação no SIMASP 2025
A segunda edição do concurso “De Olhos para o Futuro”, realizada em parceria com a Associação Brasileira das Ligas Acadêmicas de Oftalmologia (ABLAO), mobilizou 205 acadêmicos em sete estados, resultando em 2.486 atendimentos. Mais de 70 pacientes em condição grave foram diagnosticados e encaminhados para tratamento com o apoio do retinógrafo portátil Eyer e da Inteligência Artificial EyerMaps.
Os projetos premiados evidenciaram como tecnologias portáteis ampliam o acesso ao diagnóstico em diferentes contextos geográficos e sociais.
Presença em congressos no Brasil e no exterior
Estande da Phelcom no Academy 2025, realizado em Boston, Estados Unidos, de 08 a 11 de outubro.
A Phelcom intensificou sua participação em eventos relevantes da oftalmologia, com mais de 60 exibições comerciais e apoios institucionais nos principais congressos do Brasil, Estados Unidos e América Latina.
Rumo aos 10 anos
Com os resultados obtidos em 2025, inicia-se a contagem regressiva para um marco significativo: em 2026, a Phelcom completa 10 anos de fundação.
O próximo ano será marcado por muitas novidades e celebrações. O que teve início como o projeto de três pesquisadores em São Carlos transformou-se em uma referência global em portabilidade e inteligência aplicada à oftalmologia, com perspectivas de expansão e inovação contínua.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que compromete severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Atualmente, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
Ao longo de sua trajetória, a Phelcom Technologies sempre valorizou a construção de parcerias sólidas com instituições que compartilham o mesmo propósito: promover o acesso à saúde visual por meio da tecnologia.
Desde sua fundação, a empresa contou com o apoio de importantes centros de inovação e pesquisa, que foram fundamentais para o desenvolvimento de seus primeiros produtos.
Durante as etapas de testes e validações clínicas do Eyer, o primeiro retinógrafo portátil da Phelcom, destacaram-se colaborações com instituições de referência, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Hospital do Amor de Barretos (SP), o Instituto da Visão (IPEPO) e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP).
Parcerias internacionais também contribuíram para o avanço das soluções desenvolvidas pela Phelcom, como a colaboração com a Allm Inc., empresa japonesa especializada em tecnologias médicas, e com o próprio Hospital Israelita Albert Einstein, que segue como parceiro estratégico em projetos de inovação.
Novo investimento
Em outubro de 2025, a Phelcom recebeu um novo investimento da J&J Impact Ventures, um fundo de investimento da Fundação J&J, que apoia um portfólio global de empresas em fase inicial que estão transformando o acesso a cuidados de saúde de qualidade e a preços acessíveis. Com esse financiamento, a Phelcom acelerará sua jornada de inovação e seu compromisso contínuo de democratizar o acesso a exames oftalmológicos, desenvolvendo melhorias para seu portfólio atual e criando novas tecnologias.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Além disso, a empresa desenvolveu o EyerMaps, uma solução de inteligência artificial que auxilia na detecção precoce de alterações oculares, destacando áreas de atenção nas imagens para apoiar o diagnóstico clínico. Complementando o ecossistema, o EyerCloud é uma plataforma em nuvem que armazena, organiza e compartilha exames de forma segura e integrada, possibilitando o acesso remoto por profissionais de saúde e otimizando fluxos de trabalho.
Atualmente, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 100 ações sociais.
Após sete anos de trajetória, Phelcom encerra as vendas do Eyer1 no país. Tecnologia transformou acesso à saúde visual e impactou milhões de pacientes.
Após sete anos cumprindo a missão da Phelcom de ajudar a democratizar o acesso à saúde visual, por meio de exames mais simples, conectados e inteligentes, o Eyer Retinógrafo Portatil, primeiro produto da empresa, encerra seu ciclo de vida e deixa de ser comercializado no Brasil.
A todos os clientes que possuem equipamentos do modelo, como fabricantes, garantimos suporte técnico completo e reposição de peças por um período mínimo de cinco anos a partir da data de fabricação do produto. Isso segue o registro do aparelho na Anvisa e tem como objetivo garantir o pleno uso do Eyer por todos os clientes e usuários durante o período de vida útil do equipamento.
Essa transição faz parte do nosso compromisso em aprimorar a experiência dos usuários e incorporar os avanços tecnológicos de outros equipamentos, como o Eyer2 Retinógrafo e Eye Câmera, que segue como nova e mais robusta alternativa para realizar retinografias em alta qualidade, além de oferecer três versões de registros para a fotodocumentação do segmento anterior dos olhos.
