SUS inclui novo tratamento para Edema Macular Diabético

SUS inclui novo tratamento para Edema Macular Diabético

O Ministério da Saúde acaba de aprovar a inclusão de um novo medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento do Edema Macular Diabético (EMD). A doença é uma das principais causas de perda da visão em pessoas com diabetes tipo 1 e 2. Estima-se que cerca de 40% dos diabéticos sofrem com problemas nos olhos, de acordo com estudo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).

Atualmente, a diabetes afeta mais de 14 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados da International Diabetes Federation (IDF). Deste modo, o país é o quarto com mais diabéticos no mundo todo. Fora isso, estima-se que 40% da população nem sequer saibam que possuem a doença.

Em seguida, conheça neste post qual é o novo tratamento para Edema Macular Diabético (EMD) oferecido pelo SUS.

Aflibercepte

 

Em novembro, o Ministério da Saúde publicou portaria aprovando a oferta do Aflibercepte no SUS. O medicamento é uma injeção que é aplicada no olho para bloquear a proliferação dos vasos sanguíneos da retina, que levam ao agravamento da doença. Dessa forma, evita-se a cegueira.

A decisão do Ministério da Saúde foi publicada por meio da portaria nº 50, de 5 de novembro de 2019, no Diário Oficial da União (DOU). O medicamento estará disponível à população em 180 dias, a partir da data da publicação da portaria.

O Aflibercepte é mais um tratamento ofertado no SUS para Edema Macular Diabético (EMD), que já conta com anti-inflamatórios, diuréticos, corticoides, fotocoagulação por raios laser e medicamentos para controlar a diabetes.

Edema Macular Diabético (EMD)

O edema macular diabético (EMD) é consequência da retinopatia diabética (RD). A doença atinge a região da mácula, parte do olho responsável por levar a imagem ao cérebro.

Assintomático na fase inicial, os sinais só se manifestam conforme o problema evolui. Dentre os principais sintomas, estão a deformidade de imagens, sensibilidade ao contraste, fotofobia, mudança na visualização das cores e alterações no campo de visão. Se não diagnosticado em tempo, o edema macular pode causar cegueira irreversível.

Não existe cura para a retinopatia diabética. Desse modo, os esforços terapêuticos são concentrados nos fatores de risco para o aparecimento e agravamento da doença. Além disso, no tratamento cirúrgico das lesões com alto risco de evolução para cegueira.

Diabetes na visão

De fato, os altos níveis de glicose no sangue devido à diabetes podem causar várias doenças oculares, como a retinopatia diabética – que é a mais frequente delas, o glaucoma, a catarata e o edema macular diabético. Todas elas, se não tratadas, podem evoluir para cegueira.

Hoje, 250 milhões de pessoas sofrem com doenças visuais graves e cegueira no mundo. Destes, 75% poderia ser evitado, por meio de cuidados básicos como exames e consultas médicas, afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Então, se você é diabético, é obrigatório dar uma atenção especial à saúde dos seus olhos.

Conclusão

Por fim, a inclusão de mais um tratamento para Edema Macular Diabético (EMD) no SUS auxiliará no controle das complicações da diabetes e no combate da cegueira no Brasil.

Saiba sobre todas as novidades na área de saúde dos olhos. Acompanhe o blog da Phelcom.

Conheça as novas tecnologias para tratamento da síndrome do olho seco

Conheça as novas tecnologias para tratamento da síndrome do olho seco

De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a Síndrome do Olho Seco atinge 35% da população e mais de 2 milhões de pessoas são tratadas anualmente no país. Já no mundo, são 337 milhões de casos, segundo dados do primeiro simpósio sobre a doença, realizado no final de 2018, no México.

Para entender melhor, o problema ocorre quando há uma anomalia na produção ou na qualidade das lágrimas. Dessa forma, o olho perde lubrificação. Um dos principais fatores de risco é o envelhecimento. Porém, o uso excessivo de telas (celulares, tablets, computadores, televisão etc) também contribui para o surgimento da doença.

