A Realidade Aumentada na saúde permite uma combinação em tempo real de imagens nunca antes conseguida, gerando novas possibilidades no diagnóstico de doenças e podendo aumentar a precisão nos procedimentos cirúrgicos. Ou seja, tem potencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Em tempo real, a tecnologia mostra o mundo material sobreposto com imagens feitas por computador, possibilitando observações compostas bastante aperfeiçoadas.
Para isso, são utilizadas câmeras de smartphones, tablets, óculos inteligentes e até capacetes de última geração que dispensam o uso das mãos no comando de interfaces em sistemas e aplicativos.
Para você ter uma ideia, há uma forte tendência no emprego de Realidade Aumentada (RA) neste setor, de acordo com o Journal of Med Internet Research (JMIR). Mesmo o uso por médicos e instituições ainda caminhando devagar, existe um número cada vez maior de aplicações de RA na medicina.
Em seguida, conheça as vantagens da utilização de Realidade Aumentada na saúde e alguns cases de sucesso.
Realidade Aumentada x Realidade Virtual
Primeiro, é importante entender a diferença entre Realidade Aumentada e Realidade Virtual (RV).
Já a RA integra o físico e o virtual ao sobrepor imagens computadorizadas no mundo real, por meio de softwares e dispositivos. Por exemplo, o aplicativo Google Glass pode ser acessado pelo próprio celular ou tablete do usuário. Há também o famoso jogo Pokémon Go, em que os jogadores procuravam pokémons virtuais em ambientes do mundo real usando a câmera do celular.
Realidade Aumentada na saúde: vantagens
Sem dúvida, há inúmeras vantagens do uso de RA na saúde. Uma delas é facilitar o acesso ao histórico médico do paciente em emergências ou na mesa de cirurgia, por exemplo. A sobreposição de imagens também pode permitir uma maior precisão na localização do sítio de interesse em procedimentos cirúrgicos e, desse modo, menos riscos ao paciente. Neste caso, é possível integrar exames de imagens e enxergar melhor cada detalhe dos órgãos no pré-operatório e, assim, ter mais sucesso na cirurgia.
Aliás, a tecnologia é uma grande aliada da telemedicina. Por exemplo, especialistas podem instruir outros médicos à distância em operações mais complexas. Outra vertente é a medicina diagnóstica, pois o paciente pode compreender melhor o diagnóstico e o tratamento recomendado.
A RA tem sido utilizada também na triagem digital de pacientes que sofreram acidentes. Nestes casos, ajuda ortopedistas na realização de cirurgias artroscópicas em ombros e no treino de internos e residentes na realização de ultrassom no local de atendimento.
A neurocirurgia é uma das especialidades mais avançadas no emprego de RA, com relatos de ressecção de tumores, cirurgias neuro vasculares abertas, procedimentos na coluna vertebral, localização de cateteres ou sondas, ressecção cortical em epilepsia e aneurismas envolvendo trajetórias incomuns ou ramificações ocultas.
Em hospitais e clínicas, a tecnologia auxilia no suporte remoto ao possibilitar que técnicos e equipes no local ganhem ajuda especializada necessária para instalação, configuração, manutenção, solução de problemas e reparo de equipamentos hospitalares sensíveis e especializados.
Ensino na medicina
Por meio da Realidade Aumentada na saúde, é possível ver detalhes do corpo humano e treinar procedimentos de modo repetitivo e preciso.
Estudante, imagine praticar cirurgia em um ambiente virtual? A Universidade de Stanford possui um simulador que permite o treinamento mais completo para o futuro cirurgião.
Para os pesquisadores, um ambiente cirúrgico virtual tridimensional pode permitir um planejamento e ensaio pré-operatório aprimorado. Desse modo, melhora os resultados do paciente, diminui as taxas de complicações e aprimora as habilidades técnicas.
O Stanford Virtual Surgical Environment (VSE) é desenvolvido para procedimentos rinológicos. A tecnologia permite que o cirurgião interaja com reconstruções tridimensionais específicas do paciente de conjuntos de dados de TC de seio nasal usando um dispositivo de interface háptico modificado, acionando um endoscópio virtual.
No Brasil, também há opções de simuladores. Por exemplo, o Eyesi é voltado para treinamento de cirurgia intraocular de catarata e procedimentos vítreo retinianos. Apresenta score de performance e avalia tremor, precisão do movimento e repetitividade, dentre outras análises. Com isso, é uma boa ferramenta para a prática de residentes e a introdução de novas técnicas em cirurgia oftalmológica.
