Sem dúvida, hoje passamos longas horas conectados ao celular. Por exemplo, você sabia que o desbloqueamos, em média, 78 vezes ao dia? É o que revelou a pesquisa Global Mobile Consumer Survey, realizada pela consultoria Deloitte, em 2015.
Já um estudo feito pela empresa Statista, em 2016, apontou que os brasileiros são os que mais gastam tempo no smartphone: média de quatro horas e 48 minutos diários.
De acordo com duas pesquisas recentes, o uso excessivo do smartphone está provocando modificações no cérebro e até no formato do crânio. Com toda a certeza, os dados são preocupantes.
Portanto, entenda neste post como os estudos foram realizados, os resultados obtidos e os próximos passos para confirmar a possível correlação entre celular e saúde.
Os cientistas acreditam que a utilização exagerada desses aparelhos pode ser o motivo de muitos jovens apresentarem uma pequena cauda óssea na parte de trás da cabeça.
A hipótese é que a má postura que adquirimos ao usar o smartphone está gerando uma sobrecarga muscular na base do crânio. Desse modo, surgem alterações em seu formato, justamente na conexão entre tendões e ligamentos.
A EEOP é uma espécie de “cauda” óssea que se desenvolve na parte de trás do crânio (Imagem: Scientific Reports)
A pesquisa
O estudo contou com a participação de 1,2 mil pessoas, com idades entre 18 e 86 anos. Até então, os trabalhos focavam apenas em idosos, uma vez que a protuberância occipital externa aumentada (EEOP), como é conhecida essa alteração, leva muitos anos para tornar-se visível.
Os resultados
A “cauda óssea” foi encontrada em 33% dos participantes. Para a surpresa dos pesquisadores, o grupo que mais apresentou modificações no formato do crânio foi o de homens de 18 a 30 anos de idade. O crescimento observado é de aproximadamente 2,6 centímetros de comprimento, mas podendo atingir até 3,1 centímetros.
Outro dado interessante é que, a cada 10 anos a mais na idade, diminuía em 1,03% as chances de desenvolvimento do ósseo anormal.
Internet e as modificações no cérebro
Um grupo de pesquisadores de várias partes do mundo também está estudando o tema “celular e saúde”. Inclusive, o primeiro trabalho demonstra como o uso excessivo da internet está afetando o nosso cérebro. O artigo foi publicado no jornal World Psychiatry. A pesquisa é uma parceria entre a Western Sydney University, Harvard University, Kings College, Oxford University e University of Manchester.
O estudo
Os pesquisadores basearam-se em recentes descobertas psicológicas, psiquiátricas e de neuroimagem para conseguir examinar várias hipóteses-chave sobre como a internet pode estar mudando nossa cérebro.
Os resultados
De fato, as evidências indicam que o uso excessivo da internet pode produzir alterações agudas e prolongadas em cada uma das áreas descritas abaixo. Ou seja, sim, está modificando o nosso cérebro. Em seguida, veja quais são as principais alterações:
A relação entre celular e saúde já é o tema de várias pesquisas e estudos científicos.
Capacidade de atenção
O fluxo de informações online, em constante evolução, estimula a nossa atenção dividida em várias fontes de mídia. Dessa forma, afeta a nossa capacidade de manter a concentração em apenas uma atividade, por exemplo.
Processos de memória
A vasta fonte de informação online está mudando a forma como recuperamos, armazenamos e até valorizamos o conhecimento. Isso porque a constante atualização cria uma ciclo sem fim de novos conteúdos, o que pode transformar a forma como a gente armazena conteúdos em nossa mente.
Cognição social
A capacidade de configurações sociais online cria uma nova interação entre a internet e nossas vidas sociais. E tudo isso afeta o nosso autoconceito e autoestima.
Agora, os pesquisadores acreditam ser uma prioridade que estudos futuros determinem os efeitos do uso extensivo da internet sobre o desenvolvimento do cérebro dos jovens. Além disso, também examinar como isso pode diferir dos resultados cognitivos e do impacto cerebral nos idosos.