Recentemente, duas novas tecnologias foram lançadas no mercado para auxiliar no diagnóstico e tratamento da síndrome do olho seco. O E-Eye IRPL utiliza luz pulsada regulada para cuidar da disfunção. Já o I-Pen mede a qualidade da lágrima para identificar o distúrbio.

Quer conhecer mais sobre essas novidades? Então, continue lendo este post.

E-Eye IRPL

sindrome do olho seco

O E-Eye IRPL emite um feixe de luz pulsada regulada que estimula e desobstrui as glândulas meibomianas. Dessa forma, a tecnologia consegue restaurar a produção correta da lágrima.

Cada sessão dura apenas cinco minutos e é minimamente invasiva e indolor. Os efeitos são quase imediatos ao final de cada aplicação.

Diferentemente do tratamento convencional, com colírios aplicados diversas vezes ao dia, com o equipamento são necessárias apenas três sessões no intervalo de 15 dias cada. E os resultados duram por até três anos, dependendo da gravidade da doença.

I-Pen

Desenvolvido pela empresa canadense I-MED Pharma, o I-Pen é um dispositivo de diagnóstico eletrônico que mede a osmolaridade do filme lacrimal por meio de um sensor descartável posicionado na pálpebra inferior do paciente. O resultado sai em poucos segundos no visor do dispositivo, já possibilitando o diagnóstico e permitindo ao oftalmologista iniciar o tratamento correto.

Sem dúvida, o equipamento permite uma triagem rápida e prática e é útil também para monitorar o progresso do tratamento do olho seco.

sindrome do olho seco

Conclusão

Agora, você conhece duas novidades no combate a síndrome do olho seco. O E-Eye IRPL, com a luz pulsada, oferece tratamento mais eficaz e de longa duração, com sessões rápidas, indolores e minimamente invasivas.

Já o I-Pen auxilia no diagnóstico precoce e ágil, uma vez que é portátil e o resultado fica pronto em 2 segundos.

Com toda a certeza, são tecnologias inovadoras bem-vindas no controle de uma doença que afeta 377 milhões no mundo todo e que só tende a aumentar.

As novidades na área de oftalmologia interessam você? Então, acompanhe o blog da Phelcom.

Eyer: Phelcom atinge a marca de 200 equipamentos produzidos

Eyer: Phelcom atinge a marca de 200 equipamentos produzidos

A startup Phelcom Technologies acaba de produzir o seu 200º Eyer, tecnologia inovadora que permite realizar exames de retina pelo smartphone. O retinógrafo portátil foi lançado em abril. “O Eyer teve uma ótima aceitação no mercado. Desse modo, atingimos a nossa meta de produção muito antes do planejado”, revela o cofundador e CEO da Phelcom, José Augusto Stuchi. O aparelho está com fila de espera.

O equipamento já está presente em todas as regiões do Brasil. Inclusive, em instituições como USP, Unifesp, Hospital Albert Einstein, Santa Casa de São Paulo, Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, Prevent Senior e Grupo Opty, dentre outros.

Até o momento, mais de 15 mil exames foram feitos. Para 2020, a expectativa é que a tecnologia seja utilizada para realizar exames de retina em mais de 100 mil pessoas.

O Eyer tem inteligência artificial (IA) embarcada e funciona por meio de tecnologia móvel e telemedicina. Os dados dos exames são disponibilizados no sistema de nuvem EyerCloud e o diagnóstico pode ser feito remotamente. “A portabilidade e o custo baixo fazem do Eyer uma das ferramentas de melhora no acesso à saúde dos olhos para mais pessoas. Principalmente em comunidades afastadas e em regiões com infraestrutura deficiente em saúde. Hoje, apenas 15% das cidades brasileiras oferecem serviços de oftalmologia”, explica o cofundador e COO da Phelcom, Flávio Pascoal Vieira.

