Tratamento natural para catarata e glaucoma pode ser perigoso?

Tratamento natural para catarata e glaucoma pode ser perigoso?

Em busca de mais alternativas para controlar doenças como catarata e glaucoma, muitos pacientes estão buscando informações e até apostando em tratamentos naturais. Porém, especialistas e entidades da área, como o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), alertam que essa prática pode ser prejudicial para a saúde.

Atualmente, 17% das pessoas com até 65 anos e 47% dos que têm entre 65 a 74 anos tem catarata no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).  Já em relação ao glaucoma, a estimativa é que 1,2 milhão de pessoas são portadoras no país, de acordo com o CBO. Esses problemas são algumas das principais causas de cegueira no mundo todo.

Portanto, são doenças que precisam de muita atenção e controle, como diagnóstico precoce e tratamento correto. E ignorar isso para apostar apenas em outras opções pode ser realmente perigoso.

Por isso, entenda neste post porque o tratamento natural para catarata e glaucoma pode piorar a saúde do paciente. Além disso, veja qual é o posicionamento do CBO e a guerra judicial contra alternativas denominadas como naturais no Brasil.

Tratamento natural para catarata e glaucoma

A catarata é um distúrbio que tem cura se identificada na fase inicial. Dessa forma, o paciente tem boas chances de recuperar a visão por meio de cirurgias e tratamentos. Por outro lado, o glaucoma é irreversível. Mas, é possível retardar ou até evitar a progressão com o uso de medicamentos, cirurgias e tratamentos com laser, por exemplo.

Ultimamente, têm surgido muitas propostas de tratamento natural para catarata e glaucoma. O grande problema é que algumas delas sugerem apenas a adoção desse tipo de terapia. Ou seja, não seguir os tratamentos convencionais indicados por especialistas.

Já outras, alegam que essa alternativa é apenas para aliviar os sintomas dessas doenças e deve ser incluída no procedimento prescrito. Isto é, nunca seguir somente o tratamento natural.

O perigo

Para o CBO e outras entidades do setor, o perigo das terapias naturais é que muitos pacientes demoram a buscar ajuda médica e iniciar os tratamentos indicados para essas doenças. Isso porque eles confiam apenas nestes métodos. Desse modo, pode ocorrer a piora no quadro de saúde.

Ainda não há comprovação científica da eficácia do tratamento natural no controle e cura desses problemas oculares. Em contrapartida, também não há estudos que demonstrem se essa alternativa pode ser prejudicial à saúde quando aliada aos tratamentos convencionais.

Entretanto, as instituições oftalmológicas afirmam que não há certeza se essas terapias podem até piorar os sintomas e levar à cegueira.

Guerra judicial contra tratamentos naturais

Recentemente, o CBO e algumas associações médicas entraram na justiça contra propagandas e cursos que ensinam como fazer tratamento natural para catarata e glaucoma. E conseguiram liminares para brecar essas atividades.

Um desses métodos é conhecido como “Meir-Schneider-Self-Healing”. Da Hungria, a técnica baseia-se em massagens, exercícios de movimentação e de respiração, dentre outros, para relaxar a área. A alegação utilizada é de que o olho tem capacidade de curar-se sozinho.

Conclusão

Por fim, você viu que o tratamento natural para catarata e glaucoma pode ser prejudicial para a saúde sim. Isso porque, principalmente, faz com que pacientes retardem a visita ao oftalmologista e o início de terapias contra essas doenças.

Além disso, o método não tem comprovação científica. Ou seja, pode até prejudicar os sintomas e levar à cegueira.

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Estudos mostram que hábitos saudáveis auxiliam no controle do glaucoma

Estudos mostram que hábitos saudáveis auxiliam no controle do glaucoma

Sem dúvida, saber fazer o controle do glaucoma é imprescindível. Portanto, veja como neste post. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma atinge 70 milhões de pessoas no mundo todo. Só no Brasil, a estimativa é de 1,2 milhão de casos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Para você ter uma ideia melhor da dimensão dessa doença, ela é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.

Isso porque metade das pessoas afetadas nem sabe que possui o problema, pois não há sintomas na fase inicial. Na verdade, um levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) mostrou que 80% dos portadores não mostram indícios de glaucoma. Infelizmente, muitos pacientes só descobrem quando já estão em estágio avançado.

De fato, a doença não tem cura. Porém, há tratamentos que diminuem os danos causados e contém a sua progressão.  E, além disso, já está comprovado que a adoção de hábitos saudáveis ajuda a manter e até ganhar mais qualidade de vida.

