Passo a passo para fazer a limpeza de lentes de contato

Passo a passo para fazer a limpeza de lentes de contato

De fato, é essencial fazer corretamente a limpeza de lentes de contato. Portanto, vamos ensinar o passo a passo neste post. 

Atualmente, as lentes de contato são uma opção utilizada por muita gente que foge dos óculos de grau – seja porque não gostam ou porque precisam de uma segunda alternativa a eles. De acordo com a Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria (SOBLEC), aproximadamente 2,5 milhões de pessoas usam lentes no país.

Mas, apenas o uso das lentes não garante a qualidade da visão. Isso porque é preciso adotar cuidados básicos, como limpeza e manutenção diária, para evitar problemas ainda mais sérios nos olhos, como infecções e doenças.

Por isso, aprenda neste post como fazer a limpeza de lentes de contato e do estojo, além de dicas sobre como escolher a solução e quando trocar as lentes.

Limpeza de lentes de contato – passo a passo

  1. Antes de tudo, lave muito bem as mãos. Dê preferência pelo sabão, mas também pode usar sabonete antibacteriano. Atenção: sabonetes feitos com outros materiais, como óleos, podem deixar resquícios na mão que mancham as lentes.
  1. Em seguida, seque as mãos. Atenção: observe se não sobrou nenhum fiapo da toalha em suas mãos. Isso pode infectar as lentes.
  1. Agora vamos para a limpeza de lentes de contato. Evite usar água, saliva ou soro fisiológico. A higienização deve ser feita com as soluções próprias indicadas para cada tipo de lente e prazo de validade.
  1. Dica: lembre-se sempre de colocar a redinha sob o ralo para evitar acidentes, como derrubar a lente e perdê-la.
  1. Logo depois, pingue algumas gotas da solução em ambos os lados da lente e a esfregue levemente entre os dedos. Isso elimina os resíduos da superfície. Atenção: cuidado com as unhas.
  1. Dica 2: sempre comece pelo mesmo olho, esquerdo ou direito. Isso porque evita-se recolocar a lente no olho errado, caso haja prescrições diferentes para cada um.
  1. Depois disso, lave as lentes com a solução.
  1. Sempre troque a solução presente no estojo todas as vezes que guardar as lentes.

Limpeza do estojo – passo a passo

  1. Em primeiro lugar, jogue fora a solução atual presente no estojo após recolocar as lentes de contato nos olhos.
  1. Em seguida, lave e esfregue, com as próprias mãos, o estojo com uma porção nova de solução.
  1. Logo após, deixe-o aberto para secar com o ar.
  1. Dica: não deixe o estojo em locais úmidos ou no banheiro para evitar contaminações.
  1. Dica 2: lembre-se de trocar o estojo a cada 3 meses ou no período indicado pelo oftalmologista.

Solução – dicas

  1. Siga a recomendação do seu oftalmologista em relação à solução certa para a limpeza de lentes de contato, já que existem opções para cada tipo de lente e prazo de validade.
  1. Não higienize sua lente com água, saliva ou soro fisiológico, pois essas alternativas não conseguem eliminar totalmente os riscos de contaminação e infecção.
  1. Não retire a solução de limpeza de lentes de contato do frasco original para outros recipientes, pois pode contaminá-la.
  1. Lembre-se sempre de manter o frasco bem fechado.

Troca das lentes

Agora, muita atenção para essa dica fundamental: nunca, jamais, em hipótese alguma use as suas lentes de contato fora do prazo de validade. Insistir em utilizar o produto já vencido pode trazer danos sérios para os olhos e visão, inclusive em longo prazo.

Então, siga as instruções do oftalmologista e do produto e faça a troca das lentes de contato corretamente.

Conclusão

Por último, siga as orientações do seu médico e as instruções que acompanham as lentes e a solução para uma limpeza de lentes de contato correta. A higienização adequada das lentes é essencial para manter os olhos e a visão saudáveis.

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Você sabe quais são os 12 principais problemas dos olhos?

Você sabe quais são os 12 principais problemas dos olhos?

Miopia, astigmatismo, catarata e conjuntivite são alguns dos 12 principais problemas dos olhos mais conhecidos entre a população. Isso porque, infelizmente, os índices desses problemas são bem expressivos. Como exemplo, a catarata é responsável por 48% dos casos de cegueira no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO). Já a miopia é considerada o problema do século pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas, além disso, há outros distúrbios que também atingem uma parcela significativa da população e que merecem toda atenção. Você sabe quais são? Conheça neste post os 12 principais problemas dos olhos, os sintomas e tratamentos indicados para você ficar atento a qualquer sinal.

