A Anvisa aprovou o primeiro produto de terapia gênica no Brasil, voltado para tratamento de Distrofia Hereditária da Retina (DHR), como a amaurose congênita de Leber e a retinose pigmentar. Até então, não havia alternativa terapêutica para o problema.
O voretigene neparvoveque (nome comercial: Luxturna®) é um tipo especial de medicamento de terapia avançada. A enzima produzida por ele melhora o funcionamento das células da retina, diminuindo assim o progresso da doença.
Em seguida, conheça mais sobre essa terapia gênica, como atua no organismo e os resultados para o paciente.
Terapia gênica
Resumidamente, a terapia gênica baseia-se na inserção de material genético exógeno em células de um indivíduo com finalidade terapêutica. Dessa forma, a transferência é feita com o intuito de recuperar a função de um gene, dar uma nova função gênica ou intensificar a atividade dos genes ativos.
De maneira objetiva, a terapia gênica conserta genes defeituosos com a inserção de genes saudáveis nos pacientes com diferentes doenças.
Distrofia hereditária da retina
Já a Distrofia Hereditária da Retina (DHR) é uma doença rara provocada pela mutação do gene humano RPE65. Dentre os problemas causados, estão amaurose congênita de Leber, retinose pigmentar, síndrome de Usher e doença de Stargardt.
A mutação desse gene provoca a ruptura gradual das células que formam a retina, localizadas na parte de trás do olho. Desse modo, causa perda gradual da visão até culminar com a cegueira.
Dentre os sintomas, estão a dificuldade ou ausência de adaptação ao escuro, perda de campo visual periférico, visão de cores anormal, fotofobia e perda da acuidade visual até evoluir para cegueira total.
Como funciona o medicamento
Elaborado por engenharia genética, o produto é composto por um vírus em que foi inserido cópia do gene humano RPE65, responsável pela produção de uma enzima necessária para o funcionamento normal da retina.
Essa enzima permite um melhor desempenho das células da retina, diminuindo assim o progresso da doença. Na fase de estudos, mostrou ganho de visão funcional e de autonomia em adultos e crianças.
Vale ressaltar que o vírus utilizado na fabricação deste medicamento não causa doença em humanos.
O tratamento pode ser feito em crianças acima de 12 meses e em adultos com perda de visão devido à distrofia hereditária da retina. O remédio é produzido pela Novartis Biociências S.A.
Até o momento, não havia alternativa terapêutica para o distúrbio.
Outra observação importante é que o produto é de uso hospitalar e deve ser utilizado sob supervisão médica especializada, administrado via injeção sub-retiniana.
O médico também deve adotar precauções, como a obrigatoriedade de o paciente passar por testes capazes de comprovar que sua perda de visão foi provocada por mutações no gene RPE65, sobre o qual a substância ativa do Luxturna atua.
Além disso, usar outros critérios laboratoriais e clínicos para avaliação. Por exemplo, é necessária uma quantidade de células da retina ainda funcionando normalmente para o sucesso do tratamento. Se não, os resultados podem ser baixos.
Conclusão
A terapia gênica, de modo geral, tem um potencial enorme para tratar doenças provocadas por um único gene imperfeito. Isso porque, ao corrigir a parte do código genético defeituoso, soluciona ou melhora bastante o problema. E, dessa maneira, gerar mais qualidade de vida ao paciente.
Sem dúvida, esse tratamento gera expectativas positivas para doenças raras geradas por distúrbios genéticos.
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A diabetes, sobretudo o tipo 2, é uma das principais doenças suscetíveis a complicações do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Isso porque é um fator de risco para a piora de várias infecções, uma vez que debilita as defesas do organismo.
Hoje, o país tem 7,4% portadores dessa enfermidade, de acordo com um levantamento da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgado pelo Ministério da Saúde.
E como está a saúde desses pacientes nesta pandemia? Nada bem, pois apresentam uma piora nos níveis glicêmicos devido à mudança de hábitos durante o isolamento social. Como, por exemplo, falta de atividades físicas.
Os dados são de uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com outras instituições, e divulgada recentemente na revista Diabetes Research and Clinical Practice.
Em seguida, entenda como foi realizado o estudo, os resultados e como os diabéticos devem redobrar os cuidados no momento atual.