Conclusão
Você viu neste post duas pesquisas recentes que encontraram uma possível conexão entre o uso excessivo do celular e saúde. A primeira aponta que, ao inclinarmos a cabeça para baixo ao utilizar os dispositivos móveis, o formato do nosso crânio estaria sofrendo alterações.
Essa conclusão veio após os cientistas encontrarem o desenvolvimento de uma pequena “cauda” óssea na parte de trás da cabeça de 33% dos homens entre 19 e 30 anos que participaram da pesquisa. E, como isso é um fenômeno recente, pode ter ligação com os celulares.
Porém, ainda é apenas uma hipótese. Sem dúvida, precisam ser desenvolvidos vários estudos e pesquisas para confirmar essa teoria.
Já o outro trabalho demonstrou que o uso excessivo da internet também afeta o nosso cérebro. Especificamente, a nossa capacidade de atenção, os processos de memória e a cognição social.
No entanto, também é necessário diversas outras pesquisas que se aprofundem na questão. Inclusive, nos efeitos em longo prazo nos jovens e idosos.
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Um trabalho inédito realizado pelo Centro Universitário Saúde ABC/ Faculdade de Medicina do ABC e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificou que a vitamina D protege os olhos. A conclusão ocorreu após os pesquisadores avaliarem o nível da substância na lágrima em comparação ao sangue, durante testes em campo.
A pesquisa foi premiada durante o congresso da Association for Research in Vision and Ophthalmology (ARVO 2019), o mais importante do mundo na área de oftalmologia. Este ano, aconteceu em Vancouver, no Canadá.
Atualmente, há estudos que indicam uma correlação entre os baixos níveis da vitamina D com doenças oftalmológicas, como glaucoma e catarata, dentre outras. Porém, nenhuma pesquisa havia ainda estudado a presença do elemento na lágrima.
Portanto, veja neste post como foi realizado o trabalho, os resultados e quais serão os próximos passos para comprovar a importância da vitamina D na saúde dos olhos.
A pesquisa
Os pesquisadores do Centro Universitário Saúde ABC/ Faculdade de Medicina do ABC e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) compararam o nível de vitamina D3 nos fluidos lacrimais e no sangue.
Ao todo, foram escolhidos 36 estudantes saudáveis da Faculdade de Medicina do ABC, com idade de 19 a 27 anos. Os alunos foram separados em dois grupos. De um lado, uma turma realizou atividades esportivas em local fechado, com baixa radiação solar.
Do outro lado, um grupo praticou diferentes esportes ao ar livre, com maior exposição ao sol. Em seguida, foram feitas as análises laboratoriais a partir do método de eletroluminescência.
Os resultados
O trabalho descobriu dados importantes que demonstram que a vitamina D protege os olhos. Por exemplo, os dois grupos de estudantes apresentaram níveis mais altos de vitamina D3 na lágrima do que no sangue. No entanto, a turma que praticou atividades em ambiente aberto exibiu níveis ainda mais elevados da substância.
Doenças oftalmológicas
De fato, há pesquisas que demonstram a conexão de baixos níveis de vitamina D3 com o surgimento de doenças oftalmológicas. Dentre as principais, estão glaucoma, catarata, retinopatia diabética, olho seco e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).
Isso porque o elemento diminui as chances de inflamações na retina, auxilia na manutenção de níveis adequados de cálcio no corpo e evita a DMRI. Por exemplo, essa doença, assim como o glaucoma e catarata, são algumas das principais causas de cegueira irreversível no mundo todo. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Contudo, ainda não havia um trabalho focado nos níveis lacrimais.
Conclusão
Sem dúvida, o trabalho pioneiro do Centro Universitário Saúde ABC/ Faculdade de Medicina do ABC e da Unifesp aponta que a vitamina D protege os olhos. Porém, ainda faltam mais estudos para corroborar os resultados excelentes encontrados pela pesquisa.
Com toda a certeza, esse será o próximo passo a ser desenvolvido pelos pesquisadores.