Problemas dos olhos

Veja a lista completa dos 12 principais problemas dos olhos:

  • Ambliopia ou olho preguiçoso;
  • Miopia;
  • Hipermetropia;
  • Astigmatismo;
  • Catarata;
  • Conjuntivite;
  • Daltonismo;
  • Descolamento da retina;
  • Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI);
  • Estrabismo;
  • Glaucoma;
  • Retinopatia diabética.

1.      Ambliopia ou olho preguiçoso

O que é

É a redução da capacidade visual devido a uma deficiência no desenvolvimento da visão, como falta de estímulo ou lesões. Por isso, é mais frequente em crianças e adolescentes. Geralmente, está vinculado a erros de refração e/ou estrabismo.

Sintomas

Na maioria das vezes, não apresenta sintomas, evoluindo silenciosamente. Mas, podem surgir alguns indícios, como o desalinhamento dos olhos (por causa do estrabismo) ou dificuldades visuais, como ler de perto ou enxergar com nitidez de longe (devido aos erros de refração).

Tratamento

Depende da causa. Porém, os tratamentos mais comuns são o uso de óculos ou tampão no olho. Sobre cura, depende do estágio da doença. Na fase inicial, as chances são maiores. Já no estágio avançado, o problema pode provocar uma atrofia irreversível dos nervos oculares.  

2.      Miopia

O que é

É um erro de refração que impossibilita a luz que entra pelos olhos de chegar até a retina, onde a imagem é focada. Isso ocorre porque o globo ocular é mais extenso. Por isso, a imagem se forma antes da retina, e não sobre ela, enviando ao cérebro a informação errada.

Sintomas

O principal sintoma é a dificuldade de enxergar objetos distantes. A visão fica embaçada. Por isso, aperta-se os olhos constantemente para forçar o foco. Além disso, podem surgir dores de cabeça.

Tratamento

Lentes corretivas e/ou cirurgia.

3.      Hipermetropia

O que é

A imagem se forma só depois da retina porque o globo ocular é um pouco mais achatado ou a córnea é mais plana. Por causa disso, o cérebro tem dificuldade em processar corretamente a imagem enviada, afetando a visão de perto.

Sintomas

A dificuldade de enxergar de perto é o sintoma mais comum. Conforme a doença agrava, a visão pode ficar embaçada tanto para perto quanto para longe, além de ocorrer dor de cabeça e na região dos olhos.

Tratamentos

Uso de lentes refrativas ou cirurgia.

4.      Astigmatismo

O que é

É um erro de refração que afeta a córnea e/ou o cristalino, que deixam de ser simétricos. Ou seja, a curvatura da córnea é ovalada e não côncava, como deveria ser.

Sintomas

Um dos principais é a visão distorcida e embaçada. Mas, fique alerta se também apresentar esses sinais: dificuldade de leitura, aperto dos olhos para conseguir enxergar de perto ou de longe, sensibilidade à luz e piora da capacidade visual a noite.

Tratamentos

Incluem óculos, lentes de contato e/ou cirurgia refrativa.

Imagem: Dra. Fernanda Piccoli Schmitt

5.      Catarata

O que é

É uma lesão ocular que deixa o cristalino opaco e torna a visão turva, como se existisse uma névoa diante dos olhos.

Sintomas

No começo, a visão fica embaçada e ocorre a perda gradativa de visão. Conforme a doença progride, a visão apresenta brilho de lâmpadas ou do sol; dificuldade de dirigir à noite devido ao brilho dos faróis; mudanças frequentes na prescrição de óculos; melhoria da visão de perto que, em seguida, fica pior; perda de boa parte da visão, enxergando apenas vultos; e cegueira.

Tratamento

A doença só é curada com cirurgia. Mas, é possível conviver com a catarata por meio de outros tratamentos, como o uso de óculos, lentes de contato e colírios.

Foto – Centro Campineiro de Microcirurgia

6.      Conjuntivite

O que é

É uma inflamação da conjuntiva, uma membrana localizada entre os olhos e as pálpebras.

Sintomas

A principal é a vermelhidão dos olhos, mas também pode ocorrer lacrimação excessiva, pálpebras inchadas, secreção de pus e/ou esbranquiçada, coceira, dor ao olhar em direção a luz, visão embaçada, dentre outros.

