Poucas ferramentas são tão emblemáticas para a oftalmologia quanto o oftalmoscópio. Por gerações, ele tem sido a janela primária para a retina, o pilar do diagnóstico e do acompanhamento clínico.
No entanto, na prática clínica moderna, especialmente no contexto dinâmico dos consultórios e hospitais brasileiros, a pergunta fundamental mudou. Não basta mais ao especialista apenas “ver”; tornou-se imperativo documentar, analisar longitudinalmente, comparar com precisão e compartilhar com segurança. É a transição da observação subjetiva para o dado objetivo.
O desafio do oftalmoscópio tradicional na clínica moderna
O exame realizado com o oftalmoscópio direto ou indireto segue vital para a avaliação qualitativa de inúmeras condições: glaucoma, retinopatias, neuropatias ópticas e doenças sistêmicas com repercussão ocular.
Retinografia colorida realizada pelo retinógrafo portátil Eyer2
Contudo, na era da medicina baseada em dados e da telemedicina, o oftalmoscópio clássico apresenta limitações que impactam diretamente a eficiência e a qualidade do atendimento:
A subjetividade do registro: a descrição de um achado no prontuário, por mais detalhada que seja, carrega a subjetividade do observador. Comparar a escavação do nervo óptico “hoje” com a descrição de “seis meses atrás” é um desafio para o acompanhamento preciso da progressão.
Educação e adesão do paciente: explicar uma condição complexa ao paciente usando apenas palavras é abstrato. A falta de visualização concreta do próprio problema pode diminuir a compreensão e, consequentemente, a adesão ao tratamento.
Fluxo de trabalho e telemedicina: o oftalmoscópio tradicional não gera dados compartilháveis. Em um cenário de segunda opinião ou teletriagem, a ausência de uma imagem objetiva é um gargalo significativo.
Para o oftalmologista brasileiro, que lida com alta demanda, auditorias e um mercado competitivo, otimizar o tempo e elevar a segurança diagnóstica é uma necessidade.
A evolução: o oftalmoscópio como ecossistema digital
É neste ponto que o conceito de oftalmoscópio evolui. A demanda do século 21 não é por um substituto do exame clínico, mas por uma ferramenta que o potencialize. A resposta está na integração da visualização portátil com a fotodocumentação e a gestão em nuvem. É este o conceito fundamental por trás de soluções como o Eyer2, o retinógrafo portátil da Phelcom, que transforma o exame de fundo de olho em uma experiência digital e gerenciável.
Exames realizados com o retinógrafo portátil Eyer2 são enviados automaticamente para a plataforma em nuvem EyerCloud
O retinógrafo portátil Eyer2 funciona, na prática, como um “oftalmoscópio inteligente” de alta definição. Ele preserva uma das maiores vantagens do oftalmoscópio tradicional — a portabilidade — mas a eleva a um novo patamar. Com o Eyer2, o exame de alta qualidade sai da sala escura e vai até o paciente, seja no leito hospitalar, no centro cirúrgico, em ações sociais ou em diferentes salas do consultório.
A imagem capturada pelo Eyer2 é instantaneamente integrada a uma plataforma de gestão, o EyerCloud: um sistema que resolve o desafio crônico do armazenamento, da segurança (em conformidade com a LGPD) e da fotodocumentação. O que antes era uma imagem mental do médico ou uma anotação subjetiva, agora é um dado objetivo, datado e acessível de qualquer lugar.
Em suma, o oftalmoscópio ganha um poderoso aliado na excelência clínica, integrando suas informações a um ecossistema digital, documentado e conectado.
O equipamento também possibilita a detecção de diversas doenças e condições do segmento anterior do olho, como blefarite e demais alterações de cílios, disfunção das glândulas meibomianas, hordéolos, tumores conjuntivais, tumores palpebrais, catarata avançada, corpo estranho, queimaduras, lesões na córnea e ceratites em geral causadas por olho seco, lente de contato, infecções e úlceras, dentre outros.
