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Biomarcadores na retina podem revelar transtornos do espectro autista e TDAH
agosto 5, 2022
Gabriela Marques

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Saiba mais sobre o estudo, os resultados e como pode ajudar no diagnóstico precoce dessas doenças no futuro.
Biomarcadores Na Retina

Biomarcadores na retina já revelaram diversas doenças não apenas dos olhos, mas do corpo também. E muitas manifestam os primeiros sinais justamente neste tecido localizado no fundo do olho.

Por exemplo, densidade ou tortuosidade dos vasos sanguíneos nos olhos podem demonstrar risco de infarto. Já o afinamento das paredes da retina por causa da deterioração de células nervosas pode indicar doença de Parkinson.

Agora, pesquisadores da Austrália descobriram que a retina pode sinalizar distúrbios do desenvolvimento neurológico em crianças, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O trabalho foi divulgado no periódico Frontiers in Neuroscience.

Em seguida, entenda como foi realizado o estudo, os resultados e como pode ajudar no diagnóstico precoce dessas doenças no futuro.

 

A pesquisa

 

A pesquisa analisou 226 crianças e adolescentes, sendo 55 com TEA, 15 com TDAH e 156 jovens como grupo de controle, sem quadro das doenças.

Para avaliar a função do fundo do olho, os cientistas realizaram eletrorretinograma (ERG). “A retina tem nervos que emitem diferentes sinais. Se pudermos identificá-los e localizá-los em vias específicas, podemos mostrar as diferenças entre TDAH e TEA e, potencialmente, de outras condições do neurodesenvolvimento”, explica o pesquisador Paul Constable, em comunicado oficial.

O exame demonstrou que crianças com TDAH apresentaram maior energia dentro do ERG geral, enquanto crianças com TEA mostraram menos energia produzida a partir de estímulos.

 

Os resultados

 

Em muitos casos, TEA e TDAH apresentam características semelhantes. Por isso, os diagnósticos para ambas as doenças podem ser demorados e complicados. Isso porque não existe um teste simples e ágil para identificar a condição.

Dessa maneira, o pesquisador acredita que essas descobertas preliminares indicam resultados promissores para diagnósticos mais rápidos e tratamentos aprimorados no futuro.

No entanto, este é o primeiro estudo desse tipo e ainda está em estágio preliminar. Mas, os resultados sugerem que potenciais biomarcadores da retina podem sinalizar e distinguir TDAH e TEA em crianças e adolescentes.

 

TEA e TDAH

 

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) são distúrbios do desenvolvimento neurológico mUITO comuns na infância.

Crianças diagnosticadas com TEA se comportam, se comunicam, interagem e aprendem de maneiras diferentes da maioria das outras pessoas. Já o TDAH é caracterizado pelo excesso de atividade, em que o jovem luta para prestar atenção e tem dificuldade em controlar comportamentos impulsivos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 100 crianças tem TEA. Em relação ao TDAH, de 5% a 8% são diagnosticadas com a condição, sobretudo meninos.

Esses distúrbios necessitam de cuidados especiais. Dessa forma, o diagnóstico precoce é fundamental para que os jovens possam ter um desenvolvimento pleno, conforme suas necessidades.

 

Fonte: University of South Australia

 

Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.

 

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