Estudo usa terapia genética para regenerar nervo óptico danificado

Estudo usa terapia genética para regenerar nervo óptico danificado

Imagine regenerar o nervo óptico danificado com terapia genética? E, assim, conseguir recuperar pacientes com glaucoma?

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Cambridge (Reino Unido) alcançou resultados promissores neste sentido. Por meio de terapia genética, os cientistas reabilitaram as fibras nervosas danificadas dos olhos. O estudo foi publicado recentemente na revista Nature Communications.

Em seguida, veja como foi realizada a pesquisa, os resultados e como pode ser importante, futuramente, no tratamento do glaucoma.

Porém, vale ressaltar que os resultados ainda são iniciais e são necessários ainda mais testes para determinar uma terapia eficaz para humanos.

A pesquisa

Os pesquisadores da Universidade de Cambridge (Reino Unido) empregaram uma técnica de terapia genética para estimular o crescimento do número e da atividade da proteína protrudina no olho e no nervo óptico in vitro.

Primeiro, os cientistas cultivaram as células em laboratório. Depois, provocaram lesões nas células nervosas (axônios) com laser. Por fim, introduziram o gene e acompanharam as alterações com um microscópio.

O estudo foi realizado em ratos.

Resultados

Os cientistas notaram que, quanto mais aumentava a quantidade da proteína protrudina nessas células, maior era a regeneração dos neurônios da retina. Além de melhorar o crescimento, a protrudina também diminuiu a chance de morte das células nervosas.

A investigação demonstrou uma “proteção” quase completa das células nervosas crescendo numa cultura de células de uma das cobaias.

Desse modo, essa proteína pode ajuda a curar ou ao menos reduzir lesões no nervo óptico. E, assim, auxiliar na proteção contra o glaucoma no futuro.

Vale ressaltar que ainda são necessárias mais pesquisas para que seja possível desenvolver tratamentos eficazes para humanos.

Conclusão

De fato, os resultados do estudo com terapia genética são promissores. Ainda mais quando lembramos que, no passado, parecia impossível descobrir uma forma de regenerar o nervo ótico lesionado.

Realmente, essa pesquisa dá esperanças. Entretanto, muitos testes ainda precisam ser feitos em ratos, primatas e em humanos antes de definir um tratamento eficaz. E isso levará alguns anos para chegar às mãos da população.

Mesmo assim, o estudo continua sendo um grande avanço no combate ao glaucoma e outras doenças que afetam os neurônios, como o Alzheimer.

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Paciente desenvolve glaucoma após Covid-19

Paciente desenvolve glaucoma após Covid-19

De fato, ainda não sabemos quais são as consequências do novo coronavírus no organismo a médio e longo prazo. Mais do que isso, se são temporárias ou permanentes.

Diversos relatos e pesquisas têm identificado sequelas na saúde de pacientes curados. Dentre elas, dor de cabeça frequente, fadiga, sonolência, problemas de memória, perda de olfato e de paladar e, nos casos mais graves, alterações nos rins, cérebros, pulmões e coração.

Agora, uma paciente apresentou ataque agudo de glaucoma após Covid-19, dois meses depois da recuperação. Um estudo, publicado recentemente na revista Jama Ophthalmology, encontrou o antígeno da proteína N (nucleocapsídeo) do SARS-CoV-2 nos tecidos oculares da portadora. A proteína regula o sistema de replicação do vírus.

Apesar de ser apenas um caso até o momento, o relato é importante para alertar e incentivar a investigação das possíveis sequelas do coronavírus também nos olhos.

Portanto, conheça a seguir mais sobre a pesquisa, como foi realizada e quais são os resultados.

O estudo

Cientistas de Wuhan, na China, detectaram uma proteína reguladora do novo coronavírus nos olhos de uma paciente curada da Covid-19. O relato do caso foi divulgado na revista Jama Ophthalmology.

A mulher, de 64 anos, testou positivo para a doença e passou 18 dias internada. Porém, não apresentou sintomas graves. Entretanto, oito dias após a recuperação, a paciente sofreu perca de visão nos dois olhos e dores agudas no local.

Exames demonstraram um aumento considerável e perigoso na pressão do humor aquoso, que chegou a 50 mmHg – o ideal é até 22 mmHg. O diagnóstico foi de glaucoma agudo de ângulo fechado.

A paciente passou por duas cirurgias, já que o tratamento com remédios não surtiu efeito. Na ocasião, os médicos retiraram amostras do tecido conjuntivo para análise.