Tratamento

O mais comum é o uso de colírio, mas pode haver prescrição de medicamentos.

Foto: Dr. Dráuzio Varella

7.      Daltonismo

O que é

É um distúrbio que impede o reconhecimento e distinção de algumas cores específicas.

Sintomas

Dificuldade em enxergar as diferentes tonalidade e brilhos das cores e a impossibilidade total de distingui-las.

Tratamentos

Não há cura, mas óculos e lentes de contatos específicas para essa deficiência ajudam a minimizar o problema.

8.      Descolamento da retina

O que é

Ocorre quando a retina – membrana fina que reveste a parte interna do olho – se desprende do globo ocular.

Sintomas

Visão nebulosa e embaçada, sombra na região do olho afetada (periférica ou central), flashes de luz, “moscas volantes” (manchas ou pontos escuros como se fossem insetos passando em frente aos olhos), e, nos casos mais graves, cegueira.

Tratamentos

Varia conforme gravidade, tipo e extensão da lesão. Dentre os mais utilizados, estão fotocoagulação a laser, criopexia (congelamento) e cirurgias, como retinopatia pneumática, retinopexia e vitreoctomia.

9.      Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)

O que é

Ocorre quando as células fotorreceptoras na mácula da retina são degeneradas. Em seguida, acontece a perda da visão central.

Sintomas

Primeiramente, acontece a redução do contraste. A sensação é que está faltando luz. Consequentemente, há dificuldade de ler e escrever. Conforme evolui, as linhas tornam-se deformadas, as imagens ficam embaçadas e amareladas e uma mancha vai crescendo no campo visual central. Não há perda da visão total, pois afeta apenas a visão central e não a periférica.

Tratamento

Depende do tipo e gravidade. Contudo, as prescrições mais usuais são de suplementações com vitaminas e minerais antioxidantes, injeções, medicamentos e cirurgia.  

10. Estrabismo

O que é

É popularmente conhecido como vesgueira, pois se caracteriza pelo desequilíbrio na função dos músculos oculares. Dessa forma, gera o desalinhamento dos olhos.

Sintomas

Além do desalinhamento dos olhos, ocorre a visão dupla. Porém, esse sintoma não se manifesta em crianças. Outros indícios são dor de cabeça, torcicolo e inclinação da cabeça para um dos lados.

Tratamento

Colírios, uso de óculos, exercícios ortóticos para fortalecer os músculos, tampão em um dos olhos para estimular o outro com a lesão, uso de toxina botulínica e, em último caso, cirurgia.

11. Glaucoma

O que é

Sem dúvida, é uma das principais doenças dos olhos. É o aumento de pressão dentro do olho, que comprime os vasos sanguíneos e danifica o nervo óptico, levando à perda da visão lateral do olho e, gradualmente, à cegueira.

Sintomas

Assintomática no começo, apresenta sintomas apenas no estágio avançado da doença. Dentre os principais, estão a perda gradual e lenta da visão, sendo mais periférica do que central, até evoluir para cegueira, além de dor nos olhos e vermelhidão.

Tratamento

Não tem cura, mas os tratamentos diminuem os danos causados e contém a progressão da doença. Dentre eles, o uso de colírios, medicamentos, cirurgias e tratamento com laser.  

12. Retinopatia diabética

O que é

Ocorre quando as concentrações de glicose estão muito altas e afetam os vasos sanguíneos dos olhos. Desse modo, eles se rompem, provocando o vazamento de fluido na retina.

Sintomas

Não apresenta sintomas no início, apenas quando está em nível avançado e a doença já é considerada grave. Os sintomas mais frequentes são dor nos olhos, visão embaçada ou distorcida, perda de visão central ou periférica, olhos vermelhos, inchaço do olho, pressão nos olhos, dificuldade em distinguir cores, dentre outros.

Tratamento

Pode ser feito por meio de remédios, cirurgia ou técnicas com laser, dependendo da avaliação dos danos causados à retina e o estágio em que se encontra a doença.

Conclusão

Agora, você já conhece os 12 principais problemas dos olhos: ambliopia (olho preguiçoso), astigmatismo, catarata, conjuntivite, daltonismo, deslocamento da retina, DMRI, estrabismo, glaucoma, hipermetropia, miopia e retinopatia diabética. Além disso, também sabe identificar os principais sintomas. Então, fique atento!   Quer conhecer mais sobre os principais problemas dos olhos? Inscreva-se na nossa newsletter.