Por isso, vamos falar neste post como o estilo de vida saudável auxilia no controle do glaucoma, incluindo à prevenção, por meio de vários estudos e pesquisas. Veja o que você pode fazer hoje para garantir mais saúde para os seus olhos.

O que é o glaucoma

Antes de tudo, vamos explicar o que é o glaucoma. Essa doença afeta os olhos e é caracterizada por um aumento da pressão intraocular e por uma alteração do nervo óptico. As fibras nervosas são afetadas e ocorre a perda parcial da visão.

Controle do glaucoma - estágios

Estilo de vida saudável

Em seguida, veja quais são os hábitos saudáveis que você pode praticar no dia a dia para ajudar no controle do glaucoma e até na prevenção da doença.

Exercite-se regularmente

Controle do glaucoma - exercícios físicos

Segundo um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a prática em até 10 minutos a mais de atividade física reduz em 25% as chances de desenvolver glaucoma.

Então, inclua já na sua vida uma rotina de exercícios físicos.

Medite

Sim, os benefícios da meditação incluem até o combate e controle do glaucoma. Pelo menos, é o que afirma esse estudo publicado no Journal of Glaucoma. E como isso acontece? De acordo com os pesquisadores, a meditação mindfulness reduz o estresse, que é um dos fatores que pode aumentar a pressão ocular. Por sua vez, essa é uma das causas do glaucoma.

Inclua frutas, vegetais e peixe na dieta

De acordo com uma pesquisa feita na Universidade de Harvard, também nos Estados Unidos, comer verduras diariamente diminui o risco de desenvolver o glaucoma em 20%.

Dentre elas, as mais indicadas são as folhas verdes, pois possuem nitratos. Estes, por sua vez, são convertidos em óxido nítrico, que melhora o fluxo sanguíneo e ajuda a regular a pressão dentro do olho.

Mas, também há outros alimentos recomendados para as pessoas que sofrem com a doença, como peixes, ovos, frutas cítricas e vermelhas, cenoura e outros alimentos de cor laranja.

Controle do glaucoma - alimentação saudável

Não fume

Sem dúvida, não é apenas na prevenção do glaucoma que esse hábito é péssimo. Na verdade, de modo geral, fumar pode afetar diretamente à saúde dos olhos.

Mantenha um peso corporal saudável

O excesso de peso pode desencadear a diabetes, que é uma das doenças que pode provocar o glaucoma.

Conclusão

De fato, a adoção de um estilo de vida saudável ajuda – e muito – no controle do glaucoma. Então, busque incluir esses hábitos no seu dia a dia: exercícios físicos regulares, meditação, dieta rica em frutas e verduras, não fumar e manter o peso corporal.

Mas, atenção: é essencial buscar um especialista e seguir à risca o tratamento médico prescrito para o glaucoma. Pois a prática de hábitos mais saudáveis será um complemento – e só terá efeito – aliado ao tratamento recomendado.

Buscar sintomas na internet pode ser perigoso

Buscar sintomas na internet pode ser perigoso

Atire a primeira pedra quem nunca utilizou o Dr. Google para pesquisar sobre os sintomas que surgiram de uma possível doença ou para tentar entender os resultados de exames. Em poucos segundos, você já tem acesso a milhares de páginas que apresentam todos os tipos de informações possíveis relacionadas à sua busca.

Porém, também em poucos minutos, você descobre que pode estar sofrendo de qualquer uma das inúmeras doenças em que os sintomas são compatíveis. E agora?

Você já refletiu sobre o quanto tentar entender pela internet o que afeta a sua saúde pode ser perigoso? Isso porque tem muita gente se autodiagnosticando e automedicando após consultar a web. Além disso, tem toda a ansiedade e medo gerados por algo que, muito provavelmente, não é o problema.

E, obviamente, tudo isso pode acarretar danos sérios para a saúde. Por isso, vamos falar neste post sobre o risco do Dr. Google, as vantagens e desvantagens de buscar sintomas na internet e a importância de consultar o médico. Por outro lado, apresentaremos uma iniciativa muito bacana do hospital Albert Einstein, em parceria com o Google, para tornar esse já hábito mais seguro.

 

O Dr. Google

 

Como falamos, buscar sintomas na internet já se tornou um verdadeiro hábito na vida das pessoas. Atualmente, a cada 20 pesquisas realizadas, uma é sobre saúde. E, de fato, a ferramenta mais usada para isso é o buscador do Google. De acordo com o levantamento do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 40,9% dos brasileiros realizam autodiagnóstico pela internet.

