De acordo com uma pesquisa feita pela Associação Paulista de Medicina (APM), mais da metade dos profissionais tem realizado atendimento a distância. Destes, 38% optaram pela teleconsulta apenas para pacientes efetivos e 19% para novos também. A prática era proibida no país até então.
Em seguida, entenda como médicos de todo o Brasil têm utilizado a telemedicina no cenário atual.
A pesquisa
Em abril, a Associação Paulista de Medicina (APM) elaborou a pesquisa “Os médicos e a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) – Tecnologias”. O objetivo do estudo foi mapear opiniões e condições de trabalho dos profissionais brasileiros, especialmente paulistas, em meio à atual conjuntura.
Ao todo, foram ouvidos 2.312 médicos. Destes, 51% homens e 49% mulheres. Em relação à faixa etária:
Até 25 anos – 1,5%;
De 26 a 35 anos – 19%;
De 36 a 45 anos – 31,5%;
De 46 a 55 anos – 19%;
De 56 a 65 anos – 19%;
De 66 a 75 anos – 9%;
Acima de 76 anos – 1%.
Já sobre a localização:
47% – outros estados;
36% – interior de SP;
8% – grande SP;
6% – capital de SP;
3% – litoral de SP.
Agora, entenda como os profissionais estão utilizando a telemedicina no momento.
Telemedicina – atendimento a distância
No total, 51% adotaram o atendimento a distância durante a pandemia do novo coronavírus. A teleconsulta é a modalidade mais realizada. Veja a seguir:
Teleconsulta apenas para pacientes que já tinha – 38%;
Teleorientação – 34,7%;
Teleconsulta para pacientes novos e antigos: 19,7%;
Telemonitoramento – 2,8%;
Teleconsulta para pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19 – 2,8%;
Teleinterconsulta – 2%.
Atenção: pergunta de múltipla escolha.
Quando questionados se fizeram um treinamento específico para utilizar a telemedicina, 90% respondeu que não.
Sobre o recurso de comunicação usado, os médicos responderam:
WhatsApp – 69%;
Telefone – 35,3%;
Outros (FaceTime, Hangouts e aplicativos próprios das operadoras de planos de saúde) – 20,8%;
E-mail – 18,3%;
Skype – 10,4%;
Zoom – 9,9%;
SMS – 4,6%;
Teams – 2,4%.
Atenção: pergunta de múltipla escolha.
A pesquisa também questionou se utilizam plataformas de alguma empresa ou de operadora de plano de saúde. Ao todo, apenas 7,5% fazem o uso dessa tecnologia.
E isso inclui o atendimento às normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrará em vigor em maio de 2021, após prorrogação feita no mês passado. Por exemplo, é imprescindível que a troca de dados, consultas on-line e envio de exames para laudo ocorram em ambiente confiável e seguro.
Para isso, sistemas de telemedicina utilizam de criptografia nos documentos e armazenamento em nuvem. Ou seja, usar meios de comunicação fora deste serviço pode ser perigoso.
Portanto, o indicado é contratar bons sistemas de telemedicina e com máxima segurança. Para você entender melhor, a atual lei prevê multa de 2% do faturamento da empresa em casos de vazamento ou o uso indevido de informações dos pacientes.
Telemedicina – prescrições eletrônicas
Em relação ao uso de prescrições eletrônicas, só 15% utilizam a ferramenta, mesmo com a nova lei liberando a emissão de atestados e receitas digitais a distância.
Inclusive, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) lançaram um projeto que viabiliza o trâmite seguro de documentos digitais, por meio da emissão com certificado digital e validação da prescrição.
Denominado Prescrição Eletrônica, o serviço é gratuito. Por lá, é possível encontrar diversos modelos de prescrições médicas e relatórios, como atestado médico, receituário simples, receituário de controle especial, receituário antimicrobianos e solicitação de exames.
