Você já ouviu falar de blockchain na saúde? A tecnologia é um sistema de segurança de dados incorruptível, descentralizado e transparente. Isso porque conta com uma robusta criptografia que esconde a identificação do usuário e dos donos da informação. Além disso, só pode ser validada por consenso e não pode ser alterada por uma única pessoa, sem autorização do restante.

Neste setor, um dos principais benefícios é a proteção superior de volumoso número de dados. Ainda mais agora com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Em seguida, entenda o que é o blockchain e quais as possibilidades promissoras de uso na área da saúde.

 

Blockchain: o que é

 

O blockchain surgiu há aproximadamente 10 anos como uma ferramenta de segurança ultra segura e sem falhas para realização de transações financeiras com criptomoedas (moeda digital), como o Bitcoin. Atualmente, é avaliada como a tecnologia de maior impacto na revolução digital desde o aparecimento e popularização da internet.

A ferramenta de decodificação é baseada numa estrutura de dados conhecida como “cadeia de blocos”. Cada um deles possui transações que contém determinado número de informações em que só pessoas autorizadas podem inserir, modificar ou visualizar. Além disso, as informações só podem ser validadas por consenso.

É totalmente privado, pois esconde a identificação do usuário e dos proprietários da informação por meio de códigos complexos devido a uma potente criptografia. Isso blinda o acesso de pessoas não autorizadas e torna quase impossível o vazamento das informações.

Esse, portanto, é o grande diferencial do blockchain em relação aos outros sistemas de segurança de dados.

Desse modo, é muito empregado em softwares relacionados à segurança e empresas de diversos setores já estão aproveitando para outras finalidades, como certificação e autenticidade de documentos, registro de contratos e de propriedade intelectual.

Na área de saúde, já têm healthtechs que implantaram o blockchain em soluções como armazenamento de dados na nuvem, em que é possível compartilhar desde pesquisas médicas até informações dos pacientes.

 

blockchain na saúde

 

Blockchain na saúde: principais vantagens

 

Sem dúvida, a principal vantagem do uso do blockchain na saúde é a segurança de dados superior aos outros sistemas. Por exemplo, cada pessoa ou instituição envolvida no processo possui uma chave de acesso que decodifica as informações. No caso de dados do paciente, só ele pode permitir o acesso. Dessa forma, ele se torna o “guardião” das suas próprias informações médicas. Tudo isso de maneira ágil e não burocrática.

Com isso, é possível ter acesso ao histórico completo do paciente e realizar o atendimento de maneira mais assertiva. Por exemplo, conseguir diagnósticos mais precisos e direcionar para tratamentos mais efetivos.

Os profissionais também podem obter ensaios clínicos e novas pesquisas de forma mais simples e rápida. Por exemplo, estudos feitos de forma descentralizada, em vários países e ainda em sigilo, podem ser os dados inseridos em uma ferramenta com blockchain e compartilhados apenas com pessoas de interesse.

Outros benefícios possíveis são controlar e rastrear suprimentos hospitalares e farmacêuticos, ainda mais com uma legislação que impõe diversas regras de transporte e armazenagem. Além disso, pode diminuir problemas com fornecimento de medicamentos falsos.

Há a possibilidade também de utilizar a tecnologia para monitorar doenças e prever possíveis epidemias.

Por fim, outra oportunidade é de uso na precificação e pagamentos de serviços de saúde. Isso porque pode melhorar a gestão de identidade, fornecer contratos inteligentes e agilizar os recebimentos com transferências imediatas. Por exemplos, há sistemas que permitem que requerimentos sejam processados em questão de segundos em vez de semanas ou meses.

 

Blockchain na saúde: ferramenta promissora

 

De fato, podemos afirmar que o uso do blockchain na saúde é bastante promissor ao garantir segurança extrema de dados, armazenar as informações médicas do paciente e ampliar o acesso ao histórico do paciente, de ensaios clínicos e resultados de novas pesquisas ainda sigilosos.

Com isso, a ferramenta pode transformar o setor ao reorganizar operações, gerar novos modelos de negócio e integrar registros médicos dos pacientes.

 

Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.

 

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