Entenda porque é essencial fazer exames de vista na volta às aulas

Entenda porque é essencial fazer exames de vista na volta às aulas

De fato, os exames de vista na volta às aulas são fundamentais para a saúde dos olhos dos pequenos. Saiba mais neste post. 

Fim de férias escolares e início do novo ano letivo. Além da compra de materiais escolares e uniformes, os pais também precisam ficar atentos a outro detalhe: a saúde dos olhos das crianças.

Segundo um levantamento recente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), 20% das crianças com até 10 anos sofrem com algum distúrbio de visão. Ainda de acordo com a instituição, isso ocorre principalmente devido a erros de refração no olho, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.

Com toda a certeza, esses problemas prejudicam o aprendizado dos pequenos. Por isso, a hora é agora: veja neste post a importância de realizar exames de vista na volta às aulas, as principais doenças oculares que afetam os pequenos e como se prevenir.

Check-up oftalmológico

Em primeiro lugar, o ideal é visitar o oftalmopediatra ao menos uma vez por ano. Geralmente, os exames de vista realizados na consulta de rotina incluem:

  • Exames de refração: avaliação da acuidade visual e grau dos óculos, se houver necessidade;
  • Análise externa dos olhos e pupila;
  • Teste de motilidade ocular: verificação do movimento e alinhamento dos olhos.

Caso a criança apresente indícios de outros problemas de visão, o especialista pode solicitar exames complementares.

Foto: Portal da Oftalmologia

Principais doenças

Em seguida, conheça as alterações na visão mais comuns na infância:

Miopia

A miopia é um erro de refração que nos impede de enxergar com nitidez algo que está mais distante. Porém, não dificulta a visão de perto. Esse erro impossibilita que a luz que entra pelos olhos chegue até a retina, onde a imagem é focada. Isso ocorre porque o globo ocular é mais extenso. Por isso, a imagem se forma antes da retina, e não sobre ela, enviando ao cérebro a informação errada.

O distúrbio, se não for hereditário, desenvolve-se geralmente na época escolar.

Aliás, a miopia é considerada a doença do século pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dentre os principais fatores de risco, está o uso de celulares e computadores por mais de seis horas por dia pelas crianças e adolescentes.

Hipermetropia

A hipermetropia é o contrário: não afeta a visão de longe, mas dificulta a de perto. Não conseguimos enxergar com nitidez porque a imagem se forma só depois da retina. E por que isso acontece? O globo ocular é um pouco mais achatado ou a córnea é mais plana. Por causa disso, o cérebro tem dificuldade em processar corretamente a imagem enviada.

Como os olhos das crianças já são menores, essa doença é comum na infância. Porém, pode sumir ao chegar na fase adulta.

Astigmatismo

Na miopia, não conseguimos focar no objeto distante. Na hipermetropia, no objeto próximo. E no astigmatismo? Aqui, nós enxergamos distorcido e embaçado tanto de longe quanto de perto.

Esse erro de refração afeta a córnea e/ou a lente, que deixam de ser simétricas. Ou seja, a curvatura da córnea é ovalada e não côncava, como deveria ser.

Estrabismo

Popularmente conhecido como vesgueira, o estrabismo se caracteriza pelo desequilíbrio na função dos músculos oculares. Isso gera o desalinhamento dos olhos.

Sintomas

Cada doença pode apresentar sintomas diferentes, mas é possível identificar os indícios de problemas na visão quando a criança:

  • Aperta ou esfrega os olhos constantemente;
  • Apresenta irritação nos olhos, como vermelhidão ou lacrimação;
  • Pisca muito;
  • Franze a testa para focar objetos distantes;
  • Aperta os olhos para enxergar de perto;
  • Queixa-se de dores de cabeça, tonturas e náuseas;
  • Apresenta alta sensibilidade à luz.

Conclusão

Por fim, você viu a importância de fazer exames de vista na volta às aulas. Busque fazer o check-up anual nessa época para garantir que possíveis problemas na visão não afetem o aprendizado dos pequenos.

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Exames de olhos podem revelar doenças no corpo

Exames de olhos podem revelar doenças no corpo

Você sabia que os exames de olhos podem te mostrar problemas em outra parte do corpo? Veja como neste post.