Há também os sistemas cirúrgicos para cirurgia robótica da Vinci, que já estão na quarta geração. A tecnologia realiza cirurgias minimamente invasivas em diferentes procedimentos. Uma de suas ferramentas é um console – inspirado nos simuladores de voo – em que os médicos visualizam as imagens em 3D de alta definição e fazem os movimentos operatórios com as próprias mãos, que são transmitidos para o robô.
Outra aplicação é o treinamento e requalificação de estudantes, residentes e especialistas em atendimento ou dentro do centro cirúrgico. Dessa forma, é possível realizar uma análise etnográfica da atuação do profissional, que fica sozinho durante o procedimento, por meio da captação das imagens por câmera instalada no local.
Soluções de Realidade Aumentada na saúde
No mercado, já existem soluções bem interessantes de RA.
Por exemplo, o aplicativo EyeDecide permite ver o globo ocular de qualquer ângulo apenas tocando diretamente na imagem gerada no tablet e girando-o com o dedo. É possível também reduzir, expandir, mover ou fazer anotações no olho em quase todas as direções. Tudo isso auxilia na simulação de diversos distúrbios e ajuda na precisão do diagnóstico.
Já o app Anatomy 4D possibilita explorar mais de duas mil estruturas anatômicas. Sem dúvida, auxilia estudantes e faculdades de medicina.
Mesmo com todas as vantagens, a Realidade Aumentada na saúde ainda é relativamente nova e não é empregada fortemente na área. Entretanto, conforme prova seu valor para a qualidade do atendimento ao paciente, logo as tecnologias de RA entrarão mais forte no setor médico.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
Acompanhe o blog da Phelcom e saiba mais sobre realidade aumentada na saúde.
No início de 2019, um colega apresentou o smartdevice Phelcom Eyer ao oftalmologista e especialista em retina Gustavo Melo. Acoplado a um smartphone, o equipamento realiza exames de fundo do olho com alta qualidade, em poucos minutos e sem necessidade de dilatação da pupila. Por ser conectado à uma plataforma on-line, o Eyer Cloud, permite o diagnóstico remoto e garante a segurança dos dados na nuvem.
“Investi na tecnologia por acreditar que seria um aparelho que poderia revolucionar a maneira como se rastreia e diagnostica a retinopatia diabética na população que não costuma ser monitorada com a devida regularidade nos consultórios oftalmológicos”, conta.
Hoje, Melo já realizou mais de dois mil exames com os dois aparelhos que possui. Um deles é utilizado em uma clínica endocrinológica para rastreamento de pacientes com diabetes. “Os que apresentam alguma alteração são encaminhados para avaliação oftalmológica detalhada. Já os que possuem taxas normais são reexaminados anualmente”, explica.
Oftalmologista Gustavo Melo
O segundo Eyer é usado para rastreamento de retinopatia diabética em unidades públicas de saúde em Aracaju (SE) e cidades do interior do estado, em ações voluntárias por meio de parceria com gestores públicos. “A finalidade é ser uma forma contínua de realizar campanhas de detecção precoce e conscientização sobre a doença”, afirma.
Além disso, Melo revela que, em conjunto com o oftalmologista Fernando Malerbi, está desenvolvendo um projeto para rastreamento e tratamento de retinopatia diabética na população de 13 munícipios do sertão sergipano. A ação será em parceria com a ONG norte-americana Retina Global e a Phelcom Technologies, startup responsável pelo Eyer.
“Acho que o Eyer é um marco revolucionário no atendimento primário, pois poderá alterar a forma como os gestores de saúde previnem a cegueira por retinopatia diabética”, avalia. Para o oftalmologista, o uso do equipamento também no SUS deve diminuir o custo da avaliação por paciente.
Phelcom Eyer
Imagem feita pelo oftalmologista Gustavo Melo com o Eyer.
Sobre as vantagens da tecnologia, Melo relata que o manuseio é muito fácil, as imagens têm alta qualidade e o custo-benefício é excelente. Em relação à plataforma on-line EyerCloud, o médico ressalta a interface muito amigável e processamento extremamente veloz. “Talvez essa ferramenta seja uma das melhores características do Eyer”, afirma.
O Phelcom Eyer é integrado ao Eyer Cloud, permitindo o armazenamento e gerenciamento dos exames dos pacientes. Todos os dados capturados pelo equipamento são sincronizados automaticamente com o sistema, permitindo que subam para a nuvem com total segurança.