Os resultados

No material, os pesquisadores localizaram o antígeno da proteína N (nucleocapsídeo) dentro das células da conjuntiva, malha trabecular e íris, mesmo após dois meses da recuperação. Essa proteína é responsável pelo processo de replicação do vírus.

Em seguida, comparou-se os resultados a um paciente controle, sem infecção pelo coronavírus, que foi submetido às cirurgias iguais e no mesmo período. Contudo, o homem não apresentou a proteína. Desse modo, o estudo sugere uma possível capacidade do vírus em infectar outros órgãos além do sistema respiratório. Inclusive, os olhos.

Todavia, é fundamental destacar que o caso dessa paciente é raro. Por outro lado, demonstra a necessidade de mais investigações sobre como o novo coronavírus afeta os olhos.

Conclusão

Sem dúvida, o relato de glaucoma após Covid-19 é importantíssimo para buscar respostas em um cenário em que ainda não está claro quais são as sequelas da doença.

Por isso, o estudo investigou se os antígenos virais que permaneceram nos olhos, mesmo após dois meses, podem provocar danificações à estrutura ocular. Além disso, se também apontam para resquícios ativos do vírus em outros órgãos e se são infecciosos.

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Biomarcador de doenças neurodegenerativas pode ser detectável pelos olhos

Biomarcador de doenças neurodegenerativas pode ser detectável pelos olhos

Sem dúvida, o diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, é um verdadeiro desafio para os especialistas. Por isso, identificar biomarcadores que levem a detecção dessas disfunções logo no início é o foco principal de pesquisas nessa área.

Recentemente, um novo estudo descobriu que o neurofilamento (NfL) de cadeia leve, um biomarcador promissor de neurodegeneração no líquido cefalorraquidiano e no sangue, também é detectável no olho. O trabalho, realizado por cientistas dos Estados Unidos, foi publicado no periódico Alzheimer’s Research & Therapy.

Em seguida, saiba como foi realizada a pesquisa, os resultados e como pode servir de base para uma investigação aprofundada de NfL como biomarcador nos olhos de doenças neurodegenerativas.

A pesquisa

O objetivo da pesquisa foi investigar a presença de neurofilamento (NfL) no humor vítreo e suas associações com beta amilóide, tau, citocinas inflamatórias e proteínas vasculares, genótipos de apolipoproteína E ( APOE ), escores de Mini-Exame do Estado Mental (MMSE), doença sistêmica e doenças oftálmicas.

Os participantes do estudo foram selecionados com base em alguns critérios como idade a partir de 18 anos e com programação para vitrectomia via pars plana em pelo menos um olho devido a uma condição clínica ocular.

Os pesquisadores retiraram amostras de fluido ocular de 77 pacientes que passaram por cirurgia nos olhos. Ao todo, 63% eram do sexo masculino e tinham 56 anos em média.

Resultados

O estudo demonstrou que o NfL está positivamente associado aos níveis de Aβ 40, Aβ 42 e t-tau e outras citocinas inflamatórias selecionadas. Além disso, identificou que os níveis de NfL não foram significativamente associados a doenças oculares. Ou seja, aparentemente não são influenciados pelas condições clínicas dos olhos dos pacientes.

Os níveis de NfL também não foram associados aos genótipos de APOE e não foram encontrados uma relação significativa com doenças sistêmicas, como diabetes.

A pesquisa é a primeira a alcançar esses resultados. Entretanto, vale ressaltar que não mostra evidências confiáveis ​​de que os níveis de NfL vítreo definitivamente representam neurodegeneração.

Portanto, mais estudos são necessários para validar o NfL no fluido do olho para outros biomarcadores estabelecidos de neurodegeneração.

A ligação entre olhos e cérebro

De fato, o olho é uma janela para o cérebro. Doenças oculares como catarata, glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética foram associadas ao Alzheimer em estudos epidemiológicos, indicando que ambas possivelmente compartilham fatores de risco comuns e mecanismos patológicos em nível molecular.

Essas interconexões sugerem que a elucidação das características comuns dos processos neurodegenerativos pode levar a uma melhor compreensão das doenças neurológicas e oculares.

Além disso, exames dos olhos podem levar a descoberta de outras doenças, como câncer de pele, aneurisma cerebral e até AIDS.

Conclusão

Nas últimas décadas, houve um aumento de doenças neurodegenerativas. Das duas mais comuns, estima-se que a doença de Alzheimer afete 1,2 milhão de brasileiros e a de Parkinson, 200 mil.

Como o diagnóstico precoce ainda é um desafio, é essencial contar com biomarcadores confiáveis para a identificação da doença, avaliação prognóstica e resposta mensurável ao tratamento.

