Em busca de mais alternativas para controlar doenças como catarata e glaucoma, muitos pacientes estão buscando informações e até apostando em tratamentos naturais. Porém, especialistas e entidades da área, como o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), alertam que essa prática pode ser prejudicial para a saúde.
Atualmente, 17% das pessoas com até 65 anos e 47% dos que têm entre 65 a 74 anos tem catarata no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO). Já em relação ao glaucoma, a estimativa é que 1,2 milhão de pessoas são portadoras no país, de acordo com o CBO. Esses problemas são algumas das principais causas de cegueira no mundo todo.
Portanto, são doenças que precisam de muita atenção e controle, como diagnóstico precoce e tratamento correto. E ignorar isso para apostar apenas em outras opções pode ser realmente perigoso.
Por isso, entenda neste post porque o tratamento natural para catarata e glaucoma pode piorar a saúde do paciente. Além disso, veja qual é o posicionamento do CBO e a guerra judicial contra alternativas denominadas como naturais no Brasil.
Tratamento natural para catarata e glaucoma
A catarata é um distúrbio que tem cura se identificada na fase inicial. Dessa forma, o paciente tem boas chances de recuperar a visão por meio de cirurgias e tratamentos. Por outro lado, o glaucoma é irreversível. Mas, é possível retardar ou até evitar a progressão com o uso de medicamentos, cirurgias e tratamentos com laser, por exemplo.
Ultimamente, têm surgido muitas propostas de tratamento natural para catarata e glaucoma. O grande problema é que algumas delas sugerem apenas a adoção desse tipo de terapia. Ou seja, não seguir os tratamentos convencionais indicados por especialistas.
Já outras, alegam que essa alternativa é apenas para aliviar os sintomas dessas doenças e deve ser incluída no procedimento prescrito. Isto é, nunca seguir somente o tratamento natural.
O perigo
Para o CBO e outras entidades do setor, o perigo das terapias naturais é que muitos pacientes demoram a buscar ajuda médica e iniciar os tratamentos indicados para essas doenças. Isso porque eles confiam apenas nestes métodos. Desse modo, pode ocorrer a piora no quadro de saúde.
Ainda não há comprovação científica da eficácia do tratamento natural no controle e cura desses problemas oculares. Em contrapartida, também não há estudos que demonstrem se essa alternativa pode ser prejudicial à saúde quando aliada aos tratamentos convencionais.
Entretanto, as instituições oftalmológicas afirmam que não há certeza se essas terapias podem até piorar os sintomas e levar à cegueira.
Guerra judicial contra tratamentos naturais
Recentemente, o CBO e algumas associações médicas entraram na justiça contra propagandas e cursos que ensinam como fazer tratamento natural para catarata e glaucoma. E conseguiram liminares para brecar essas atividades.
Um desses métodos é conhecido como “Meir-Schneider-Self-Healing”. Da Hungria, a técnica baseia-se em massagens, exercícios de movimentação e de respiração, dentre outros, para relaxar a área. A alegação utilizada é de que o olho tem capacidade de curar-se sozinho.
Conclusão
Por fim, você viu que o tratamento natural para catarata e glaucoma pode ser prejudicial para a saúde sim. Isso porque, principalmente, faz com que pacientes retardem a visita ao oftalmologista e o início de terapias contra essas doenças.
Além disso, o método não tem comprovação científica. Ou seja, pode até prejudicar os sintomas e levar à cegueira.
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Sem dúvida, saber fazer o controle do glaucoma é imprescindível. Portanto, veja como neste post.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma atinge 70 milhões de pessoas no mundo todo. Só no Brasil, a estimativa é de 1,2 milhão de casos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Para você ter uma ideia melhor da dimensão dessa doença, ela é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.
Isso porque metade das pessoas afetadas nem sabe que possui o problema, pois não há sintomas na fase inicial. Na verdade, um levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) mostrou que 80% dos portadores não mostram indícios de glaucoma. Infelizmente, muitos pacientes só descobrem quando já estão em estágio avançado.
De fato, a doença não tem cura. Porém, há tratamentos que diminuem os danos causados e contém a sua progressão. E, além disso, já está comprovado que a adoção de hábitos saudáveis ajuda a manter e até ganhar mais qualidade de vida.