Os olhos são o espelho da alma, já diz a popular frase. Quando a empregamos na área da saúde, talvez possamos adaptá-la um pouco para “os olhos são o espelho do corpo”. Isso porque várias doenças que afetam o nosso organismo se manifestam também pelos olhos. E, em muitos casos, os primeiros sintomas aparecem justamente nesta região.

Mas, às vezes, a doença não apresenta nenhum sinal externo. Quando isso ocorre, os exames dos olhos conseguem detectar indícios de comportamentos anormais no organismo. Por exemplo, o mapeamento de retina e a fundoscopia (popularmente conhecida como exame de fundo de olho) podem detectar doenças infecciosas, crônicas, vasculares, neurológicas, hematológicas, reumáticas e, claro, também dos olhos.

Isso é possível porque essas doenças alteram os vasos sanguíneos e/ou as artérias do globo ocular. Consequentemente, provocam lesões que, por sua vez, serão constatadas por meio desses exames.

Conheça neste post quais são as principais doenças e como elas podem ser identificadas por meio de exames de olhos.

Diabetes

A alta concentração de glicose nos diabéticos pode afetar os vasos sanguíneos dos olhos, rompendo-os, provocando assim o vazamento de fluido na retina. Isto causa a retinopatia diabética, uma das complicações mais comuns da doença.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), 40% dos portadores da doença apresentam alterações oftalmológicas. Vista embaçada e distorcida é um dos principais sintomas.

Se não tratada, essa doença pode evoluir para glaucoma neovascular e catarata.

Câncer de pele

Os exames de olhos podem revelar câncer de pele ao notar pequenas pintas no interior do globo ocular. Outro sinal é o surgimento de manchas frequentes nesse órgão.

Aliás, 10% dos tumores de pele tipo carcinoma basocelular – o mais frequente – aparece na região dos olhos, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Aneurisma cerebral

O exame oftalmológico pode diagnosticar alguns indícios de aneurisma cerebral, como o aumento da pressão dentro do cérebro, inchaço do nervo óptico e hemorragia na retina. O diagnóstico final é realizado por um especialista da área, com a ajuda de exames complementares.

Alguns dos sintomas afetam os olhos, como perda de acuidade visual e de campo de visão, visão embaçada, dor no local, pálpebras caídas e mudança na dilatação da pupila.

A hemorragia no cérebro causada pelo aneurisma também pode gerar estrabismo.

Hipertensão

Além de levar à obstrução dos vasos da retina, as complicações da hipertensão arterial podem acarretar em retinopatia hipertensiva. A doença provoca uma lesão vascular na retina, ocorrendo a perda de visão.

A hipertensão arterial muito alta é um fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças, como retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e glaucoma.

Aids

A Aids pode atingir diversas regiões dos olhos, desde a pálpebra até a retina, e causar doenças e infecções no local. Isso acontece porque o vírus HIV ataca as células de defesa do organismo, baixando a imunidade e tornando-o mais vulnerável ao surgimento de problemas de saúde.

Dentre as principais doenças causadas pela Aids nos olhos estão a microangiopatias (lesões nos vasos sanguíneos), deslocamento de retina, retinite por CMV, infecção ocular pelo vírus varicela zoster, toxoplasmose ocular, sarcoma de Karposi e uveítes (inflamação nos olhos).

Conclusão

Por fim, o diagnóstico de várias doenças que atingem o organismo pode ser feito por meio de exames de olhos, como o mapeamento da retina e o exame de fundo de olho.

Alguns distúrbios são identificados através desses exames antes mesmo do surgimento dos sintomas. Já outros, manifestam os primeiros sinais justamente na região dos olhos. Neste último caso, isso facilita o tratamento, principalmente na fase inicial, e aumenta as chances de cura.

Fique atento: ao sinal de qualquer sintoma, procure um especialista.

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Saiba mais sobre diagnóstico precoce de doenças da visão

Saiba mais sobre diagnóstico precoce de doenças da visão

Sem dúvida, é essencial receber o diagnóstico precoce de qualquer tipo de doença. Dessa forma, as chances de sucesso no tratamento são bem maiores. Portanto, conheça mais neste post. 

Você enxerga normalmente. Nenhuma mudança em sua visão que indique algum problema. Nada incomoda seus olhos. Por isso, nem lembra da última vez que foi ao oftalmologista. Certo?