Dentre as principais funcionalidades do portátil, destacam-se:
Plataforma portátil de imageamento ocular capaz de realizar seis registros em um único equipamento, sem necessidade de midríase;
Retinografia colorida de alta qualidade: 55º em uma única imagem para detecção de lesões periféricas na retina;
Red free gerado instantaneamente após o registro colorido;
Registro de segmento posterior com luz infravermelha, importante para avaliação de áreas mais profundas da retina sem desconforto ao paciente, como diagnóstico de nevo de coróide e olho seco evaporativo;
Estereofoto de papila para visualização 3D da escavação;
Retinografias panorâmicas com até 120°;
Edição e gráficos para análise de cup-to-disk ratio (CDR);
Fotodocumentação em alta definição da superfície ocular para acompanhamento da progressão de doenças;
Avaliação e fotodocumentação de lesões de córnea com luz azul cobalto;
Mobilidade para atendimento em diversas clínicas, locais remotos que requerem atenção primária e exames em pacientes acamados e recém-nascidos;
Possibilidade de integração com o EyerMaps, inteligência artificial que sinaliza em segundos as áreas da retina com possíveis anomalias;
Integração com o EyerCloud, plataforma online para gerenciamento dos exames.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Hoje, com 10 anos de história, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
A lâmpada de fenda é, para o oftalmologista, a extensão do olhar clínico. É o equipamento que permite a visualização microscópica detalhada do segmento anterior e posterior do olho, sendo insubstituível no diagnóstico diário.
O exame, conhecido tecnicamente como biomicroscopia, é um pilar essencial. Contudo, em um mundo de prontuários eletrônicos, inteligência artificial e telemedicina, o pilar da oftalmologia clínica enfrenta um desafio fundamental: a lâmpada de fenda é, em sua essência, analógica.
O exame é visualizado, interpretado e, na maioria das vezes, descrito manualmente no prontuário. Obter uma imagem de alta qualidade desse exame geralmente requer adaptadores caros, câmeras dedicadas e softwares que nem sempre conversam com outros sistemas. Além disso, a lâmpada de fenda é estacionária, limitando o exame ao espaço físico do consultório.
Atualmente, se faz necessário investir em tecnologias que não apenas digitalizem o exame da lâmpada de fenda existente, mas também tornem esse exame portátil. A Phelcom abordou esse desafio com uma solução de dupla funcionalidade centrada no retinógrafo portátil Eyer2:
Exame do segmento anterior sendo realizado com o Eyer2 em uma lâmpada de fenda
A ponte digital para a lâmpada de fenda clássica: a primeira conquista é a integração. O Eyer2, por meio de um adaptador universal, acopla-se diretamente à ocular da lâmpada de fenda. O que o médico vê, o Eyer2 captura. Instantaneamente, o exame de biomicroscopia pode ser fotodocumentado em alta resolução. A imagem sai da ocular e entra no fluxo digital.
O poder da portabilidade: a segunda evolução é a mobilidade. O Eyer2, por si só, é um potente dispositivo de imagem do segmento posterior e anterior. Equipado com iluminação branca e azul cobalto, ele permite que o médico realize e documente exames de pálpebras, conjuntiva, córnea (com fluoresceína), pupila e cristalino em qualquer lugar — seja em outro consultório, no leito de um paciente internado ou em uma triagem.
Essa abordagem híbrida permite ao oftalmologista manter a excelência diagnóstica de sua lâmpada de fenda tradicional, agora com registro digital, ao mesmo tempo que ganha a flexibilidade de um dispositivo portátil para outras situações.
O equipamento também possibilita a detecção de diversas doenças e condições do segmento anterior do olho, como blefarite e demais alterações de cílios, disfunção das glândulas meibomianas, hordéolos, tumores conjuntivais, tumores palpebrais, catarata avançada, corpo estranho, queimaduras, lesões na córnea e ceratites em geral causadas por olho seco, lente de contato, infecções e úlceras, dentre outros.
