De repente, a sua visão fica embaçada. Você percebe que há cada vez mais pontos flutuantes, faíscas quando move os olhos e até um efeito de sombra na frente da visão. Cuidado: você pode estar sofrendo com descolamento de retina. De fato, a doença é considerada grave e pode até evoluir para cegueira se não tratada rapidamente.
Portanto, é essencial conhecer tudo sobre o problema para buscar ajuda médica no momento certo. Até porque a doença tem cura quando diagnosticada precocemente. Então, entenda neste post o que é descolamento de retina, as causas, os fatores de risco, os sintomas, o diagnóstico e os tratamentos realizados para dar adeus ao problema de uma vez por todas.
Descolamento de retina – o que é
Antes de tudo, vamos entender o que é a retina. Essa fina e delicada membrana reveste a superfície da parte interna do olho. Por exemplo, é ela que permite formarmos a imagem captada pelo globo ocular. Isso ocorre ao detectar a luz, por meio de receptores fotossensíveis, converter a informação em impulsos elétricos e enviar ao cérebro.
O descolamento da retina acontece quando a membrana desprende-se da parte interna do olho. Na verdade, ela é não fixada em nenhuma estrutura. O que a mantém em sua posição correta é o vítreo, um gel espesso e transparente situado dentro do globo ocular, entre a retina e o cristalino.
Ao encolher, o vítreo separa-se da retina. Desse modo, a membrana perde a ligação com as demais estruturas intraoculares e fica sem o abastecimento de nutrientes, causando a degeneração macular.
Reprodução: Clínica de Oftalmologia Integrada
Descolamento de retina – causas
De fato, o descolamento de retina pode ser provocado por algumas situações. Em seguida, conheça as mais comuns:
Ruptura da retina
Ao rasgar ou furar, o vítreo penetra entre a retina e o olho, causando o descolamento regmatogênito. É dessa maneira que interrompe o fornecimento de nutrientes.
Puxão na retina
O descolamento pode ocorrer por tração ou puxão da retina devido às alterações no vítreo. Essas mudanças podem acontecer devido ao envelhecimento ou retinopatias, o que caracteriza o descolamento tradicional.
Acúmulo de fluido atrás da retina
Outra causa é o surgimento de tumores ou doenças inflamatórias, definido como descolamento exsudativo, que beneficiam o acúmulo do vítreo atrás da retina, nos vasos sanguíneos ou nos tecidos do globo ocular. Dessa forma, acontece o descolamento.
Descolamento de retina – fatores de risco
Sem dúvida, há alguns fatores de risco que aumentam as chances do surgimento da doença. Logo abaixo, conheça os principais:
Envelhecimento, com risco maior a partir dos 40 anos;
Registro de descolamento de retina anterior em pelo menos um dos olhos;
Histórico familiar da doença;
Alto grau de miopia;
Cirurgia já realizada nos olhos, como de glaucoma ou catarata;
Traumas ou lesões graves nos olhos;
Diabetes desequilibrada;
Hipertensão descontrolada;
Tumores;
Doenças inflamatórias;
Outras doenças ou disfunções nos olhos.
Descolamento de retina – sintomas
Com toda a certeza, os sintomas podem variar conforme o tipo de deslocamento de retina. Porém, os sintomas mais comuns são:
Moscas volantes na visão, como pontos, manchas, cordas ou bolhas;
Faíscas ou flashes luminosos ao mover os olhos ou a cabeça;
Uma espécie de véu em frente à visão;
Vista embaçada e turva;
Perda gradativa ou até repentina de visão.
Descolamento de retina – diagnóstico
Sem dúvida, é fundamental procurar o médico se notar qualquer um dos sintomas descritos acima. Na verdade, você deve manter a rotina de visitas ao oftalmologista em dia para garantir o diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura e, ainda, sem sequelas.
Atualmente, 85% dos casos cirúrgicos apresentam uma boa recuperação. Já em situações em que a retina sofreu lesões graves, pode não haver a recuperação total da visão.