Neste cenário, os resultados dessa pesquisa servem como base para uma investigação mais aprofundada de NfL nos fluidos oculares para informar sobre a utilidade potencial de sua presença no olho.

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Covid-19: crianças podem apresentar sintomas oculares mais do que adultos

Covid-19: crianças podem apresentar sintomas oculares mais do que adultos

De acordo com diversos estudos, a Covid-19 também atinge os olhos. Primeiro, o relato de um médico chinês testado positivo levantou a possibilidade de o vírus ser contraído pelos olhos, além de mucosas da boca e nariz.

Ao mesmo tempo, alguns pacientes manifestaram conjuntivite como um dos sintomas. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1% dos infectados apresenta esse quadro.

Em seguida, várias pesquisas identificaram o novo agente também nas lágrimas de contaminados. Desse modo, os olhos também são uma possível fonte de contágio, e não apenas uma das formas de contrair a doença.

Há pouco tempo, outro trabalho mostrou que o novo coronavírus também pode causar alterações na retina.

Agora, um estudo publicado na revista Java Ophthalmology sugere que as crianças podem apresentar sintomas de Covid-19 relacionados aos olhos com mais frequência do que os adultos. Ao todo, 22,7% dos pacientes avaliados apresentaram conjuntivite. Um número muito superior ao detectado em adultos, que apresentam taxa de 1% a 3%.

Portanto, entenda neste artigo como foi realizada a pesquisa e os resultados. De fato, há algumas limitações. Porém, esses dados podem ajudar a orientar a prevenção e o manejo de distúrbios oculares em crianças com Covid-19.

A pesquisa

Cientistas de Wuhan, da China, investigaram as manifestações oculares e características clínicas de crianças com Covid-19. Ao todo, os pesquisadores examinaram 216 pacientes de um hospital infantil, com idades entre 2 e 11 anos, confirmados por RT-PCR entre janeiro e março deste ano.

O estudo foi publicado na revista JAMA Ophthalmology.

Os resultados

Ao todo, 49 crianças (22,7%) apresentaram diversas manifestações oculares. Em seguida, conheça quais são:

  • Descarga conjuntival – 55,1%, incluindo 18,4% com secreção mucoide branca, 14,3% com aguado fino e 22,4% com secreção purulenta;
  • Pruido ocular – 38,8%;
  • Congestão conjuntival – 10,2%;
  • Dor ocular – 8,2%;
  • Edema palpebral – 8,2%;;
  • Lacrimejamento – 4,1%;

Vale ressaltar que alguns pacientes sofreram com mais de um dos sintomas relatados acima.

Além disso, os sintomas gerais foram:

  • Febre – 37.5%;
  • Tosse – 36,6%;
  • Diarreia – 5,1%;
  • Fadiga – 4,6%;
  • Descarga nasal – 3,2%;
  • Congestão Conjuntival – 1,9%.

Atenção: dois pacientes já sofriam com conjuntivite alérgica antes da contaminação.

O estudo identificou que crianças com sintomas sistêmicos ou tosse eram mais propensas a desenvolver sintomas oculares leves.

Felizmente, todas as crianças recuperaram-se sem maiores complicações. Ao todo, 26 pacientes foram submetidos a tratamentos com colírios antibióticos, antivirais e antialérgicos. Já 23 apenas ficaram em observação, sem tratamento.

Do total de pacientes com sintomas oculares, 8 mantiveram o prurido ocular por período maior. O restante recuperou-se completamente. A duração dos sintomas oculares foi de 3 a 10 dias, apresentando uma média de 7.

Desse modo, a sugestão dos pesquisadores é que o maior contato mão-olho possa ser o motivo da maior incidência de manifestações oculares em crianças.

As limitações

Apesar da importância da pesquisa, é válido ressaltarmos algumas limitações enfrentadas. Dentre elas, a falta da evidência do patógeno do problema ocular. Isso porque os pesquisadores não receberam permissão para realizar swab conjuntival nos pacientes.

Outro ponto é que a descrição dos sintomas pode não ser real, pois crianças muito pequenas tem dificuldade de descrever o desconforto sofrido.

Conclusão

Apesar de apresentar algumas limitações, os dados da pesquisa podem ajudar a orientar a prevenção e o manejo de distúrbios oculares em crianças com Covid-19. Ainda mais nesse cenário em que não sabemos muito bem quais são todos os sintomas e as possíveis sequelas pós-recuperação.