Dentre as principais funcionalidades do portátil, destacam-se:
Plataforma portátil de imageamento ocular capaz de realizar seis registros em um único equipamento, sem necessidade de midríase;
Retinografia colorida de alta qualidade: 55º em uma única imagem para detecção de lesões periféricas na retina;
Red free gerado instantaneamente após o registro colorido;
Registro de segmento posterior com luz infravermelha, importante para avaliação de áreas mais profundas da retina sem desconforto ao paciente, como diagnóstico de nevo de coróide e olho seco evaporativo;
Estereofoto de papila para visualização 3D da escavação;
Retinografias panorâmicas com até 120°;
Edição e gráficos para análise de cup-to-disk ratio (CDR);
Fotodocumentação em alta definição da superfície ocular para acompanhamento da progressão de doenças;
Avaliação e fotodocumentação de lesões de córnea com luz azul cobalto;
Mobilidade para atendimento em diversas clínicas, locais remotos que requerem atenção primária e exames em pacientes acamados e recém-nascidos;
Possibilidade de integração com o EyerMaps, inteligência artificial que sinaliza em segundos as áreas da retina com possíveis anomalias;
Integração com o EyerCloud, plataforma online para gerenciamento dos exames.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Hoje, com 10 anos de história, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
Gerenciar uma clínica oftalmológica no Brasil exige um equilíbrio constante: de um lado, a excelência clínica e o cuidado com o paciente; do outro, a gestão financeira, os custos operacionais e a busca pela sustentabilidade do negócio. Qualquer investimento em nova tecnologia é, e deve ser, analisado pela ótica do retorno sobre o investimento (ROI).
Neste cenário, a retinografia colorida se destaca. Longe de ser apenas um procedimento complementar, ela é uma fonte de receita fundamental, estruturada e prevista nas tabelas de reembolso.
A questão, portanto, não é se a retinografia é rentável, mas como otimizar sua execução para maximizar esse retorno. A resposta está na superação dos gargalos operacionais impostos pelos equipamentos tradicionais.
O potencial de reembolso: entendendo os códigos
Para qualquer gestor ou oftalmologista, a previsibilidade de receita é chave. A retinografia é um procedimento com cobertura clara, tanto no sistema público quanto no privado.
No Sistema Único de Saúde (SUS): o exame está codificado na tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS sob o código 02.11.06.017-8 – Retinografia Colorida Binocular. Isso garante o reembolso por Procedimentos CID – SUS quando o exame é realizado, assegurando uma via de receita em atendimentos públicos ou filantrópicos.
Nos planos de saúde (TUSS): Na saúde suplementar, a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) define o código 41301315 – Retinografia (só honorário) monocular. Este é o procedimento que justifica a remuneração pela operadora de plano de saúde (TUSS).
O desafio é que o retorno sobre o investimento é diretamente proporcional ao volume de exames que a clínica consegue realizar e, principalmente, laudar com eficiência. Para ajudar a planejar, a Phelcom oferece uma ferramenta que auxilia a estimar em quanto o tempo o retorno inicia (payback), considerando a realidade de faturamento e o volume de exames de cada clínica.
Retinografia colorida realizada pelo retinógrafo portátil Eyer2
O gargalo do retinógrafo tradicional
O ROI da retinografia é limitado por barreiras operacionais. O retinógrafo de mesa tradicional é um equipamento robusto, mas estacionário, pois:
Exige uma sala dedicada, muitas vezes escura;
Requer um operador treinado (muitas vezes o próprio oftalmologista) para manuseá-lo;
O fluxo de pacientes é lento, pois cada um deve ser posicionado no equipamento;
Pacientes com mobilidade reduzida, acamados ou crianças são difíceis ou impossíveis de examinar.
Esse modelo “sala-dependente” cria um teto para o número de procedimentos faturáveis por dia, limitando diretamente o potencial de reembolso dos códigos 02.11.06.017-8 (SUS) e 41301315 (TUSS). Para tornar os procedimentos escaláveis, é preciso criar um fluxo de trabalho dinâmico.
