Coronavírus: vacina experimental é baseada em terapia genética para cegueira

Coronavírus: vacina experimental é baseada em terapia genética para cegueira

De fato, o mundo inteiro está correndo para encontrar uma vacina contra a Covid-19. Renomadas universidades, institutos de pesquisas e diversas organizações de saúde trabalham incansavelmente, em diferentes vertentes, para desenvolver a proteção para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), responsável pela morte de mais de 500 mil pessoas em todo o planeta.

Um desses projetos é o programa de vacinas AAVCOVID, baseado em uma terapia gênica utilizada para tratamento de distrofia da retina hereditária – problema que provoca a perda de visão. Como a tecnologia já é aprovada e devido à urgência frente a atual pandemia, a vacina poderia entrar no mercado em questão de semanas, por exemplo.

Em seguida, entenda mais sobre esse estudo liderado pelos Estados Unidos e quais serão os próximos passos.

A pesquisa

Desenvolvido por dois institutos ligados ao Hospital Geral de Massachusetts, em Boston (EUA), o programa de vacina AAVCOVID é baseado em uma terapia gênica já aprovada no tratamento de distrofia da retina hereditária e de atrofia muscular espinhal.

Essa tecnologia utiliza o adenovírus associado (AAV), testado por mais de duas décadas e comprovadamente seguro para os seres humanos. Além disso, é adaptável a diferentes substâncias e alcança resposta imune satisfatória.

Contra o novo coronavírus, a ideia é usar um vetor AAV para fornecer sequências genéticas do SARS-CoV-2. Desse modo, a vacinação entrega fragmentos de DNA genético do vírus, que gera uma proteína antigênica, projetada para provocar uma resposta imune para prevenir a infecção.

Ou seja, o AAV fornecerá instruções para a produção da chamada proteína ‘spike’, que auxilia a entrada e a replicação do coronavírus na célula. Assim, o sistema imunológico reconhecerá como agente externo e produzirá anticorpos específicos para combater a doença.

Mesmo se o coronavírus sofrer mutação e surgir uma nova cepa, as instruções genéticas poderão ser trocadas. Dessa forma, produzir uma vacina atualizada e em apenas algumas semanas.

Próximos passos

Até o momento, os testes foram realizados apenas em camundongos. Em breve, os experimentos serão feitos em primatas. A expectativa é que até o fim do ano o estudo avance para avaliações em humanos.

Segundo os pesquisadores, duas versões da vacina – do total de sete – já estão sendo fabricadas para estudos clínicos.

Conclusão

Sem dúvida, a vacina experimental baseada em uma tecnologia já existente de terapia gênica com adenovírus associado (AAV) é uma grande vantagem. Isso porque, se comprovada a sua eficácia, a produção de bilhões de doses pode ser feita em semanas devido a situação emergencial.

Por outro lado, ainda é imprescindível mais testes clínicos para garantir a segurança e efetividade da nova vacina.

Acompanhe as novidades sobre coronavírus e olhos no blog da Phelcom.

Coronavírus pode provocar alterações na retina

Coronavírus pode provocar alterações na retina

Já sabemos que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) atinge os olhos.

Primeiro, o relato de um médico chinês testado positivo levantou a possibilidade de o vírus ser contraído pelos olhos, além de mucosas da boca e nariz.

Ao mesmo tempo, alguns pacientes manifestaram conjuntivite como um dos sintomas. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1% dos infectados apresenta esse quadro.

Em seguida, diversos estudos identificaram o novo agente também nas lágrimas de contaminados. Desse modo, os olhos também são uma possível fonte de contágio, e não apenas uma das formas de contrair a doença.

Agora, uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que o coronavírus pode causar alterações na retina. Abaixo, entenda como foi realizado o trabalho, os resultados e quais serão os próximos passos.

Coronavírus e retina: o estudo

O Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) – Campus São Paulo, em conjunto com o Instituto da Visão, identificou que o novo coronavírus (SARS-Cov-2) pode causar lesões anatômicas na retina. O estudo foi publicado recentemente no periódico inglês The Lancet.

Até então, a única alteração oftalmológica provocada pelo vírus era conjuntivite.

A conclusão ocorreu após os cientistas analisarem 12 profissionais da saúde, de 25 a 69 anos, testados positivos para a Covid-19. A avaliação aconteceu entre o 11º e 35º de infecção.

