Phelcom 10 anos: conheça a trajetória do primeiro funcionário da empresa

maio 12, 2026
Gabriela Marques

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Dimas Tadeu de Oliveira Júnior relembra o início da Phelcom, os desafios do primeiro Eyer e o propósito que segue guiando a empresa até hoje.

Da direita para esquerda: Dimas, Flávio, José Augusto e Paulo.

O desenvolvedor de software Dimas Tadeu de Oliveira Júnior havia acabado de retornar da Itália – onde morou em uma caverna e viveu o sonho de ser músico – quando começou a trabalhar na Samsung, em Campinas (SP).

Na integração, a maioria dos novos funcionários vestia jeans e camiseta. “Inclusive eu. Menos um cara alto e loirão, que estava de social, todo arrumadinho”, relembra Dimas. No primeiro dia de trabalho, ele descobriu que esse cara seria o seu novo colega de equipe. Era José Augusto Stuchi, hoje um dos sócios-fundadores da Phelcom.

“Pensei: ‘somos muito diferentes. Eu, riponga total, e ele totalmente certinho. Não vai dar certo.’ E foi o contrário. A gente se encontrou no trabalho, na tecnologia e na cerveja. Foi uma amizade muito massa e que rendeu bons frutos.”

Os dois passaram três anos lado a lado, dividindo a mesa e atuando nos mesmos projetos em segurança da informação. Em 2016, durante um ano sabático de Dimas, o telefone tocou. Stuchi, junto com os sócios Diego Lencione e Flávio Pascoal Vieira, havia fundado a Phelcom e estava desenvolvendo um retinógrafo portátil, mas precisava de alguém de confiança para criar o sistema do equipamento.

O dispositivo nem tinha nome ainda. E a startup, sem dinheiro no caixa, dependia da boa vontade de quem acreditasse na ideia. “Vamos fazendo e depois, se rolar alguma coisa, vocês me pagam”, respondeu.

Ele começou a pesquisar e a testar tecnologias antes mesmo de qualquer proposta formal. Quando a Phelcom conquistou uma bolsa da FAPESP, a parceria se tornou oficial. Em fevereiro de 2017, Dimas entrou para a história da Phelcom como o seu primeiro funcionário, assumindo o cargo de Apoio Técnico a Projetos de Pesquisa.

Uma casa, muitos sonhos (e algumas histórias inusitadas)

Em São Carlos (SP), Dimas morou na própria sede da Phelcom junto com Stuchi por cerca de dois meses. Na época, a empresa funcionava em uma casa grande: na parte da frente, o escritório; nos fundos, a moradia. “Com o tempo, fui me sentindo mais à vontade e dormia em qualquer lugar, até embaixo da mesa no escritório”, recorda, entre risos.

A casa tinha ainda varanda ampla e garagem espaçosa, que quase se transformou na primeira linha de produção da empresa. “Eles chegaram a cogitar isso na época. Ainda bem que não aconteceu. Seria um desastre total, principalmente olhando para o tamanho que a empresa alcançou hoje”, brinca Dimas.

Foi nesse ambiente improvisado que os primeiros protótipos começaram a ganhar forma, de maneira totalmente artesanal. As peças, feitas na impressora 3D, eram lixadas e, na sequência, recebiam a base, a pintura e os ajustes finais.

Mas nem só de trabalho eram feitos os dias. À noite, depois de comer porco preparado no grill George Foreman do Stuchi, o grupo se reunia no quintal para jogar bola. Em algumas ocasiões, a bola ia parar na casa do vizinho. “A gente falava que tinha sido o sobrinho que chutou”.

A convivência próxima era facilitada pela amizade entre os sócios, que já se conheciam de trabalhos anteriores. O clima era de muita intimidade, com direito a brincadeiras constantes, especialmente entre Stuchi e Diego.

Primeira sede da Phelcom.

Motivação além da tecnologia

Para Dimas, aceitar o convite para entrar na Phelcom foi uma decisão movida, principalmente, por propósito. “O equipamento tinha um apelo humano muito forte. Era a chance de trabalhar com algo que realmente poderia ajudar as pessoas. E isso não é tão fácil de encontrar.”