Uma das exigências para emitir atestados e receitas é ter a assinatura eletrônica por meio de certificado digital expedido pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil modelo A3, cartão ou token).
Sobre isso, apenas 25% dos médicos possuem o certificado.
Para obtê-lo, o profissional deve escolher uma das 17 Autoridades Certificadoras (AC) credenciadas à ICP-Brasil.
De fato, as políticas de comercialização são próprias de cada empresa. Portanto, a AC escolhida informará o valor do certificado, as formas de pagamento, os equipamentos necessários e a documentação obrigatória para emissão.
Entretanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM) fez parceria com três AC para oferecer o certificado digital do tipo PF A3 com condições especiais para médicos. Confira aqui.
Telemedicina – capacitação de médicos a distância no combate à Covid-19
Além disso, a pesquisa indagou a opinião da classe médica sobre a Portaria 639/2020, que institui a capacitação de médicos a distância nos protocolos clínicos oficiais de enfrentamento à pandemia de Covid-19.
Ao todo, 55% aprovam o uso da tecnologia para esse fim. Por outro lado, 14% discordam e 12% são neutros.
Por fim, 73% dos médicos acreditam que, passada a crise atual, deveria haver um programa regular de qualificação e recertificação da classe.
Conclusão
Sem dúvida, a telemedicina é uma saída para que médicos continuem o atendimento mesmo durante as recomendações de isolamento social nesta pandemia do novo coronavírus.
Por outro lado, como tudo é muito novo, é natural que os profissionais e pacientes encontrem dificuldades e precisem de um período de adaptação. Porém, é essencial que médicos, consultórios, hospitais e entidades de saúde se organizem cada vez melhor nesse sentido.
Para isso, é fundamental garantir a segurança de dados do paciente, integrar informações e processos para aumentar a produtividade nesse período e recorrer a tecnologias de automação.
Portanto, é indicado adotar um sistema de telemedicina. Dentre os principais serviços oferecidos, estão programas de teleconsulta, telediagnóstico, prontuário médico integrado e armazenamento em nuvem.
De fato, isso pode ajudar na melhora constante do atendimento a distância no cenário atual.
Saiba como usar a telemedicina da melhor forma possível. Acompanhe o blog da Phelcom.
Emitir atestados e receitas médicas digitais é simples com a nova ferramenta. Veja como neste artigo.
Em abril, o governo sancionou a Lei nº 13.989 que amplia os serviços de telemedicina no Brasil. Basicamente, o texto liberou o uso para qualquer atividade de saúde durante a atual pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Inclusive, consultas on-line e prescrições médicas à distância.
Em relação à emissão de atestados e receitas digitais, é exigido uma série de informações para garantir a segurança das informações do paciente. Dentre elas, assinatura eletrônica e dados associados à assinatura do médico.
Para facilitar e assegurar esse processo, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) lançaram o projeto Prescrição Eletrônica.
A plataforma online viabiliza o trâmite seguro de documentos digitais, por meio da emissão com certificado digital e validação da prescrição. O serviço é gratuito.
Portanto, veja como funciona essa nova ferramenta e o validador de documentos digitais e saiba como emitir atestados e receitas médicas com segurança.
Projeto Prescrição Eletrônica
Lançado recentemente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e Conselho Federal de Farmácia (CFF), o projeto Prescrição Eletrônica permite a emissão segura de receitas e atestados médicos digitais.
O objetivo do projeto é auxiliar a relação remota entre médico, paciente e farmacêutico. Dessa forma, o médico emite on-line a prescrição e envia diretamente no celular do paciente, sem uma via em papel.
Para conferir o documento, o farmacêutico utiliza o Validador de Documentos Digitais. Por sua vez, a ferramenta legitima a receita em meio digital quanto a sua autoria, se assinada por um médico habilitado e se dispensada por um farmacêutico.
Além disso, é possível verificar a integridade do documento assinado com certificado digital ICP-Brasil.