Diabetes e coronavírus – a pesquisa
Uma associação entre instituições nacionais e internacionais, incluindo a Universidade de São Paulo (USP), realizou uma pesquisa inédita com 1,7 mil brasileiros sobre o impacto da Covid-19 em portadores de diabetes. Os resultados foram publicados na revista Diabetes Research and Clinical Practice, em 3 de julho.
Os dados foram coletados através de uma pesquisa anônima e não rastreável. Contendo 20 questões de múltipla escolha, foi compartilhada em sites e mídias sociais por meio de instituições afiliadas, entidades coligadas ou parceiras e grupos de mídia social para diabetes.
Portanto, esse estudo foi feito por amostragem por conveniência.
As perguntas abordavam sociodemografia, a natureza do sistema de saúde, o estado de saúde dos participantes e aspectos atribuídos à pandemia da Covid-19, como frequência de saídas, alterações observadas nos níveis glicêmicos e acesso a cuidados médicos, dentre outros.
Diabetes e coronavírus – os resultados
Ao todo, 75% dos participantes eram mulheres, 78% tinham entre 18 e 50 anos e 65% moravam na região Sudeste. A maioria (60%) era portadora de diabetes tipo 1 e 31%, do tipo 2. Além disso, 39% tinham acesso ao serviço privado de saúde e 33% deles utilizavam ambos os sistemas, público e privado.
Muitas pessoas relataram dificuldades no acesso aos medicamentos necessários ao controle da diabetes. Dos 64% dos pacientes que retiram no SUS, só 21% receberam a quantidade para 90 dias, conforme orientação do Ministério da Saúde.
Outras mudanças relatadas devido à pandemia do novo coronavírus foram:
95% reduziu a frequência de saídas. Destes, 26% nunca saíram desde o início da pandemia;
Dos 91,5% que monitoram a glicemia em casa, 59,4% sofreu uma deterioração. Destes, 31,2% tiveram maior variabilidade do que antes da pandemia, glicemia 20% maior e níveis glicêmicos 8,2% mais baixos.
38,4% adiaram consultas médicas e/ou exames de rotina;
40,2% não agendaram consulta médica desde o início da pandemia;
59% diminuiu a prática de atividades físicas. Destes, 14,7% com leve redução e 44,8% com grande redução.
A análise revelou também uma associação entre idade, ocorrência dos sintomas da Covid-19, tipos de diabetes e a evolução de algumas comorbidades. Por exemplo, os portadores de diabetes tipo 2 controlam menos os níveis glicêmicos e tiveram maior assiduidade de outras doenças e complicadores, como problemas de saúde mental. Já muitos diabéticos tipo 1 demonstraram sintomas. Porém, não foram testados.
Conclusão
Os pesquisadores concluíram que os resultados da pesquisa revelam riscos de curto, médio e longo prazo para pessoas com diabetes no Brasil. Isso porque a pandemia de Covid-19 abriu caminho para comportamentos insalubres e inseguros. Dentre eles, o adiamento de consultas médicas, redução de atividade física e privação da coleta de medicamentos e suprimentos. Tudo disso levou a uma alta porcentagem de piora glicêmica.
Por exemplo, apenas 21% dos 64,5% receberam remédios do SUS para 90 dias. Essa estratégia é recomendada por diferentes organizações para evitar saídas desnecessárias e visitas aos locais de saúde.
Dessa forma, também mostra que as medidas implementadas até o momento não abrangem a maior parte dessa população. Ou seja, funciona apenas para uma minoria.
Já em relação ao tratamento, o cenário atual impacta diretamente a disponibilidade e o acesso aos profissionais de saúde para o atendimento rotineiro de pessoas com diabetes. Isso porque muitos deles foram realocados para serviços de emergência, locais de testes, UTIs e outros serviços para atender os infectados.
Neste sentido, a telemedicina auxilia com a possibilidade de consultas on-line, reforçando assim o papel da Atenção Primária à Saúde durante a pandemia, garantindo monitoramento próximo e oportuno de pacientes diabéticos.
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De fato, o mundo inteiro está correndo para encontrar uma vacina contra a Covid-19. Renomadas universidades, institutos de pesquisas e diversas organizações de saúde trabalham incansavelmente, em diferentes vertentes, para desenvolver a proteção para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), responsável pela morte de mais de 500 mil pessoas em todo o planeta.