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Você sabia que a febre amarela pode afetar os olhos? É isso que a pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificou durante os dois surtos da doença no sudeste do Brasil, entre 2017 e 2018. O estudo foi publicado na revista Jama Ophthalmology, da Associação Médica Americana, em junho.
Além de alterar a parte branca dos olhos, tornando-a bem amarelada, o estudo diagnosticou retinopatia em pacientes com febre amarela.
Com toda a certeza, o trabalho aponta para uma possível correlação entre as doenças, até então desconhecida. Por isso, entenda neste post como os cientistas encontraram a conexão, como foi realizada a pesquisa e quais são os próximos passos.
A pesquisa
O estudo inédito feito pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) analisou o quadro de 94 pacientes com indícios de febre amarela. Os dados foram fornecidos pelo Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte. A investigação ocorreu após o surto que atingiu 1.376 pessoas e provocou 483 mortes, entre julho de 2017 e junho de 2018, segundo o Ministério da Saúde.
Todos os pacientes realizaram o exame de fundo de olho para verificar se havia danos na retina devido à doença.
Os resultados
Ao todo, 64 pessoas foram diagnosticadas com febre amarela. Destas, 20% apresentaram quadro de retinopatia. No entanto, os pesquisadores observaram que o distúrbio não afetou a mácula, a parte mais importante da visão. Ou seja, os pacientes não sofriam com os sintomas mais comuns da retinopatia, como alterações na visão.
Porém, as lesões na retina estavam associadas a alguns biomarcadores laboratoriais, como número mais baixo de plaquetas, aumento de bilirrubina, creatinina, lactato e até da aspartato aminotransferase, enzima produzida no fígado. Todas estão relacionadas à doença sistêmica mais grave. Isto é: a retinopatia indicava a gravidade da febre amarela.
Febre amarela
O mosquito é o transmissor do vírus da febre amarela. (Foto: James Gathany).
A febre amarela é uma infecção provocada por um vírus e transmitida por mosquitos. Dentre os seus principais sintomas, estão febre, dores musculares, dor de cabeça, perda de apetite, náuseas e vômito, fraqueza e vermelhidão no rosto, olhos e língua.
Além disso, a febre amarela pode afetar os olhos nos casos mais graves. Dessa forma, causa icterícia (amarelado na parte branca dos olhos) e lesões na retina, como retinopatia. Já as alterações mais comuns entre os pacientes com retinopatia foram oclusões microvasculares, resultando em infartos da camada de fibras nervosas da retina. Também foram observadas hemorragias superficiais e outras lesões retinianas mais profundas.
Conclusão
De fato, a pesquisa mostra que a febre amarela pode afetar os olhos como indício da gravidade da doença. Para isso, causa a retinopatia, além da icterícia. Dessa maneira, o exame de fundo de olho (simples e não invasivo) pode ajudar no melhor entendimento da doença. Outra vantagem é o encaminhamento mais rápido para tratamento adequado.
Com toda a certeza, o trabalho dá início para estudos mais amplos e profundos sobre a correlação entre as doenças. Esse deve ser o próximo passo.
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Que cuidar bem dos olhos contribui muito com uma boa saúde e qualidade de vida de modo geral, todos nós já sabíamos. Mas, e que a cirurgia de catarata proporciona uma melhor função mental nos adultos, você sabia?
Surpreendente, não é mesmo? Entretanto, é isso mesmo. A descoberta foi feita por um estudo recente realizado na Inglaterra. Com toda a certeza, a pesquisa soma aos diversos trabalhos que endossam que cuidar da visão traz benefícios para os idosos, além de apenas melhorar a visão.
Portanto, vamos explicar neste post como foi realizada a pesquisa, os resultados que auxiliarão na busca da melhora da visão dos idosos e quais serão os próximos passos.
O estudo
Os pesquisadores compararam as taxas de declínio cognitivo antes e depois dos pacientes que realizaram a cirurgia, por 13 anos.