Todos eles apresentaram febre, astenia e dispneia. Por outro lado, 11 também tiveram perda de olfato. Do total, dois foram internados no hospital, mas nenhum necessitou de cuidados intensivos.

Os resultados

Os pacientes não apresentaram nenhuma queixa em relação à visão. Além disso, não havia sinais e sintomas de inflamação intraocular. Mesmo assim, os exames de tomografia de coerência óptica (OCT) mostraram que havia modificações na retina.

Todos os pacientes apresentaram lesões hiper-reflexivas no nível das células ganglionares e das camadas plexiformes internas, com maior destaque no feixe papilomacular em ambos os olhos.

De acordo com um dos autores do estudo, o oftalmologista e professor Rubens Belfort Júnior, os danos “podem estar associados a manifestações microvasculares ou de sistema nervoso central, correlacionando o novo coronavírus às alterações e sequelas no sistema nervoso.”

Vale ressaltar a importância dessa descoberta, pois há relatos de pacientes que desenvolvem modificações cerebrais.

Ademais, quatro pacientes apresentaram micro-hemorragias ao longo das arcadas retiniana.

Próximos passos

Com os resultados iniciais, a pesquisa continuará com o acompanhamento dos pacientes atuais e de novos testes. Além dos 12 já avaliados, os cientistas também estão observando mais 13 infectados.

Conclusão

A descoberta da chance do novo coronavírus (SARS-CoV-2) também causar lesões na retina é importante para entendermos como o novo agente atinge a saúde dos humanos.

Ainda mais se realmente demonstrar um possível dano ou sequela no sistema nervoso. Desse modo, os indícios na retina podem ser uma forma mais fácil e ágil de encontrar o problema no cérebro.

Porém, os estudos ainda estão na fase inicial. Mesmo assim, é importante para que outros pesquisadores conheçam a possibilidade e prestem atenção nessas lesões.

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Pesquisadores encontram novo coronavírus em lágrimas de paciente

Pesquisadores encontram novo coronavírus em lágrimas de paciente

Há pouco tempo, um relato de um médico chinês levantou a possibilidade do novo coronavírus (SARS-CoV-2) ser contraído pelos olhos, além de mucosas da boca e nariz.

Agora, um novo estudo aponta que os olhos também podem ser uma fonte de contágio. Isso porque pesquisadores do Instituto Lazzaro Spallanzani, da Itália, identificaram o vírus nas lágrimas de uma paciente.

Além disso, mais quatro pesquisas realizadas na China também apresentaram os mesmos resultados.

Portanto, entenda como o novo coronavírus pode estar presente nas lágrimas de pacientes com Covid-19. Saiba como foram feitas as pesquisas e quais são os próximos passos.

Coronavírus e lágrimas – pesquisa Itália

Uma pesquisa liderada pelo Instituto Lazzaro Spallanzani, da Itália, detectou o novo coronavírus (SARS-CoV-2) nas lágrimas de uma paciente contaminada. O trabalho foi publicado na revista acadêmica Annals of Internal Medicine, dos Estados Unidos.

Os pesquisadores descobriram que o vírus tem a capacidade de replicar-se na conjuntiva. Ou seja, fora do sistema respiratório.

A paciente apresentou conjuntivite, um dos sintomas da Covid-19. Atualmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 1% dos infectados apresenta esse quadro.

Dessa maneira, o resultado indica que os olhos são uma possível fonte de contágio, e não apenas uma das formas de contrair a doença.

Para agravar a situação, o vírus ainda estava presente nas lágrimas mesmo após não ser mais detectado no sistema respiratório. Até o 27º dia, as secreções oculares testaram levemente positivo para o SARS-CoV-2.

Coronavírus e lágrimas – pesquisas da China

lágrimas

Na China, pesquisadores também constataram o novo coronavírus nas lágrimas de um infectado. Semelhante ao estudo realizado na Itália, o homem também estava com conjuntivite. O trabalho foi divulgado no Journal of Medical Virology.

A pesquisa avaliou 30 pacientes testados positivos, internados em hospitais, entre janeiro e fevereiro. Destes, apenas um apresentou conjuntivite. Ele foi o único com o vírus encontrado nas secreções oculares.

