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Com Eyer, projeto Iluminar rastreia retinopatia diabética em mais de 700 pessoas no sertão sergipano
março 10, 2022
Gabriela Marques

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Em parceria com a ONG Retina Global, médicos planejam realizar exames de retina em mais de 15 mil pacientes diabéticos.

Em parceria com a ONG Retina Global, médicos planejam realizar exames de retinografia digital e mapeamento da retina em mais de 15 mil pacientes diabéticos no interior de Sergipe.

 

No ano passado, a ONG Retina Global interessou-se pelo desenvolvimento de um projeto social para o diagnóstico e tratamento de retinopatia diabética no Brasil. A instituição norte-americana atua na criação de soluções sustentáveis para o controle de doenças da retina em áreas carentes do mundo todo.

Assim, em parceria com os oftalmologistas Fernando Malerbi e Gustavo Melo, surgiu o projeto Iluminar para rastreamento e tratamento de retinopatia diabética em 13 munícipios do sertão de Sergipe. A região foi escolhida pelo grupo pelo histórico de pobreza relacionada à seca e pela falta de assistência oftalmológica na saúde pública.

Até o momento, mais de 700 pessoas passaram por exames de retina nas cidades de Itabi, Graccho Cardoso e Canindé de São Francisco. “Aproximadamente 150 pacientes foram submetidos a um novo exame de mapeamento da retina com a equipe de retinólogos no local. Desses, 50 foram encaminhados para tratamento com fotocoagulação a laser”, ressalta um dos líderes do projeto, o oftalmologista Gustavo Melo.

 

 

Os mutirões contam com dois técnicos de saúde, cerca de dez funcionários das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de cada município e quatro oftalmologistas voluntários, sendo que parte emite os laudos de forma remota.

As imagens da retina são feitas com o smartdevice Phelcom Eyer. Acoplado a um smartphone, o aparelho realiza exames com alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila. Por ser integrado à nuvem, disponibiliza automaticamente os dados na plataforma on-line EyerCloud. Dessa forma, o laudo pode ser emitido por um médico localizado em qualquer lugar do mundo.

“O Eyer permite otimizar o tempo e os custos ao rastrear a população diabética do interior sem que os pacientes precisem se deslocar às cidades que possuem equipamentos e especialistas. Outra vantagem é a não midríase, já que 90% dos casos não precisam de dilatação da pupila”, explica Melo.

Para os mutirões do projeto Iluminar, o smartdevice também oferece uma inteligência artificial que identifica retinopatia diabética e outras doenças oculares com mais de 95% de sensibilidade em apenas três segundos. Em seguida, o exame é enviado para conferência e laudo do oftalmologista. A IA está em fase final de testes.

 

 

Próxima etapa

 

Neste mês, o projeto estará presente em Poço Redondo. O objetivo é atender 15 mil pacientes diabéticos, em 13 cidades sergipanas, no período de dois anos.

“O grande diferencial do Iluminar é a otimização do tempo, essencial para o diagnóstico precoce e, assim, diminuir consideravelmente as chances de cegueira por diabetes. Com a conscientização da população e dos gestores públicos da eficiência e custo mais baixo dessa forma de rastreio da retinopatia diabética, podem surgir políticas de saúde para o tratamento da doença e de outras que afetam a retina”, analisa Melo.

 

 

 

 

 

 

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