Os exames mais comuns para a detecção da doença é o mapeamento da retina, oftalmoscopia indireta, ultrassom ocular e a fundoscopia (conhecido como exame de fundo de olho). Aliás, alguns deles podem ser feitos de forma mais rápida e com baixo custo com um novo aparelho para celular.
Phelcom Eyer pode detectar descolamento de retina.
Descolamento de retina – tratamentos
De fato, o tratamento empregado dependerá do tipo, gravidade e extensão do descolamento de retina. Em seguida, conheça os mais aplicados:
Cirurgia a laser – fotocoagulação
Com feixes de laser, a fotocoagulação provoca queimaduras em torno da fissura para criar cicatrizes que fechem a passagem do vítreo por detrás da retina. Assim sendo, também facilita a aderência da membrana. Essa opção é apenas para os casos em que não ocorreu a penetração do fluido pelo defeito da retina.
Criopexia
Aqui, o entorno da ruptura da retina é congelado, formando cicatrizes que também impedirão a infiltração do vítreo. Como a fotocoagulação, esse método só pode ser realizado se a substância ainda não tenha se alocado na retina.
Retinopexia
Nesse procedimento, uma faixa ou esponja de silicone é inserida em torno dos olhos com o objetivo de comprimir a esclera (o branco dos olhos). Dessa maneira, a retina é fixada.
Retinopatia pneumática
Para evitar a entrada do vítreo pelo espaço aberto da retina, é injetado um tipo de gás que irá obstruir a passagem. Desse modo, o fluido e o gás serão aos poucos absorvidos pelo organismo, permitindo assim a reposição da membrana.
Vitrectomia
Essa técnica visa corrigir os defeitos que provocaram o descolamento de retina. Para isso, retira o vítreo e qualquer tecido que esteja repuxando a membrana. Em seguida, injeta gás, ar ou líquido no espaço do vítreo. É desse jeito que a retina voltará ao seu lugar. Assim como na retinopatia pneumática, as substâncias aplicadas serão absorvidas e local vítreo será preenchido com fluido corporal.
Conclusão
Agora você sabe tudo sobre descolamento de retina. Neste post, explicamos o que é esse problema, as causas, os sintomas, o diagnóstico e os tratamentos realizados para curar a doença e ficar sem sequelas. Contudo, as chances de se livrar de vez da doença aumentam consideravelmente quando há a detecção precoce e rapidez nos cuidados necessários.
Portanto, fique atento aos sintomas e não deixe de consultar o seu oftalmologista com frequência.
Cuidar da saúde é a sua prioridade? Então, acompanhe o blog da Phelcom!
De fato, o impacto negativo em nossa saúde e no meio ambiente em relação à emissão de gases poluentes feita por veículos já é comprovado em diversos estudos e pesquisas. Por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 7 milhões de pessoas no mundo todo morram por ano devido à poluição atmosférica – e os gases emitidos pelos carros, caminhões, motos e outras conduções têm sua parcela de culpa nesses dados.
Além da exposição prolongada à contaminação do ar elevar o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares, agora uma pesquisa aponta que também prejudica a saúde dos olhos.
De acordo com um estudo realizado em Taiwan, os poluentes liberados pelos veículos podem dobrar os casos de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).
Portanto, entenda neste post a possível ligação entre DMRI e poluição causada por automóveis, como os pesquisadores chegaram nesse resultado e quais são os próximos passos do trabalho.
DMRI e poluição – A pesquisa
Um trabalho desenvolvido por diversas instituições de Taiwan analisou se os gases monóxido de carbono (CO) e dióxido de nitrogênio (NO2), emitidos pelos veículos, aumentariam as chances de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) em pessoas com mais de 50 anos. O estudo foi publicado no Journal of Investigative Medicine.
A DMRI é responsável pela degeneração das células fotorreceptoras da mácula – pequena região central da retina. São essas células que transformam a luz do campo visual em impulsos elétricos e os levam ao cérebro, por meio do nervo óptico. Desse modo, é possível enxergar com nitidez. Por esse motivo, quando a mácula é afetada, ocorre a perda progressiva da visão central, podendo evoluir para cegueira.