Phelcom Eyer

retinografia para neurologistas

Primeiro produto da startup, o Eyer é o que há de mais moderno em retinografia portátil para prevenção e diagnóstico de doenças relacionadas à visão.

O aparelho funciona acoplado a um smartphone e realiza exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila. Por ser integrado à nuvem, disponibiliza automaticamente os dados na plataforma online EyerCloud para serem analisados por um especialista em qualquer lugar do mundo. Ou seja, permite o diagnóstico remoto.

O Eyer visa auxiliar no combate à deficiência visual e cegueira mundial, que atingem 2,2 bilhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde. Destes, 1 bilhão de casos seriam evitáveis ou passíveis de correção. Ou seja, ocorreram por falta de acesso aos cuidados necessários, como exames e tratamentos.

Phelcom Technologies

A Phelcom Technologies é uma startup que une tecnologia e saúde, com sede em São Carlos (SP). Cria dispositivos portáteis, conectados e vestíveis com o propósito de democratizar o acesso à saúde, oferecendo mais com menos e para mais pessoas.

Para desenvolver o seu primeiro produto, a startup recebeu aporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Programa de Promoção da Economia Criativa da Samsung. Além disso, conta com o apoio das incubadoras Supera Parque e Eretz.bio, essa última do Hospital Israelita Albert Einstein.

No mês de combate ao diabetes, mutirões previnem complicações por todo o Brasil

No mês de combate ao diabetes, mutirões previnem complicações por todo o Brasil

Em 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial da Diabetes, uma data para reafirmar a importância da prevenção e controle dessa doença que afeta 250 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Só no Brasil, são 13 milhões de casos, estima a Sociedade Brasileira de Diabetes.

Durante todo o mês ocorrem diversos mutirões por todo o país com o objetivo de conscientizar, orientar e prevenir as complicações causadas pela doença. Milhares de voluntários se unem para realizar diversos tipos de exames, como avaliação do fundo do olho, pé diabético, avaliação renal e bioquímica e encaminhamento para tratamentos.

Ao oferecer orientação, prevenção e tratamento, os mutirões promovem a melhoria da qualidade de vida de milhares de pacientes de uma doença silenciosa e perigosa, responsável por milhares de mortes e casos de falência renal, cegueira e amputações no Brasil.

Mutirão do Diabético de Itabuna

Um dos maiores mutirões acontece em Itabuna (BA), promovido pela ONG Unidos pelo Diabetes com o apoio de diversas instituições de todo o Brasil. O Mutirão do Diabético de Itabuna ocorre desde 2004. Neste ano, atendeu mais de 5 mil pessoas com o auxílio de aproximadamente 1 mil voluntários, incluindo médicos, estudantes de medicina, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, odontólogos e outros profissionais de saúde.

Ao todo, foram realizados mais de 35 mil procedimentos, entre exames médicos, avaliações e orientações multidisciplinares em diabetes e detecção de novos casos.

mutirão de diabetes

Diabetes e os olhos

A diabetes exige vários cuidados, pois pode causar diversas complicações quando está fora de controle. Uma delas é nos olhos. Hoje, cerca de 40% dos diabéticos apresentam alterações oftalmológicas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).

Os altos níveis de glicose no sangue podem provocar doenças oculares como glaucoma, catarata e retinopatia diabética – a mais frequente nesse quadro. Todas elas, se não tratadas, podem evoluir para cegueira.

Por isso, é fundamental fazer o acompanhamento da diabetes o ano todo por meio de exames e consultas regulares com o médico.

Problemas de visão atingem 2,2 bilhões de pessoas no mundo todo

Problemas de visão atingem 2,2 bilhões de pessoas no mundo todo

As chances de você sofrer com alguma deficiência visual ou ficar cego podem aumentar consideravelmente dependendo do lugar em que mora. Quanto mais pobre a comunidade, maior a probabilidade.