O validador garante a privacidade dos dados, sendo que nenhuma informação de conteúdo do documento autenticado é armazenada pela aplicação ou repassada a terceiros. As informações processadas se destinam à confirmação de quem assinou e sua habilitação junto aos Conselhos de Medicina e de Farmácia.
De fato, médicos e farmácias não são obrigados a utilizar o receituário digital. Contudo, a adesão é recomendada por órgãos regulatórios como CFM, CFF, Ministério da Saúde e Anvisa.
Isso porque a ferramenta garante agilidade e segurança de dados para todos os envolvidos. Além disso, contribui para as medidas de prevenção à disseminação da Covid-19.
Como emitir atestados e receitas médicas
O projeto disponibiliza os seguintes modelos de prescrições médicas e relatórios:
Atestado Médico;
Receituário Simples;
Relatório Médico;
Receituário de Controle Especial;
Receituário Antimicrobianos;
Solicitação de Exames.
Os documentos são editáveis. Para isso, faça o download, preencha e assine digitalmente utilizando o certificado ICP-Brasil. Lembrando que é necessário usar o programa Adobe Acrobat Reader (PDF). Em seguida, envie o arquivo assinado ao paciente por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens.
Depois disso, o paciente deve encaminhar o documento à parte interessada. No caso da receita, o farmacêutico fará a dispensação, assinando-a digitalmente e registrando-a junto ao Registro de Dispensação.
Vale ressaltar que a assinatura digital com certificados ICP-Brasil deve ser utilizada nas receitas de controle especial e nas prescrições de antimicrobianos, de acordo com a Anvisa.
Portanto, não se aplica a outros receituários eletrônicos de medicamentos controlados, como os talonários de Notificação de Receita A (NRA), Notificação de Receita Especial para Talidomida, Notificação de Receita B e B2 e Notificação de Receita Especial para Retinoides de uso sistêmico.
Atenção: a receita digital, com assinatura eletrônica, não é o mesmo que o documento digitalizado. No segundo caso, é realizada a cópia de uma receita física, na qual consta a assinatura manual do médico.
Dessa maneira, ela só pode ser aceita para os medicamentos passíveis de venda sob prescrição em receita simples ou isentos de prescrição médica, desde que tal cópia atenda todos os pré-requisitos exigidos na legislação e em normativas sanitárias e éticas para o receituário em papel.
Como ter o certificado digital
Para emitir atestados e receitas, o médico deve ter assinatura eletrônica por meio de certificado digital expedido pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil modelo A3, cartão ou token).
Para obtê-lo, o profissional escolherá uma das 17 Autoridades Certificadoras (AC) credenciadas à ICP-Brasil. As políticas de comercialização são próprias de cada empresa. A AC informará o valor do certificado, as formas de pagamento, os equipamentos necessários e a documentação obrigatória para emissão.
Entretanto, o CFM fez parceria com três AC para oferecer o certificado digital do tipo PF A3 com condições especiais para médicos. Confira aqui.
A entidade afirma que “está estudando estratégias para ampliar o uso de certificação digital pelos médicos.”
Conclusão
De fato, os novos serviços autorizados de telemedicina podem gerar diversas dúvidas e dificuldades incialmente. Porém, há diversas inciativas que auxiliam e facilitam o seu uso. Dentre elas, o projeto Prescrições Eletrônicas e o Validador de Documentos Digitais.
Nos sites das ferramentas, é possível conhecer mais sobre o projeto e tirar algumas dúvidas.
Saiba como utilizar a telemedicina e aproveitar todos os benefícios. Acompanhe o blog da Phelcom.
Recentemente, a telemedicina ganhou mais espaço no Brasil devido a atual pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Com a recomendação de distanciamento social, a Lei nº 13.989, de 15 de abril de 2020, liberou a utilização da tecnologia em qualquer atividade de saúde. Inclusive, consultas on-line e emissão de atestados médicos à distância.