Além disso, há relato de um caso na China que mostra a presença do SARS-CoV-2 nas lágrimas de um paciente com conjuntivite aguda bilateral. O artigo foi publicado no periódico MBJ Journals.

Outros dois estudos, publicados no MedRxiv, também sugerem uma probabilidade relativamente baixa do coronavírus nas lágrimas de pessoas contaminadas e com conjuntivite.

Em um deles, cientistas examinaram 72 pacientes com Covid-19, sendo dois com sintomas de conjuntivite. Destes dois, apenas um apresentou o vírus em suas lágrimas.

Já o outro trabalho verificou 63 pacientes testados positivos em Wuhan. Dentre eles, só um desenvolveu conjuntivite. Porém, ele teve o cotonete conjuntival negativo para o SARS-CoV-2. Por outro lado, o mesmo exame deu diagnóstico positivo para outro paciente e “prováveis” para mais dois.

Próximos passos

Apesar dos resultados reveladores alcançados por essas pesquisas, a probabilidade do novo coronavírus nas lágrimas de pacientes com Covid-19 é relativamente baixa.

Entretanto, o próximo passo é aprofundar os estudos sobre o quanto o SARS-CoV-2 permanece ativo e qual é o seu real potencial de transmissão nas secreções oculares.

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Inteligência artificial contra o novo coronavírus

Inteligência artificial contra o novo coronavírus

Gradativamente, a inteligência artificial (IA) vem ganhando espaço na área de saúde. De fato, as inúmeras pesquisas realizadas em todo o mundo apresentam resultados promissores que apontam para uma verdadeira revolução neste setor em um futuro próximo.

Isso porque os algoritmos inteligentes e os softwares cada vez mais inovadores prometem entregar mais qualidade, acessibilidade, agilidade, efetividade e redução de custos para toda a cadeia envolvida: instituições, profissionais e pacientes.

Por tudo isso, pesquisadores e cientistas decidiram utilizar essa tecnologia também contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2). Dessa forma, diversos estudos foram acelerados com o objetivo de entender melhor o avanço do vírus e para detectar casos e prioridades em hospitais, dentre outras metas.

Aliás, foi um sistema de IA que descobriu, primeiro, o surgimento desse novo agente.

Portanto, veja a seguir quais são as principais iniciativas envolvendo inteligência artificial (IA) no combate ao novo coronavírus.

Algoritmo alertou sobre o novo coronavírus

Antes mesmo da Organização Mundial da Saúde (OMS) emitir oficialmente um alerta sobre o surgimento do SARS-CoV-2, uma ferramenta inteligente identificou o novo vírus na região de Wuhan, na China. Posteriormente, o local foi confirmado como o epicentro da epidemia.

Além disso, também comunicou o provável foco de disseminação do vírus em algumas cidades: Bangkok, Seul, Taipei e Tóquio. E isso com base na compra de passagens áreas.

A startup BlueDot, do Canadá, trabalha com tecnologias de machine learning para a detecção de epidemias. Os algoritmos de previsão mapeiam notícias de saúde em 65 idiomas e rastreiam redes de pesquisa, informações de companhias áreas, comunicados oficiais da área de agronegócio e fóruns de discussões, dentre outros.

Com a análise desses dados, por meio da técnica de processamento de linguagem natural (NLP), a empresa dispara alertas sobre novas doenças e eventuais áreas de risco. Exatamente como ocorreu em relação à doença Covid-19.

IA analisará 29 mil artigos nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o governo trabalha em conjunto com pesquisadores para analisar 29 mil artigos sobre o novo coronavírus por meio de inteligência artificial. A ideia é encontrar dados que ajudem a controlar a pandemia atual, como origem do vírus, tipos de transmissão e tratamentos em potencial da Covid-19.

Para isso, foi criado um banco de dados aberto – intitulado Cord-19 – para publicação constante de novos trabalhos na área. Além disso, foram definidas algumas perguntas para nortear a busca por informações, publicadas em um grupo de machine learning do Google. Por lá, os cientistas também poderão enviar os dados analisados.

O projeto conta com o apoio de gigantes da tecnologia, como Google, Microsoft e Facebook. Sem dúvida, o Cord-19 possui a mais extensa literatura sobre a nova doença, legível por uma ferramenta de IA.