Ao todo, 2.068 adultos foram submetidos à cirurgia de catarata e outros 3.636 participantes não tinham a doença. Os pesquisadores testaram a memória deles, pedindo que recordassem de 10 palavras, tanto imediatamente após serem lidas em voz alta quanto depois de eles serem distraídos por outras tarefas.
Os resultados
Os resultados mostraram que a taxa de declínio cognitivo diminuiu em 50% após a cirurgia de catarata. Além disso, a taxa de declínio foi mais lenta após o procedimento em comparação com o período anterior. O que a torna semelhante ao declínio entre as pessoas sem a doença.
De fato, outros estudos já haviam associado a deficiência visual com menor capacidade cognitiva em idosos. Porém, até o momento, não sabíamos se melhorar a visão através da cirurgia de catarata ajudaria a diminuir as mudanças na função mental.
De fato, os cientistas ainda não sabem por que os distúrbios de visão afetam o declínio cognitivo. Porém, o isolamento, o constrangimento e a falta de atividade física provocados pelos problemas de visão nos idosos podem contribuir para esse quadro.
Já outra pesquisa sobre cirurgia de catarata e declínio cognitivo aponta que melhorar a visão influencia na qualidade de vida. Além disso, atrasa ou diminui o declínio cognitivo em idosos. O trabalho foi realizado pela Case Western Reserve University, dos Estados Unidos.
O estudo incluiu pacientes que passaram pela cirurgia, os que optaram em aguardar e os cuidadores de ambos os grupos. Os resultados também sugerem que pacientes que passaram pelo procedimento – e seus cuidadores – têm menos sofrimento emocional em comparação com pacientes que não fizeram a cirurgia.
Conclusão
De fato, a cirurgia de catarata pode ter um impacto positivo na visão dos idosos e nas taxas de declínio cognitivo. Entretanto, mais pesquisas são necessárias para identificar o mecanismo. Para, assim, explicar a associação entre a cirurgia de catarata e o envelhecimento cognitivo. Também precisamos entender se a intervenção precoce para a correção da visão resulta em uma redução do risco de demência.
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Cada vez mais, a medicina desvenda os inúmeros transtornos que apenas um distúrbio ou doença pode gerar em outras áreas da nossa saúde. Por exemplo, uma nova pesquisa revelou possíveis conexões entre o glaucoma e problemas do sono.
O trabalho, feito por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, encontrou evidências desde em pacientes com poucas horas de sono por dia até em aqueles que dormem mais de 10 horas diárias, dentre outros fatores.
Então, veja neste post como foi realizado o estudo sobre glaucoma e problemas do sono. Além disso, entenda os resultados para você conseguir manter a saúde dos seus olhos em dia.
O glaucoma
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma atinge 70 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil, a estimativa é de 1,2 milhão de casos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
A doença afeta os olhos e é caracterizada por um aumento da pressão intraocular e por uma alteração do nervo óptico. Assim sendo, as fibras nervosas são afetadas e ocorre a perda parcial da visão.
Atualmente, o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível em todo o mundo.
O estudo
A equipe analisou os dados de 6.784 portadores de glaucoma, com mais de 40 anos de idade, que apresentaram dano ao nervo óptico e perda de visão em partes do campo visual. As informações foram fornecidas pela Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição 2005-2008, dos Estados Unidos.
Dentre as questões respondidas pelos participantes da pesquisa, estão:
Horas de sono;
Dificuldades em dormir;
Distúrbios do sono, como acordar durante a noite;
Diagnóstico de apneia do sono;
Utilização de medicamentos para dormir;
Sonolência durante o dia.