Um desses projetos é o programa de vacinas AAVCOVID, baseado em uma terapia gênica utilizada para tratamento de distrofia da retina hereditária – problema que provoca a perda de visão. Como a tecnologia já é aprovada e devido à urgência frente a atual pandemia, a vacina poderia entrar no mercado em questão de semanas, por exemplo.
Em seguida, entenda mais sobre esse estudo liderado pelos Estados Unidos e quais serão os próximos passos.
A pesquisa
Desenvolvido por dois institutos ligados ao Hospital Geral de Massachusetts, em Boston (EUA), o programa de vacina AAVCOVID é baseado em uma terapia gênica já aprovada no tratamento de distrofia da retina hereditária e de atrofia muscular espinhal.
Essa tecnologia utiliza o adenovírus associado (AAV), testado por mais de duas décadas e comprovadamente seguro para os seres humanos. Além disso, é adaptável a diferentes substâncias e alcança resposta imune satisfatória.
Contra o novo coronavírus, a ideia é usar um vetor AAV para fornecer sequências genéticas do SARS-CoV-2. Desse modo, a vacinação entrega fragmentos de DNA genético do vírus, que gera uma proteína antigênica, projetada para provocar uma resposta imune para prevenir a infecção.
Ou seja, o AAV fornecerá instruções para a produção da chamada proteína ‘spike’, que auxilia a entrada e a replicação do coronavírus na célula. Assim, o sistema imunológico reconhecerá como agente externo e produzirá anticorpos específicos para combater a doença.
Mesmo se o coronavírus sofrer mutação e surgir uma nova cepa, as instruções genéticas poderão ser trocadas. Dessa forma, produzir uma vacina atualizada e em apenas algumas semanas.
Próximos passos
Até o momento, os testes foram realizados apenas em camundongos. Em breve, os experimentos serão feitos em primatas. A expectativa é que até o fim do ano o estudo avance para avaliações em humanos.
Segundo os pesquisadores, duas versões da vacina – do total de sete – já estão sendo fabricadas para estudos clínicos.
Conclusão
Sem dúvida, a vacina experimental baseada em uma tecnologia já existente de terapia gênica com adenovírus associado (AAV) é uma grande vantagem. Isso porque, se comprovada a sua eficácia, a produção de bilhões de doses pode ser feita em semanas devido a situação emergencial.
Por outro lado, ainda é imprescindível mais testes clínicos para garantir a segurança e efetividade da nova vacina.
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Já sabemos que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) atinge os olhos.
Primeiro, o relato de um médico chinês testado positivo levantou a possibilidade de o vírus ser contraído pelos olhos, além de mucosas da boca e nariz.
Ao mesmo tempo, alguns pacientes manifestaram conjuntivite como um dos sintomas. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1% dos infectados apresenta esse quadro.
Agora, uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que o coronavírus pode causar alterações na retina. Abaixo, entenda como foi realizado o trabalho, os resultados e quais serão os próximos passos.
Coronavírus e retina: o estudo
O Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) – Campus São Paulo, em conjunto com o Instituto da Visão, identificou que o novo coronavírus (SARS-Cov-2) pode causar lesões anatômicas na retina. O estudo foi publicado recentemente no periódico inglês The Lancet.
Até então, a única alteração oftalmológica provocada pelo vírus era conjuntivite.
A conclusão ocorreu após os cientistas analisarem 12 profissionais da saúde, de 25 a 69 anos, testados positivos para a Covid-19. A avaliação aconteceu entre o 11º e 35º de infecção.
Todos eles apresentaram febre, astenia e dispneia. Por outro lado, 11 também tiveram perda de olfato. Do total, dois foram internados no hospital, mas nenhum necessitou de cuidados intensivos.
Os resultados
Os pacientes não apresentaram nenhuma queixa em relação à visão. Além disso, não havia sinais e sintomas de inflamação intraocular. Mesmo assim, os exames de tomografia de coerência óptica (OCT) mostraram que havia modificações na retina.
Todos os pacientes apresentaram lesões hiper-reflexivas no nível das células ganglionares e das camadas plexiformes internas, com maior destaque no feixe papilomacular em ambos os olhos.
