Mais uma vez, a aplicação da inteligência artificial na área de oftalmologia alcançou resultados incríveis e promissores. Agora, uma nova tecnologia utilizando IA é capaz de detectar o glaucoma de forma mais rápida e precisa. A ferramenta foi desenvolvida pelos pesquisadores e professores Edson Satoshi, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), e Vital Costa, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Atualmente, o diagnóstico de glaucoma exige diversos exames. Além disso, a doença não apresenta sintomas na fase inicial, o que complica ainda mais a detecção precoce.
Por isso, essa nova pesquisa pode auxiliar bastante no controle do glaucoma. Hoje, 70 milhões de pessoas no mundo todo sofrem com a doença, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Só no Brasil, são 900 mil casos. O problema é uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.
Então, veja neste post como funciona a nova tecnologia para glaucoma e como essa pesquisa pode contribuir para a democratização do acesso à saúde.
A pesquisa
A tecnologia utiliza o princípio de machine learning. Isto é, avalia uma alta quantidade de dados oriundos de laudos de pacientes com suspeita da doença – os exames analisados são os de campo visual e Tomografia de Coerência Óptica (TCO). Dessa forma, a ferramenta consegue identificar automaticamente a probabilidade de glaucoma e fazer uma espécie de pré-triagem.
Com isso, um oftalmologista-geral pode confirmar os casos selecionados pela máquina como suspeito de glaucoma. E, em seguida, encaminhar os pacientes para atendimento oftalmológico especializado nesta doença.
Democratização da saúde
Sem dúvida, essa pesquisa torna mais ágil e preciso o diagnóstico do distúrbio. Além disso, tem outra vantagem: a utilização do software na detecção deixa o controle da doença mais barata, já que consegue identificar a suspeita do problema mais rápido e sem precisar de um médico especialista.
Com toda a certeza, essa nova tecnologia para glaucoma melhora a acessibilidade na saúde. Principalmente em um país como o Brasil que possui vários locais e comunidades com pouca infraestrutura de serviços de qualidade na área, como médicos, profissionais de saúde, equipamentos, medicamentos etc.
Próximos passos
Agora, a próxima etapa é criar mecanismos para que a máquina consiga interpretar as imagens. Desse modo, isso evitaria erros na hora de avaliar a probabilidade de glaucoma, além de agilizar o processo.
Mesmo alcançando esse próximo passo, a presença e diagnóstico feito por um médico continuaria sendo essencial. Isso porque o objetivo da pesquisa é desenvolver e aperfeiçoar essa ferramenta para que auxilie o médico na detecção e controle da doença.
Inteligência artificial na oftalmologia: o retinógrafo portátil Phelcom Eyer
Outra inovação com o uso de inteligência artificial na área de oftalmologia é o retinógrafo portátil Phelcom Eyer. O equipamento foi desenvolvido pela startup Phelcom Technologies para prevenir e diagnosticar doenças na retina.
O aparelho funciona acoplado a um smartphone com câmera de alta resolução, que captura a imagem do fundo do olho, realizando o exame de retina. Integrado a uma plataforma online, envia automaticamente os dados para o laudo de um especialista. Tudo isso em poucos minutos.
Dentre as doenças que podem ser identificadas pelo Eyer, estão glaucoma, retinopatia diabética e catarata, por exemplo. Esses distúrbios, se não diagnosticados e tratados no início, podem evoluir para deficiência visual grave e cegueira.
No mundo todo, mais de 250 milhões de pessoas sofrem com esses problemas. Hoje, 75% dos casos ocorrem por falta de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento correto.
Vantagens do Eyer
Exame de vista feito pelo celular com alta qualidade;
Diagnósticos precisos e rápidos;
Custo mais baixo em relação aos retinógrafos tradicionais;
Portabilidade, o que permite realizar exames em vários locais;
Democratização dos exames de retina, principalmente em locais com pouca infraestrutura de serviços de qualidade na área, como médicos, profissionais de saúde, equipamentos, medicamentos etc;
Maior rapidez no atendimento, por meio de sistemas informatizados integrados a uma plataforma online com acesso via computadores, celulares e tablets;
Facilidade na realização de exames, que podem ser feitos em clínicas e postos de saúde;
Diagnóstico feito por especialistas e profissionais de referência, localizados em qualquer lugar do mundo;
Redução do tempo de atendimento e de custos operacionais;
Diminuição do deslocamento de pacientes a hospitais e grandes centros urbanos;
Melhora na qualidade dos laudos emitidos;
Sem necessidade de utilizar colírios para a dilatação da pupila;
Aumento na prevenção e diagnóstico precoce de doenças como retinopatia diabética, glaucoma, catarata, degeneração macular, retinoblastoma, deslocamento da retina, retinopatia da prematuridade e cegueira, dentre outros.