Dentre as principais funcionalidades, estão a possibilidade de separar as informações de pacientes com mais de uma clínica e visualizar ambos dentro da plataforma; localizar um paciente por nome ou data do exame; e criar templates de laudos com modelos pré-prontos disponíveis no sistema.
Se não houver acesso à internet no momento do exame, as imagens ficam salvas no aparelho e são enviadas para a nuvem assim que houver conexão.
A ferramenta pode ser acessada no próprio aparelho ou por celular, tablet e computador.
Imagem feita pelo oftalmologista Gustavo Melo com o Eyer.
Sobre o suporte para lâmpada de fenda da Phelcom, que permite a fixação do Eyer, o oftalmologista conta que facilita bastante a realização dos exames por manter o aparelho estático. E, com a pandemia do novo coronavírus, também evita o contato da mão do operador com a pele do paciente.
“O Eyer é um verdadeiro divisor de águas na forma como se detecta e trata retinopatia diabética, assim como outras doenças da retina”, finaliza Melo.
Phelcom Technologies
O Eyer é o primeiro equipamento da Phelcom Technologies, startup que une tecnologia e saúde, com sede em São Carlos (SP). Cria dispositivos portáteis, conectados e vestíveis com o propósito de democratizar o acesso à saúde, oferecendo mais com menos e para mais pessoas.
Imagem feita pelo oftalmologista Gustavo Melo com o Eyer.
No mundo, 2,2 bilhões de pessoas sofrem com problemas de visão. Desse total, 1 bilhão de casos seriam evitáveis ou passíveis de correção, como miopia, catarata, glaucoma e hipermetropia. Os dados são do primeiro Relatório Mundial sobre Visão, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isto demonstra a falta de acesso à saúde no mundo todo, principalmente em países subdesenvolvidos, como atendimento, exames, diagnóstico precoce e tratamento efetivo.
“E se criássemos dispositivos portáteis, conectados e vestíveis com o objetivo de democratizar o acesso à saúde, oferecendo mais, com menos, e para mais pessoas?”. Assim, nasceu a startup Phelcom Technologies, com sede em São Carlos (SP). A primeira tecnologia desenvolvida pela empresa é o smartdevice Phelcom Eyer, que facilita a realização de exames oftalmológicos, como fundoscopia e mapeamento da retina.
Lançado há dois anos e meio, o Eyer já alcançou 500 mil pessoas em todo o Brasil e em países como Estados Unidos, Chile e Japão. “Muitos desses pacientes não tinham acesso aos exames oftalmológicos. Hoje, só no Brasil, quase 85% das cidades não possuem oftalmologistas e aparelhos que ajudam no diagnóstico de doenças oculares. O nosso objetivo com o Eyer é possibilitar o atendimento de comunidades que têm acesso limitado a esse tipo de exame não apenas aqui, mas em todo o mundo”, explica o CEO da Phelcom, José Stuchi.
Phelcom Eyer
O smartdevice Phelcom Eyer tem inteligência artificial (IA) embarcada e funciona por meio de tecnologia móvel e telemedicina. Acoplado a um smartphone, realiza exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila.
Por ser integrado à nuvem, disponibiliza automaticamente os dados na plataforma on-line EyerCloud. Dessa forma, possibilita o armazenamento e gerenciamento dos exames dos pacientes. Além disso, o diagnóstico pode ser feito por um médico localizado em qualquer lugar do mundo.
Mais de 40 mil exames já foram realizados com o Eyer em todo o Brasil. Ao todo, há 43 mil pacientes cadastrados do SUS, ações sociais e mutirões, como o Mutirão de Diabetes de Itabuna (BA), consultórios e instituições como USP, Unifesp, Hospital Albert Einstein, Santa Casa de São Paulo e Bayer, dentre outros.
Mesmo com tecnologias de ponta aplicadas na produção do aparelho, a portabilidade e o tamanho reduzido permitem que o Eyer apresente um custo até dez vezes mais baixo em relação aos retinógrafos tradicionais.
A portabilidade, a rapidez e facilidade para realizar os exames, a alta qualidade das imagens e o preço extremamente acessível fazem do Eyer um recurso fundamental no atendimento primário. “A possibilidade de realizar exames em vários locais democratiza o acesso à saúde, principalmente em regiões com pouca infraestrutura de serviços de qualidade na área, como médicos, profissionais de saúde, equipamentos e medicamentos”, avalia o COO da Phelcom, Flavio Pascoal Vieira.