A todos os clientes e parceiros, nosso muito obrigado pela confiança em nosso trabalho e neste produto pioneiro e inovador.
O oftalmologista Dr. Gustavo Gubert conheceu a Phelcom em 2019, durante os principais congressos médicos. Na ocasião, teve o primeiro contato com o Eyer, retinógrafo portátil que realiza exames de fundo de olho em alta qualidade, em poucos minutos e sem necessidade de midríase.
Na época, Dr. Gubert conciliava a prática clínica com uma startup de importação de equipamentos voltados à cirurgia de catarata. Com a chegada da pandemia e a suspensão dos eventos científicos, decidiu encerrar o negócio. “Foi um período que me trouxe muita bagagem para compreender o outro lado do balcão e me colocar no lugar da indústria”, relembra.
Depois de ainda atuar por algum tempo no setor de equipamentos, Dr. Gubert voltou a se dedicar integralmente à clínica médica em Itajaí (SC). Foi nesse período que iniciou sua trajetória na área de superfície ocular e olho seco, especialidade que hoje se tornou seu principal foco de trabalho.
“Comecei a atuar na área por acaso, ao receber o encaminhamento de um reumatologista para avaliar um paciente com síndrome de Sjögren. Passei o final de semana estudando superfície ocular, montei um relatório detalhado e enviei de volta. Ele ficou muito impressionado e isso acabou sendo o embrião de um protocolo de avaliação clínica para olho seco”, conta.
Sem encontrar referências consistentes no Brasil, buscou conhecimento na Europa e nos Estados Unidos e ingressou na Sociedade Europeia de Olho Seco (EuDES), por meio de sua cidadania italiana.
Olho seco
Dr. Gubert enxerga o olho seco como uma missão: levantar a bandeira e conscientizar pacientes e colegas médicos sobre a importância dessa condição.
Para o especialista, a oftalmologia é uma área extremamente tecnológica, mas que precisa resgatar a humanização. “O paciente com olho seco quer ser acolhido. Em geral, já passou por vários profissionais e, muitas vezes, não recebeu um diagnóstico adequado. É uma doença multifatorial que exige tempo, atenção e um olhar individualizado. Por isso, hoje considero o olho seco uma nova superespecialidade. E dá para viver disso, sim, com qualidade e propósito”, afirma.
O oftalmologista ressalta que, segundo dados da consultoria Mordor Intelligence, o setor deve movimentar US$ 6,8 bilhões em 2025, sendo que as lágrimas artificiais representam metade desse montante. A projeção é que o mercado alcance US$ 8 bilhões em cinco anos. “A indústria sempre está à frente e é por isso que queremos estar próximos de empresas como a Phelcom. A parte científica é fundamental, mas a prática do dia a dia é igualmente importante.”
Eyer2 na prática clínica
Oftalmologista Dr. Gustavo Gubert com o retinógrafo portátil Eyer.
A rotina do Dr. Gubert reflete sua visão de um atendimento humano e individualizado. Hoje, atende aos pacientes em consultas com duração entre uma hora e uma hora e meia. “Não existe receita pronta. Cada caso é único e o tratamento precisa ser personalizado. E, para isso, precisamos de tempo de cadeira clínica”, afirma.
Nesse contexto, a tecnologia tem papel central. O Eyer2 tornou-se para o oftalmologista uma ferramenta indispensável para apoiar o diagnóstico e orientar pacientes.
O equipamento permite a captura de imagens de alta definição dos segmentos anterior e posterior do olho, além de integrar-se ao EyerCloud, plataforma online para o gerenciamento de exames. O sistema também pode utilizar o EyerMaps, uma inteligência artificial capaz de identificar possíveis anomalias na retina em poucos segundos.
“Conseguimos avaliar o segmento anterior com imagens detalhadas, aplicar fluoresceína, realizar meibografia e mostrar tudo ao paciente. O diagnóstico é muito visual e, quando ele enxerga o que está acontecendo, compreende melhor e adere mais ao tratamento”, conta.
Na clínica, um tecnólogo de saúde é responsável pela captura inicial das imagens antes da consulta. Já o Dr. Gubert realiza avaliações mais específicas, como meibografia e exames com fluoresceína, também para manter o contato direto com os pacientes. Além disso, o equipamento permite retinografias sem necessidade de dilatação, otimizando o processo.
“Mesmo se tratando de olho seco, é fundamental lembrar que estamos diante de pacientes oftalmológicos que podem apresentar outras condições importantes. O Eyer2 nos ajuda a não perder esses sinais”, pontua.