Por isso, vamos falar neste post como o estilo de vida saudável auxilia no controle do glaucoma, incluindo à prevenção, por meio de vários estudos e pesquisas. Veja o que você pode fazer hoje para garantir mais saúde para os seus olhos.
O que é o glaucoma
Antes de tudo, vamos explicar o que é o glaucoma. Essa doença afeta os olhos e é caracterizada por um aumento da pressão intraocular e por uma alteração do nervo óptico. As fibras nervosas são afetadas e ocorre a perda parcial da visão.
Estilo de vida saudável
Em seguida, veja quais são os hábitos saudáveis que você pode praticar no dia a dia para ajudar no controle do glaucoma e até na prevenção da doença.
Exercite-se regularmente
Segundo um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a prática em até 10 minutos a mais de atividade física reduz em 25% as chances de desenvolver glaucoma.
Então, inclua já na sua vida uma rotina de exercícios físicos.
Medite
Sim, os benefícios da meditação incluem até o combate e controle do glaucoma. Pelo menos, é o que afirma esse estudo publicado no Journal of Glaucoma. E como isso acontece? De acordo com os pesquisadores, a meditação mindfulness reduz o estresse, que é um dos fatores que pode aumentar a pressão ocular. Por sua vez, essa é uma das causas do glaucoma.
Inclua frutas, vegetais e peixe na dieta
De acordo com uma pesquisa feita na Universidade de Harvard, também nos Estados Unidos, comer verduras diariamente diminui o risco de desenvolver o glaucoma em 20%.
Dentre elas, as mais indicadas são as folhas verdes, pois possuem nitratos. Estes, por sua vez, são convertidos em óxido nítrico, que melhora o fluxo sanguíneo e ajuda a regular a pressão dentro do olho.
Mas, também há outros alimentos recomendados para as pessoas que sofrem com a doença, como peixes, ovos, frutas cítricas e vermelhas, cenoura e outros alimentos de cor laranja.
De fato, a adoção de um estilo de vida saudável ajuda – e muito – no controle do glaucoma. Então, busque incluir esses hábitos no seu dia a dia: exercícios físicos regulares, meditação, dieta rica em frutas e verduras, não fumar e manter o peso corporal.
Mas, atenção: é essencial buscar um especialista e seguir à risca o tratamento médico prescrito para o glaucoma. Pois a prática de hábitos mais saudáveis será um complemento – e só terá efeito – aliado ao tratamento recomendado.
Atire a primeira pedra quem nunca utilizou o Dr. Google para pesquisar sobre os sintomas que surgiram de uma possível doença ou para tentar entender os resultados de exames. Em poucos segundos, você já tem acesso a milhares de páginas que apresentam todos os tipos de informações possíveis relacionadas à sua busca.
Porém, também em poucos minutos, você descobre que pode estar sofrendo de qualquer uma das inúmeras doenças em que os sintomas são compatíveis. E agora?
Você já refletiu sobre o quanto tentar entender pela internet o que afeta a sua saúde pode ser perigoso? Isso porque tem muita gente se autodiagnosticando e automedicando após consultar a web. Além disso, tem toda a ansiedade e medo gerados por algo que, muito provavelmente, não é o problema.
E, obviamente, tudo isso pode acarretar danos sérios para a saúde. Por isso, vamos falar neste post sobre o risco do Dr. Google, as vantagens e desvantagens de buscar sintomas na internet e a importância de consultar o médico. Por outro lado, apresentaremos uma iniciativa muito bacana do hospital Albert Einstein, em parceria com o Google, para tornar esse já hábito mais seguro.
O Dr. Google
Como falamos, buscar sintomas na internet já se tornou um verdadeiro hábito na vida das pessoas. Atualmente, a cada 20 pesquisas realizadas, uma é sobre saúde. E, de fato, a ferramenta mais usada para isso é o buscador do Google. De acordo com o levantamento do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 40,9% dos brasileiros realizam autodiagnóstico pela internet.
Entretanto, estudos já comprovam que confiar no Dr. Google para diagnósticos pode ser uma verdadeira roubada. Por exemplo, o verificador de sintomas online Symptom Checker from WebMD, que aparece na pesquisa do Google no Canadá, estava errado em 74% das buscas realizadas relacionadas às doenças oculares. Esse dado é de um estudo recente liderado pelo pesquisador Carl Shen, oftalmologista residente da Universidade McMaster, do Canadá.