Os resultados
De fato, os resultados apresentados reforçam outros estudos na área que apontam ligação entre o glaucoma e problemas do sono. Em seguida, veja os principais dados do estudo:
10 horas ou mais de sono: 3 vezes mais chances de desenvolver lesões no nervo óptico relacionados ao glaucoma em comparação aos que dormiam 7 horas por noite;
Adormecer em menos de 9 minutos ou em mais de 30 minutos: 2 vezes maior probabilidade de apresentar a doença em relação aos que dormiam em 10 a 29 minutos;
Até 3 horas ou mais de 10 horas de sono por noite: três vezes mais chances de ter a visão ausente do que aqueles que descansaram 7 horas por noite;
Problemas de memória devido à sonolência diurna: duas vezes maior possibilidade de ocorrer perda de campo visual;
Incapacidade de praticar um hobby devido ao sono durante o dia: três vezes mais chances de sofrer com perda de visão.
Foto: Freepik
Conclusão
Sem dúvida, a relação entre glaucoma e problemas do sono apresentadas pelo estudo reafirma a importância do sono saudável para a nossa saúde. De fato, tanto dormir mais quanto dormir menos do que a recomendação de 8 horas diárias, em média, aumentam as chances de desenvolver a doença.
As novas pesquisas na área de oftalmologia é um assunto que interessa você? Então, acompanhe tudo em primeira mão no blog da Phelcom.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma atinge 70 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil, a estimativa é de 1,2 milhão de casos, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Atualmente, a doença é a principal causa de cegueira irreversível, mesmo havendo tratamento para glaucoma.
Hoje, a primeira opção de tratamento é o uso de colírios para reduzir a pressão intraocular. Cirurgias ou intervenções com laser são adotadas apenas quando o medicamento deixa de surtir efeito.
Entretanto, um estudo publicado no jornal The Lancet, da Inglaterra, descobriu que o uso de laser, por meio da técnica trabeculoplastia seletiva, pode ser mais vantajoso no controle da doença. Assim sendo, a pesquisa indica que esse método substitua o colírio como primeira opção.
Portanto, entenda neste post como foi desenvolvido esse trabalho e os resultados. De fato, o estudo pode revolucionar a forma como é realizado o tratamento para glaucoma atualmente.
O estudo
Financiada pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde da Inglaterra, a pesquisa avaliou 718 pacientes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular em dois grupos distintos. No primeiro, 365 pessoas realizaram a trabeculoplastia seletiva. Já no segundo, 362 portadores da doença fizeram o tratamento com colírios.
Resultados
Sem dúvida, os resultados foram promissores. Após dois anos e meio, 74% dos pacientes que receberam o tratamento com trabeculoplastia seletiva não utilizavam mais colírios diariamente. Além disso, a pressão intraocular estava correta em 93% das consultas médicas realizadas. Esse número é um pouco maior em comparação ao grupo do colírio: 91%.
Ainda no segundo grupo, 11 pessoas precisaram de cirurgia para diminuir a pressão intraocular dos olhos.
Tratamento para glaucoma: laser x colírios
De fato, o trabalho mostrou que os dois tipos de tratamento para glaucoma possuem praticamente a mesma eficácia. Porém, os pesquisadores defendem que o laser apresenta outras vantagens. Em seguida, veja quais são:
A trabeculoplastia a laser seletiva reduz a pressão intraocular, aumentando o fluxo aquoso por meio da rede trabecular com apenas um procedimento, sem dor, com tempo de recuperação mínimo e bom perfil de segurança;
Medicamentos tópicos de longo prazo estão associados a múltiplos efeitos colaterais oculares e sistêmicos. Com essa técnica, é possível evitar os danos colaterais já que pode retardar ou prevenir a necessidade de colírios;
O procedimento não tem efeito permanente, mas pode ser repetido;
O tratamento pode reduzir os custos do paciente com deslocamentos para exames e consultas e na compra de medicamentos;
A trabeculoplastia seletiva pode combater à baixa adesão ao tratamento com colírios, já que é necessário treinamento, dedicação e disciplina em longo prazo.
Conclusão
Por fim, o estudo afirma que a trabeculoplastia a laser seletiva deve ser oferecida como a primeira opção de tratamento para glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular. Desse modo, o trabalho incentiva uma mudança nas diretrizes de controle da doença.
Contudo, isso levará algum tempo, pois precisa ser discutido pela sociedade, médicos, órgãos competentes e governo.
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