Chocante? Com certeza. Essa conclusão faz parte do primeiro Relatório Mundial sobre Visão, desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ao todo, 2,2 bilhões de pessoas sofrem com problemas de visão em todo o mundo. Desse total, 1 bilhão de casos seriam evitáveis ou passíveis de correção, como miopia, catarata, glaucoma e hipermetropia. Ou seja, são pessoas que não receberam os cuidados necessários, como diagnósticos precoces e tratamentos efetivos.

O documento ainda expõe outros números alarmantes. Portanto, vamos apresentar neste post os principais dados mundiais sobre os problemas de visão, as causas e as soluções que devem ser adotadas para melhorar esse cenário.

Relatório Mundial sobre Visão – números

Em primeiro lugar, vamos mostrar os principais números sobre os problemas de visão apresentados pelo Relatório Mundial sobre Visão, da OMS.

  • 2,2 bilhões de pessoas têm alguma deficiência visual ou cegueira;
  • Destes, 1 bilhão de casos poderia ter sido evitado ou corrigido por meio de diagnósticos precoces e tratamentos;
  • 1,95 bilhões sofrem com miopia. Em 2030, serão 3,36 bilhões;
  • 800 milhões de indivíduos não tem acesso a óculos;
  • 65 milhões estão cegos ou enxergam com elevada dificuldade devido à catarata;
  • Em 2030, 76 milhões de idosos devem ser diagnosticados com glaucoma, 196 milhões com Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e 2 bilhões com presbiopia (vista cansada).

Relatório Mundial sobre Visão – causas

O documento ainda elencou os fatores que mais influenciam nos problemas de visão no mundo todo. Inclusive, nos dados projetados para o futuro. São elas: falta de acesso à saúde de qualidade em locais com baixa e média renda, mudança do estilo de vida e envelhecimento da população.

Em seguida, entenda mais sobre cada um deles:

Acesso limitado à assistência oftalmológica

De acordo com o relatório, as comunidades de baixa e média renda são as mais afetadas com problemas de visão. Isso porque sofrem com a precariedade do acesso à saúde, como falta de atendimento especializado, exames regulares, diagnóstico precoce, medicamentos e tratamentos.

Nesse quadro, estão moradores de áreas rurais e de locais afastados, mulheres, idosos, pessoas com deficiência, minorias étnicas e população indígena.

Mudanças no estilo de vida

celular e saúde

Atualmente, passamos muito mais tempo em frente a telas: celular, tablet, computador e televisão. E, sem dúvida, esse novo hábito traz consequências para a saúde dos olhos.

Isso acontece porque fazemos os olhos focarem em objetos mais próximos por mais tempo. Dessa forma, afeta o mecanismo de acomodação ocular: o ajuste de foco para perto ou para longe.

Ao mesmo tempo, ficamos mais em ambientes fechados. E a falta de luz solar também pode causar problemas de visão, já que ela é responsável por produzir substâncias que impedem o crescimento axial do globo ocular.

Por exemplo, uma delas é a miopia. Considerada o mal do século, essa doença deve afetar 35% do mundo todo em 2020 e 52% da população em 2050, de acordo com a OMS.

Envelhecimento da população

De fato, o envelhecimento é um dos fatores de risco para muitas doenças dos olhos, como DMRI e glaucoma. Desse modo, a expectativa cada vez mais alta de vida interfere naturalmente no aumento de problemas de visão.

Além disso, os idosos geralmente cuidam menos dos olhos porque acreditam que deficiências nessa região são normais por causa da idade. E, sendo assim, não procuram ajuda médica até para casos reversíveis.

DMRI

Relatório Mundial sobre Visão – soluções

A OMS também define algumas soluções para amenizar os problemas de visão no mundo todo. Sem dúvida, a principal é a democratização do acesso à saúde, levando infraestrutura de qualidade para comunidades e grupos negligenciados atualmente. Isto é, atendimento, especialistas, equipamentos, medicamentos, exames e tratamentos, dentre outros.