Ainda não se sabe exatamente a causa da doença. Porém, um dos principais fatores de risco é o envelhecimento. Por isso, os cientistas optaram pela escolha da faixa etária a partir dos 50 anos.
O estudo analisou os dados de 39.819 cidadãos saudáveis de 2000 a 2010. Desse total, 30% residiam em locais urbanizados. Nesse período, os pesquisadores cruzaram diversas informações para obter resultados mais fiéis possíveis, como a qualidade do ar, idade, sexo, renda e outras condições que podem provocar doenças nos olhos, como diabetes e hipertensão.
O envelhecimento é um dos principais fatores de risco da DMRI.
DMRI e poluição – Os resultados
No final do período, 1.442 pessoas apresentaram DMRI. Mas, o dado mais alarmante é que 91% dos moradores com exposição maior ao dióxido de nitrogênio eram mais propensos a manifestar a doença em comparação às áreas com menor movimentação de automóveis.
Além disso, os indivíduos que respiram altos índices de monóxido de carbono têm 84% mais chances de desenvolverem a doença.
Conclusão
Por fim, o estudo mostrou que a exposição permanente a altos níveis de gases poluentes liberados por veículos pode aumentar em duas vezes o risco de casos de Degeneração Macular Relacionada à Idade.
Contudo, vale lembrar que a pesquisa é observacional e apenas uma associação entre DMRI e poluição. Ou seja, não conta com uma relação de causa e efeito. Isso porque, por exemplo, pode haver outros fatores comuns em locais poluídos que alterariam os resultados, além de não considerar questões como tabagismo e genética.
As novidades em oftalmologia é um assunto que interessa você? Então, acompanhe o blog da Phelcom.
Cada vez mais, a telemedicina confirma o seu indiscutível potencial na qualificação dos processos assistenciais na área de saúde. Inclusive, na medicina da família. Isso porque os resultados promissores já comprovam os inúmeros benefícios do emprego dessa especialidade na saúde básica.
O rápido intercâmbio dos dados dos pacientes, muitas vezes por meio de inteligência artificial e softwares de alta tecnologia, permitem o diagnóstico, prevenção e tratamentos realizados por especialistas remotos. Ou seja, levam o acesso à saúde de qualidade para comunidades distantes e com déficits sérios em infraestrutura. Além disso, possibilita a formação contínua dos profissionais e fornece informações para avaliações e pesquisas que geram melhorias em todo o setor.
Por exemplo, a emissão de laudos à distância, uma das áreas da especialidade no Brasil, consegue atender com excelência alguns dos principais objetivos dos programas de saúde da família: o diagnóstico precoce e o encaminhamento correto para serviços de média e alta complexidade. Isso porque proporciona agilidade e efetividade ao processo de triagem. E, além de melhorar a qualidade de vida do paciente, essas ações reduzem custos evitáveis no SUS.
Atualmente, uma das especialidades médicas que vem ganhando muito com o uso da telemedicina na saúde da família é a oftalmologia. E não apenas os pacientes, mas os médicos também, pois aumenta a produtividade e diminui os gastos do consultório e/ou instituições médicas.
Com toda a certeza, a telemedicina faz a diferença na triagem oftalmológica dentro da medicina da família. Mas, como utilizá-la da melhor forma? Em seguida, entenda neste post como funciona a emissão de laudos à distância e conheça um equipamento inovador no mercado que vem mudando a maneira de fazer exames oftalmológicos.
Telemedicina no Brasil
Em primeiro lugar, vamos entender rapidamente como funciona a telemedicina no Brasil. A Resolução nº 1.634/02, publicada em 2002, regulamenta a atividade no país. Atualmente, são permitidas três frentes: teleassistência, teleducação e emissão de laudos à distância. Em seguida, conheça cada uma delas:
Teleassistência
Monitoração do paciente em sua própria casa ou no hospital. O médico responsável troca informações com outros especialistas, como dados de exames e de diversos procedimentos médicos, por meio de plataformas online.
Teleducação
Capacitação de profissionais da saúde que atuam em locais com pouca infraestrutura e dificuldade de acesso às atualizações da área.