Porém, em caráter emergencial e temporário. Mesmo assim, é inegável o crescimento dessa área em todo o mundo e a necessidade de inovação e adaptação diante desse novo cenário.
Para isso, muitos consultórios e hospitais estão recorrendo aos sistemas de telemedicina. Dentre os principais serviços oferecidos, estão programas de teleconsulta, telediagnóstico, prontuário médico integrado e armazenamento em nuvem.
Mas, com tantas opções no mercado, como escolher o melhor sistema de telemedicina para o seu negócio? Logo abaixo, veja 7 fatores que devem ser levados em consideração na hora de contratar o serviço.
1. Alta tecnologia
Cada vez mais, os sistemas de telemedicina contam com tecnologia de ponta embarcada. Dentre eles, inteligência artificial e novos algoritmos inovadores. Com isso, auxiliam no aumento da qualidade dos procedimentos médicos e na diminuição de erros nos processos, por exemplo.
Portanto, aproveite as inovações constantes da área e selecione um serviço com alta tecnologia para o seu consultório.
2. Armazenamento em nuvem
É essencial que o sistema de telemedicina disponha de armazenamento em nuvem. O serviço é fundamental para garantir a segurança dos dados de toda a clínica, desde os administrativos até de exames de pacientes. Além disso, permite o acesso on-line, quando e de onde quiser.
Para escolher o melhor, avalie os seguintes fatores: segurança, integração das informações, acesso rápido, agilidade no processo e capacidade de armazenamento.
3. Confiabilidade
Como todos os dados do seu negócio estarão armazenados em um sistema terceirizado, é imprescindível averiguar a confiabilidade da empresa a ser contratada.
Para isso, faça pesquisas na internet, veja quais são os clientes e busque opiniões e depoimentos sobre o serviço prestado.
4. Facilidade de acesso
Com toda a certeza, a sua equipe precisa ter fácil acesso às informações dentro do sistema de telemedicina. Portanto, analise a praticidade e a funcionalidade da plataforma.
Além disso, veja se o fornecedor oferece rápida instalação do sistema e treinamento simples para o seu time de colaboradores.
5. Integração de dados
De fato, um dos benefícios da telemedicina é a integração de dados. Por exemplo, com a liberação de consultas on-line, é mais prático ter o prontuário eletrônico integrado ao sistema.
Dessa forma, todas as informações são anexadas automaticamente durante o atendimento.
A centralização de dados em um único local possibilita montar o histórico completo dos seus pacientes. Assim, a análise e o diagnóstico podem ser ainda mais assertivos e rápidos.
6. Segurança dos dados
A permissão do uso da telemedicina durante a pandemia da covid-19 exige, dentre outras normas, que clínicas, hospitais e organizações de saúde garantam a segurança de dados do paciente.
Para cumprir a regra, avalie se o sistema de telemedicina atende às normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), realiza a criptografia de documentos, permite acesso individual para todos os profissionais da equipe e oferece armazenamento em nuvem.
Além de obrigatório, a nova LGPD prevê multa de 2% do faturamento da empresa caso ocorra vazamento de informações do paciente.
7. Suporte
Por fim, é muito importante contar com um bom suporte. Portanto, verifique se a empresa possui um suporte técnico especializado e ágil para tirar dúvidas e resolver problemas. Além disso, com fácil acessibilidade, por meio de vários canais diferentes, como telefone e chats.
Conclusão
A ampliação do uso da telemedicina é uma saída para que pacientes recebam atendimento médico durante a pandemia do novo coronavírus. Por isso, é importante contratar o sistema de telemedicina certo para as necessidades do seu negócio. Assim, você garante qualidade e segurança no atendimento, tanto para usuários quanto para profissionais.
Saiba como usar a telemedicina da melhor forma possível. Acompanhe o blog da Phelcom.