Entretanto, estudos já comprovam que confiar no Dr. Google para diagnósticos pode ser uma verdadeira roubada. Por exemplo, o verificador de sintomas online Symptom Checker from WebMD, que aparece na pesquisa do Google no Canadá, estava errado em 74% das buscas realizadas relacionadas às doenças oculares. Esse dado é de um estudo recente liderado pelo pesquisador Carl Shen, oftalmologista residente da Universidade McMaster, do Canadá.

Mais do que isso, a recomendação para o diagnóstico principal era muitas vezes inadequada, até aconselhando o autocuidado em casa, em vez de buscar ajuda médica.

Por isso, é essencial consultar um especialista, e não só a internet.

O verificador de sintomas online do Albert Einstein

 Desde 2017, uma parceria entre o Hospital Israelita Albert Einstein e o Google garante mais segurança nas informações ao buscar sintomas na internet. Hoje, um quadro informativo sobre a doença pesquisada, com sintomas e tratamentos, aparece no lado direito do buscador. As informações são fornecidas e revisadas pela equipe médica do hospital.

O objetivo é tornar as informações mais precisas e confiáveis. “A busca por informação de qualidade melhora a relação médico-paciente e traz eficiência para a consulta. Nada ainda substitui a consulta médica, mas um paciente ativo e consciente é o que buscamos para ter uma sociedade mais saudável”, afirma o médico cirurgião e presidente do hospital Albert Einstein, Sidney Klajner.

 

Desvantagens e vantagens de buscar sintomas na internet

Sem dúvida, não é só de perigos que vive a pesquisa por sintomas na web. Na verdade, há também benefícios nesse hábito cada vez mais comum. Portanto, conheça abaixo as desvantagens e vantagens de buscar sintomas na internet:

Desvantagens

Antes de tudo, entenda de uma vez por todas que as informações nas páginas online não servem para diagnósticos. O perigo acontece quando a pessoa se identifica com os sintomas descritos e se automedica.

Além disso, apenas um sintoma pode estar relacionado a uma infinidade de doenças. Então, ao invés de trazer respostas e entendimento, pode gerar ansiedade e medo ainda maiores por um problema que, provavelmente, nem afeta a sua saúde.

Por outro lado, informações erradas ou incompletas podem fazer com que a pessoa não dê importância aos sintomas apresentados. Dessa maneira, deixa de buscar ajuda médica.

Vantagens

Com toda a certeza, uma das principais vantagens é conhecer a doença que possui ou a de interesse, entendendo melhor seus sintomas, tratamentos e até como prevenir. Mas, para isso, também precisa acessar sites confiáveis. Assim sendo, a ideia é olhar as páginas da internet como informativas, e não com o intuito de realizar diagnósticos.

Dessa forma, por mais que contenha todas as informações necessárias, a pesquisa online não substitui a consulta com o médico. Até porque cada organismo é diferente do outro e requer cuidados individuais.

Então, utilize esses dados para estar mais consciente e preparado para conversar com o especialista.

Apenas o médico tem a palavra final

Fique à vontade para buscar sintomas na internet, desde que compreenda que apenas o médico – e só ele – pode realizar o diagnóstico. Afinal, o especialista realiza várias perguntas para entender o que você sente, faz análises físicas e solicita exames para formar um diagnóstico preciso. E, assim, prescrever o tratamento correto.

Entendemos que o acesso à saúde de qualidade, com boa infraestrutura, profissionais especializados e tratamentos disponíveis ainda é uma realidade distante no Brasil. E, somado à urgência de atendimento, uma das “soluções” é entender os sintomas com a ajuda da internet.

Porém, mesmo assim, o autodiagnóstico e a automedicação podem agravar ainda mais o quadro de saúde do paciente. Por tudo isso, ainda não é a melhor saída.

Conclusão

 

Por fim, você viu neste post que buscar sintomas na internet pode ser perigoso sim, como mostra o estudo realizado no Canadá. Infelizmente, muitas pessoas fazem o autodiagnóstico e a automedicação baseados nas informações encontradas no Dr. Google. E isso é um erro que pode acarretar prejuízos sérios para a saúde.

Mas, do mesmo modo, também há benefícios nesse hábito. Como, por exemplo, entender melhor os sintomas para a consulta com o médico. Nesse sentido, é só compreender que as páginas online são apenas informativas, e não para tirar conclusões precipitadas e errôneas.