Emissão de laudos à distância
É a principal frente da telemedicina no Brasil e a que mais cresce. O exame pode ser feito em qualquer lugar e laudado por médicos – que também podem estar em qualquer localização – por meio de softwares online com acesso via computador, celular ou tablet.
Triagem oftalmológica na medicina da família – Eyer
A triagem oftalmológica na área de medicina da família ocorre dentro da Emissão de Laudos à Distância. Para isso, é possível utilizar um equipamento que realize os exames e disponibilize, automaticamente e em tempo real, os dados em um sistema online: o Phelcom Eyer.
O Eyer é um retinógrafo portátil que funciona acoplado a um smartphone. O aparelho realiza exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila.
Com ele, é possível fazer as triagens de forma mais rápida, efetiva e com custos baixos. Sem dúvida, o Eyer é o que há de mais moderno em retinografia portátil e para prevenção, diagnóstico e controle de diversos distúrbios que afetam a saúde dos olhos.
Por exemplo, a inteligência artificial embarcada fornece funções inteligentes para auxílio ao diagnóstico médico e a captura dos exames de retina. Já a conectividade facilita o compartilhamento e acesso de dados dos exames na nuvem, no Eyer Cloud, habilitando o diagnóstico remoto.
Outros diferenciais do aparelho são a portabilidade e o valor mais acessível da tecnologia. Ele é em torno de 6 a 10x mais acessível que os retinógrafos tradicionais, em média.
Telemedicina na medicina da família – vantagens
Com toda a certeza, a diminuição da distância, com acesso de qualidade a um processo de triagem oftalmológico efetivo, é uma das principais vantagens da telemedicina aplicada na medicina da família. Além disso, também pode ser empregada na discussão de casos clínicos e segunda opinião formativa.
No Brasil, a telemedicina tem uma enorme capacidade de unificar e qualificar o atendimento da atenção básica à saúde através de ações de teleducação, teleassistência e emissão de laudos à distância. Desse modo, contribui para aperfeiçoar a qualidade do atendimento e assistência ao realizar teleconsultas, permitir a segunda opinião de forma mais rápida e laudar exames remotamente, por exemplo.
Em seguida, conheça todas as vantagens do uso da telemedicina na medicina da família:
Aumento do contato e troca de informações entre médico e paciente, gerando também maior acolhimento;
Democratização do acesso à saúde, principalmente em locais com pouca infraestrutura de serviços de qualidade na área, como médicos, profissionais de saúde, equipamentos, medicamentos etc;
Maior rapidez no atendimento, por meio de sistemas informatizados integrados a plataformas online com acesso via computadores, celulares e tablets;
Garantia de segurança e sigilo de dados;
Acesso a especialistas e profissionais de referência;
Redução do tempo de atendimento e de custos operacionais;
Facilidade na troca de informações entre os serviços de saúde;
Diminuição do deslocamento de pacientes a hospitais e grandes centros urbanos;
Facilidade na realização de exames, que podem ser feitos em clínicas e postos de saúde;
Melhora na qualidade dos laudos emitidos;
Acesso às capacitações e atualizações para os profissionais da saúde.
Conclusão
Por fim, você viu como a telemedicina pode atuar na área de medicina da família com resultados incríveis e promissores. Por exemplo, o processo de triagem oftalmológica ganha mais velocidade, qualidade e custos menores. Tudo isso permite o diagnóstico precoce e o encaminhamento correto para os serviços de saúde.
Além de todos os benefícios para o paciente, também contribui significativamente para a melhora da produtividade, resultados mais eficazes e redução dos custos operacionais dos consultórios e/ou hospitais.
Sem dúvida, é uma especialidade que deve entregar cada vez mais benefícios para as duas pontas do sistema: paciente e médico.
Acompanhe o blog da Phelcom e fique por dentro das principais novidades da Telemedicina.
De fato, a diabetes é a terceira causa de morte no Brasil. Por aqui, são mais de 14 milhões de portadores, segundo dados da International Diabetes Federation (IDF). Deste modo, o país é o quarto com mais diabéticos no mundo todo. Fora isso, estima-se que 40% da população nem sequer saibam que possuem a doença.