Mas a falta de sintomas não garante que a saúde dos seus olhos esteja ok. Você sabia que doenças como glaucoma e retinopatia diabética são assintomáticas na fase inicial? Os indícios destes problemas só aparecem no estágio avançado e, na maioria dos casos, após surgirem sequelas graves e irreversíveis.

Por esse motivo, é essencial fazer o check-up regular com o médico especialista. Qualquer sinal de distúrbio já pode ser detectado no início.

Ainda não está convencido da importância de manter essa rotina? Veja neste post como o diagnóstico precoce de doenças da visão aumenta as chances de sucesso do tratamento, como tornar a evolução mais lenta ou até conseguir a cura.

Principais doenças da visão

Retinopatia diabética

O que é

Algumas doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão arterial, podem provocar lesões que afetam os vasos sanguíneos da retina, causando a retinopatia. A retinopatia diabética ocorre quando as concentrações de glicose estão muito altas e acabam afetando os vasos dos olhos.

Imagem: revista Oftalpro

Estatística

75% dos diabéticos devem desenvolver retinopatia diabética (Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia – CBO).

Quando diagnosticada no estágio inicial

É possível impedir ou retardar a progressão da doença e, em alguns casos, até restaurar parte da visão perdida. A doença não tem cura. Mas, atenção: não há sintomas na fase inicial. Por isso, é essencial controlar o nível de glicose no sangue e a pressão sanguínea de acordo com as orientações do médico.

Quando diagnosticada no estágio avançado

Novos vasos sanguíneos (conhecidos como neovasos) surgem na superfície da retina. São frágeis e, ao romper, liberam sangue que provoca a perda severa da visão ou até mesmo a cegueira.

Outras complicações que podem aparecer são edema macular diabético, hemorragia vítrea, deslocamento da retina e glaucoma neovascular. Todas elas podem levar à cegueira.

Glaucoma

O que é

É o aumento de pressão dentro do olho, que comprime os vasos sanguíneos e danifica o nervo óptico, levando à perda da visão lateral do olho e, gradualmente, à cegueira.

Comparativo entre olho saudável e com glaucoma

Estatística

Estimativa de 1,2 milhão de portadores no Brasil (Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia – CBO).

Quando diagnosticado no estágio inicial

Não há cura, mas pode evitar ou até adiar a evolução do distúrbio. Atenção: assim como na retinopatia diabética, a doença é assintomática no começo.

Quando diagnosticado no estágio avançado

A perda da visão é gradual e lenta, mais periférica do que central, por isso a pessoa continua enxergando até o quadro evoluir totalmente para cegueira. Pode ter dor nos olhos e vermelhidão, devido à inflamação.

Catarata

O que é

A doença é uma lesão ocular que deixa o cristalino opaco e torna a visão turva, como se existisse uma névoa diante dos olhos.

Comparativo entre um olho saudável e com catarata.

Estatística

– 17% das pessoas com até 65 anos e 47% dos que têm entre 65 a 74 anos tem catarata (Fonte: Sociedade Brasileira de Oftalmologia – SBO).

– Responsável por 48% dos casos de cegueira no Brasil (Fonte: Sociedade Brasileira de Oftalmologia – SBO).

Quando diagnosticado no estágio inicial

No começo, os sintomas são visão embaçada, como se tivesse uma névoa perante dos olhos, e a perda gradativa de visão. A doença tem cura na maioria dos casos, por meio de tratamentos e cirurgias. Quanto mais cedo o diagnóstico, menor a perda de visão.

Quando diagnosticada no estágio avançado

Ocorre a perda de visão cada vez mais severa. Alguns dos sintomas são: visão dupla; visão com brilho de lâmpadas ou do sol; dificuldade de dirigir à noite devido ao brilho dos faróis; mudanças frequentes na prescrição de óculos; melhoria da visão de perto que, em seguida, fica pior; perda de boa parte da visão, enxergando apenas vultos; e cegueira.

DMRI

O que é

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) ocorre quando as células fotorreceptoras na mácula da retina são degeneradas. Em seguida, acontece a perda da visão central.

DMRI afeta a visão central.

Estatística

2,9 milhões de brasileiros sofrem com DMRI (Fonte: Conselho Brasileiro de Oftalmologia – CBO).

Quando diagnosticada no estágio inicial

No começo, ocorre a redução do contraste. A sensação é que está faltando luz. Consequentemente, há dificuldade de ler e escrever.

Não tem cura, mas há tratamentos que evitam a evolução da doença.