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Conheça os novos tratamentos para degeneração macular no SUS

Conheça os novos tratamentos para degeneração macular no SUS

Agora, os pacientes diagnosticados com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) têm mais dois novos procedimentos à disposição no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque o Ministério da Saúde ampliou os tratamentos ao incluir a oferta de medicamento antiogênico e exame de tomografia de coerência óptica (OCT).

Os novos recursos somam-se aos já oferecidos pelo SUS: exame de mapeamento de retina e fotocoagulação à laser. De acordo com o Ministério da Saúde, os novos tratamentos são importantes tanto para detectar precocemente a doença quanto para tratar os casos já confirmados. Dessa forma, estabiliza-se a evolução do distúrbio.

A DMRI atinge cerca de 2,9 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Por isso, ampliar os tratamentos é essencial para o diagnóstico precoce e o controle da doença. Então, conheça neste post quais são os quatro procedimentos oferecidos atualmente pelo governo e como funcionam.

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)

Em primeiro lugar, entenda o que é a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Essa doença degenerativa e progressiva ocorre na parte central da retina (mácula), área do olho responsável pela formação da imagem, e leva a perda progressiva da visão central.

O principal fator de risco para a DMRI é o aumento da idade. Geralmente, afeta pessoas a partir dos 50 anos e é causa mais comum de perda de visão nessa faixa etária.

Degeneração macular no SUS: tratamentos

A DMRI não tem cura, mas é possível conter o avanço da doença com tratamentos, além da adoção de um estilo de vida mais saudável. Em seguida, confira quais são os procedimentos disponibilizados pelo SUS para detecção e monitoramento da DMRI:

Exame de mapeamento de retina

Avalia todos os componentes situados no fundo do olho, como a retina, o nervo óptico e o vítreo. Atualmente, é realizado por meio de equipamentos como o oftalmoscópio.

Porém, retinógrafos portáteis estão chegando ao mercado para facilitar, agilizar, encurtar as distâncias e baixar os custos desses exames. É o caso do Phelcom Eyer, aparelho que funciona acoplado a um smartphone com câmera de alta resolução e integrado a uma plataforma online.

Exame de mapeamento de retina realizado com o Phelcom Eyer.

Fotocoagulação à laser

Procedimento simples, rápido e indolor que serve para reduzir o crescimento de vasos sanguíneos na retina.

Medicamento antiogênico

Injetável, pode ser feito em um ou nos dois olhos, com intervalo mínimo de 15 dias entre um olho e outro.

Tomografia de coerência óptica (OCT)

Exame oftalmológico simples, não invasivo, para diagnóstico da doença nos dois olhos. Visa detectar sinais microscópicos de alterações precoces da retina, já que permite observá-la em detalhes e pode medir o edema.

Os dois novos procedimentos disponibilizados pelo SUS atenderão pacientes a partir dos 60 anos, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Degeneração Macular Relacionada à Idade, do Ministério da Saúde.

Conclusão

Sem dúvida, é fundamental o aumento de opções de tratamentos para degeneração macular no SUS. A inclusão do medicamento antiogênico e da tomografia de coerência óptica (OCT) ajudará a aumentar o número de diagnósticos precoces e os casos de estabilização da doença. Além disso, também deve diminuir as filas de espera.

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Como funciona o olho humano? Entenda tudo

Como funciona o olho humano? Entenda tudo

Afinal, como funciona o olho humano? Aprenda tudo neste post. 

Os olhos permitem que nós enxerguemos o mundo: suas cores, formas físicas e belezas, dentre tantas outras coisas, nos ajudam a definir nossas percepções, sentimentos e até, por que não, quem somos. Não é a toa que a visão, a sua principal função, é também um dos sentidos mais valorizados por nós.

Por tudo isso, já conseguimos imaginar toda a complexidade que envolve a formação do globo ocular. Desde a córnea e o cristalino até a retina, esse órgão conta com estruturas que podem fazer a total diferença no nosso dia a dia.

Dessa forma, é muito importante conhecermos mais a fundo o olho. Então, vamos explicar neste post como funciona o olho humano, sua anatomia, componentes e as suas funções para você entender tudo sobre esse assunto de uma vez por todas.

Como funciona o olho humano

Afinal, como funciona o olho humano? A imagem passa pela córnea até alcançar a íris. É ela que, por meio da pupila, controla a quantia de luz que entra. Depois, a imagem atinge o cristalino, onde é focalizada sobre a retina. É aqui que a imagem é formada. Porém, de maneira invertida. Dessa forma, ela é enviada ao cérebro para a conversão certa.