Desde o início, havia um objetivo muito claro entre todos: fazer dar certo. Mais do que uma questão financeira, o foco estava no impacto. “O nosso sonho era melhorar o acesso à saúde.”

Outro ponto que o motivou foi o desafio de construir algo do zero. Com a autonomia que recebeu, ele aproveitou para explorar novas possibilidades. “Eu já estava há bastante tempo trabalhando com Java e queria mudar um pouco. Ali surgiu a oportunidade de trabalhar com Node e JavaScript, testando coisas novas.”

Esse ambiente de experimentação acabou se tornando um diferencial. “Foi uma descoberta para mim e para todo mundo ali. Tinha muita coisa nova acontecendo, era quase um celeiro de ideias”, afirma. Um exemplo disso é que a primeira versão do Eyer era feita com uma arminha de brinquedo, tipo uma Nerf.

Os desafios, naturalmente, eram muitos. Fazer a tecnologia funcionar era o principal deles. Além disso, havia a dificuldade de convencer outras pessoas a acreditarem na ideia e de conseguir novos financiamentos. “Éramos poucos para muito trabalho”, resume Dimas.

Os problemas técnicos também faziam parte da rotina. “Às vezes, durante uma apresentação ou coleta de imagens no hospital, o sistema simplesmente apagava os dados porque não tinha memória suficiente”, conta.

Crescimento, novos desafios e uma equipe em formação

Com o avanço do projeto, chegou o momento em que a primeira casa já não comportava mais a operação. Era preciso pensar em produção, armazenamento e na ampliação da equipe. Para viabilizar esse próximo passo, a Phelcom passou a desenvolver três projetos de consultoria, envolvendo áreas como óptica, computação e eletrônica, mas sem deixar de lado o Eyer.

A entrada desses recursos permitiu a mudança para uma nova sede, já com espaço para fábrica e uma estrutura mais adequada ao crescimento da empresa. Hoje, o local abriga a fábrica da Phelcom.

Nesse período, novos profissionais se juntaram ao time. “Entraram o Fred, na mecatrônica, o Paulo, no software, e o Nino, na eletrônica. A gente até brincava que eram os ‘trabalhadores do Apocalipse’”, conta Dimas. Com a chegada deles, o projeto ganhou outra dimensão. “Era muito trabalho, mas todos estavam focados. A gente era muito unido para fazer acontecer.” Foi também nessa fase que o segundo protótipo do Eyer começou a ganhar forma.

Dimas e Fred na Phelcom

Dimas e Fred em um momento de descontração na Phelcom.

Mesmo com o ritmo intenso, o clima leve continuava sendo uma marca da equipe. “A gente era meio espartano. Do nada, o Stuchi gritava ‘This is Sparta!’ e todo mundo respondia junto. Era sangue no olho, mas também muita zoeira. Isso ajudava a aliviar o estresse do dia a dia”, relembra.

E, depois das 18h, o ambiente se transformava. “Parecia que as regras iam embora e começava outra fase. O Diego cantava ópera de um lado e, eu e o Fred, Iron Maiden do outro”, conta, aos risos.

Propósito que permanece

Para Dimas, muita coisa mudou ao longo dos últimos dez anos, mas a essência da Phelcom continua a mesma: a vontade de fazer acontecer, o ambiente leve e a humanização na forma de desenvolver tecnologia e no cuidado com as pessoas.

Ao olhar para a Phelcom hoje, o que mais o impressiona é o impacto gerado na saúde. “A qualidade de vida levada a milhões de pessoas, que passaram a ter acesso ao exame não tem preço”, diz. Para ele, esse propósito segue vivo no dia a dia da empresa e se reflete diretamente nos produtos. “Existe uma preocupação real com quem está do outro lado, seja o médico, o profissional de saúde ou o paciente.”

Dimas revela que um dos momentos em que mais se sentiu orgulhoso foi participar de um evento da empresa, já em uma fase mais recente. “Quando vi o tamanho que a Phelcom tinha alcançado, bateu um orgulho enorme. Um grupo pequeno, com um sonho em comum, conseguiu crescer e gerar oportunidades para tantos outros. Hoje, são muitas pessoas sonhando juntas. E isso é muito bonito de ver”, afirma. 

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