De fato, ainda não existe tratamento específico para desordens oculares associadas a Covid-19. Entretanto, como mostra a pesquisa, a maior parte se recupera rapidamente, sem tratamento e sem complicações.

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Terapia gênica para distrofia da retina tem o primeiro medicamento aprovado

Terapia gênica para distrofia da retina tem o primeiro medicamento aprovado

A Anvisa aprovou o primeiro produto de terapia gênica no Brasil, voltado para tratamento de Distrofia Hereditária da Retina (DHR), como a amaurose congênita de Leber e a retinose pigmentar. Até então, não havia alternativa terapêutica para o problema.

O voretigene neparvoveque (nome comercial: Luxturna®) é um tipo especial de medicamento de terapia avançada. A enzima produzida por ele melhora o funcionamento das células da retina, diminuindo assim o progresso da doença.

Em seguida, conheça mais sobre essa terapia gênica, como atua no organismo e os resultados para o paciente.

Terapia gênica

Resumidamente, a terapia gênica baseia-se na inserção de material genético exógeno em células de um indivíduo com finalidade terapêutica. Dessa forma, a transferência é feita com o intuito de recuperar a função de um gene, dar uma nova função gênica ou intensificar a atividade dos genes ativos.

De maneira objetiva, a terapia gênica conserta genes defeituosos com a inserção de genes saudáveis nos pacientes com diferentes doenças.

Distrofia hereditária da retina

Já a Distrofia Hereditária da Retina (DHR) é uma doença rara provocada pela mutação do gene humano RPE65. Dentre os problemas causados, estão amaurose congênita de Leber, retinose pigmentar, síndrome de Usher e doença de Stargardt.

A mutação desse gene provoca a ruptura gradual das células que formam a retina, localizadas na parte de trás do olho. Desse modo, causa perda gradual da visão até culminar com a cegueira.

Isso ocorre geralmente na infância ou na adolescência. Mesmo rara, é a segunda causa de baixa visão em crianças de até 15 anos de idade. Além disso, uma fatia considerável de seus portadores evolui para a cegueira total até cerca de 18 anos.

Dentre os sintomas, estão a dificuldade ou ausência de adaptação ao escuro, perda de campo visual periférico, visão de cores anormal, fotofobia e perda da acuidade visual até evoluir para cegueira total.

Como funciona o medicamento

terapia gênica

Elaborado por engenharia genética, o produto é composto por um vírus em que foi inserido cópia do gene humano RPE65, responsável pela produção de uma enzima necessária para o funcionamento normal da retina.

Essa enzima permite um melhor desempenho das células da retina, diminuindo assim o progresso da doença. Na fase de estudos, mostrou ganho de visão funcional e de autonomia em adultos e crianças.

Vale ressaltar que o vírus utilizado na fabricação deste medicamento não causa doença em humanos.

O tratamento pode ser feito em crianças acima de 12 meses e em adultos com perda de visão devido à distrofia hereditária da retina. O remédio é produzido pela Novartis Biociências S.A.

Até o momento, não havia alternativa terapêutica para o distúrbio.

Outra observação importante é que o produto é de uso hospitalar e deve ser utilizado sob supervisão médica especializada, administrado via injeção sub-retiniana.

O médico também deve adotar precauções, como a obrigatoriedade de o paciente passar por testes capazes de comprovar que sua perda de visão foi provocada por mutações no gene RPE65, sobre o qual a substância ativa do Luxturna atua.

Além disso, usar outros critérios laboratoriais e clínicos para avaliação. Por exemplo, é necessária uma quantidade de células da retina ainda funcionando normalmente para o sucesso do tratamento. Se não, os resultados podem ser baixos.

Conclusão

A terapia gênica, de modo geral, tem um potencial enorme para tratar doenças provocadas por um único gene imperfeito. Isso porque, ao corrigir a parte do código genético defeituoso, soluciona ou melhora bastante o problema. E, dessa maneira, gerar mais qualidade de vida ao paciente.

Sem dúvida, esse tratamento gera expectativas positivas para doenças raras geradas por distúrbios genéticos.

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Diabetes e coronavírus: pesquisa revela riscos para pacientes durante a pandemia

Diabetes e coronavírus: pesquisa revela riscos para pacientes durante a pandemia

A diabetes, sobretudo o tipo 2, é uma das principais doenças suscetíveis a complicações do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Isso porque é um fator de risco para a piora de várias infecções, uma vez que debilita as defesas do organismo.

Para você ter uma ideia, 31% do total de pacientes mortos por Covid-19 no Brasil, até julho, eram diabéticos.