Equipamentos como o retinógrafo portátil Eyer2 tornam o atendimento mais fluído e trazem o dinamismo para a realidade do consultório. Sendo leve, portátil e de alta conectividade, ele permite que o exame de retinografia vá até o paciente, e não o contrário.
Multiplicação de pontos de exame: a triagem ou o exame podem ser feitos em qualquer sala de pré-consulta, no centro cirúrgico ou até mesmo no leito do hospital, sem necessidade de dilatação.
Delegação e otimização: a simplicidade da captura permite que técnicos ou assistentes devidamente treinados realizem o registro da imagem, liberando o tempo do oftalmologista para o diagnóstico e o laudo.
O retorno sobre o investimento é multiplicado. Em vez de um único ponto de estrangulamento (a sala do retinógrafo), a clínica pode ter múltiplos pontos de captura de imagem, aumentando exponencialmente o volume de exames elegíveis para reembolso.
Da imagem ao laudo: fechando o ciclo do reembolso
Para que o Procedimento – 02.11.06.017-8 – Retinografia Colorida Binocular ou o 41301315 – Retinografia (só honorário) monocular sejam devidamente pagos, é necessário um laudo e um registro seguro.
Aqui entra o EyerCloud. Cada imagem capturada no Eyer2 é sincronizada automaticamente com a plataforma em nuvem, permitindo que uma clínica com várias unidades ou mesmo um único médico que atende em múltiplos locais centralize todo o fluxo de laudos. O resultado é a capacidade de escalar o volume de exames faturáveis sem aumentar proporcionalmente o tempo gasto pelo especialista em tarefas operacionais
Em síntese, o Eyer2 e o EyerCloud são otimizadores de gestão que permitem ao oftalmologista brasileiro extrair o máximo potencial financeiro dos procedimentos de retinografia já estabelecidos e codificados, transformando um investimento em tecnologia em um claro e mensurável retorno sobre o investimento
Retinógrafo portátil Eyer2 e Eyercloud sendo utilizados em consulta
O equipamento também possibilita a detecção de diversas doenças e condições do segmento anterior do olho, como blefarite e demais alterações de cílios, disfunção das glândulas meibomianas, hordéolos, tumores conjuntivais, tumores palpebrais, catarata avançada, corpo estranho, queimaduras, lesões na córnea e ceratites em geral causadas por olho seco, lente de contato, infecções e úlceras, dentre outros.
Dentre as principais funcionalidades do portátil, destacam-se:
Plataforma portátil de imageamento ocular capaz de realizar seis registros em um único equipamento, sem necessidade de midríase;
Retinografia colorida de alta qualidade: 55º em uma única imagem para detecção de lesões periféricas na retina;
Red free gerado instantaneamente após o registro colorido;
Registro de segmento posterior com luz infravermelha, importante para avaliação de áreas mais profundas da retina sem desconforto ao paciente, como diagnóstico de nevo de coróide e olho seco evaporativo;
Estereofoto de papila para visualização 3D da escavação;
Retinografias panorâmicas com até 120°;
Edição e gráficos para análise de cup-to-disk ratio (CDR);
Fotodocumentação em alta definição da superfície ocular para acompanhamento da progressão de doenças;
Avaliação e fotodocumentação de lesões de córnea com luz azul cobalto;
Mobilidade para atendimento em diversas clínicas, locais remotos que requerem atenção primária e exames em pacientes acamados e recém-nascidos;
Possibilidade de integração com o EyerMaps, inteligência artificial que sinaliza em segundos as áreas da retina com possíveis anomalias;
Integração com o EyerCloud, plataforma online para gerenciamento dos exames.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Hoje, com 10 anos de história, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
Além de sua aplicação no dia a dia clínico, o retinógrafo portátil Eyer e a Inteligência Artificial EyerMaps têm sido fundamentais para o avanço de grandes pesquisas. Recentemente, dois estudos de peso tiveram suas apresentações aprovadas no maior e mais prestigiado congresso de pesquisa oftalmológica do mundo: The Association for Research in Vision and Ophthalmology (ARVO). Adicionalmente, um deles foi laureado como o melhor artigo científico na Association of University Professors of Ophthalmology (AUPO).