Dos pacientes, menos de 30% mantêm a glicemia controlada, o que os torna mais propensos a apresentar complicações que atrapalhem a qualidade de vida e podem até levar a morte precoce.
Dentre elas, alterações na visão que podem evoluir para cegueira. Para você ter uma ideia, cerca de 40% dos diabéticos sofrem com problemas nos olhos, de acordo com estudo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).
O endocrinologista é o especialista apto para cuidar dessa doença. Portanto, entenda neste post a relação entre endócrino e diabetes. Como esse médico atua no controle do problema e, dessa forma, é essencial na prevenção de futuras complicações.
Como o diabetes afeta a visão
Em primeiro lugar, vamos entender como o diabetes prejudica os olhos. São os altos níveis de glicose no sangue que podem causar várias doenças oculares, principalmente retinopatia diabética, glaucoma e catarata.
Por exemplo, na retinopatia diabética, a glicemia descontrolada danifica os vasos sanguíneos dos olhos, que se rompem, provocando o vazamento de fluido na retina. Isto provoca visão embaçada e distorcida, um dos sintomas mais comuns.
Quando não tratada, essa doença pode evoluir para glaucoma neovascular e catarata. De acordo com um estudo realizado no Reino Unido, o diabetes dobra o risco de desenvolver a catarata.
Todas elas, quando não diagnosticadas no início e sem tratamento correto, podem evoluir para cegueira.
Endócrino e diabetes
Sem dúvida, o endocrinologista tem papel fundamental na vida dos diabéticos. Isso porque ele faz todo o acompanhamento da evolução da doença, monitorando riscos e problemas. E, como vimos, é essencial o controle rigoroso para evitar futuras – e sérias – complicações.
Para isso, o médico faz o controle dos níveis de açúcar no sangue e verifica todos os demais órgãos afetados, como olhos, coração e rins, por exemplo. Na verdade, esse especialista cuida da saúde geral do diabético.
Em relação ao tratamento, o principal é o controle da taxa de glicose por meio de dieta alimentar, prática de exercícios físicos, controle do peso, medicamentos e aplicação de insulina. Além disso, é preciso fazer exames periódicos para averiguar possíveis complicações e até efetuar a medição de açúcar no sangue todo o dia.
Conclusão
De fato, a relação entre endócrino e diabetes ficou bem clara neste post: é primordial o acompanhamento da doença por esse médico. Uma vez que ele é o especialista no tratamento da saúde geral do diabético, realizando o controle da glicemia com dieta saudável, atividades físicas, manutenção do peso corporal, remédios e insulina.
Dessa forma, o paciente previne-se de possíveis complicações que podem afetar diversas áreas do corpo, como a visão.
O tema saúde interessa você? Então, acompanhe o blog da Phelcom e fique por dentro das principais novidades.
De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) afeta cerca de 10% das pessoas entre 65 e 74 anos e 30% das com mais de 75 anos no mundo todo. Só no Brasil, aproximadamente 3 milhões sofrem com esse problema, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
A DMRI atinge a mácula, parte central da retina e responsável pela nitidez da visão. Conforme progride, acarreta a perda da visão central. Infelizmente, os primeiros sintomas só aparecem quando a doença já está em estágio avançado. Como é uma doença em que o principal fator de risco é a idade, ocorre principalmente em pessoas com mais de 60 anos. Hoje, é uma das causas mais comuns de cegueira nessa idade.
Por isso, é primordial o diagnóstico ainda na fase inicial. Portanto, entenda neste post o que é a DMRI, as causas, os sintomas, como detectar, os tratamentos e como prevenir.
DMRI – o que é
Em primeiro lugar, vamos entender melhor o que é a Degeneração Macular Relacionada à Idade. A DMRI é responsável pela degeneração das células fotorreceptoras da mácula – pequena região central da retina. São essas células que transformam a luz do campo visual em impulsos elétricos e os levam ao cérebro, por meio do nervo óptico. Desse modo, é possível enxergar com nitidez.
Por esse motivo, quando a mácula é afetada, ocorre a perda progressiva da visão central.