A maior rapidez na realização dos exames de retina também reduz o tempo de atendimento, custos operacionais e diminui o deslocamento de pacientes a hospitais e grandes centros urbanos.
“Tudo isso somado influencia diretamente no aumento da prevenção e diagnóstico precoce de doenças como retinopatia diabética, glaucoma, catarata, degeneração macular relacionada à idade, retinoblastoma, deslocamento da retina e retinopatia da prematuridade, dentre outros. Dessa forma, é possível evitar milhões de casos de cegueira devido à falta de identificação e acesso ao tratamento correto”, afirma o CTO da Phelcom, Diego Lencione.
Inclusive, o Phelcom Eyer foi um dos vencedores do renomado World Summit Awards (WSA) 2020, na categoria Health & Well-Being. A premiação global reconhece a inovação digital local que contribui para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) das Nações Unidas. Ao todo, 40 soluções, de 26 países, foram contempladas nessa edição.
“Este reconhecimento demonstra que os nossos valores e esforços para mudar a realidade da saúde visual no mundo estão alinhados com os objetivos de outras pessoas e instituições, como a ONU e o WSA. Podemos causar grande impacto com nossa solução, pois temos um apelo social muito grande para essa realidade mundial”, afirma Stuchi.
Para desenvolver o seu primeiro produto, a startup recebeu aporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Programa de Promoção da Economia Criativa da Samsung. Além disso, conta com o apoio das incubadoras Supera Parque e Eretz.bio, do Hospital Israelita Albert Einstein.
Ações sociais e mutirões
Há três anos, o famoso Mutirão Unidos pelo Diabetes, de Itabuna (BA), que atende milhares de pessoas, recorre ao Eyer para avaliar possíveis complicações da doença nos olhos, como retinopatia diabética.
A Phelcom disponibiliza os aparelhos, fornece treinamento prévio, ajuda na estratégia de montagem de laudos usando o Eyer Cloud e coloca à disposição a equipe de engenheiros para suporte durante a ação.
Diversas ações sociais também utilizam o aparelho para levar mais saúde para todo o país. A expedição realizada pelo Barco Hospital São Francisco, na região do município de Terra Branca (PA), no final de 2019, também contou com o Eyer. A oftalmologista Mariana Lafetá, uma das voluntárias nessa viagem, fala que o equipamento auxiliou no diagnóstico de doenças como catarata, glaucoma e retinopatia diabética, dentre outras.
“É fácil realizar os exames, tirar as fotos, encontrá-las nos arquivos e armazenar depois. Podemos também enviar ou imprimir as imagens, o que considero muito interessante, além de conseguirmos acessar de qualquer lugar com internet”, analisa.
O oftalmologista Fernando Korn Malerbi também usou o Eyer em uma expedição para três reservas indígenas do Estado do Mato Grosso, no início de 2020. Ao todo, o médico avaliou 193 índios. Dentre as principais doenças encontradas, estão retinopatia diabética e catarata.
“A experiência com o equipamento foi muito boa, principalmente pela portabilidade e facilidade de uso”, avalia. Ele relembra que já esteve envolvido em outros projetos com o smartdevice para diagnóstico de retinopatia diabética. “Acredito que o Eyer seja muito relevante para esse tipo de ação, representando uma alternativa importante para rastreamento de populações que vivem em áreas remotas”, conclui.
Que o cigarro faz muito mal à saúde, todos já sabem. Inclusive, para os olhos. Por exemplo, a fumaça é um fator de risco para várias doenças como a síndrome do olho seco, glaucoma, catarata e degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
Em seguida, entenda como foi feito o trabalho que correlacionou cigarro e olhos, os resultados e quais os próximos passos.
Cigarro e olhos – a pesquisa
Cientistas da Universidade Farmacêutica Gifu, no Japão, criaram em laboratório culturas de células do epitélio da córnea humana e expuseram parte delas a um extrato da fumaça do cigarro e do aerossol do PTA, que continham a maioria dos ingredientes inalados pelos fumantes.
Após 24 horas, o número de células mortas nas culturas expostas à fumaça e aos aerossóis foi maior do que em comparação àquelas que não interagiram com as substâncias. Ao entrar em contato com os componentes do cigarro, a ferritina dentro das células oculares se decompõe, liberando o ferro armazenado.
Os resultados
A exposição aos componentes da fumaça do cigarro gera um acúmulo de ferro, que mata as células do epitélio da córnea. A mesma reação foi observada com o aerossol produzido pelos produtos de tabaco aquecido (PTA). Embora diferentes dos cigarros eletrônicos, estes também exigem um dispositivo eletrônico para o uso e nem sempre vêm com nicotina.