Software identifica a doença por meio de tomografia

coronavírus

Recentemente, a gigante do ecommerce chinês Alibaba anunciou o desenvolvimento de um algoritmo que detecta a Covid-19 por meio de tomografia de pacientes com pneumonia. O diagnóstico ocorre em 20 segundos com precisão de 96%.

O novo vírus compromete os pulmões, que passam a apresentar um aspecto de vidro fosco nas laterais, periferia e na base, principalmente. A intenção é analisar esse padrão no exame.

O software também utilizou o princípio de machine learning ao analisar mais de 5 mil tomografias de infectados confirmados com a doença.

Atualmente, mais de 100 hospitais na China contam com a nova ferramenta no controle da doença.

Brasil também investe em IA para análise de tomografias

No Brasil, também há uma iniciativa com o uso de inteligência artificial contra o novo coronavírus. O Hospital das Clínicas de São Paulo está elaborando um sistema para analisar a tomografia de pacientes. O objetivo principal é que a ferramenta ajude no diagnóstico dos casos mais urgentes, já que há falta de testes laboratoriais no mercado. Dessa forma, realiza o diagnóstico mais rapidamente e aumenta a produtividade.

Para isso, o diagnóstico para Covid-19 pode ser fechado se somado sintomas como febre, tosse seca e dificuldade para respirar.

Por meio de machine learning, a tecnologia verificou até o momento cerca de 100 tomografias de pacientes contaminados, feitos no HC, Instituto Fleury e Hospital Sírio Libanês. Além disso, outras imagens irão compor o banco de dados.

Super computador descobre 77 compostos para possível controle do novo coronavírus

coronavirus

Foto: Wikimedia Commons

Nos Estados Unidos, o supercomputador Summit, da IBM, encontrou 77 moléculas com potencial para combater a Covid-19. Para isso, foram feitos milhares de simulações com mais de 8 mil compostos químicos.

Em seguida, as substâncias foram classificadas conforme probabilidade de vinculação ao pico de material genético do novo coronavírus. Agora, novas simulações serão realizadas com um modelo mais preciso para, depois, avançar para estudos experimentais em laboratório.

Vale ressaltar que os resultados obtidos ainda não significam a cura ou um novo tratamento da doença.

Conclusão

Como vimos, há diversas pesquisas pelo mundo com o uso de inteligência artificial como arma na luta contra o novo coronavírus. Mais do que isso, há locais que já aproveitam os benefícios da tecnologia, como a China.

Com toda a certeza, a IA aplicada na área de saúde tem alta capacidade de desenvolver ferramentas inovadoras e capazes de gerar rapidez e precisão neste cenário de pandemia.

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Implante no cérebro faz mulher voltar a enxergar

Implante no cérebro faz mulher voltar a enxergar

Imagine voltar a enxergar após 16 anos? Pois foi isso o que aconteceu com uma mulher na Espanha.

A deficiente visual Bernardeta Goméz, de 57 anos, utilizou um óculos conectado ao cérebro desenvolvido por cientistas da Universidade Miguel Hernandez e da Universidade de Utah, em parceria com o Hospital IMED Elche, da Espanha.

O dispositivo ainda está em fase de testes, mas já apresenta resultados promissores. Portanto, veja neste post como o novo aparelho permite voltar a enxergar, como foi realizado o estudo e quais são os próximos passos para auxiliar ainda mais pessoas que sofrem com cegueira.

A pesquisa

Os pesquisadores criaram um óculos equipado com uma câmera que envia as imagens captadas, por meio de sinais eletrônicos, a um computador. Em seguida, o computador manda esses sinais para um dispositivo com 100 eletrodos, implantado na parte traseira do cérebro do paciente. É neste local que está o córtex visual.

Para você entender melhor, o aparelho funciona como o implante coclear, que possibilita ao deficiente visual escutar sons.

Os eletrodos foram colocados no cérebro da primeira voluntária Bernardeta Gómez, por meio de cirurgia. A espanhola ficou cega aos 42 anos, devido a uma neuropatia óptica tóxica.

