Gerenciar uma clínica oftalmológica no Brasil exige um equilíbrio constante: de um lado, a excelência clínica e o cuidado com o paciente; do outro, a gestão financeira, os custos operacionais e a busca pela sustentabilidade do negócio. Qualquer investimento em nova tecnologia é, e deve ser, analisado pela ótica do retorno sobre o investimento (ROI).
Neste cenário, a retinografia colorida se destaca. Longe de ser apenas um procedimento complementar, ela é uma fonte de receita fundamental, estruturada e prevista nas tabelas de reembolso.
A questão, portanto, não é se a retinografia é rentável, mas como otimizar sua execução para maximizar esse retorno. A resposta está na superação dos gargalos operacionais impostos pelos equipamentos tradicionais.
O potencial de reembolso: entendendo os códigos
Para qualquer gestor ou oftalmologista, a previsibilidade de receita é chave. A retinografia é um procedimento com cobertura clara, tanto no sistema público quanto no privado.
- No Sistema Único de Saúde (SUS): o exame está codificado na tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS sob o código 02.11.06.017-8 – Retinografia Colorida Binocular. Isso garante o reembolso por Procedimentos CID – SUS quando o exame é realizado, assegurando uma via de receita em atendimentos públicos ou filantrópicos.
- Nos planos de saúde (TUSS): Na saúde suplementar, a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) define o código 41301315 – Retinografia (só honorário) monocular. Este é o procedimento que justifica a remuneração pela operadora de plano de saúde (TUSS).
O desafio é que o retorno sobre o investimento é diretamente proporcional ao volume de exames que a clínica consegue realizar e, principalmente, laudar com eficiência.

O gargalo do retinógrafo tradicional
O ROI da retinografia é limitado por barreiras operacionais. O retinógrafo de mesa tradicional é um equipamento robusto, mas estacionário, pois:
- Exige uma sala dedicada, muitas vezes escura;
- Requer um operador treinado (muitas vezes o próprio oftalmologista) para manuseá-lo;
- O fluxo de pacientes é lento, pois cada um deve ser posicionado no equipamento;
- Pacientes com mobilidade reduzida, acamados ou crianças são difíceis ou impossíveis de examinar.
Esse modelo “sala-dependente” cria um teto para o número de procedimentos faturáveis por dia, limitando diretamente o potencial de reembolso dos códigos 02.11.06.017-8 (SUS) e 41301315 (TUSS). Para tornar os procedimentos escaláveis, é preciso criar um fluxo de trabalho dinâmico.
Equipamentos como o retinógrafo portátil Eyer2 tornam o atendimento mais fluído e trazem o dinamismo para a realidade do consultório. Sendo leve, portátil e de alta conectividade, ele permite que o exame de retinografia vá até o paciente, e não o contrário.
- Multiplicação de pontos de exame: a triagem ou o exame podem ser feitos em qualquer sala de pré-consulta, no centro cirúrgico ou até mesmo no leito do hospital, sem necessidade de dilatação.
- Delegação e otimização: a simplicidade da captura permite que técnicos ou assistentes devidamente treinados realizem o registro da imagem, liberando o tempo do oftalmologista para o diagnóstico e o laudo.
O retorno sobre o investimento é multiplicado. Em vez de um único ponto de estrangulamento (a sala do retinógrafo), a clínica pode ter múltiplos pontos de captura de imagem, aumentando exponencialmente o volume de exames elegíveis para reembolso.
Da imagem ao laudo: fechando o ciclo do reembolso
Para que o Procedimento – 02.11.06.017-8 – Retinografia Colorida Binocular ou o 41301315 – Retinografia (só honorário) monocular sejam devidamente pagos, é necessário um laudo e um registro seguro.
Aqui entra o EyerCloud. Cada imagem capturada no Eyer2 é sincronizada automaticamente com a plataforma em nuvem, permitindo que uma clínica com várias unidades ou mesmo um único médico que atende em múltiplos locais centralize todo o fluxo de laudos. O resultado é a capacidade de escalar o volume de exames faturáveis sem aumentar proporcionalmente o tempo gasto pelo especialista em tarefas operacionais
Em síntese, o Eyer2 e o EyerCloud são otimizadores de gestão que permitem ao oftalmologista brasileiro extrair o máximo potencial financeiro dos procedimentos de retinografia já estabelecidos e codificados, transformando um investimento em tecnologia em um claro e mensurável retorno sobre o investimento

Eyer2
O retinógrafo portátil Eyer2 apoia no diagnóstico de mais de 50 doenças, dentre elas glaucoma, catarata, retinopatia diabética, DMRI, retinoblastoma, retinopatia hipertensiva, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular.
O equipamento também possibilita a detecção de diversas doenças e condições do segmento anterior do olho, como blefarite e demais alterações de cílios, disfunção das glândulas meibomianas, hordéolos, tumores conjuntivais, tumores palpebrais, catarata avançada, corpo estranho, queimaduras, lesões na córnea e ceratites em geral causadas por olho seco, lente de contato, infecções e úlceras, dentre outros.
Dentre as principais funcionalidades do portátil, destacam-se:
- Plataforma portátil de imageamento ocular capaz de realizar seis registros em um único equipamento, sem necessidade de midríase;
- Retinografia colorida de alta qualidade: 55º em uma única imagem para detecção de lesões periféricas na retina;
- Red free gerado instantaneamente após o registro colorido;
- Registro de segmento posterior com luz infravermelha, importante para avaliação de áreas mais profundas da retina sem desconforto ao paciente, como diagnóstico de nevo de coróide e olho seco evaporativo;
- Estereofoto de papila para visualização 3D da escavação;
- Retinografias panorâmicas com até 120°;
- Edição e gráficos para análise de cup-to-disk ratio (CDR);
- Fotodocumentação em alta definição da superfície ocular para acompanhamento da progressão de doenças;
- Avaliação e fotodocumentação de lesões de córnea com luz azul cobalto;
- Mobilidade para atendimento em diversas clínicas, locais remotos que requerem atenção primária e exames em pacientes acamados e recém-nascidos;
- Possibilidade de integração com o EyerMaps, inteligência artificial que sinaliza em segundos as áreas da retina com possíveis anomalias;
- Integração com o EyerCloud, plataforma online para gerenciamento dos exames.
Sobre a Phelcom
A Phelcom Technologies é uma medtech brasileira sediada em São Carlos, interior de São Paulo. A história da empresa começou em 2016, quando três jovens pesquisadores – um físico, um engenheiro eletrônico e um engenheiro de computação (PHysics, ELetronics, COMputing) – criaram um retinógrafo portátil integrado a um smartphone.
O primeiro protótipo da Phelcom foi inspirado pela experiência pessoal de um dos sócios, Diego Lencione, cujo irmão enfrentou uma grave condição que comprometeu severamente sua visão desde a infância.
Em 2019, a Phelcom lançou no mercado brasileiro o seu primeiro produto: o retinógrafo portátil Eyer. Cinco anos depois, lançou o Eyer2, uma plataforma de exames visuais que permite realizar registros dos segmentos posterior e anterior com alta qualidade de imagem.
Hoje, com 10 anos de história, a tecnologia da Phelcom já beneficiou mais de duas milhões de pessoas no Brasil e em diversos países, como Estados Unidos, Japão, Chile, Colômbia, Argentina e Emirados Árabes, sendo utilizada também em mais de 200 ações sociais.
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