Mais do que isso, a recomendação para o diagnóstico principal era muitas vezes inadequada, até aconselhando o autocuidado em casa, em vez de buscar ajuda médica.
Por isso, é essencial consultar um especialista, e não só a internet.
O verificador de sintomas online do Albert Einstein
Desde 2017, uma parceria entre o Hospital Israelita Albert Einstein e o Google garante mais segurança nas informações ao buscar sintomas na internet. Hoje, um quadro informativo sobre a doença pesquisada, com sintomas e tratamentos, aparece no lado direito do buscador. As informações são fornecidas e revisadas pela equipe médica do hospital.
O objetivo é tornar as informações mais precisas e confiáveis. “A busca por informação de qualidade melhora a relação médico-paciente e traz eficiência para a consulta. Nada ainda substitui a consulta médica, mas um paciente ativo e consciente é o que buscamos para ter uma sociedade mais saudável”, afirma o médico cirurgião e presidente do hospital Albert Einstein, Sidney Klajner.
Desvantagens e vantagens de buscar sintomas na internet
Sem dúvida, não é só de perigos que vive a pesquisa por sintomas na web. Na verdade, há também benefícios nesse hábito cada vez mais comum. Portanto, conheça abaixo as desvantagens e vantagens de buscar sintomas na internet:
Desvantagens
Antes de tudo, entenda de uma vez por todas que as informações nas páginas online não servem para diagnósticos. O perigo acontece quando a pessoa se identifica com os sintomas descritos e se automedica.
Além disso, apenas um sintoma pode estar relacionado a uma infinidade de doenças. Então, ao invés de trazer respostas e entendimento, pode gerar ansiedade e medo ainda maiores por um problema que, provavelmente, nem afeta a sua saúde.
Por outro lado, informações erradas ou incompletas podem fazer com que a pessoa não dê importância aos sintomas apresentados. Dessa maneira, deixa de buscar ajuda médica.
Vantagens
Com toda a certeza, uma das principais vantagens é conhecer a doença que possui ou a de interesse, entendendo melhor seus sintomas, tratamentos e até como prevenir. Mas, para isso, também precisa acessar sites confiáveis. Assim sendo, a ideia é olhar as páginas da internet como informativas, e não com o intuito de realizar diagnósticos.
Dessa forma, por mais que contenha todas as informações necessárias, a pesquisa online não substitui a consulta com o médico. Até porque cada organismo é diferente do outro e requer cuidados individuais.
Então, utilize esses dados para estar mais consciente e preparado para conversar com o especialista.
Apenas o médico tem a palavra final
Fique à vontade para buscar sintomas na internet, desde que compreenda que apenas o médico – e só ele – pode realizar o diagnóstico. Afinal, o especialista realiza várias perguntas para entender o que você sente, faz análises físicas e solicita exames para formar um diagnóstico preciso. E, assim, prescrever o tratamento correto.
Entendemos que o acesso à saúde de qualidade, com boa infraestrutura, profissionais especializados e tratamentos disponíveis ainda é uma realidade distante no Brasil. E, somado à urgência de atendimento, uma das “soluções” é entender os sintomas com a ajuda da internet.
Porém, mesmo assim, o autodiagnóstico e a automedicação podem agravar ainda mais o quadro de saúde do paciente. Por tudo isso, ainda não é a melhor saída.
Conclusão
Por fim, você viu neste post que buscar sintomas na internet pode ser perigoso sim, como mostra o estudo realizado no Canadá. Infelizmente, muitas pessoas fazem o autodiagnóstico e a automedicação baseados nas informações encontradas no Dr. Google. E isso é um erro que pode acarretar prejuízos sérios para a saúde.
Mas, do mesmo modo, também há benefícios nesse hábito. Como, por exemplo, entender melhor os sintomas para a consulta com o médico. Nesse sentido, é só compreender que as páginas online são apenas informativas, e não para tirar conclusões precipitadas e errôneas.