A DMRI se divide em dois tipos: seca e úmida. Em seguida, conheça cada uma delas:
DMRI seca
Também conhecida como atrófica, é a mais comum – 90% de todos os casos. Porém, costuma prejudicar menos do que a DMRI úmida. Isso porque progride mais lentamente e, geralmente, não provoca a cegueira total. Dessa forma, a pessoa perde apenas a visão central, mas não o campo visual.
Tudo isso acontece devido às drusas (acúmulo de proteínas e gorduras nas células fotorreceptoras da mácula). Dessa maneira, ocorre a alteração na mácula, que se torna mais fina e para de funcionar corretamente.
DMRI úmida
De fato, o tipo úmido ou exsudativo é o mais agressivo e raro, atingindo 10% dos pacientes. A evolução acontece muito rapidamente e, se não houver tratamento, perde-se a visão.
Neste caso, começam a formar vasos sanguíneos anormais na retina. Esse processo chama-se neovascularização. O perigo é que esses vasos podem provocar vazamento de líquido ou sangue, afetar a mácula e afetar a visão central.
DMRI – causas
Com toda a certeza, um dos fatores de risco predominantes é o avanço da idade. Ou seja, o envelhecimento. Porém, há outras causas que podem estar relacionadas ao surgimento da doença. Em seguida, conheça as principais:
Predisposição genética;
Pessoas caucasianas (pele e olhos claros);
Obesidade;
Hipertensão;
Alimentação rica em gordura saturadas e pobre em frutas e verduras;
Tabagismo;
Exposição excessiva ao sol;
O envelhecimento é um dos principais fatores de risco da DMRI.
DMRI – sintomas
Como já vimos, os principais sintomas são a visão embaçada, na fase intermediária, e a perda da visão central quando a doença já está no nível avançado. Infelizmente, a DMRI é assintomática no início.
No tipo seco, é mais difícil o paciente perder totalmente a visão central. Mas, as atividades que exigem foco são afetadas, como ler, dirigir, cozinhar e até ver rostos. Além disso, as cores perdem o brilho.
Já na DMRI úmida, a pessoa pode ter problemas mais graves de visão.
De fato, os dois olhos podem ser afetados. Contudo, geralmente um apresenta mais danos do que o outro.
DMRI – diagnóstico
O oftalmologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da DMRI. O médico realizará o mapeamento completo da retina, com exames como OCT (Tomografia de Coerência Óptica) e Agiofluoresceinografia.
DMRI – tratamentos
No caso da DMRI seca, o tratamento consiste basicamente em uma alimentação rica em frutas e vegetais, principalmente os de coloração amarela e laranja. Além disso, há a suplementação nutricional com complexos multivitamínicos específicos.
Sem dúvida, a evolução da doença será monitorada de perto pelo especialista. Por exemplo, já sabemos que ela progride demoradamente. Então, uma alteração mais séria pode acontecer mesmo depois de anos controlando a doença.
Em relação ao tipo úmido, são empregados medicamentos antiangiogênicos. Esses remédios secam os vasos sanguíneos anormais que causam danos à visão. De fato, há uma segunda opção de tratamento: a terapia fotodinâmica. Porém, é menos usado hoje em dia.
Se o paciente é diagnosticado com DMRI nos dois olhos, o médico pode sugerir a utilização de lente telescópica. O método é indicado para ampliar o campo de visão.
Infelizmente, a Degeneração Macular Relacionada à Idade não tem cura. Contudo, é possível controlá-la e até recuperar a visão central perdida, principalmente nos casos do tipo úmido.
Mas, há hábitos que podem auxiliar na prevenção à doença. Em seguida, conheça alguns deles:
Mantenha a rotina de visitas ao oftalmologista em dia;
Evite fumar;
Controle o peso corporal;
Pratique atividades físicas regularmente;
Siga uma alimentação saudável, rica em frutas e verduras;
Se tiver mais de 60 anos, ou histórico familiar da doença, faça os exames oftalmológicos com a frequência indicada;
Evite exposição excessiva aos raios solares. Para isso, também opte por óculos com proteção ultravioleta.