Casos clínicos ilustram esse impacto. Dr. Gubert relata, por exemplo, o diagnóstico de uma neurite óptica em um paciente inicialmente encaminhado por síndrome do olho seco e com uma catarata leve. “A acuidade visual do paciente era desproporcional entre os olhos e não justificada apenas pela catarata. Com o Eyer2, fiz as imagens da retina e nervo óptico e identifiquei a alteração. Encaminhei imediatamente ao neurologista, que iniciou o tratamento. O paciente teve melhora significativa. Esse tipo de situação mostra a segurança que o equipamento nos traz, muitas vezes sem a necessidade de dilatação, que pode interferir em diagnósticos como este.”
Outros exemplos incluem a identificação precoce de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e a documentação de ceratites e infestações por Demodex. A qualidade das imagens, somada aos recursos de inteligência artificial do EyerMaps, amplia a precisão diagnóstica.
Para Dr. Gubert, além de versátil e intuitivo, o equipamento também melhora a experiência do paciente. “Há um efeito de encantamento quando mostramos a retina, os cílios ou o olho em alta resolução. Muitos dizem: ‘nunca me mostraram isso antes’. Esse impacto visual gera confiança e aumenta a adesão ao tratamento. É diferente apenas falar e explicar. Quando mostramos a imagem, o paciente realmente entende o que está acontecendo”, observa.
Formação e ensino
Além da atuação clínica, Dr. Gubert também tem se dedicado à formação de colegas oftalmologistas. Em parceria com o oftalmologista Dr. Milton Yogi, criou o Dry Eye Day, curso inédito no Brasil voltado exclusivamente aos colegas oftalmologistas para diagnóstico e tratamento do olho seco.
A iniciativa nasceu a partir de um encontro em um congresso da Sociedade Baiana de Oftalmologia (SBO), em Salvador (BA), há alguns anos. Desde então, já foram realizadas cinco edições, sendo a mais recente em São Paulo, presencial, com hands on e transmitida online ao vivo, em setembro deste ano. “Hoje, contamos com uma plataforma onde todo o conteúdo gravado fica disponível para os alunos terem acesso às aulas teóricas e práticas de todas as edições, bastando acessar o link: myacademia.net/ded2025”, ressalta.
Com mais de 150 alunos formados no Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, o curso é uma dos maiores da América Latina e conta com um grupo exclusivo de WhatsApp para a discussão de casos clínicos e educação continuada.
“O curso foi pensado para oferecer o melhor aproveitamento de um tema que está em plena ascensão na oftalmologia. O olho seco impacta diretamente nos resultados de cirurgias de catarata e refrativas, podendo comprometer a qualidade visual dos pacientes, por exemplo. Nosso objetivo é preparar o oftalmologista para reconhecer, tratar e prevenir esses casos, elevando a segurança e a satisfação nos procedimentos”, explica Dr. Gubert.
Para ele, a parceria com Yogi foi decisiva não apenas em sua trajetória profissional, mas também em sua formação pessoal. “Aprendo diariamente com ele, tanto na prática clínica quanto na filosofia de vida. Essa troca impulsionou minha carreira e se transformou em uma amizade que levo como guia em vários aspectos da minha vida.”
O curso também é espaço para troca de experiências sobre tecnologia. Muitos alunos procuram orientação sobre investimentos em equipamentos. “O Eyer2 é um grande diferencial para quem deseja dar um salto de qualidade. É versátil, intuitivo e acessível, ideal para colegas que atuam em diferentes consultórios e nem sempre dispõem de câmeras acopladas à lâmpada de fenda. Ele amplia a capacidade diagnóstica e agrega muito valor ao atendimento”, conclui o especialista.
Eyer2
O retinógrafo portátil Eyer2 possui novas ferramentas embarcadas e funcionalidades aprimoradas. A tecnologia apoia no diagnóstico de mais de 50 doenças, dentre elas glaucoma, catarata, retinopatia diabética, DMRI, retinoblastoma, retinopatia hipertensiva, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular.
O equipamento também possibilita a detecção de diversas doenças e condições do segmento anterior do olho, como blefarite e demais alterações de cílios, disfunção das glândulas meibomianas, hordéolos, tumores conjuntivais, tumores palpebrais, catarata avançada, corpo estranho, queimaduras, lesões na córnea e ceratites em geral causadas por olho seco, lente de contato, infecções e úlceras, dentre outros.
Com isso, simplifica a rotina do consultório, proporcionando atendimentos mais ágeis, exames completos e tecnologias impactantes para o diagnóstico e tratamento ocular.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Atualmente, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 100 ações sociais.
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