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Agora, os pacientes diagnosticados com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) têm mais dois novos procedimentos à disposição no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque o Ministério da Saúde ampliou os tratamentos ao incluir a oferta de medicamento antiogênico e exame de tomografia de coerência óptica (OCT).
Os novos recursos somam-se aos já oferecidos pelo SUS: exame de mapeamento de retina e fotocoagulação à laser. De acordo com o Ministério da Saúde, os novos tratamentos são importantes tanto para detectar precocemente a doença quanto para tratar os casos já confirmados. Dessa forma, estabiliza-se a evolução do distúrbio.
A DMRI atinge cerca de 2,9 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Por isso, ampliar os tratamentos é essencial para o diagnóstico precoce e o controle da doença. Então, conheça neste post quais são os quatro procedimentos oferecidos atualmente pelo governo e como funcionam.
Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)
Em primeiro lugar, entenda o que é a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Essa doença degenerativa e progressiva ocorre na parte central da retina (mácula), área do olho responsável pela formação da imagem, e leva a perda progressiva da visão central.
O principal fator de risco para a DMRI é o aumento da idade. Geralmente, afeta pessoas a partir dos 50 anos e é causa mais comum de perda de visão nessa faixa etária.
Degeneração macular no SUS: tratamentos
A DMRI não tem cura, mas é possível conter o avanço da doença com tratamentos, além da adoção de um estilo de vida mais saudável. Em seguida, confira quais são os procedimentos disponibilizados pelo SUS para detecção e monitoramento da DMRI:
Exame de mapeamento de retina
Avalia todos os componentes situados no fundo do olho, como a retina, o nervo óptico e o vítreo. Atualmente, é realizado por meio de equipamentos como o oftalmoscópio.
Porém, retinógrafos portáteis estão chegando ao mercado para facilitar, agilizar, encurtar as distâncias e baixar os custos desses exames. É o caso do Phelcom Eyer, aparelho que funciona acoplado a um smartphone com câmera de alta resolução e integrado a uma plataforma online.
Exame de mapeamento de retina realizado com o Phelcom Eyer.
Fotocoagulação à laser
Procedimento simples, rápido e indolor que serve para reduzir o crescimento de vasos sanguíneos na retina.
Medicamento antiogênico
Injetável, pode ser feito em um ou nos dois olhos, com intervalo mínimo de 15 dias entre um olho e outro.
Tomografia de coerência óptica (OCT)
Exame oftalmológico simples, não invasivo, para diagnóstico da doença nos dois olhos. Visa detectar sinais microscópicos de alterações precoces da retina, já que permite observá-la em detalhes e pode medir o edema.
Os dois novos procedimentos disponibilizados pelo SUS atenderão pacientes a partir dos 60 anos, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Degeneração Macular Relacionada à Idade, do Ministério da Saúde.
Conclusão
Sem dúvida, é fundamental o aumento de opções de tratamentos para degeneração macular no SUS. A inclusão do medicamento antiogênico e da tomografia de coerência óptica (OCT) ajudará a aumentar o número de diagnósticos precoces e os casos de estabilização da doença. Além disso, também deve diminuir as filas de espera.
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Afinal, como funciona o olho humano? Aprenda tudo neste post.
Os olhos permitem que nós enxerguemos o mundo: suas cores, formas físicas e belezas, dentre tantas outras coisas, nos ajudam a definir nossas percepções, sentimentos e até, por que não, quem somos. Não é a toa que a visão, a sua principal função, é também um dos sentidos mais valorizados por nós.
Por tudo isso, já conseguimos imaginar toda a complexidade que envolve a formação do globo ocular. Desde a córnea e o cristalino até a retina, esse órgão conta com estruturas que podem fazer a total diferença no nosso dia a dia.
Dessa forma, é muito importante conhecermos mais a fundo o olho. Então, vamos explicar neste post como funciona o olho humano, sua anatomia, componentes e as suas funções para você entender tudo sobre esse assunto de uma vez por todas.
Como funciona o olho humano
Afinal, como funciona o olho humano? A imagem passa pela córnea até alcançar a íris. É ela que, por meio da pupila, controla a quantia de luz que entra. Depois, a imagem atinge o cristalino, onde é focalizada sobre a retina. É aqui que a imagem é formada. Porém, de maneira invertida. Dessa forma, ela é enviada ao cérebro para a conversão certa.