Geralmente, a fumaça do cigarro não provoca problemas permanentes. Contudo, a exposição contínua pode causar ferimento na córnea, como o leucoma e até levar à cegueira.
Apesar dos resultados importantes do estudo sobre cigarro e olhos, ainda são necessárias mais pesquisas, principalmente em seres humanos, para confirmar os achados.
Com informações da Agência Einstein.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
Acompanhe o blog da Phelcom e fique por dentro das principais pesquisas sobre cigarro e olhos.
Infelizmente, médico e estresse podem andar lado a lado. Isso porque a rotina desses profissionais costuma ser bastante atribulada, com jornadas longas em diferentes locais de trabalho, diversos pacientes, relação com o sofrimento e morte e difíceis tomadas de decisões. E, com a pandemia, esse cenário piorou, ainda mais para aqueles que estiveram na linha de frente.
Por exemplo, uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), com 1,6 mil médicos, entre setembro e dezembro de 2020, revelou que a pandemia impactou a vida de 96%, seja aumentando o nível de estresse (22,9%), gerando sensação de medo e pânico (14,6%), reduzindo o tempo dedicado à família, refeições e lazer (14,5%) e diminuindo o tempo e qualidade do sono (7,6%).
Portanto, é fundamental investir na construção de uma vida equilibrada. Para isso, separamos 8 dicas de como administrar melhor o estresse no dia a dia. Confira!
1. Durma bem
Essa dica é essencial e também a mais difícil de ser seguida pelos médicos. As longas jornadas de trabalho e até o próprio estresse dificultam manter uma boa rotina de sono. Mas, é imprescindível dar prioridade para o dormir, que é tão fundamental para o corpo como a alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, por exemplo.
A privação de sono impacta profundamente à saúde e gera estresse devido ao crescimento dos níveis de cortisol e ACTH (Hormônio Adrenocorticotrófico), afeta o sistema cognitivo, aumenta a irritabilidade e a ansiedade, modifica a resposta imunológica do corpo, colabora para o surgimento de doenças como pressão alta e diabetes, muda o apetite e favorece a obesidade, já que reduz o hormônio que causa a saciedade (leptina) e estimula o hormônio que aumenta a fome (grelina).
Portanto, busque dormir de 7 a 8 horas por dia. Para isso, estabeleça horários para criar uma rotina e evite aparelhos eletrônicos duas horas antes e ingerir alimentos estimulantes (doces, café, refrigerantes), café e bebidas alcoólicas.
2. Faça refeições equilibradas
Muitas vezes, quando estamos estressados, sentimos necessidade de consumir alimentos ricos em gordura e/ou açúcar, além do álcool. E, ao invés de relaxarmos, podemos enfrentar ainda mais problemas, como agitação, sobrepeso e obesidade.
Então, invista em uma alimentação saudável com mais ingestão de verduras, frutas, legumes, carne branca e água. Por exemplo, verduras verde-escuras, que são ricas em vitaminas, ácido fólico e fibras, e proteínas magras, como peixes e aves, contribuem para a redução da oxidação, que pode ser relacionada com maior inflamação.
3. Pratique atividade física
Até aqui, não falamos nenhuma novidade que você já não saiba. Mas, nem por isso significa que consegue colocar em prática, não é mesmo? Incluir exercícios físicos no dia a dia pode ser um desafio, mas é essencial para manter a relação “médico e estresse” mais equilibrada.
Consegue reservar 30 minutos por dia? Não? Então, faça em 15 minutos. A regularidade aumentará a produção de endorfina e, se a atividade for sob o sol, terá ainda também a serotonina, que ajuda no humor e no foco.
4. Organize o dia
Não ter uma agenda organizada causa ainda mais estresse. Isso porque, desse modo, não é possível identificar as prioridades do dia e quais tarefas precisam mais da sua atenção.
Deixar claro quais assuntos são mais importantes ajuda a te manter no controle. Então, antes de começar o dia, defina os afazeres e sinalize quais são prioritários.
5. Tenha momentos de lazer
Sentir que a vida se tornou só trabalho e obrigações familiares e pessoais pode desmotivar e causar tristeza e até depressão. Por isso, é fundamental ter momentos de lazer.
Por exemplo, se gosta de ficar junto de familiares e amigos, combine jantares e visitas. Reserve um tempo também para hobbies: ler, praticar esporte, assistir filmes, maratonar séries, brincar com os pets etc.