A Inteligência Artificial do Eyer no mundo real
O artigo “Real-world performance of an offline, automatic algorithm for diabetic retinopathy detection embedded in a handheld smartphone-based retinal camera, on two ethnically diverse populations”, liderado pelo Dr. Fernando Malerbi, avaliou a IA offline do Eyer na detecção da Retinopatia Diabética (RD) em cenários reais e desafiadores de triagem. A apresentação ocorrerá no dia 03 de maio de 2026.
O desafio do viés algorítmico
Para que uma IA seja verdadeiramente eficaz e segura, ela não pode funcionar bem apenas em laboratório ou em um grupo específico de pessoas. “Além dos testes iniciais que fazemos para verificar se o algoritmo está dando respostas corretas, é importante reproduzi-los em populações com características diferentes, por exemplo, no nosso estudo, com backgrounds étnicos diversos, garantindo representatividade na base de dados, otimizando a performance da para a ferramenta e, assim, reduzindo o risco dela acertar em um cenário e errar em outro”, explica Malerbi.
Para provar essa robustez, o estudo analisou as imagens de 1.257 pacientes com diabetes em duas amostras brasileiras demograficamente muito díspares:
Itabuna (Bahia/BR): População predominantemente afro descendente, com maior taxa de retinopatia diabética e menor duração da diabetes;
Mapa destacando Itabuna (BA) e Blumenau (SC), cidades onde as amostras de pacientes foram coletadas.
Resultados impressionantes nas mãos de não-médicos
Um dos grandes diferenciais do estudo foi a operação do equipamento: as capturas foram realizadas majoritariamente por voluntários não-médicos, com diferentes níveis de experiência, em mutirões de triagem de alto volume.
“A relevância desse estudo está também nos ótimos números de acurácia e na qualidade das imagens. Em mais de 90% dos casos, foi possível realizar a imagem de maneira adequada e com alta taxa de qualidade”, destaca o autor. Malerbi pontua ainda alguns elementos que permitem qualidade adequada para uma imagem:,enquadramento, adequação da luz, foco e nitidez — fatores que são facilitados pela tecnologia do Eyer.
O estudo comprovou que a IA do Eyer é precisa, consistente e livre de vieses geográficos ou étnicos, provando que dispositivos de baixo custo e fáceis de usar, juntamente com ferramentas de detecção automática, podem desempenhar um papel significativo na prevenção da cegueira secundária ao diabetes.
O desafio técnico por trás do impacto
Para Paulo Prado, Coordenador de Mobile Software e IA da Phelcom, que participou ativamente do projeto, o sucesso do estudo reflete a união entre tecnologia avançada e propósito. “Participar deste projeto foi uma experiência muito significativa, ligando minha formação com o impacto direto na saúde das pessoas. Um dos pontos mais importantes foi desenvolver um algoritmo capaz de rodar offline e embarcado, sem comprometer a precisão, o que trouxe um desafio técnico muito grande”, relata Prado.
Prado reforça que a diversidade da amostra foi crucial para validar o trabalho da engenharia. “A validação do sistema em duas populações tão distintas demonstra a robustez do sistema em cenários reais e ajuda a garantir que a tecnologia seja realmente útil na prática clínica. Para mim, foi muito gratificante contribuir para uma solução que pode ajudar na detecção precoce de retinopatia diabética, ampliando o acesso ao rastreamento da doença, especialmente em locais com menos infraestrutura médica”.
Paulo Prado realiza captura de imagem de retina com o Eyer no Mutirão de Diabetes de Itabuna, 2022.
Eyer no leito hospitalar: Prêmio de Melhor Artigo na AUPO
O estudo intitulado “Handheld Non-Mydriatic Fundus Camera for Bedside Inpatient Ophthalmology and Neurology Consultations”, conduzido por pesquisadores da Emory University (EUA), incluindo a especialista Valerie Biousse, demonstrou como a portabilidade e a alta qualidade de imagem do Eyer facilitam diagnósticos rápidos e precisos em ambientes hospitalares, onde o deslocamento do paciente para equipamentos de mesa muitas vezes é inviável.
