O conceito de Bussiness Intelligence (BI) ou Inteligência Empresarial busca auxiliar a gestão de negócios a partir da coleta, gerenciamento e análise de dados. Inclusive, na área de saúde.

Cada vez mais consultórios, clínicas, hospitais e demais instituições do setor têm aderido ao sistema. Dentre suas principais vantagens, estão a possibilidade de avaliações mais assertivas de informações, aumento da produtividade, otimização de processos e identificação de melhorias e oportunidades.

Em seguida, entenda como funciona o sistema, quais os benefícios e como implantar o BI na saúde.

 

BI na saúde: como funciona

 

O BI coleta todos os dados gerados pela clínica e armazena em um único local e de forma segura. Apenas essa função já é uma grande vantagem, principalmente devido à nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa funcionalidade torna mais rápida e eficaz a análise de informações e a tomada de decisões, como novas ações para melhoria de processos ou correção de gargalos, por exemplo.

De fato, a facilidade de integração de inúmeros dados e a variedade de sistemas especializados no mercado em BI permitem mais inteligência aos consultórios. E isso pode ser de ponta a ponta, desde a consulta ao paciente até o balanço financeiro diário, quando integrado aos softwares médicos de gestão já implementados.

Por meio de gráficos e relatórios simples, é possível aumentar a visão estratégica do negócio como um todo, pois o BI na saúde consegue mostrar ângulos diferentes sobre o seu modelo de gestão.

Inclusive, é possível usar BI também nos equipamentos ao fazer a gestão de dados de cada paciente. Dessa forma, dá para conhecer profundamente as potencialidades de cada aparelho.

 

BI na saúde: vantagens

 

Em seguida, veja os principais benefícios do uso de BI na saúde:

 

1.      Análise profunda dos dados

 

A sua clínica gera uma grande quantidade de dados por dia, como consultas, prontuário médico do paciente, entrada e saída do estoque, despesas, receitas etc. Avaliar todas essas informações manualmente, praticamente, é impossível. Por isso, cada vez mais negócios na área de saúde optam por ferramentas de BI.

O sistema disponibiliza os dados em relatórios e gráficos simples de interpretar e de maneira mais ágil. Por exemplo, você pode avaliar quantos pacientes atende em média por dia, o tempo de consulta, a quantidade de faltas, a taxa de retorno e de quais planos de saúde fazem parte.

 

BI na saúde

Foto: Freepik

 

2.      Otimização de processos

 

Com as informações na palma da mão, é possível corrigir problemas e melhorar os processos. Por exemplo, é possível identificar o número de faltas mensais e realizar ações para diminui-lo, como enviar lembretes da consulta com um dia de antecedência. Ou estabelecer o tempo aproximado de duração de determinado material descartável e já solicitar a reposição com antecedência.

Com toda a certeza, isso já gera mais qualidade no dia a dia e maior rentabilidade ao negócio.

 

3.      Prevenção de riscos e identificação de oportunidades

 

A otimização de processos está vinculada diretamente à redução de riscos. Como o BI na saúde ajuda a identificar os gargalos do negócio, você pode se antecipar aos problemas que podem trazer sérios prejuízos e dores de cabeça. Por exemplo, a quantidade de pacientes atendidos cai em determinados períodos do ano. Com a ciência desse cenário, você já prepara o caixa para essa fase.

Além de prever riscos, a ferramenta também permite identificar oportunidades de crescimento. Por exemplo, tem uma procura constante pelos serviços da sua clínica e uma enorme lista de espera? Talvez é um indicativo de que está na hora de aumentar o negócio. Tudo dependerá do que os demais dados dizem.

 

4.      Gestão com mais qualidade

 

Tudo isso leva, naturalmente, a melhoria da gestão. Ao mostrar a situação real do seu negócio, o BI na saúde permite corrigir erros, implementar novos processos, oferecer diagnósticos mais assertivos, organizar a rotina, melhorar a produtividade, aumentar a rentabilidade e reduzir custos. E, claro, melhorar a qualidade do atendimento ao paciente.

Para utilizar a ferramenta, é preciso recorrer aos sistemas médicos de gestão para fornecer os dados para a ferramenta. Se ainda não possui ou está em busca de novas opções mais completas, é preciso levar em consideração a facilidade de acesso e a organização das informações oferecidas. Avalie também se possui tecnologias de última geração, armazenamento em nuvem com segurança total de dados e um bom suporte.

 

Revisado por Paulo Schor, médico oftalmologista, professor livre docente e diretor de inovação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colaborador da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein.

 

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