Conclusão
Pronto! Agora você sabe tudo sobre DMRI. Neste post, explicamos o que é a doença, as causas, os sintomas, o diagnóstico, os tratamentos e como prevenir-se. Dessa forma, você pode ficar atento aos sintomas, principalmente se faz parte do grupo de risco, possui predisposição genética ou têm familiares acima de 60 anos.
Mas, acima de tudo, mantenha a regularidade das consultas com o seu oftalmologista em dia.
A saúde dos seus olhos é um assunto importante para você? Então, acompanhe o blog da Phelcom.
De fato, há um leque de opções em especialidades médicas para os recém-formados – ou para aqueles que pretendem mudar de área. Porém, após a conclusão da especialização, o médico pode ainda escolher um subespecialidade para exercer.
No caso da oftalmologia, o profissional que deseja cuidar de crianças tem um campo de atuação específico: a oftalmologia pediátrica – ou oftalmopediatria.
Sem dúvida, o oftalmopediatra é essencial para a saúde visual dos pequenos. Portanto, entenda neste post o que é oftalmologia pediátrica e qual é a formação necessária para atuar nesse setor.
Ah, também vamos dar duas dicas para começar bem nessa profissão.
Oftalmologia pediátrica – o que é
Basicamente, a oftalmologia pediátrica é a subespecialidade da oftalmologia voltada ao diagnóstico e tratamento de doenças oculares que se manifestam na infância. A área também acompanha o desenvolvimento da visão das crianças. Normalmente, o pediatra encaminha o paciente mirim para a consulta com o especialista após a identificação de possíveis problemas nos olhos.
Mas, os pais também podem – e devem – levar o filho ao oftalmologista pediátrico. Aliás, não apenas se ele apresentar alterações na visão ou nos olhos, mas também para um check-up rotineiro. Neste caso, principalmente se houver histórico na família de distúrbios oculares.
Oftalmologia pediátrica – especialização
Para tornar-se um oftalmologista pediátrico, primeiro o médico precisa fazer residência em oftalmologia por três anos. Em seguida, aprofundar-se em oftalmologia pediátrica em uma pós-graduação da área, com duração média de dois anos.
Oftalmologia pediátrica – importância
A oftalmopediatria cuida desde disfunções mais comuns, como erros de refração, até malformações congênitas. Dessa maneira, é mais completa e eficaz para a saúde dos olhos da criança.
De fato, a maioria das doenças oculares na infância é tratável e recuperável quando diagnosticadas ainda no início. No entanto, quanto mais tarde os pais identificarem o problema e procurarem ajuda, pior para a criança. Isso porque pode prejudicar o rendimento na escola, atrapalhar a vida social e até evoluir para cegueira.
E o oftalmopediatra pode evitar tudo isso.
Dicas para o oftalmologista pediátrico
Bom, você decidiu que será um oftalmologista pediátrico? Parabéns! Agora, nós separamos duas dicas para você começar nesse ramo.
Construa um bom relacionamento com a criança
Realmente, o consultório médico pode assustar a garotada. Portanto, é essencial ter paciência e saber se relacionar com o pequeno. Por exemplo, não force a realização de exames, principalmente no primeiro encontro, mesmo sabendo o quanto ele é importante naquele momento.
Por outro lado, tornar as avaliações uma brincadeira pode ter adesão da criança, além de relaxá-la e deixar o clima mais leve.
Faça um consultório infantil
Que tal preparar o ambiente para a recepção do seu paciente mirim? Para isso, invista na decoração e em brinquedos e objetos educativos que o mantenha focado. Desse modo, pode-se facilitar a realização dos exames.
Além disso, ele vai adorar voltar nas próximas consultas.
Conclusão
Agora, você sabe o quanto é essencial a subespecialidade de oftalmologia pediátrica na saúde visual das crianças. Para tornar-se um oftalmopediatra, o médico precisa primeiro especializar-se em oftalmologia. Em seguida, estudar esse ramo em média mais dois anos.
Com uma especialização tão específica, o diagnóstico e tratamento de doenças oculares infantis são muito mais completos e eficazes.
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