Dentre desse cenário, há iniciativas que já estão ajudando a melhorar o acesso à saúde. Uma delas é o retinográfo portátil Phelcom Eyer. Acoplado ao celular, o aparelho realiza exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos, e envia os dados automaticamente para uma plataforma online, possibilitando o diagnóstico remoto. Além disso, a tecnologia tem valor bem mais acessível: ele é em torno de 6 a 10x mais acessível que os retinógrafos tradicionais, em média.

Em relação ao novo estilo de vida, uma das indicações é passar mais tempo ao ar livre – e sem celular. Já sobre o envelhecimento, é essencial realizar consultas regulares ao oftalmologista e adotar bons hábitos para prevenção de doenças.

Conclusão

De acordo com o relatório da OMS, os problemas de visão no mundo todo merecem atenção especial. Mais do que isso, atitudes. Por exemplo, é inadmissível que 1 bilhão de pessoas sofra com doenças que poderiam ser evitadas e até corrigidas por falta de acesso à saúde de qualidade. Dentre elas, estão a miopia, catarata, glaucoma e hipermetropia.

Só em relação à catarata, 65 milhões estão cegas ou enxergam muito mal porque não tiveram acesso a atendimento médico, a exames, que poderiam diagnosticar a doença no início, e a tratamentos efetivos.

Outro dado chocante é que 800 milhões de indivíduos não conseguem adquirir óculos.

Por tudo isso, tecnologias inovadoras que prometem levar saúde às comunidades de baixa renda, como o Phelcom Eyer, devem ganhar cada vez mais espaço no mercado.

Saúde dos olhos é um assunto que interessa você? Então, acompanhe o blog da Phelcom e fique por dentro das principais novidades da área.

Síndrome Tóxica do Segmento Anterior: aprenda como prevenir

Síndrome Tóxica do Segmento Anterior: aprenda como prevenir

A Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS, na sigla em inglês) é uma complicação potencialmente devastadora da cirurgia intraocular. Causada por substâncias não infecciosas, seu diagnóstico é difícil até para os profissionais mais experientes.

De acordo com os dados da cartilha Medidas de Prevenção de Endoftalmites e de Síndrome Tóxica do Segmento Anterior Relacionadas a Procedimentos Oftalmológicos Invasivos, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a incidência média é de 0,98%. Atualmente, a cirurgia de remoção de catarata é a que mais apresenta essa reação inflamatória. Porém, outras cirurgias oftalmológicas também podem sofrer com esse problema.

Sem dúvida, a Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS) é uma das mais temidas complicações após procedimentos oftalmológicos invasivos. Por isso, vamos explicar neste post o que é TASS, o que causa, sintomas e medidas de prevenção que os oftalmologistas devem adotar. Para, assim, reduzir ao máximo os riscos relacionados e garantir a segurança dos pacientes.

Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS) – o que é

Em primeiro lugar, vamos entender rapidamente o que é a Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS). Trata-se de um processo inflamatório causado por substâncias não infecciosas.

Atualmente, a média de incidência de TASS é de 0,98%. Porém, pode variar desde 0,07% até 2,13%. Está relacionada a algumas cirurgias oftalmológicas como remoção de catarata (que apresenta as maiores taxas), vitrectomia posterior, transplante de córnea e cirurgias combinadas de vitrectomia posterior e extração da catarata.

O que causa a TASS são substâncias com grau de toxicidade maior que o tolerado pelas estruturas intraoculares, sobretudo o endotélio corneano e a malha trabecular. De acordo com estudos, um nível maior que 0,25 Unidades de Endotoxina por mililitro (UE/mL), que pode estar presente nas soluções de uso intraocular, já é capaz de gerar TASS.

Desse modo, qualquer produto que apresente alterações em suas formulações pode provocar TASS se ultrapassado o limiar de toxicidade suportado.

Outro fator que favorece o surgimento de TASS é o processamento inadequado de instrumentais cirúrgicos e de produtos usados durante as cirurgias oftalmológicas. Por exemplo, o processo de limpeza e esterilização dos instrumentais tem sido constantemente citado como um fator associado à ocorrência de TASS.

