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Eyer: mais de 500 mil pessoas tem acesso à exames de retina com aparelho portátil
dezembro 16, 2021
Gabriela Marques

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Smartdevice Phelcom Eyer consegue alcançar comunidades remotas que nunca tiveram acesso à exames oftalmológicos em todo o Brasil.  

No mundo, 2,2 bilhões de pessoas sofrem com problemas de visão. Desse total, 1 bilhão de casos seriam evitáveis ou passíveis de correção, como miopia, catarata, glaucoma e hipermetropia. Os dados são do primeiro Relatório Mundial sobre Visão, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isto demonstra a falta de acesso à saúde no mundo todo, principalmente em países subdesenvolvidos, como atendimento, exames, diagnóstico precoce e tratamento efetivo.

“E se criássemos dispositivos portáteis, conectados e vestíveis com o objetivo de democratizar o acesso à saúde, oferecendo mais, com menos, e para mais pessoas?”. Assim, nasceu a startup Phelcom Technologies, com sede em São Carlos (SP). A primeira tecnologia desenvolvida pela empresa é o smartdevice Phelcom Eyer, que facilita a realização de exames oftalmológicos, como fundoscopia e mapeamento da retina.

Lançado há dois anos e meio, o Eyer já alcançou 500 mil pessoas em todo o Brasil e em países como Estados Unidos, Chile e Japão. “Muitos desses pacientes não tinham acesso aos exames oftalmológicos. Hoje, só no Brasil, quase 85% das cidades não possuem oftalmologistas e aparelhos que ajudam no diagnóstico de doenças oculares. O nosso objetivo com o Eyer é possibilitar o atendimento de comunidades que têm acesso limitado a esse tipo de exame não apenas aqui, mas em todo o mundo”, explica o CEO da Phelcom, José Stuchi.

 

Phelcom Eyer

 

 

 

O smartdevice Phelcom Eyer tem inteligência artificial (IA) embarcada e funciona por meio de tecnologia móvel e telemedicina. Acoplado a um smartphone, realiza exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila.

Por ser integrado à nuvem, disponibiliza automaticamente os dados na plataforma on-line EyerCloud. Dessa forma, possibilita o armazenamento e gerenciamento dos exames dos pacientes. Além disso, o diagnóstico pode ser feito por um médico localizado em qualquer lugar do mundo.

Mais de 40 mil exames já foram realizados com o Eyer em todo o Brasil. Ao todo, há 43 mil pacientes cadastrados do SUS, ações sociais e mutirões, como o Mutirão de Diabetes de Itabuna (BA), consultórios e instituições como USP, Unifesp, Hospital Albert Einstein, Santa Casa de São Paulo e Bayer, dentre outros.

Mesmo com tecnologias de ponta aplicadas na produção do aparelho, a portabilidade e o tamanho reduzido permitem que o Eyer apresente um custo até dez vezes mais baixo em relação aos retinógrafos tradicionais.

A portabilidade, a rapidez e facilidade para realizar os exames, a alta qualidade das imagens e o preço extremamente acessível fazem do Eyer um recurso fundamental no atendimento primário. “A possibilidade de realizar exames em vários locais democratiza o acesso à saúde, principalmente em regiões com pouca infraestrutura de serviços de qualidade na área, como médicos, profissionais de saúde, equipamentos e medicamentos”, avalia o COO da Phelcom, Flavio Pascoal Vieira.

A maior rapidez na realização dos exames de retina também reduz o tempo de atendimento, custos operacionais e diminui o deslocamento de pacientes a hospitais e grandes centros urbanos.

“Tudo isso somado influencia diretamente no aumento da prevenção e diagnóstico precoce de doenças como retinopatia diabética, glaucoma, catarata, degeneração macular relacionada à idade, retinoblastoma, deslocamento da retina e retinopatia da prematuridade, dentre outros. Dessa forma, é possível evitar milhões de casos de cegueira devido à falta de identificação e acesso ao tratamento correto”, afirma o CTO da Phelcom, Diego Lencione.

Inclusive, o Phelcom Eyer foi um dos vencedores do renomado World Summit Awards (WSA) 2020, na categoria Health & Well-Being. A premiação global reconhece a inovação digital local que contribui para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) das Nações Unidas. Ao todo, 40 soluções, de 26 países, foram contempladas nessa edição.

 

 

“Este reconhecimento demonstra que os nossos valores e esforços para mudar a realidade da saúde visual no mundo estão alinhados com os objetivos de outras pessoas e instituições, como a ONU e o WSA. Podemos causar grande impacto com nossa solução, pois temos um apelo social muito grande para essa realidade mundial”, afirma Stuchi.

Para desenvolver o seu primeiro produto, a startup recebeu aporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Programa de Promoção da Economia Criativa da Samsung. Além disso, conta com o apoio das incubadoras Supera Parque e Eretz.bio, do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Ações sociais e mutirões

 

 

Há três anos, o famoso Mutirão Unidos pelo Diabetes, de Itabuna (BA), que atende milhares de pessoas, recorre ao Eyer para avaliar possíveis complicações da doença nos olhos, como retinopatia diabética.

A Phelcom disponibiliza os aparelhos, fornece treinamento prévio, ajuda na estratégia de montagem de laudos usando o Eyer Cloud e coloca à disposição a equipe de engenheiros para suporte durante a ação.

 

 

Diversas ações sociais também utilizam o aparelho para levar mais saúde para todo o país. A expedição realizada pelo Barco Hospital São Francisco, na região do município de Terra Branca (PA), no final de 2019, também contou com o Eyer. A oftalmologista Mariana Lafetá, uma das voluntárias nessa viagem, fala que o equipamento auxiliou no diagnóstico de doenças como catarata, glaucoma e retinopatia diabética, dentre outras.

“É fácil realizar os exames, tirar as fotos, encontrá-las nos arquivos e armazenar depois. Podemos também enviar ou imprimir as imagens, o que considero muito interessante, além de conseguirmos acessar de qualquer lugar com internet”, analisa.

O oftalmologista Fernando Korn Malerbi também usou o Eyer em uma expedição para três reservas indígenas do Estado do Mato Grosso, no início de 2020. Ao todo, o médico avaliou 193 índios. Dentre as principais doenças encontradas, estão retinopatia diabética e catarata.

“A experiência com o equipamento foi muito boa, principalmente pela portabilidade e facilidade de uso”, avalia. Ele relembra que já esteve envolvido em outros projetos com o smartdevice para diagnóstico de retinopatia diabética. “Acredito que o Eyer seja muito relevante para esse tipo de ação, representando uma alternativa importante para rastreamento de populações que vivem em áreas remotas”, conclui.

 

 

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