O retinoscópio é uma das ferramentas mais emblemáticas da refração objetiva. Para o oftalmologista, dominar o jogo de luzes e sombras da retinoscopia é uma arte que define a precisão do diagnóstico refrativo. Ele nos diz o “quanto”.
Por décadas, essa informação foi o bastante. Hoje, no entanto, um paciente não é apenas um “erro refrativo”: ele é um histórico clínico. Um astigmatismo que progride rapidamente não é apenas uma mudança de grau — pode ser um sinal inicial de ceratocone. Uma miopia galopante pode estar associada a alterações periféricas da retina.
Aqui reside o desafio moderno: o retinoscópio oferece uma leitura funcional vital, mas é, por natureza, uma avaliação interpretativa e momentânea. Ela não gera um registro. Como, então, correlacionar essa refração precisa com a saúde estrutural do olho ao longo do tempo?
Correlacionando função e estrutura: a nova fronteira
Na prática clínica brasileira, a eficiência exige que a avaliação funcional (refração) e a avaliação estrutural (documentação) ocorram de forma fluida. O oftalmologista precisa responder: a queixa do paciente ou o achado do retinoscópio têm correspondência na estrutura ocular?
O exame de retinoscópio pode ser impecável, mas se houver uma alteração macular sutil ou uma escavação suspeita do nervo óptico, a refração sozinha não conta a história completa. Superar este desafio exige uma ferramenta que consiga harmonizar a refração funcional com o registro estrutural, integrando os dados em um único curso de trabalho para o paciente.
É este o conceito central de plataformas como o Eyer2, o retinógrafo e oftalmoscópio portátil da Phelcom, garantindo a correlação imediata entre as informações de refração e fundo de olho.

Imagine o seguinte fluxo: o paciente passa pela avaliação refrativa com o retinoscópio. Em seguida, na mesma cadeira, o Eyer2 captura uma imagem de alta definição do fundo de olho (ou segmento anterior). O que antes era apenas um dado de refração agora está pareado a uma documentação visual da retina, mácula e nervo óptico.
Em vez de dois exames isolados — a retinoscopia (funcional) e a fundoscopia (estrutural) — o oftalmologista passa a ter um fluxo de trabalho único. A precisão do retinoscópio ganha o contexto da documentação de alta definição. O “grau” encontrado na retinoscopia é validado e complementado pela “imagem” capturada pelo Eyer2.
Eyer2
O retinógrafo portátil Eyer2 apoia no diagnóstico de mais de 50 doenças, dentre elas glaucoma, catarata, retinopatia diabética, DMRI, retinoblastoma, retinopatia hipertensiva, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular.
O equipamento também possibilita a detecção de diversas doenças e condições do segmento anterior do olho, como blefarite e demais alterações de cílios, disfunção das glândulas meibomianas, hordéolos, tumores conjuntivais, tumores palpebrais, catarata avançada, corpo estranho, queimaduras, lesões na córnea e ceratites em geral causadas por olho seco, lente de contato, infecções e úlceras, dentre outros.

Exame de meibografia para detecção de olho seco evaporativo do retinógrafo portátil Eyer2
Dentre as principais funcionalidades do portátil, destacam-se:
- Plataforma portátil de imageamento ocular capaz de realizar seis registros em um único equipamento, sem necessidade de midríase;
- Retinografia colorida de alta qualidade: 55º em uma única imagem para detecção de lesões periféricas na retina;
- Red free gerado instantaneamente após o registro colorido;
- Registro de segmento posterior com luz infravermelha, importante para avaliação de áreas mais profundas da retina sem desconforto ao paciente, como diagnóstico de nevo de coróide e olho seco evaporativo;
- Estereofoto de papila para visualização 3D da escavação;
- Retinografias panorâmicas com até 120°;
- Edição e gráficos para análise de cup-to-disk ratio (CDR);
- Fotodocumentação em alta definição da superfície ocular para acompanhamento da progressão de doenças;
- Avaliação e fotodocumentação de lesões de córnea com luz azul cobalto;
- Mobilidade para atendimento em diversas clínicas, locais remotos que requerem atenção primária e exames em pacientes acamados e recém-nascidos;
- Possibilidade de integração com o EyerMaps, inteligência artificial que sinaliza em segundos as áreas da retina com possíveis anomalias;
- Integração com o EyerCloud, plataforma online para gerenciamento dos exames.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Hoje, com 10 anos de história, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