Para cumprir a regra, é preciso levar em consideração alguns fatores na hora de escolher um sistema de telemedicina. Dentre eles, o atendimento às normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), armazenamento em nuvem e criptografia de documentos.
Dessa forma, veja neste artigo 6 dicas para garantir a integridade, segurança e sigilo das informações do paciente na internet.
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)
Antes de tudo, vamos falar sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). De maneira geral, a lei busca aumentar a segurança das informações de todo usuário de internet e eliminar o compartilhamento de seus dados sem autorização. O novo texto, aprovado em agosto de 2018, entra em vigor em maio de 2021.
Com a ampliação dos serviços autorizados de telemedicina em caráter emergencial, o consultório ou entidade médica tem a obrigação de seguir às normas da LGPD. Por exemplo, é imprescindível que a troca de dados, consultas on-line e envio de exames para laudo ocorram em ambiente confiável e seguro.
Portanto, o indicado é contratar bons serviços de telemedicina e com máxima segurança. Isso porque o vazamento de informações ou o uso indevido pode acarretar multa de 2% do faturamento da empresa, de acordo com a LGPD.
Agora, saiba quais questões técnicas analisar ao contratar um sistema de inteligência para segurança de dados do paciente.
1. Criptografia
Sem dúvida, a criptografia é essencial para não correr o risco de vazamento de informações do paciente. Dessa maneira, todo o processo deve ser codificado, desde a realização do exame no equipamento até o acesso a ele em nuvem pela clínica.
Assim, o documento torna-se inelegível para quem não possui autorização para acessá-lo.
O acesso a todo o sistema precisa estar criptografado. Uma das formas de verificar isso é observar se utilizam HTTPS, extensão que oferece uma conexão mais segura.
2. Armazenamento em nuvem
O armazenamento em nuvem permite o acesso on-line, quando e de onde quiser. Além disso, é mais seguro em relação aos softwares instalados apenas no computador.
Outro ponto importante é averiguar qual tipo de nuvem o sistema de telemedicina oferece para guardar as informações do paciente. Por exemplo, se está alinhado com outras regras de proteção de dados internacionais ou se garante acesso aos exames por 20 anos, conforme determina a resolução 1.821/07 do Conselho Federal de Medicina (CFM).
3. Acesso individual
Esqueça oferecer apenas um usuário e senha para toda a recepção ou equipe de enfermagem. O ideal é que cada colaborador possua seu próprio login, com as liberações adequadas para o exercício da sua função.
Além do mais, é preciso verificar se as senhas disponibilizadas possuem complexidade: números, letras, maiúsculo, minúsculo e caracteres especiais. Também é necessário determinar um período de troca para garantir um nível alto de segurança dos dados do paciente.
Para facilitar ainda mais, peça autonomia para criar, refazer e bloquear os perfis de acesso ao sistema. Assim, não precisa entrar em contato com o fornecedor a todo instante.
4. Meios de comunicação
Foto: Freepik
Como já podemos concluir, as informações do paciente podem ser extremamente sensíveis a ataques e vazamentos. Portanto, é essencial que o compartilhamento de dados sigilosos ocorra apenas por meios seguros, dentro do sistema contratado.
Ou seja, nada de envios por aplicativos de mensagens, como WhastApp e Telegram, e e-mails desprotegidos. Portanto, só os utilize para entrar em contato ou tirar dúvidas do paciente.
5. Organização
Atualmente, o profissional deve registrar todos os dados do paciente em um prontuário clínico após a consulta on-line. Nele, deve constar data, hora, tecnologia da informação e comunicação utilizada, número do Conselho Regional Profissional e a unidade da federação.
Por isso, indague se todos os documentos são armazenados com seus respectivos usuários e datas, por exemplo.
6. Suporte
Sim, a equipe de suporte precisa oferecer soluções rápidas e precisas quando necessário. E, caso a comunicação seja difícil, pode afetar a segurança dos dados do paciente.