Vale lembrar que soluções desinfetantes como glutaraldeído ou ortoftaldeído apresentam toxicidade incompatível com as estruturas intraoculares. Logo, altamente capaz de causar TASS. Todavia, estes saneantes não são registrados como esterilizantes no Brasil. Além disso, os produtos para saúde utilizados em procedimentos invasivos devem obrigatoriamente ser esterilizados. Então, não há a possibilidade de se usar estes saneantes para o processamento desses produtos.

Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS) – sintomas

Geralmente, os sinais clínicos aparecem nas primeiras 24 horas. Os mais frequentes são edema de córnea e reação de câmara anterior (CA). Já em menor proporção, há relatos de pupila irregular ou não reagente, midríase, aumento de pressão intraocular, hipópio, baixa acuidade visual (BAV) e, raramente, dores na região.

Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS) – diagnóstico e tratamento

De fato, o diagnóstico é difícil até mesmo para os oftalmologistas mais experientes. Isso porque é normal e até comum uma reação inflamatória leve e transitória na câmara anterior do olho após as cirurgias de catarata.

Na maioria das vezes, a evolução dos casos de TASS tem um prognóstico favorável. Entretanto, complicações podem ocorrer nos casos mais graves, necessitando de intervenção cirúrgica como transplante da córnea ou cirurgia antiglaucomatosa. Esse último devido à elevação da PIO quando impossível de ser controlada por meio de terapia medicamentosa.

Já em relação ao tratamento, normalmente é feito com medicamentos a base de corticoides.

Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS) – medidas de prevenção

Em seguida, conheça as principais medidas de prevenção relativas ao processamento de instrumentos cirúrgicos durante as cirurgias oftalmológicas:

  • Lavar os instrumentais imediatamente após o uso ou fazer uma pré-lavagem ainda no expurgo do centro cirúrgico, caso a lavagem imediata não seja possível;
  • Lavar os instrumentais oftalmológicos separadamente dos outros instrumentais;
  • Promover enxágue abundante dos instrumentais e vias de irrigação e aspiração, com água purificada utilizando preferencialmente pistola de enxágue com alta pressão;
  • Secar os instrumentais com ar comprimido medicinal filtrado;
  • Nunca utilizar soluções químicas como glutaraldeído, ortoftaldeído e ácido peracético no processamento dos instrumentais oftalmológicos;
  • Reutilizar produtos passíveis de processamento apenas após uma análise cuidadosa, atendendo as normas sanitárias e com envolvimento do Comitê de Processamento do Serviço de Saúde;
  • Adquirir quantidade suficiente de produtos para saúde, incluindo os instrumentais cirúrgicos para permitir tempo suficiente para o seu processamento, segundo POP padronizado;
  • Manter os colaboradores do centro cirúrgico e central de material e esterilização (CME) cientes dos possíveis eventos adversos e como preveni-los.

Fonte: cartilha Medidas de Prevenção de Endoftalmites e de Síndrome Tóxica do Segmento Anterior Relacionadas a Procedimentos Oftalmológicos Invasivos, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Conclusão

Agora, você sabe tudo sobre Síndrome Tóxica do Segmento Anterior (TASS): o que é, o que causa, sintomas e medidas de prevenção em procedimentos cirúrgicos invasivos. Como vimos, o problema é de difícil diagnóstico e apresenta taxas de incidência baixas. Porém, é uma complicação potencialmente devastadora e que pode gerar diversos prejuízos à saúde do paciente.

Então, para prevenir os fatores de riscos relacionados a TASS, siga as dicas desse post retiradas da cartilha Medidas de Prevenção de Endoftalmites e de Síndrome Tóxica do Segmento Anterior Relacionadas a Procedimentos Oftalmológicos Invasivos, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Contudo, para mais informações, você também pode acessar a cartilha disponibilizada pela Anvisa aqui.

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