De fato, há outros estudos nessa área. Porém, esse é o primeiro a não usar os olhos e nervos ópticos para o paciente voltar a enxergar. Nesta pesquisa, os cientistas levaram em consideração que muitas lesões ocorrem no sistema nervoso que conecta a retina. Ou seja, não necessariamente no globo ocular.

voltar a enxergar

Foto: divulgação/Eduardo Fernández Jover

Os resultados

No final de 2018, Bernardeta conseguiu ver após 15 anos. A sua primeira palavra foi “allí” – ali em português, em referência ao que percebeu a sua frente. De fato, a visão ainda é embaçada, com pontos e formas brilhantes, nos tons brancos e amarelos. Mesmo assim, ela foi capaz de reconhecer pessoas, luzes, letras e objetos próximos.

Os testes duraram seis meses, com a paciente frequentando o laboratório quatro vezes por semana. Após esse período, ela passou por um novo procedimento para a retirada do implante. Isso porque o dispositivo ainda não tem aprovação para utilização em longo prazo.

Próximos passos

voltar a enxergar

Foto: reprodução/Russ Juskalian

O estudo continuará com a realização de experimentos em mais cinco pacientes cegos nos próximos anos. Além disso, os pesquisadores estão procurando mais voluntários.

Vale ressaltar que o dispositivo também foi testado em animais, como gato e macaco. Porém, não foi possível mensurar o que eles conseguiram enxergar.

Conclusão

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cegueira atinge cerca de 40 milhões de pessoas no mundo todo. Só no Brasil, são 6,5 milhões de pacientes com algum tipo de deficiência visual. Destes, 582 mil são cegos.

Logo, voltar a enxergar é um sonho de muitas pessoas. E também o desafio de muitos cientistas.

Mas, com o desenvolvimento cada vez maior de tecnologias de ponta, como inteligência artificial e machine learning, podemos esperar por resultados positivos em um futuro próximo.

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Pesquisa mostra relação entre apneia do sono e Edema Macular Diabético

Pesquisa mostra relação entre apneia do sono e Edema Macular Diabético

De acordo com uma nova pesquisa realizada em Taiwan, a apneia do sono em estágio avançado é um fator de risco para o desenvolvimento do Edema Macular Diabético (EMD). Além disso, os pesquisadores também identificaram que o tratamento do EMD em pacientes com apneia do sono é mais complexo.

Até então, os estudos realizados apenas concluíram que havia uma correlação baixa entre os dois problemas. Porém, o novo trabalho aponta que a apneia do sono grave acentua o EMD.

Portanto, veja neste post como foi conduzida a pesquisa que relaciona apneia do sono e Edema Macular Diabético, os resultados e as conclusões.

A pesquisa

A pesquisa analisou dados de todos os pacientes diagnosticados com retinopatia diabética, durante um período de oito anos, no Hospital Memorial Chang Gung, em Taiwan.

Para você entender melhor, os níveis elevados de açúcar no sangue podem danificar os vasos sanguíneos que ficam atrás dos olhos. Desse modo, ocorre a retinopatia diabética. Atualmente, essa doença é uma das principais causas de cegueira no mundo todo.

A pesquisa foi apresentada na Reunião Anual da Academia Americana de Oftalmologia, no final de 2019.

Os resultados

Os pesquisadores descobriram que a taxa de apneia do sono grave era significativamente maior em pacientes com EMD em comparação com aqueles sem a doença (80,6% x 45,5%).

Além disso, notaram que, quanto pior a apneia do sono, pior o EMD. O problema também foi predominante em pacientes que necessitavam de mais tratamento para controlar o EMD. Isto é, foram precisos três ou mais tratamentos de terapia médica ou à laser.

Conclusões

Os pesquisadores concluíram que a apneia do sono pode contribuir para o desenvolvimento e agravamento da retinopatia diabética ao aumentar a resistência à insulina. Dessa forma, eleva-se a inflamação e a pressão arterial, o que pode danificar os vasos sanguíneos na parte posterior do olho.

Ou seja: a apneia do sono em fase avançada é um fator de risco para o desenvolvimento do Edema Macular Diabético (EMD). Os cientistas também constataram que o tratamento do EMD em pacientes com apneia do sono grave também é mais difícil.

Conclusão

De fato, a nova pesquisa demonstrou uma forte relação entre a apneia do sono e Edema Macular Diabético (EMD). Dessa maneira, é preciso ficar de olho nessa condição tanto em pacientes com apneia do sono quanto em pacientes com EMD.

Sem dúvida, novos estudos na área devem ser feitos para comprovar a teoria. Ainda mais que os trabalhos anteriores não haviam conseguido estabelecer a apneia do sono como fator de risco.

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