Neste sentido, pesquise se o sistema de telemedicina que você deseja contratar tem um bom suporte. Fale com outros colegas e avalie a disponibilidade de atendimento por diversos meios, como telefone, e-mail e chat.
Conclusão
Com a pandemia atual do novo coronavírus e as recomendações de consultas apenas on-line, é importante que todo médico esteja apto a atender com qualidade e segurança seus pacientes.
A telemedicina já era uma realidade no Brasil, mesmo estando restrita apenas a algumas áreas, como emissão de laudos a distância e teleeducação.
Agora, a ampliação emergencial dos seus serviços mostra uma nova realidade para a área de saúde no país. Portanto, é essencial estar cada vez mais preparado e familiarizado com a telemedicina daqui em diante.
Saiba como usar a telemedicina da melhor forma possível. Acompanhe o blog da Phelcom.
Agora, um novo estudo aponta que os olhos também podem ser uma fonte de contágio. Isso porque pesquisadores do Instituto Lazzaro Spallanzani, da Itália, identificaram o vírus nas lágrimas de uma paciente.
Além disso, mais quatro pesquisas realizadas na China também apresentaram os mesmos resultados.
Portanto, entenda como o novo coronavírus pode estar presente nas lágrimas de pacientes com Covid-19. Saiba como foram feitas as pesquisas e quais são os próximos passos.
Coronavírus e lágrimas – pesquisa Itália
Uma pesquisa liderada pelo Instituto Lazzaro Spallanzani, da Itália, detectou o novo coronavírus (SARS-CoV-2) nas lágrimas de uma paciente contaminada. O trabalho foi publicado na revista acadêmica Annals of Internal Medicine, dos Estados Unidos.
Os pesquisadores descobriram que o vírus tem a capacidade de replicar-se na conjuntiva. Ou seja, fora do sistema respiratório.
A paciente apresentou conjuntivite, um dos sintomas da Covid-19. Atualmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 1% dos infectados apresenta esse quadro.
Dessa maneira, o resultado indica que os olhos são uma possível fonte de contágio, e não apenas uma das formas de contrair a doença.
Para agravar a situação, o vírus ainda estava presente nas lágrimas mesmo após não ser mais detectado no sistema respiratório. Até o 27º dia, as secreções oculares testaram levemente positivo para o SARS-CoV-2.
A pesquisa avaliou 30 pacientes testados positivos, internados em hospitais, entre janeiro e fevereiro. Destes, apenas um apresentou conjuntivite. Ele foi o único com o vírus encontrado nas secreções oculares.
Outros dois estudos, publicados no MedRxiv, também sugerem uma probabilidade relativamente baixa do coronavírus nas lágrimas de pessoas contaminadas e com conjuntivite.
Em um deles, cientistas examinaram 72 pacientes com Covid-19, sendo dois com sintomas de conjuntivite. Destes dois, apenas um apresentou o vírus em suas lágrimas.
Já o outro trabalho verificou 63 pacientes testados positivos em Wuhan. Dentre eles, só um desenvolveu conjuntivite. Porém, ele teve o cotonete conjuntival negativo para o SARS-CoV-2. Por outro lado, o mesmo exame deu diagnóstico positivo para outro paciente e “prováveis” para mais dois.
Próximos passos
Apesar dos resultados reveladores alcançados por essas pesquisas, a probabilidade do novo coronavírus nas lágrimas de pacientes com Covid-19 é relativamente baixa.
Entretanto, o próximo passo é aprofundar os estudos sobre o quanto o SARS-CoV-2 permanece ativo e qual é o seu real potencial de transmissão nas secreções oculares.
Fique por dentro das principais novidades sobre o novo coronavírus e os olhos.
O Phelcom Eyer é um retinógrafo portátil, integrado ao smartphone, que faz exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos e sem necessidade de dilatação da pupila. Simultaneamente, disponibiliza as imagens em um sistema na nuvem que permite o diagnóstico remoto. E, para completar, custa até 6 vezes menos que um retinógrafo tradicional.