Hoje, o país tem 7,4% portadores dessa enfermidade, de acordo com um levantamento da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgado pelo Ministério da Saúde.

E como está a saúde desses pacientes nesta pandemia? Nada bem, pois apresentam uma piora nos níveis glicêmicos devido à mudança de hábitos durante o isolamento social. Como, por exemplo, falta de atividades físicas.

Os dados são de uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com outras instituições, e divulgada recentemente na revista Diabetes Research and Clinical Practice.

Em seguida, entenda como foi realizado o estudo, os resultados e como os diabéticos devem redobrar os cuidados no momento atual.

Diabetes e coronavírus – a pesquisa

Uma associação entre instituições nacionais e internacionais, incluindo a Universidade de São Paulo (USP), realizou uma pesquisa inédita com 1,7 mil brasileiros sobre o impacto da Covid-19 em portadores de diabetes. Os resultados foram publicados na revista Diabetes Research and Clinical Practice, em 3 de julho.

Os dados foram coletados através de uma pesquisa anônima e não rastreável. Contendo 20 questões de múltipla escolha, foi compartilhada em sites e mídias sociais por meio de instituições afiliadas, entidades coligadas ou parceiras e grupos de mídia social para diabetes.

Portanto, esse estudo foi feito por amostragem por conveniência.

As perguntas abordavam sociodemografia, a natureza do sistema de saúde, o estado de saúde dos participantes e aspectos atribuídos à pandemia da Covid-19, como frequência de saídas, alterações observadas nos níveis glicêmicos e acesso a cuidados médicos, dentre outros.

Diabetes e coronavírus – os resultados

Ao todo, 75% dos participantes eram mulheres, 78% tinham entre 18 e 50 anos e 65% moravam na região Sudeste. A maioria (60%) era portadora de diabetes tipo 1 e 31%, do tipo 2. Além disso, 39% tinham acesso ao serviço privado de saúde e 33% deles utilizavam ambos os sistemas, público e privado.

Muitas pessoas relataram dificuldades no acesso aos medicamentos necessários ao controle da diabetes. Dos 64% dos pacientes que retiram no SUS, só 21% receberam a quantidade para 90 dias, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Outras mudanças relatadas devido à pandemia do novo coronavírus foram:

  • 95% reduziu a frequência de saídas. Destes, 26% nunca saíram desde o início da pandemia;
  • Dos 91,5% que monitoram a glicemia em casa, 59,4% sofreu uma deterioração. Destes, 31,2% tiveram maior variabilidade do que antes da pandemia, glicemia 20% maior e níveis glicêmicos 8,2% mais baixos.
  • 38,4% adiaram consultas médicas e/ou exames de rotina;
  • 40,2% não agendaram consulta médica desde o início da pandemia;
  • 59% diminuiu a prática de atividades físicas. Destes, 14,7% com leve redução e 44,8% com grande redução.

A análise revelou também uma associação entre idade, ocorrência dos sintomas da Covid-19, tipos de diabetes e a evolução de algumas comorbidades. Por exemplo, os portadores de diabetes tipo 2 controlam menos os níveis glicêmicos e tiveram maior assiduidade de outras doenças e complicadores, como problemas de saúde mental. Já muitos diabéticos tipo 1 demonstraram sintomas. Porém, não foram testados.

Conclusão

Os pesquisadores concluíram que os resultados da pesquisa revelam riscos de curto, médio e longo prazo para pessoas com diabetes no Brasil. Isso porque a pandemia de Covid-19 abriu caminho para comportamentos insalubres e inseguros. Dentre eles, o adiamento de consultas médicas, redução de atividade física e privação da coleta de medicamentos e suprimentos. Tudo disso levou a uma alta porcentagem de piora glicêmica.

Por exemplo, apenas 21% dos 64,5% receberam remédios do SUS para 90 dias. Essa estratégia é recomendada por diferentes organizações para evitar saídas desnecessárias e visitas aos locais de saúde.

Dessa forma, também mostra que as medidas implementadas até o momento não abrangem a maior parte dessa população. Ou seja, funciona apenas para uma minoria.

Já em relação ao tratamento, o cenário atual impacta diretamente a disponibilidade e o acesso aos profissionais de saúde para o atendimento rotineiro de pessoas com diabetes. Isso porque muitos deles foram realocados para serviços de emergência, locais de testes, UTIs e outros serviços para atender os infectados.

Neste sentido, a telemedicina auxilia com a possibilidade de consultas on-line, reforçando assim o papel da Atenção Primária à Saúde durante a pandemia, garantindo monitoramento próximo e oportuno de pacientes diabéticos.

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