Funções do olho humano
Agora, vamos conhecer as principais funções do olho. Sim, a visão é uma delas, mas há mais atividades que também são fundamentais não só para a saúde desse órgão, mas para todo o resto do corpo. Conheça:
Visão
Os olhos captam a luz e a retina a registra por meio de milhões de células fotorreceptoras. Em seguida, decodifica, reconhece e interpreta a imagem. Com os impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico, manda a imagem para o cérebro.
Proteção
É graças às pálpebras, piscadas e até às sobrancelhas que os olhos não recebem sujeiras. Por exemplo, os dois primeiros impedem a entrada de pó e outros resíduos na superfície e atrás do órgão. Já as sobrancelhas evitam que o suor escorregue para dentro do globo ocular.
Tudo isso protege de doenças que podem afetar não apenas os olhos, mas também a visão.
Choro
A lacrimação é produzida constantemente pelos olhos para lubrificar e também impedir que sujeiras, vento e outros resíduos causem lesões. Quando incomodados por algum desses elementos, surgem as lágrimas reflexas. Há também as lágrimas produzidas por questões emocionais, como tristezas e dores, que também auxiliam nas questões do coração e da alma.
Alerta para outras doenças
Você sabia que várias doenças que afetam o nosso organismo se manifestam também pelos olhos? E que, em muitos casos, os primeiros sintomas aparecem justamente nesta região?
Isso é possível porque essas doenças alteram os vasos sanguíneos e/ou as artérias do globo ocular. Consequentemente, provocam lesões que, por sua vez, serão constatadas por meio desses exames.
Anatomia
Em seguida, veja como é a anatomia dos olhos e seus componentes.
Infográfico: Anatomia do Corpo
Componentes
Agora, conheça o papel de cada componente e como funciona o olho humano.
Corpo ciliar
Está situado logo atrás da íris. É responsável pela formação do humor aquoso, que, por sua vez, é o encarregado por manter a pressão dentro do olho e o formato do órgão.
Ao contrair, permite que o cristalino altere o foco da visão. Ou seja, que enxerguemos objetos mais próximos ou mais distantes.
Córnea
É um tecido transparente localizado em toda a superfície do olho. O seu trabalho é colocar em foco a luz que entra pelo órgão, além de protegê-lo e ajudar a manter o formato esférico.
Cristalino
É uma lente transparente e flexível, instalada atrás da pupila, que atua em conjunto com a córnea ao auxiliar no processo de focalizar a luz que chega aos olhos.
Outra função, importantíssima, é focar a visão em diferentes distâncias – isso é chamado de acomodação. Ou seja, o cristalino ajusta o seu formato para enxergamos mais de perto ou mais de longe.
Pupila
Localizada no centro da íris, é a pupila que controla a entrada da luz. Por exemplo, ela se fecha em locais muito iluminados e se dilata em lugares escuros – com o auxílio da íris. Com isso, ela impede que ocorram danos na retina.
Íris
É um fino tecido muscular, posicionado logo atrás da córnea, que faz a contração e dilatação da pupila. Ela é responsável pela pigmentação do olho. Ou seja, é a parte colorida (castanho, preto, verde ou azul).
Curiosidade: cada íris é única, com diferentes deposições dos pigmentos e relevo, o que a torna uma espécie de impressão digital.
Humor vítreo
É o líquido que dá forma e volume ao olho, depositado entre o cristalino e a retina.
Ponto cego
É uma mancha situada na conexão do nervo óptico com a retina. Só não a vemos porque o cérebro a tampa com uma imagem capturada pelo outro olho.
Nervo óptico
É a extensão formada pelas células da retina que a liga ao cérebro, possibilitando assim a transmissão da imagem captada pela retina para o cérebro. O nervo óptico encontra-se na parte de trás dos olhos.
Fóvea
É quem percebe as cores e os detalhes das imagens. Está situada no centro da retina.
Mácula lútea
Também localizada na retina, a mácula lútea faz a distinção dos detalhes em todo o campo visual.
Retina
A retina é uma fina camada de tecido localizada na parte de trás do olho que registra, decodifica e envia a imagem ao cérebro por meio das suas células receptoras que transformam as ondas luminosas em impulsos elétricos.