De acordo com um dos autores do estudo, o oftalmologista e professor Rubens Belfort Júnior, os danos “podem estar associados a manifestações microvasculares ou de sistema nervoso central, correlacionando o novo coronavírus às alterações e sequelas no sistema nervoso.”
Vale ressaltar a importância dessa descoberta, pois há relatos de pacientes que desenvolvem modificações cerebrais.
Ademais, quatro pacientes apresentaram micro-hemorragias ao longo das arcadas retiniana.
Próximos passos
Com os resultados iniciais, a pesquisa continuará com o acompanhamento dos pacientes atuais e de novos testes. Além dos 12 já avaliados, os cientistas também estão observando mais 13 infectados.
Conclusão
A descoberta da chance do novo coronavírus (SARS-CoV-2) também causar lesões na retina é importante para entendermos como o novo agente atinge a saúde dos humanos.
Ainda mais se realmente demonstrar um possível dano ou sequela no sistema nervoso. Desse modo, os indícios na retina podem ser uma forma mais fácil e ágil de encontrar o problema no cérebro.
Porém, os estudos ainda estão na fase inicial. Mesmo assim, é importante para que outros pesquisadores conheçam a possibilidade e prestem atenção nessas lesões.
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Agora, um novo estudo aponta que os olhos também podem ser uma fonte de contágio. Isso porque pesquisadores do Instituto Lazzaro Spallanzani, da Itália, identificaram o vírus nas lágrimas de uma paciente.
Além disso, mais quatro pesquisas realizadas na China também apresentaram os mesmos resultados.
Portanto, entenda como o novo coronavírus pode estar presente nas lágrimas de pacientes com Covid-19. Saiba como foram feitas as pesquisas e quais são os próximos passos.
Coronavírus e lágrimas – pesquisa Itália
Uma pesquisa liderada pelo Instituto Lazzaro Spallanzani, da Itália, detectou o novo coronavírus (SARS-CoV-2) nas lágrimas de uma paciente contaminada. O trabalho foi publicado na revista acadêmica Annals of Internal Medicine, dos Estados Unidos.
Os pesquisadores descobriram que o vírus tem a capacidade de replicar-se na conjuntiva. Ou seja, fora do sistema respiratório.
A paciente apresentou conjuntivite, um dos sintomas da Covid-19. Atualmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 1% dos infectados apresenta esse quadro.
Dessa maneira, o resultado indica que os olhos são uma possível fonte de contágio, e não apenas uma das formas de contrair a doença.
Para agravar a situação, o vírus ainda estava presente nas lágrimas mesmo após não ser mais detectado no sistema respiratório. Até o 27º dia, as secreções oculares testaram levemente positivo para o SARS-CoV-2.
A pesquisa avaliou 30 pacientes testados positivos, internados em hospitais, entre janeiro e fevereiro. Destes, apenas um apresentou conjuntivite. Ele foi o único com o vírus encontrado nas secreções oculares.
Outros dois estudos, publicados no MedRxiv, também sugerem uma probabilidade relativamente baixa do coronavírus nas lágrimas de pessoas contaminadas e com conjuntivite.
Em um deles, cientistas examinaram 72 pacientes com Covid-19, sendo dois com sintomas de conjuntivite. Destes dois, apenas um apresentou o vírus em suas lágrimas.
Já o outro trabalho verificou 63 pacientes testados positivos em Wuhan. Dentre eles, só um desenvolveu conjuntivite. Porém, ele teve o cotonete conjuntival negativo para o SARS-CoV-2. Por outro lado, o mesmo exame deu diagnóstico positivo para outro paciente e “prováveis” para mais dois.
Próximos passos
Apesar dos resultados reveladores alcançados por essas pesquisas, a probabilidade do novo coronavírus nas lágrimas de pacientes com Covid-19 é relativamente baixa.
Entretanto, o próximo passo é aprofundar os estudos sobre o quanto o SARS-CoV-2 permanece ativo e qual é o seu real potencial de transmissão nas secreções oculares.
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Gradativamente, a inteligência artificial (IA) vem ganhando espaço na área de saúde. De fato, as inúmeras pesquisas realizadas em todo o mundo apresentam resultados promissores que apontam para uma verdadeira revolução neste setor em um futuro próximo.
Isso porque os algoritmos inteligentes e os softwares cada vez mais inovadores prometem entregar mais qualidade, acessibilidade, agilidade, efetividade e redução de custos para toda a cadeia envolvida: instituições, profissionais e pacientes.