Funções do olho humano

Agora, vamos conhecer as principais funções do olho. Sim, a visão é uma delas, mas há mais atividades que também são fundamentais não só para a saúde desse órgão, mas para todo o resto do corpo. Conheça:

Visão

Os olhos captam a luz e a retina a registra por meio de milhões de células fotorreceptoras. Em seguida, decodifica, reconhece e interpreta a imagem. Com os impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico, manda a imagem para o cérebro.

Proteção

É graças às pálpebras, piscadas e até às sobrancelhas que os olhos não recebem sujeiras. Por exemplo, os dois primeiros impedem a entrada de pó e outros resíduos na superfície e atrás do órgão. Já as sobrancelhas evitam que o suor escorregue para dentro do globo ocular.

Tudo isso protege de doenças que podem afetar não apenas os olhos, mas também a visão.

Choro

A lacrimação é produzida constantemente pelos olhos para lubrificar e também impedir que sujeiras, vento e outros resíduos causem lesões. Quando incomodados por algum desses elementos, surgem as lágrimas reflexas. Há também as lágrimas produzidas por questões emocionais, como tristezas e dores, que também auxiliam nas questões do coração e da alma.

Alerta para outras doenças

Você sabia que várias doenças que afetam o nosso organismo se manifestam também pelos olhos? E que, em muitos casos, os primeiros sintomas aparecem justamente nesta região?

Mas, às vezes, a doença também não apresenta nenhum sinal externo. Neste caso, doenças infecciosas, crônicas, vasculares, neurológicas, hematológicas e reumáticas podem ser detectadas por exames dos olhos.

Isso é possível porque essas doenças alteram os vasos sanguíneos e/ou as artérias do globo ocular. Consequentemente, provocam lesões que, por sua vez, serão constatadas por meio desses exames.

Anatomia

Em seguida, veja como é a anatomia dos olhos e seus componentes.

Infográfico: Anatomia do Corpo

Componentes

Agora, conheça o papel de cada componente e como funciona o olho humano.

Corpo ciliar

Está situado logo atrás da íris. É responsável pela formação do humor aquoso, que, por sua vez, é o encarregado por manter a pressão dentro do olho e o formato do órgão.

Ao contrair, permite que o cristalino altere o foco da visão. Ou seja, que enxerguemos objetos mais próximos ou mais distantes.

Córnea

É um tecido transparente localizado em toda a superfície do olho. O seu trabalho é colocar em foco a luz que entra pelo órgão, além de protegê-lo e ajudar a manter o formato esférico.

Cristalino

É uma lente transparente e flexível, instalada atrás da pupila, que atua em conjunto com a córnea ao auxiliar no processo de focalizar a luz que chega aos olhos.

Outra função, importantíssima, é focar a visão em diferentes distâncias – isso é chamado de acomodação. Ou seja, o cristalino ajusta o seu formato para enxergamos mais de perto ou mais de longe.

Pupila

Localizada no centro da íris, é a pupila que controla a entrada da luz. Por exemplo, ela se fecha em locais muito iluminados e se dilata em lugares escuros – com o auxílio da íris. Com isso, ela impede que ocorram danos na retina.

Íris

É um fino tecido muscular, posicionado logo atrás da córnea, que faz a contração e dilatação da pupila. Ela é responsável pela pigmentação do olho. Ou seja, é a parte colorida (castanho, preto, verde ou azul).

Curiosidade: cada íris é única, com diferentes deposições dos pigmentos e relevo, o que a torna uma espécie de impressão digital.

Humor vítreo

É o líquido que dá forma e volume ao olho, depositado entre o cristalino e a retina.

Ponto cego

É uma mancha situada na conexão do nervo óptico com a retina. Só não a vemos porque o cérebro a tampa com uma imagem capturada pelo outro olho.

Nervo óptico

É a extensão formada pelas células da retina que a liga ao cérebro, possibilitando assim a transmissão da imagem captada pela retina para o cérebro. O nervo óptico encontra-se na parte de trás dos olhos.

Fóvea

É quem percebe as cores e os detalhes das imagens. Está situada no centro da retina.

Mácula lútea

Também localizada na retina, a mácula lútea faz a distinção dos detalhes em todo o campo visual.

Retina

A retina é uma fina camada de tecido localizada na parte de trás do olho que registra, decodifica e envia a imagem ao cérebro por meio das suas células receptoras que transformam as ondas luminosas em impulsos elétricos.