Lançamento
O Eyer entrou no mercado neste mês. A expectativa é que 50 mil pacientes sejam impactados pela tecnologia apenas em 2019. “O nosso objetivo é democratizar o acesso a exames oftalmológicos. Atualmente, cerca de 85% das cidades brasileiras não tem acesso a especialistas e aparelhos que façam o diagnóstico de doenças nos olhos”, afirma o cofundador e CEO da Phelcom, José Augusto Stuchi.
Conclusão
Por fim, você conheceu neste post a nova tecnologia para o glaucoma desenvolvida pelos professores Edson Satoshi, da Poli/USP, e Vital Costa, da Unicamp. Com toda a certeza, essa ferramenta deve tornar o diagnóstico da doença mais rápido, preciso e mais barato. E, dessa forma, ajudar na democratização do acesso à saúde, hoje tão difícil no Brasil.
Mais do que isso: a inteligência artificial aplicada na área de oftalmologia tem alta capacidade de desenvolver diversos projetos inovadores e capazes de gerar qualidade, rapidez e praticidade para os pacientes. Este é o caso da Phelcom, com o retinógrafo portátil Eyer, que também vimos neste post.
Inteligência artificial aplicada na área de saúde é um assunto que interessa você? Então acompanhe o blog da Phelcom e cadastre-se para receber todas as novidades.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Sant Joan de Deu, da Espanha, e divulgada no periódico científico Science Translational Medicine mostrou resultados iniciais promissores em um novo tratamento para o retinoblastoma, um tipo de câncer que afeta os olhos de crianças.
Por meio do uso de vírus geneticamente modificado, o procedimento reduziu o tumor e evitou a metástase. Isto é, impediu que a doença se espalhasse para outras áreas do corpo. Os testes foram realizados em animais e em duas meninas, de dois anos cada, que já não respondiam mais a nenhum outro tratamento.
Com toda a certeza, essa nova pesquisa pode auxiliar no combate ao retinoblastoma. Ainda mais que, em muitas situações, a única alternativa para curar a doença é retirar o olho afetado.
De acordo com estimativas, 8 mil crianças sofrem com esse problema no mundo todo. Só no Brasil, são 400 novos casos por ano, segundo o Ministério da Saúde. Ou seja, é uma doença muito rara.
Por isso, vamos falar neste post sobre esse novo tratamento que combate o câncer infantil nos olhos, como foi realizada a pesquisa e quais serão os próximos passos para comprovar que esse possível método pode ser eficaz na luta contra a doença.
A pesquisa
Em primeiro lugar, os pesquisadores expuseram culturas de células em laboratório – cultivadas a partir de tumores de 12 pacientes – ao vírus oncolítico. Isto é, um tipo de vírus geneticamente modificado para apenas se reproduzir dentro das células afetadas pelo câncer. Com isso, foi possível comprovar que o parasita era capaz de infectar e matar as células tumorais.
Em seguida, começaram os testes em animais. Em coelhos saudáveis, os efeitos colaterais foram inflamação e acúmulo de líquido na região, mas que sumiram em seis semanas. Nessa etapa, houve escape do líquido para outros órgãos, mas não ocorreram danos.
Depois, o vírus foi injetado em camundongos com retinoblastoma. O resultado foi promissor: durante meses, os olhos ficaram protegidos do estágio em que seria preciso retirá-los para evitar metástase.
Testes em humanos
Em seguida, o teste começou a ser aplicado em humanos. Neste caso, em duas meninas, de dois anos cada, que não reagiram a nenhum dos outros tratamentos –quimioterapia e radiação.
Na primeira, foi necessário remover o olho afetado porque ocorreu um processo inflamatório que impediu os pesquisadores de visualizar o progresso do tumor. Porém, alguns indícios avaliados posteriormente indicaram que o vírus estava atacando as células tumorais.
Na segunda paciente, o vírus destruiu parte do tumor. Mesmo com a inflamação, que foi controlada, não houve a necessidade de remoção cirúrgica do olho.
Apesar dos bons resultados alcançados, a pesquisa ainda está na fase inicial. Sem dúvida, é preciso ainda de vários outros testes para que esse possível novo tratamento seja aprovado.
Retinoblastoma
O retinoblastoma é o câncer infantil nos olhos mais comum, apesar de raro. De acordo com a definição do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor maligno origina-se das células da retina, que é a parte do olho responsável pela visão. Pode afetar um ou ambos os olhos. Geralmente, ocorre antes dos cinco anos de idade. Na verdade, o bebê já pode nascer com o problema.
Dentre os sinais e sintomas da doença, estão o reflexo brilhante que surge no olho afetado e a possibilidade de estrabismo, inflamação, conjuntivite, dor e inchaço no local e ainda a perca de visão.
Na maioria dos casos, o diagnóstico ocorre por meio de exame de fundo de olho.
Exame de fundo de olho realizado em adulto.