O equipamento, desenvolvido pela startup Phelcom Technologies, acaba de completar 1 ano de lançamento com centenas de aparelhos espalhados por todo o Brasil e mais de 50 mil exames realizados.
Com inteligência artificial embarcada, é o que há de mais moderno em retinografia portátil para prevenção e diagnóstico de doenças relacionadas à visão.
Portanto, conheça mais sobre o retinógrafo portátil que promete mudar a forma como são feitos os exames de retina. Mais do que isso, que pode transformar o acesso à saúde em locais remotos.
Phelcom Eyer
Retinógrafo Portátil Eyer da Phelcom Technologies.
O Phelcom Eyer é um retinógrafo portátil que funciona acoplado a um smartphone. O aparelho realiza exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila. Integrado a uma plataforma online, o Eyer Cloud, os dados são enviados automaticamente e podem ser analisados por um especialista em qualquer lugar do mundo. Ou seja, permite o diagnóstico remoto.
Em seguida, conheça suas principais vantagens:
Alta qualidade
A tecnologia patenteada pela Phelcom permite que exames de alta qualidade sejam realizados em um equipamento portátil integrado ao smartphone.
Telemedicina
Os exames gerados são automaticamente sincronizados com a internet e disponibilizados na nuvem, habilitando o diagnóstico remoto.
Inteligência artificial embarcada
O Eyer possui funções inteligentes para auxílio ao diagnóstico médico e a captura dos exames de retina.
Conectividade
O aparelho é naturalmente conectado por ser integrado ao smartphone. Dessa forma, facilita o compartilhamento e acesso de dados dos exames na nuvem, no sistema Eyer Cloud.
Não midriático
Com o Eyer, é possível realizar exames de retina em qualquer local sem a necessidade de usar colírios para a dilatação da pupila. Assim, gera mais conforto ao paciente e rapidez no exame.
Autofoco
Com a função Autofoco, é possível compensar os erros refrativos do paciente no intervalo de -20D até +20D. Isso permite exames de retina com alto nível de detalhes.
Acessível
O Eyer permite a democratização do acesso à tecnologia de exames de retina através de modelos de negócio inovadores e mais acessíveis.
Fácil operação
Qualquer profissional de saúde minimamente treinado pode usar o equipamento para realizar exames de retina de alta qualidade em menos de 1 minuto. Isto é, garante diagnósticos mais rápidos e precisos.
Panorâmicas
O Eyer gera exames panorâmicos com campo visual de mais de 100 graus. Isso porque o aparelho possui pontos de fixação interna que auxiliam na captura e geração das panorâmicas.
Portabilidade
Por ser portátil, é possível realizar exames em qualquer lugar e ter o diagnóstico emitido remotamente. Portanto, essa característica auxilia na democratização da saúde uma vez que 85% das cidades brasileiras não tem acesso a especialistas e aparelhos que façam o diagnóstico de doenças nos olhos.
Baixo custo
A portabilidade e o tamanho reduzido permitem que o Eyer apresente um custo muito mais baixo em relação aos retinógrafos tradicionais. Isso mesmo com tecnologias de ponta aplicadas na produção do aparelho.
Além disso, possibilita a redução do tempo de atendimento e de custos operacionais. Isso porque, principalmente, diminui o deslocamento de pacientes a hospitais e grandes centros urbanos, já que o diagnóstico pode ser realizado por especialistas e profissionais de referência localizados em qualquer parte do mundo.
Prevenção e diagnóstico
Aumento na prevenção e diagnóstico precoce de doenças como retinopatia diabética, glaucoma, catarata, degeneração macular relacionada à idade (DMRI), retinoblastoma, deslocamento da retina, retinopatia da prematuridade e cegueira, dentre outros.