Coróide

É a camada média do olho que fornece oxigênio e nutrientes para a manutenção e bom funcionamento da retina.

Esclerótica

É o branco do olho. Mantém o formato e define a firmeza do órgão, além de proteger as camadas internas mais sensíveis.

Conclusão

Por fim, você viu neste artigo como funciona o olho humano, a sua anatomia, os componentes, estrutura e suas principais funções no nosso organismo. Inegavelmente, esse órgão é muito importante no nosso dia a dia e, por isso, merece toda a nossa atenção e cuidado.

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Passo a passo para fazer a limpeza de lentes de contato

Passo a passo para fazer a limpeza de lentes de contato

De fato, é essencial fazer corretamente a limpeza de lentes de contato. Portanto, vamos ensinar o passo a passo neste post. 

Atualmente, as lentes de contato são uma opção utilizada por muita gente que foge dos óculos de grau – seja porque não gostam ou porque precisam de uma segunda alternativa a eles. De acordo com a Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria (SOBLEC), aproximadamente 2,5 milhões de pessoas usam lentes no país.

Mas, apenas o uso das lentes não garante a qualidade da visão. Isso porque é preciso adotar cuidados básicos, como limpeza e manutenção diária, para evitar problemas ainda mais sérios nos olhos, como infecções e doenças.

Por isso, aprenda neste post como fazer a limpeza de lentes de contato e do estojo, além de dicas sobre como escolher a solução e quando trocar as lentes.

Limpeza de lentes de contato – passo a passo

  1. Antes de tudo, lave muito bem as mãos. Dê preferência pelo sabão, mas também pode usar sabonete antibacteriano. Atenção: sabonetes feitos com outros materiais, como óleos, podem deixar resquícios na mão que mancham as lentes.
  1. Em seguida, seque as mãos. Atenção: observe se não sobrou nenhum fiapo da toalha em suas mãos. Isso pode infectar as lentes.
  1. Agora vamos para a limpeza de lentes de contato. Evite usar água, saliva ou soro fisiológico. A higienização deve ser feita com as soluções próprias indicadas para cada tipo de lente e prazo de validade.
  1. Dica: lembre-se sempre de colocar a redinha sob o ralo para evitar acidentes, como derrubar a lente e perdê-la.
  1. Logo depois, pingue algumas gotas da solução em ambos os lados da lente e a esfregue levemente entre os dedos. Isso elimina os resíduos da superfície. Atenção: cuidado com as unhas.
  1. Dica 2: sempre comece pelo mesmo olho, esquerdo ou direito. Isso porque evita-se recolocar a lente no olho errado, caso haja prescrições diferentes para cada um.
  1. Depois disso, lave as lentes com a solução.
  1. Sempre troque a solução presente no estojo todas as vezes que guardar as lentes.

Limpeza do estojo – passo a passo

  1. Em primeiro lugar, jogue fora a solução atual presente no estojo após recolocar as lentes de contato nos olhos.
  1. Em seguida, lave e esfregue, com as próprias mãos, o estojo com uma porção nova de solução.
  1. Logo após, deixe-o aberto para secar com o ar.
  1. Dica: não deixe o estojo em locais úmidos ou no banheiro para evitar contaminações.
  1. Dica 2: lembre-se de trocar o estojo a cada 3 meses ou no período indicado pelo oftalmologista.

Solução – dicas

  1. Siga a recomendação do seu oftalmologista em relação à solução certa para a limpeza de lentes de contato, já que existem opções para cada tipo de lente e prazo de validade.
  1. Não higienize sua lente com água, saliva ou soro fisiológico, pois essas alternativas não conseguem eliminar totalmente os riscos de contaminação e infecção.
  1. Não retire a solução de limpeza de lentes de contato do frasco original para outros recipientes, pois pode contaminá-la.
  1. Lembre-se sempre de manter o frasco bem fechado.

Troca das lentes

Agora, muita atenção para essa dica fundamental: nunca, jamais, em hipótese alguma use as suas lentes de contato fora do prazo de validade. Insistir em utilizar o produto já vencido pode trazer danos sérios para os olhos e visão, inclusive em longo prazo.

Então, siga as instruções do oftalmologista e do produto e faça a troca das lentes de contato corretamente.

Conclusão

Por último, siga as orientações do seu médico e as instruções que acompanham as lentes e a solução para uma limpeza de lentes de contato correta. A higienização adequada das lentes é essencial para manter os olhos e a visão saudáveis.

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