Quando diagnosticada no estágio avançado

As linhas tornam-se deformadas, as imagens ficam embaçadas e amareladas e uma mancha vai crescendo no campo visual central. Não há perda da visão total, pois afeta apenas a visão central e não a periférica.

Falta de diagnóstico precoce de doenças da visão

Você sabia que 50 milhões de brasileiros nunca foram ao oftalmologista, de acordo com um levantamento da Sociedade Brasileira de Glaucoma? É impressionante! A falta de acesso à saúde, principalmente nos interiores do país e entre pessoas de baixa renda, é um dos principais motivos para esse número alarmante.

Sem dúvida, a democratização da saúde, com boa estrutura e acesso facilitado à exames, tratamentos e médicos, é uma realidade ainda distante no país. Mas, há iniciativas que contribuirão com a mudança desse cenário. Por exemplo, é o caso de um aparelho portátil que, acoplado a um celular, permitirá a realização de exames de retina com o envio dos dados, automaticamente e online, para análise de um oftalmologista em qualquer lugar do mundo.

Além disso, há outros fatores que também influenciam na falta de diagnóstico precoce de doenças da visão. Em seguida, veja alguns:

  • Não manter uma rotina de consultas regulares ao oftalmologista;
  • Negligência dos sintomas e procura de ajuda quando a doença já está em estágio avançado;
  • Falta de informação sobre a saúde dos olhos;
  • Medo do diagnóstico e/ou do tratamento;
  • Demora ou falta de acesso à saúde, como consultas, exames, medicamentos, tratamentos, dentre outros.

Conclusão

Agora, você sabe que o diagnóstico precoce de doenças da visão é fundamental para a saúde dos seus olhos. Por isso, você viu a diferença da evolução dos principais distúrbios quando descobertos na fase inicial e já em estágio avançado. Quando detectado no começo, é possível impedir, retardar e ou até curar o problema com o tratamento certo.

Cuide da sua visão. Cuide de você. Mantenha em dia a visita ao oftalmologista e faça exames regularmente.

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Hospital Albert Einstein e Phelcom: parceria promissora

Hospital Albert Einstein e Phelcom: parceria promissora

A Phelcom Technologies é uma das startups escolhidas pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein para receber investimentos da incubadora Eretz.bio, desenvolvida pelo hospital para fomentar o ambiente de empreendedorismo e inovação em saúde no Brasil.

“Essa parceria permitiu que finalizássemos o desenvolvimento do retinógrafo portátil Eyer, conquistando em seguida a certificação do produto no Inmetro e estamos muito próximos do registro na Anvisa. Devido à confiança do Albert Einstein em nosso trabalho, pudemos iniciar o lote piloto e dar os próximos passos”, conta o cofundador e CEO da Phelcom, José Augusto Stuchi.

Eretz.bio

 

As parcerias com startups, que ocorrem desde 2014, fazem parte de uma iniciativa estratégica da Diretoria de Inovação da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein com o objetivo de acolher ideias capazes de beneficiar os pacientes, a saúde da população e impactar positivamente o desenvolvimento do setor.

As startups parceiras do Einstein contam com o apoio e suporte de sua incubadora Eretz.bio, que oferece toda uma estrutura de ponta, equipe altamente qualificada e uma rede de mentores experts para desenvolver, prototipar e validar os seus produtos e serviços.

Incubadora do Hospital Albert Einstein em São Paulo.

Phelcom Technologies

 

A Phelcom Technologies é uma startup que une tecnologia e saúde. Cria dispositivos portáteis, conectados e vestíveis com o propósito de democratizar o acesso à saúde, oferecendo mais com menos e para mais pessoas.

 

Eyer

 

O Eyer é um retinógrafo portátil acoplado ao smartphone que realiza exames de retina de alta qualidade, sem a dilatação da pupila, que podem ser feitos em qualquer lugar. Os dados gerados são enviados automaticamente para uma plataforma online, possibilitando o diagnóstico remoto.

O aparelho inovador visa auxiliar no combate à deficiência visual grave e cegueira, doenças que atingem mais de 250 milhões de pessoas no mundo todo. Atualmente, 75% dos casos ocorrem por falta de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento correto. Só no Brasil, 85% das cidades não possuem serviços de oftalmologia.

O Eyer está previsto para ser lançado no início de 2019.

 

Exames realizados pelo retinógrafo portátil Eyer (segmento anterior, red free e retinografia colorida).

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