Eyer Cloud
Hoje, todos os mais de 50 mil exames realizados pelo Eyer estão armazenados na plataforma online Eyer Cloud. Integrada ao aparelho, ela permite guardar e gerenciar os exames dos pacientes. Todos os dados capturados pelo equipamento são sincronizados automaticamente com o sistema, permitindo que subam para a nuvem com total segurança.
Dessa forma, qualquer profissional da área de saúde – sem ser necessariamente o especialista – pode realizar o exame em campo após breve treinamento. Com as informações disponíveis na web, o diagnóstico pode ser feito por um médico localizado em qualquer lugar do mundo.
Além de garantir o backup dos dados em um servidor seguro, o usuário tem todos os dados organizados em uma interface amigável, funcional e intuitiva. Além disso, a plataforma pode ser acessada no próprio aparelho ou por celular, tablet e computador.
Se não houver acesso à internet no momento do exame, as imagens ficam salvas no aparelho e são enviadas para a nuvem assim que houver conexão.
Phelcom Eyer pelo Brasil
Neste primeiro ano, centenas de equipamentos chegaram ao mercado brasileiro. Hoje, todas as regiões contam com o Eyer. Mais do que isso, há diversas ações sociais que utilizam o aparelho para levar mais saúde para todo o país.
A oftalmologista Mariana Lafetá, uma das voluntárias nessa viagem, conta que o Eyer auxiliou no diagnóstico de doenças como catarata, glaucoma e retinopatia diabética, dentre outras.
Paciente sendo examinado com o Retinógrafo Portátil Eyer.
A médica afirma que o equipamento é simples de usar e prático. “É fácil realizar os exames, tirar as fotos, encontrá-las nos arquivos e armazenar depois. Podemos também enviar ou imprimir as imagens, o que considero muito interessante, além de conseguirmos acessar de qualquer lugar com internet”, analisa.
O oftalmologista Fernando Korn Malerbi também usou o Eyer em uma expedição para três reservas indígenas do Estado do Mato Grosso, no início desse ano. Ao todo, o médico avaliou 193 índios. Dentre as principais doenças encontradas, estão retinopatia diabética e catarata.
“A experiência com o equipamento foi muito boa, principalmente pela portabilidade e facilidade de uso”, avalia. Ele relembra que já esteve envolvido em outros projetos com o retinógrafo para diagnóstico de retinopatia diabética. “Acredito que o Eyer seja muito relevante para esse tipo de ação, representando uma alternativa importante para rastreamento de populações que vivem em áreas remotas”, conclui.
Phelcom Technologies
A Phelcom Technologies é uma startup que une tecnologia e saúde, com sede em São Carlos (SP). Cria dispositivos portáteis, conectados e vestíveis com o propósito de democratizar o acesso, oferecendo mais com menos e para mais pessoas.
O Eyer é o primeiro produto da empresa e visa auxiliar no combate à deficiência visual grave e cegueira mundial. Aliás, esses problemas atingem mais de 250 milhões de pessoas. Além disso, ocorre em mais de 75% dos casos por conta da falta de prevenção e correto tratamento.
Para desenvolver o produto, a startup recebeu aporte da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Programa de Promoção da Economia Criativa da Samsung. Além disso, conta com o apoio de entidades e organizações referência na área de saúde, como o Hospital Israelita Albert Einstein.
Agora, o próximo passo é entrar no mercado externo, com início das vendas nos Estados Unidos e alguns países Latam.
“O objetivo principal do Phelcom Eyer é democratizar e levar acesso à saúde para locais que hoje sofrem com déficit em infraestrutura na área, como especialistas e equipamentos. Com a portabilidade, preço acessível e a possibilidade de diagnóstico remoto, pela nuvem, conseguimos ajudar os profissionais da saúde a cuidarem de mais pessoas”, contam os fundadores da startup Phelcom Technologies, José Augusto Stuchi, Flávio Pascoal Vieira e Diego Lencione.
Acompanhe as principais novidades da Phelcom na área de oftalmologia.
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