Coróide
É a camada média do olho que fornece oxigênio e nutrientes para a manutenção e bom funcionamento da retina.
Esclerótica
É o branco do olho. Mantém o formato e define a firmeza do órgão, além de proteger as camadas internas mais sensíveis.
Conclusão
Por fim, você viu neste artigo como funciona o olho humano, a sua anatomia, os componentes, estrutura e suas principais funções no nosso organismo. Inegavelmente, esse órgão é muito importante no nosso dia a dia e, por isso, merece toda a nossa atenção e cuidado.
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De fato, é essencial fazer corretamente a limpeza de lentes de contato. Portanto, vamos ensinar o passo a passo neste post.
Atualmente, as lentes de contato são uma opção utilizada por muita gente que foge dos óculos de grau – seja porque não gostam ou porque precisam de uma segunda alternativa a eles. De acordo com a Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria (SOBLEC), aproximadamente 2,5 milhões de pessoas usam lentes no país.
Mas, apenas o uso das lentes não garante a qualidade da visão. Isso porque é preciso adotar cuidados básicos, como limpeza e manutenção diária, para evitar problemas ainda mais sérios nos olhos, como infecções e doenças.
Por isso, aprenda neste post como fazer a limpeza de lentes de contato e do estojo, além de dicas sobre como escolher a solução e quando trocar as lentes.
Limpeza de lentes de contato – passo a passo
Antes de tudo, lave muito bem as mãos. Dê preferência pelo sabão, mas também pode usar sabonete antibacteriano. Atenção: sabonetes feitos com outros materiais, como óleos, podem deixar resquícios na mão que mancham as lentes.
Em seguida, seque as mãos. Atenção: observe se não sobrou nenhum fiapo da toalha em suas mãos. Isso pode infectar as lentes.
Agora vamos para a limpeza de lentes de contato. Evite usar água, saliva ou soro fisiológico. A higienização deve ser feita com as soluções próprias indicadas para cada tipo de lente e prazo de validade.
Dica: lembre-se sempre de colocar a redinha sob o ralo para evitar acidentes, como derrubar a lente e perdê-la.
Logo depois, pingue algumas gotas da solução em ambos os lados da lente e a esfregue levemente entre os dedos. Isso elimina os resíduos da superfície. Atenção: cuidado com as unhas.
Dica 2: sempre comece pelo mesmo olho, esquerdo ou direito. Isso porque evita-se recolocar a lente no olho errado, caso haja prescrições diferentes para cada um.
Depois disso, lave as lentes com a solução.
Sempre troque a solução presente no estojo todas as vezes que guardar as lentes.
Limpeza do estojo – passo a passo
Em primeiro lugar, jogue fora a solução atual presente no estojo após recolocar as lentes de contato nos olhos.
Em seguida, lave e esfregue, com as próprias mãos, o estojo com uma porção nova de solução.
Logo após, deixe-o aberto para secar com o ar.
Dica: não deixe o estojo em locais úmidos ou no banheiro para evitar contaminações.
Dica 2: lembre-se de trocar o estojo a cada 3 meses ou no período indicado pelo oftalmologista.
Solução – dicas
Siga a recomendação do seu oftalmologista em relação à solução certa para a limpeza de lentes de contato, já que existem opções para cada tipo de lente e prazo de validade.
Não higienize sua lente com água, saliva ou soro fisiológico, pois essas alternativas não conseguem eliminar totalmente os riscos de contaminação e infecção.
Não retire a solução de limpeza de lentes de contato do frasco original para outros recipientes, pois pode contaminá-la.
Lembre-se sempre de manter o frasco bem fechado.
Troca das lentes
Agora, muita atenção para essa dica fundamental: nunca, jamais, em hipótese alguma use as suas lentes de contato fora do prazo de validade. Insistir em utilizar o produto já vencido pode trazer danos sérios para os olhos e visão, inclusive em longo prazo.
Então, siga as instruções do oftalmologista e do produto e faça a troca das lentes de contato corretamente.
Conclusão
Por último, siga as orientações do seu médico e as instruções que acompanham as lentes e a solução para uma limpeza de lentes de contato correta. A higienização adequada das lentes é essencial para manter os olhos e a visão saudáveis.
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