Mas, atenção: se há casos na família, a criança deve realizar exames e ser acompanhada por especialista durante os cinco primeiros anos de vida. Mais do que isso, todos os pacientes devem passar por estudo de aconselhamento genético para identificar os casos que são hereditários.
Tratamento
Com toda a certeza, o diagnóstico precoce é essencial para o sucesso no combate ao câncer infantil nos olhos. Por exemplo, quando o tumor ainda é pequeno, a doença á altamente curável. Ou seja, os tratamentos permitem que a criança continue enxergando normalmente.
Já nos casos mais avançados, o olho pode precisar ser retirado e ainda o paciente passar por quimioterapia e/ou radiação.
De fato, é uma doença extremamente perigosa e que pode levar a óbito quando não tratada corretamente ou quando diagnosticada tardiamente.
Conclusão
Por fim, você viu neste post sobre o novo tratamento que combate o câncer infantil. A pesquisa está sendo realizada pelo Instituto Sant Joan de Deu, da Espanha, e foi divulgada recentemente no periódico científico Science Translational Medicine.
De fato, os primeiros resultados são promissores. Porém, ainda são necessários muitos outros testes para validar essa técnica como um novo método para o tratamento do retinoblastoma. E esse é a próxima etapa do estudo.
Fontes: Science Translational Medicine, Folha de S. Paulo e UOL.
As novas pesquisas e estudos da área de ciência e saúde é um assunto que interessa você? Então, acompanhe o blog da Phelcom Technologies e cadastre-se para receber as novidades.
Quer saber tudo sobre como funciona o exame de vista pelo celular? Então, leia este post até o fim.
De fato, já estamos habituados a escutar que fazemos tudo pelo smartphone hoje em dia. E, em breve, até exame de vista pelo celular poderá ser feito. Incrível, não?
A gente te explica como: um aparelho portátil acoplado a um celular realizará o exame de retina e enviará os dados, automaticamente e online, para análise de um oftalmologista. Detalhe: esse especialista pode estar em qualquer lugar do mundo.
Afinal, qual é a importância disso tudo? Por exemplo, só no Brasil, 85% das cidades brasileiras não possuem o serviço de oftalmologia. Esse aparelho, chamado de Eyer, levará o acesso aos exames de retina para comunidades e locais que apresentam déficits em exames, diagnósticos e tratamentos relacionados a doenças da visão, como retinopatia diabética, glaucoma, catarata e até cegueira.
Sem dúvida, estamos falando em democratização do acesso à saúde, objetivo principal da Phelcom Technologies, idealizadora desse retinógrafo portátil.
Por isso, conheça neste post como funciona, as vantagens do Phelcom Eyer e como esse aparelho pode mudar a forma como são feitos os exames de vista atualmente.
O que é
O Phelcom Eyer é um retinógrafo portátil que funciona acoplado a um smartphone com câmera de alta resolução. O aparelho captura a imagem do fundo do olho, realizando o exame de retina. Integrado a uma plataforma online, envia automaticamente os dados para o laudo de um especialista.
Vantagens
Com tecnologia de ponta, o Eyer oferece o que há de mais moderno em retinografia portátil para prevenção e diagnóstico de doenças relacionadas à visão. Em seguida, veja todas as vantagens:
Exame de vista pelo celular com alta qualidade;
Diagnósticos precisos e rápidos;
Custo mais baixo em relação aos retinógrafos tradicionais;
Portabilidade, o que permite realizar exames em vários locais;
Democratização dos exames de retina, principalmente em locais com pouca infraestrutura de serviços de qualidade na área, como médicos, profissionais de saúde, equipamentos, medicamentos etc;
Maior rapidez no atendimento, por meio de sistemas informatizados integrados a uma plataforma online com acesso via computadores, celulares e tablets;
Facilidade na realização de exames, que podem ser feitos em clínicas e postos de saúde;
Diagnóstico feito por especialistas e profissionais de referência, localizados em qualquer lugar do mundo;
Redução do tempo de atendimento e de custos operacionais;
Diminuição do deslocamento de pacientes a hospitais e grandes centros urbanos;
Melhora na qualidade dos laudos emitidos;
Sem necessidade de utilizar colírios para a dilatação da pupila;
Aumento na prevenção e diagnóstico precoce de doenças como retinopatia diabética, glaucoma, catarata, degeneração macular, retinoblastoma, deslocamento da retina, retinopatia da prematuridade e cegueira, dentre outros.
Conclusão
De fato, hoje a deficiência visual grave e a cegueira atingem mais de 250 milhões de pessoas no mundo todo. Atualmente, 75% dos casos ocorrem por falta de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento correto.
Com toda a certeza, a prevenção das doenças que afetam a visão, e que podem evoluir para estes quadros, começa com exames de retina de alta qualidade. Para isso, é essencial levar o acesso a esses exames para todos os locais que apresentam dificuldades em realizá-los.
Exame de vista pelo celular é uma realidade próxima. E esse é o objetivo do Eyer: democratizar o acesso à saúde.
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