Poucas ferramentas são tão emblemáticas para a oftalmologia quanto o oftalmoscópio. Por gerações, ele tem sido a janela primária para a retina, o pilar do diagnóstico e do acompanhamento clínico.
No entanto, na prática clínica moderna, especialmente no contexto dinâmico dos consultórios e hospitais brasileiros, a pergunta fundamental mudou. Não basta mais ao especialista apenas “ver”; tornou-se imperativo documentar, analisar longitudinalmente, comparar com precisão e compartilhar com segurança. É a transição da observação subjetiva para o dado objetivo.
O desafio do oftalmoscópio tradicional na clínica moderna
O exame realizado com o oftalmoscópio direto ou indireto segue vital para a avaliação qualitativa de inúmeras condições: glaucoma, retinopatias, neuropatias ópticas e doenças sistêmicas com repercussão ocular.

Contudo, na era da medicina baseada em dados e da telemedicina, o oftalmoscópio clássico apresenta limitações que impactam diretamente a eficiência e a qualidade do atendimento:
- A subjetividade do registro: a descrição de um achado no prontuário, por mais detalhada que seja, carrega a subjetividade do observador. Comparar a escavação do nervo óptico “hoje” com a descrição de “seis meses atrás” é um desafio para o acompanhamento preciso da progressão.
- Educação e adesão do paciente: explicar uma condição complexa ao paciente usando apenas palavras é abstrato. A falta de visualização concreta do próprio problema pode diminuir a compreensão e, consequentemente, a adesão ao tratamento.
- Fluxo de trabalho e telemedicina: o oftalmoscópio tradicional não gera dados compartilháveis. Em um cenário de segunda opinião ou teletriagem, a ausência de uma imagem objetiva é um gargalo significativo.
Para o oftalmologista brasileiro, que lida com alta demanda, auditorias e um mercado competitivo, otimizar o tempo e elevar a segurança diagnóstica é uma necessidade.
A evolução: o oftalmoscópio como ecossistema digital
É neste ponto que o conceito de oftalmoscópio evolui. A demanda do século 21 não é por um substituto do exame clínico, mas por uma ferramenta que o potencialize. A resposta está na integração da visualização portátil com a fotodocumentação e a gestão em nuvem. É este o conceito fundamental por trás de soluções como o Eyer2, o retinógrafo portátil da Phelcom, que transforma o exame de fundo de olho em uma experiência digital e gerenciável.

O retinógrafo portátil Eyer2 funciona, na prática, como um “oftalmoscópio inteligente” de alta definição. Ele preserva uma das maiores vantagens do oftalmoscópio tradicional — a portabilidade — mas a eleva a um novo patamar. Com o Eyer2, o exame de alta qualidade sai da sala escura e vai até o paciente, seja no leito hospitalar, no centro cirúrgico, em ações sociais ou em diferentes salas do consultório.
A imagem capturada pelo Eyer2 é instantaneamente integrada a uma plataforma de gestão, o EyerCloud: um sistema que resolve o desafio crônico do armazenamento, da segurança (em conformidade com a LGPD) e da fotodocumentação. O que antes era uma imagem mental do médico ou uma anotação subjetiva, agora é um dado objetivo, datado e acessível de qualquer lugar.
Em suma, o oftalmoscópio ganha um poderoso aliado na excelência clínica, integrando suas informações a um ecossistema digital, documentado e conectado.
Eyer2
O retinógrafo portátil Eyer2 apoia no diagnóstico de mais de 50 doenças, dentre elas glaucoma, catarata, retinopatia diabética, DMRI, retinoblastoma, retinopatia hipertensiva, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular.
O equipamento também possibilita a detecção de diversas doenças e condições do segmento anterior do olho, como blefarite e demais alterações de cílios, disfunção das glândulas meibomianas, hordéolos, tumores conjuntivais, tumores palpebrais, catarata avançada, corpo estranho, queimaduras, lesões na córnea e ceratites em geral causadas por olho seco, lente de contato, infecções e úlceras, dentre outros.
Dentre as principais funcionalidades do portátil, destacam-se:
- Plataforma portátil de imageamento ocular capaz de realizar seis registros em um único equipamento, sem necessidade de midríase;
- Retinografia colorida de alta qualidade: 55º em uma única imagem para detecção de lesões periféricas na retina;
- Red free gerado instantaneamente após o registro colorido;
- Registro de segmento posterior com luz infravermelha, importante para avaliação de áreas mais profundas da retina sem desconforto ao paciente, como diagnóstico de nevo de coróide e olho seco evaporativo;
- Estereofoto de papila para visualização 3D da escavação;
- Retinografias panorâmicas com até 120°;
- Edição e gráficos para análise de cup-to-disk ratio (CDR);
- Fotodocumentação em alta definição da superfície ocular para acompanhamento da progressão de doenças;
- Avaliação e fotodocumentação de lesões de córnea com luz azul cobalto;
- Mobilidade para atendimento em diversas clínicas, locais remotos que requerem atenção primária e exames em pacientes acamados e recém-nascidos;
- Possibilidade de integração com o EyerMaps, inteligência artificial que sinaliza em segundos as áreas da retina com possíveis anomalias;
- Integração com o EyerCloud, plataforma online para gerenciamento dos exames.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Hoje, com 10 anos de história, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
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