É difícil imaginar como encaixar isso na rotina, mas tente. Sem dúvida, ao relaxar e focar sua atenção em outras coisas, o estresse diminuirá.
Já é comprovado que meditar ajuda a reduzir o estresse. Ao prestar a atenção apenas no momento presente, mente e corpo se conectam e há o relaxamento e a desaceleração do pensamento.
A técnica envolve a respiração consciente e o esvaziamento da mente. Isso não significa que não pensará em nada durante a meditação, mas que não deve se prender aos pensamentos. Apenas observá-los e deixar passar.
Há meditações guiadas com vários objetivos, como aliviar o estresse, aumentar a concentração, relaxar etc. Atualmente, é possível ver alguns vídeos pelo YouTube ou baixar aplicativos com essa finalidade.
7. Atenção plena
Já ouviu falar em atenção plena ou mindfulness? A prática é simplesmente estar presente de corpo e mente no momento atual. Ou seja, nem rememorando o passado e nem pensando no futuro. Apenas no presente.
Está almoçando? Preste atenção exclusivamente na comida, na mastigação, nos sabores e texturas. Está conversando com um amigo? Pratique a escuta ativa: concentre-se totalmente no que está sendo dito, em vez de apenas ouvir passivamente enquanto já elabora a resposta.
Vai praticar um esporte? Perceba os movimentos do corpo e as sensações que a atividade gera em você. Vai ler ou assistir sua série favorita? Só foque nesse momento – adeus rolar a tela do celular nas redes sociais enquanto assiste TV. Busque ao máximo evitar que seus pensamentos estejam naquela conversa do ano passado ou na conta que precisa pagar amanhã.
A técnica existe há 2.500 anos e gera benefícios como diminuição do estresse, aumento do foco e concentração no trabalho, redução da reatividade emocional e melhora da flexibilidade cognitiva, dentre outros.
8. Procure ajuda profissional
Em casos extremos de estresse, busque ajuda profissional. O quadro pode se agravar para ansiedade, depressão e síndrome de burnout se não tiver o acompanhamento adequado.
Cuide de você também.
Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.
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Faz mais de 100 anos que as atuais cinco classes de neurônios da retina foram identificadas pela primeira vez. Mas, agora, cientistas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriram um novo tipo de célula na retina.
Publicada no Proceedings of National Academy of Sciences, dos Estados Unidos, a pesquisa encontrou um tipo até então desconhecido de interneurônio na retina de mamíferos.
Em seguida, saiba mais sobre o estudo, como foi realizado e os próximos passos.
A pesquisa
No sistema nervoso central, um circuito complexo de neurônios se comunica entre si para transmitir informações sensoriais e motoras. Os “interneurônios” atuam como intermediários na cadeia de comunicação.
Pesquisadores do John A. Moran Eye Center, da Universidade de Utah (EUA), identificaram um novo tipo de interneurônio na retina de mamíferos. A nova célula não se encaixa nas cinco atuais classes de neurônios da retina: fotorreceptores, células horizontais, células bipolares, células amácrinas e as células endógenas. Isso porque há diferenças apresentadas em sua morfologia, fisiologia e propriedades genéticas.
Desse modo, os cientistas responsáveis pela descoberta propõem que esse novo tipo de célula deve pertencer a uma nova classe de neurônios da retina.
A equipe denominou a descoberta de “célula de Campana” por causa do formato semelhante a um sino de mão. A descoberta une dois tipos celulares, cones e bastonetes, e faz um processamento extra nas células. Assim, retransmitem sinais visuais de ambos os tipos de bastonetes fotorreceptores e cones fotorreceptores na retina, mas seu propósito preciso é o assunto de pesquisas em andamento.
Experimentos mostraram que as células Campana permanecem ativadas por um tempo incomumente longo – até 30 segundos – em resposta a um estímulo de flash de luz de 10 milissegundos.
“No cérebro, acredita-se que as células de disparo persistente estejam envolvidas na memória e no aprendizado. Uma vez que as células Campana têm um comportamento semelhante, teorizamos que elas poderiam desempenhar um papel na solicitação de uma ‘memória’ temporal de uma estimulação recente”, declarou o líder da pesquisa, Ning Tian.
Sem dúvida, é uma grande descoberta que contribui diretamente com a busca da melhor compreensão do sistema nervoso central, pois detecta todas as classes de neurônios e suas conexões.
Fonte: Medical Xpress
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