O impacto clínico dessa abordagem foi tão significativo que o estudo foi eleito o melhor artigona conferência da AUPO, além de garantir seu espaço para apresentação no ARVO.
A relevância de estar no ARVO e AUPO 2026
Em 2026, o ARVO acontecerá do dia 03 a 07 de maio com o tema oficial “Achieving precision ophthalmology through innovative vision research”, tema amplamente alinhado aos estudos realizados com o Eyer.
“Esse evento é considerado o maior e mais importante encontro científico de pesquisa em oftalmologia e ciências visuais do mundo” resume Malerbi. “É lá onde as principais ideias são apresentadas e validadas. Soluções que vão entrar no mercado ou que estarão disponíveis como tratamento lá na frente são apresentadas no ARVO. Tem esse caráter de pioneirismo”.
Para a Phelcom, ter o Eyer validado nestes estudos comprova o alinhamento da empresa com o futuro da “oftalmologia de precisão” mundial. Como conclui Malerbi: “É realmente importante estar presente neste evento, tanto do ponto de vista do autor quanto do de uma empresa que tem essa robustez de pesquisa e desenvolvimento”.
Para Diego Lencione, co-founder & CTO da Phelcom, o destaque nesses congressos reflete a maturidade da empresa e permite que a tecnologia alcance e transforme cada vez mais vidas. “É incrível acompanhar a evolução dos produtos na Phelcom e o aumento de nossa relevância no cenário internacional. Nos últimos anos tivemos a certificação regulatória de nossos produtos no FDA e vemos ano após ano aumentar nossa presença no mercado internacional. Sem dúvidas, parte deste sucesso se deve ao nosso esforço e investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, que culminam com este trabalho tão relevante que será apresentado no ARVO 2026, combinando nossas competências na criação e fabricação de dispositivos oftalmológicos e de soluções em inteligência artificial que de fato agregam valor aos médicos, pacientes e toda sociedade.”, destaca Lencione.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Hoje, com 10 anos de história, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
Ao longo de sua trajetória, a Phelcom Technologies sempre valorizou a construção de parcerias sólidas com instituições que compartilham o mesmo propósito: promover o acesso à saúde visual por meio da tecnologia.
Desde sua fundação, a empresa contou com o apoio de importantes centros de inovação e pesquisa, que foram fundamentais para o desenvolvimento de seus primeiros produtos.
Durante as etapas de testes e validações clínicas do Eyer, o primeiro retinógrafo portátil da Phelcom, destacaram-se colaborações com instituições de referência, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Hospital do Amor de Barretos (SP), o Instituto da Visão (IPEPO) e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP).
Parcerias internacionais também contribuíram para o avanço das soluções desenvolvidas pela Phelcom, como a colaboração com a Allm Inc., empresa japonesa especializada em tecnologias médicas, e com o próprio Hospital Israelita Albert Einstein, que segue como parceiro estratégico em projetos de inovação.
Novo investimento
Em outubro de 2025, a Phelcom recebeu um novo investimento da J&J Impact Ventures, um fundo de investimento da Fundação J&J, que apoia um portfólio global de empresas em fase inicial que estão transformando o acesso a cuidados de saúde de qualidade e a preços acessíveis. Com esse financiamento, a Phelcom acelerará sua jornada de inovação e seu compromisso contínuo de democratizar o acesso a exames oftalmológicos, desenvolvendo melhorias para seu portfólio atual e criando novas tecnologias.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Além disso, a empresa desenvolveu o EyerMaps, uma solução de inteligência artificial que auxilia na detecção precoce de alterações oculares, destacando áreas de atenção nas imagens para apoiar o diagnóstico clínico. Complementando o ecossistema, o EyerCloud é uma plataforma em nuvem que armazena, organiza e compartilha exames de forma segura e integrada, possibilitando o acesso remoto por profissionais de saúde e otimizando fluxos de trabalho.
Atualmente, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 100 ações sociais.
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