Por tudo isso, pesquisadores e cientistas decidiram utilizar essa tecnologia também contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Dessa forma, diversos estudos foram acelerados com o objetivo de entender melhor o avanço do vírus e para detectar casos e prioridades em hospitais, dentre outras metas.
Aliás, foi um sistema de IA que descobriu, primeiro, o surgimento desse novo agente.
Portanto, veja a seguir quais são as principais iniciativas envolvendo inteligência artificial (IA) no combate ao novo coronavírus.
Algoritmo alertou sobre o novo coronavírus
Antes mesmo da Organização Mundial da Saúde (OMS) emitir oficialmente um alerta sobre o surgimento do SARS-CoV-2, uma ferramenta inteligente identificou o novo vírus na região de Wuhan, na China. Posteriormente, o local foi confirmado como o epicentro da epidemia.
Além disso, também comunicou o provável foco de disseminação do vírus em algumas cidades: Bangkok, Seul, Taipei e Tóquio. E isso com base na compra de passagens áreas.
A startup BlueDot, do Canadá, trabalha com tecnologias de machine learning para a detecção de epidemias. Os algoritmos de previsão mapeiam notícias de saúde em 65 idiomas e rastreiam redes de pesquisa, informações de companhias áreas, comunicados oficiais da área de agronegócio e fóruns de discussões, dentre outros.
Com a análise desses dados, por meio da técnica de processamento de linguagem natural (NLP), a empresa dispara alertas sobre novas doenças e eventuais áreas de risco. Exatamente como ocorreu em relação à doença Covid-19.
Para isso, foi criado um banco de dados aberto – intitulado Cord-19 – para publicação constante de novos trabalhos na área. Além disso, foram definidas algumas perguntas para nortear a busca por informações, publicadas em um grupo de machine learning do Google. Por lá, os cientistas também poderão enviar os dados analisados.
O projeto conta com o apoio de gigantes da tecnologia, como Google, Microsoft e Facebook. Sem dúvida, o Cord-19 possui a mais extensa literatura sobre a nova doença, legível por uma ferramenta de IA.
Software identifica a doença por meio de tomografia
O novo vírus compromete os pulmões, que passam a apresentar um aspecto de vidro fosco nas laterais, periferia e na base, principalmente. A intenção é analisar esse padrão no exame.
O software também utilizou o princípio de machine learning ao analisar mais de 5 mil tomografias de infectados confirmados com a doença.
Atualmente, mais de 100 hospitais na China contam com a nova ferramenta no controle da doença.
Brasil também investe em IA para análise de tomografias
No Brasil, também há uma iniciativa com o uso de inteligência artificial contra o novo coronavírus. O Hospital das Clínicas de São Paulo está elaborando um sistema para analisar a tomografia de pacientes. O objetivo principal é que a ferramenta ajude no diagnóstico dos casos mais urgentes, já que há falta de testes laboratoriais no mercado. Dessa forma, realiza o diagnóstico mais rapidamente e aumenta a produtividade.
Para isso, o diagnóstico para Covid-19 pode ser fechado se somado sintomas como febre, tosse seca e dificuldade para respirar.
Por meio de machine learning, a tecnologia verificou até o momento cerca de 100 tomografias de pacientes contaminados, feitos no HC, Instituto Fleury e Hospital Sírio Libanês. Além disso, outras imagens irão compor o banco de dados.
Super computador descobre 77 compostos para possível controle do novo coronavírus
Em seguida, as substâncias foram classificadas conforme probabilidade de vinculação ao pico de material genético do novo coronavírus. Agora, novas simulações serão realizadas com um modelo mais preciso para, depois, avançar para estudos experimentais em laboratório.
Vale ressaltar que os resultados obtidos ainda não significam a cura ou um novo tratamento da doença.
Conclusão
Como vimos, há diversas pesquisas pelo mundo com o uso de inteligência artificial como arma na luta contra o novo coronavírus. Mais do que isso, há locais que já aproveitam os benefícios da tecnologia, como a China.
Com toda a certeza, a IA aplicada na área de saúde tem alta capacidade de desenvolver ferramentas inovadoras e capazes de gerar rapidez e precisão neste cenário de pandemia.
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